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PORTAL DEFESANET


Forças Especiais fazem treinamento conjunto em formato inédito no Exercício Tápio

Além dos Operadores Especiais da FAB e da Marinha, o treinamento contou com a participação de 23 aeronaves em voo de pacote

Agência Força Aérea | Publicada em 30/08/2020 15:50

Militares de Operações Especiais da Força Aérea Brasileira (FAB) participaram, na quarta-feira (26AGO08), na Ala 5 – Base Aérea de Campo Grande, de um treinamento conjunto com formato inédito no Exercício Operacional Tápio. Com o objetivo de simular um cenário de guerra não convencional, o treinamento também envolveu operadores especiais do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC) e do Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros Navais (Tonelero), da Marinha do Brasil, além de um voo de pacote com 23 aeronaves simulando uma coalizão de tropas amigas.

O treinamento foi articulado pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) e apresentou alto grau de complexidade por envolver diversas Força Aérea executadas por operadores especiais, entre elas, Infiltração por meio de salto livre operacional, Guiamento Aéreo Avançado, Ação Direta e Exfiltração de ambiente hostil por helicóptero.


O objetivo da Ação Direta perpassou a missão como um todo. Na simulação proposta, dois alvos deveriam ser abordados pelos militares de Operações Especiais em solo.

“Um dos principais desafios foi conseguir integrar todas as equipes espalhadas pelo terreno para que as ações fossem executadas de forma sequencial na janela de tempo previsto. Também foi um desafio a coordenação entre as tropas em solo e o grande volume de aeronaves no local”, explicou um dos operadores do PARA-SAR que participou da missão.

Já o terceiro alvo, um arsenal de carros de combate, foi atingido por um lançamento realizado pela aeronave A-29, a qual foi Guiada pelos operadores especiais em solo.

O A-29 foi uma das 23 aeronaves que participaram da Missão Aérea Composta (COMAO, do inglês Composite Air Operation) designada para apoiar a operação dos militares no terreno. O Mission Commander, Major Paulo Roberto Falcão, piloto responsável por coordenar o voo de pacote, ressaltou a complexidade da missão.

"Além do fluxo normal das Unidades Aéreas durante o pacote, havia fluxo específico no solo também, que tinha que ser controlado e dosado de forma que nós conseguíssemos cumprir a missão com segurança, tanto de voo, quanto no cenário fictício hostil”, ressalta.

O Adjunto da Divisão de Controle Operacional Terrestre do Comando de Preparo (COMPREP), Major de Infantaria Antonio Luiz Moura Junior, ressaltou a importância de realizar treinamentos coordenados entre militares de Operações Especiais em solo com apoio das aeronaves em voos de pacote.

“As missões de Operações Especiais demandam muito do Apoio Aéreo Aproximado e se não houver um real entendimento de que a Força Aérea pode potencializar o trabalho dos operadores, a missão pode não ser cumprida com êxito”, esclarece.
 
Segundo ele, o treinamento teve um saldo positivo. “A avaliação de todos os participantes é de que foi uma missão muito positiva. Foi um treinamento de alta complexidade, onde todos conseguiram fazer com que a ação no objetivo, que tinha uma janela pré-determinada, fosse bem sucedida”, destaca.

Exercício Operacional Tápio

Reforçando a capacidade de atuação da Força Aérea Brasileira, a realização do Exercício Operacional Tápio é fundamental para garantir a continuidade da capacitação operacional dos militares da Instituição e a pronta-resposta para emprego em diversas missões que são executadas pela Força. A manutenção da qualificação e capacitação operacional garantem que os militares estejam preparados para atuar em missões como as de combate aos focos de incêndio no Pantanal, a Operação Verde Brasil 2 e a Operação COVID-19 (de apoio ao enfrentamento à pandemia do novo coronavírus), além da atuação em casos de resgate de enfermos em navios, transporte logístico, entre outras.

Esta edição do Exercício Operacional Tápio (EXOP Tápio) tem com diferencial as medidas adotadas para combate e prevenção à COVID-19. O treinamento conta com a execução de um Plano de Biossegurança, instalação de uma Unidade Celular de Saúde (UCS), aeronaves adaptadas para Evacuação Aeromédica, locais designados para eventual isolamento social e um Esquadrão de Saúde equipado para receber pacientes com agravamento do quadro clínico. Todas essas ações fazem parte do planejamento de saúde elaborado para o Exercício.

 
Veja a matéria de vídeo

Militares do PARA-SAR, do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC) e do Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros Navais (Tonelero) participaram do treinamento que também envolveu 23 aeronaves em voo de pacote (COMAO, do inglês Composite Air Operation). Entre as aeronaves participantes estavam: A-29 Super Tucano, A-1, AH-2 Sabre, H-36 Caracal, H-60L Black Hawk, C-130 Hércules, C-105 Amazonas, C-95 Bandeirante, SC-105 Amazonas, E-99. Os operadores especiais executaram Infiltração por meio de salto livre operacional, Guiamento Aéreo Avançado, Ação Direta com Combate em ambientes confinados (CQB – Close quatters battle) e Exfiltração de ambiente hostil por helicóptero.

DEFESA AÉREA & NAVAL


EXOP Tápio: Operações Especiais da FAB e MB simulam cenário de guerra não convencional


Publicada em 30/08/2020 13:33

Militares de Operações Especiais da Força Aérea Brasileira (FAB) participaram, nesta quarta-feira (26/08), na Ala 5 – Base Aérea de Campo Grande, de um treinamento conjunto com formato inédito no Exercício Operacional Tápio. Com o objetivo de simular um cenário de guerra não convencional, o treinamento também envolveu operadores especiais do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC) e do Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros Navais (Tonelero), da Marinha do Brasil, além de um voo de pacote com 23 aeronaves simulando uma coalizão de tropas amigas.

O treinamento foi articulado pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) e apresentou alto grau de complexidade por envolver diversas Ações de Força Aérea executadas por operadores especiais, entre elas, Infiltração por meio de salto livre operacional, Guiamento Aéreo Avançado, Ação Direta e Exfiltração de ambiente hostil por helicóptero.

O objetivo da Ação Direta perpassou a missão como um todo. Na simulação proposta, dois alvos deveriam ser abordados pelos militares de Operações Especiais em solo.

“Um dos principais desafios foi conseguir integrar todas as equipes espalhadas pelo terreno para que as ações fossem executadas de forma sequencial na janela de tempo previsto. Também foi um desafio a coordenação entre as tropas em solo e o grande volume de aeronaves no local”, explicou um dos operadores do PARA-SAR que participou da missão.

Já o terceiro alvo, um arsenal de carros de combate, foi atingido por um lançamento realizado pela aeronave A-29, a qual foi Guiada pelos operadores especiais em solo.

O A-29 foi uma das 23 aeronaves que participaram da Missão Aérea Composta (COMAO, do inglês Composite Air Operation) designada para apoiar a operação dos militares no terreno. O Mission Commander, Major Paulo Roberto Falcão, piloto responsável por coordenar o voo de pacote, ressaltou a complexidade da missão.

“Além do fluxo normal das Unidades Aéreas durante o pacote, havia fluxo específico no solo também, que tinha que ser controlado e dosado de forma que nós conseguíssemos cumprir a missão com segurança, tanto de voo, quanto no cenário fictício hostil”, ressalta.

O Adjunto da Divisão de Controle Operacional Terrestre do Comando de Preparo (COMPREP), Major de Infantaria Antonio Luiz Moura Junior, ressaltou a importância de realizar treinamentos coordenados entre militares de Operações Especiais em solo com apoio das aeronaves em voos de pacote.

“As missões de Operações Especiais demandam muito do Apoio Aéreo Aproximado e se não houver um real entendimento de que a Força Aérea pode potencializar o trabalho dos operadores, a missão pode não ser cumprida com êxito”, esclarece.

Segundo ele, o treinamento teve um saldo positivo. “A avaliação de todos os participantes é de que foi uma missão muito positiva. Foi um treinamento de alta complexidade, onde todos conseguiram fazer com que a ação no objetivo, que tinha uma janela pré-determinada, fosse bem sucedida”, destaca.

FONTE e FOTOS: FAB

Vídeo – FAB realiza primeiro ressuprimento aéreo para a nova EACF


Guilherme Wiltgen | Publicada em 30/08/2020 13:47

Uma aeronave C-130 Hércules, operada pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1°/1° GT) – Esquadrão Gordo, localizado no Rio de Janeiro (RJ), transportou, pela primeira vez após a reinauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz, que fica na ilha Rei George, na Bahia do Almirantado, cerca de duas toneladas de materiais.

A carga transportada era composta por alimentos, medicamentos e equipamentos que serão usados pelos integrantes da Estação que há cinco meses não recebia apoio logístico, devido ao cumprimento dos protocolos e métodos de biossegurança para enfrentamento ao novo Coronavírus.

Para tanto, o Esquadrão Gordo foi engajado na Ação de Força Aérea de Transporte Aéreo Logístico com Ressuprimento Aéreo pelo método CDS (Container Delivery System), modelo de apoio prestado em épocas de inverno, quando a única forma de ressuprimento da Estação Brasileira é via lançamento de carga, devido ao congelamento da Baía do Almirantado.

Segundo o Comandante da aeronave, Major Aviador André Nicolazzi da Rocha, apesar das intempéries do local a missão foi cumprida conforme o previsto. “Realizamos o lançamento da carga em nove passagens e todo material foi entregue na Estação com precisão”, explica o oficial.

O Brasil faz parte do grupo de países signatários do Tratado Antártico, um acordo que possibilita as pesquisas científicas na região. Ao longo desses 37 anos, por meio do apoio aéreo, a FAB tem contribuído para viabilizar a presença do Brasil, uma vez que as características geográficas e o clima extremo dificultam o acesso ao continente.

FONTE e FOTOS: FAB

 

PORTAL AEROFLAP


FAB realiza primeiro transporte Aéreo Logístico para a nova Estação na Antártica


Pedro Viana | Publicada em 30/08/2020 19:16

Uma aeronave C-130 Hércules, operada pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1°/1° GT) – Esquadrão Gordo, localizado no Rio de Janeiro (RJ), transportou, pela primeira vez após a reinauguração da Estação Antártica Comandante Ferraz, que fica na ilha Rei George, na Baía do Almirantado, cerca de duas toneladas de materiais.

A carga transportada era composta por alimentos, medicamentos e equipamentos que serão usados pelos integrantes da Estação que há cinco meses não recebia apoio logístico, devido ao cumprimento dos protocolos e métodos de biossegurança para enfrentamento ao novo Coronavírus.

Para tanto, o Esquadrão Gordo foi engajado na Ação de Força Aérea de Transporte Aéreo Logístico com Ressuprimento Aéreo pelo método CDS (Container Delivery System), modelo de apoio prestado em épocas de inverno, quando a única forma de ressuprimento da Estação Brasileira é via lançamento de carga, devido ao congelamento da Baía do Almirantado.

Segundo o Comandante da aeronave, Major Aviador André Nicolazzi da Rocha, apesar das intempéries do local a missão foi cumprida conforme o previsto. “Realizamos o lançamento da carga em nove passagens e todo material foi entregue na Estação com precisão”, explica o oficial.

O Brasil faz parte do grupo de países signatários do Tratado Antártico, um acordo que possibilita as pesquisas científicas na região. Ao longo desses 37 anos, por meio do apoio aéreo, a FAB tem contribuído para viabilizar a presença do Brasil, uma vez que as características geográficas e o clima extremo dificultam o acesso ao continente.

Via – FAB

Vídeo:

 

Helicóptero da FAB mantém apoio no combate ao incêndio no Pantanal


Pedro Viana | Publicada em 30/08/2020 06:55

Uma aeronave H-60L Black Hawk da Força Aérea Brasileira (FAB), operada pelo Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAV) – Esquadrão Pantera, segue engajada na missão de Transporte Aéreo Logístico na Operação Pantanal, deflagrada pelo Ministério da Defesa.

A ação teve início em 27 de julho, no Mato Grosso do Sul (MS) e, desde o dia 5 de agosto, foi estendida para o Mato Grosso (MT).

O H-60L Black Hawk cumpriu, do dia 24 ao dia 29 de agosto, missões de Transporte Aéreo Logístico em apoio ao combate às chamas que atingem a região do Pantanal.

A aeronave transportou na segunda-feira (24) e terça-feira (25) brigadistas do Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul até a Ilha Camargo Correa e proximidades da Rodovia Transpantaneira, respectivamente, para combate ao fogo.

Já na quarta-feira (26), o voo foi de reconhecimento para monitorar as chamas. Na quinta-feira (27), o H-60L Black Hawk transportou equipamentos do município de Poconé (MT) para Cuiabá, capital do estado do Mato Grosso, em apoio à Marinha do Brasil.

Na sexta-feira (28), brigadistas do Corpo de Bombeiros e profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) foram levados até o município de Santo Antônio de Leverger (MT) para combater os incêndios. No sábado (29), o helicóptero transladou os brigadistas até o porto da fazenda Santa Maria, no município de Poconé (MT).

O Sargento Leandro Pataro, especialista em Guarda e Segurança e tripulante da aeronave, relatou a atuação da equipe em ajudar no combate aos incêndios.

“Muito gratificante poder ajudar bombeiros e militares do Brasil que estão empenhados em salvaguardar vidas e o patrimônio natural”, disse.

Operação Pantanal

A Operação Pantanal, deflagrada pelo Ministério da Defesa, conta com a atuação das Forças Armadas, empregando aeronaves no combate a incêndios e atuando em parceria com agências federais e estaduais, por conta das queimadas na região.

O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Organização da FAB responsável pelo emprego das aeronaves, realiza a coordenação junto ao Ministério da Defesa (MD), que atendeu à solicitação dos governos estaduais.

Para cumprir a demanda, o MD estabeleceu um Centro de Coordenação no Comando do 6º Distrito Naval, na cidade de Ladário (MS). Também participam das ações helicópteros da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro.

Via – FAB

OUTRAS MÍDIAS


TECNODEFESA - TÁPIO 2020 – A vez das Forças de Operações Especiais

Além dos Operadores Especiais da FAB e da Marinha, o treinamento contou com a participação de 23 aeronaves em voo de pacote

Paulo Roberto Bastos Jr | Publicada em 30/08/2020 20:43

Militares de operações especiais da Força Aérea Brasileira (FAB) participaram, nesta quarta-feira, sai 28 de agosto, na Ala 5, Base Aérea de Campo Grande, de um treinamento conjunto com formato inédito no Exercício Operacional Tápio. Com o objetivo de simular um cenário de guerra não convencional, o treinamento também envolveu operadores especiais do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC) e do Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros Navais (Tonelero), da Marinha do Brasil, além de um voo de pacote com 23 aeronaves simulando uma coalizão de tropas amigas.

O A-29 foi uma das 23 aeronaves que participaram da Missão Aérea Composta (COMAO, do inglês Composite Air Operation) designada para apoiar a operação dos militares no terreno. O Mission Commander, major Paulo Roberto Falcão, piloto responsável por coordenar o voo de pacote, ressaltou a complexidade da missão.

“Além do fluxo normal das Unidades Aéreas durante o pacote, havia fluxo específico no solo também, que tinha que ser controlado e dosado de forma que nós conseguíssemos cumprir a missão com segurança, tanto de voo, quanto no cenário fictício hostil”, ressalta.

O adjunto da Divisão de Controle Operacional Terrestre do Comando de Preparo (COMPREP), major de infantaria Antonio Luiz Moura Junior, ressaltou a importância de realizar treinamentos coordenados entre militares de Operações Especiais em solo com apoio das aeronaves em voos de pacote.

“As missões de Operações Especiais demandam muito do Apoio Aéreo Aproximado e se não houver um real entendimento de que a Força Aérea pode potencializar o trabalho dos operadores, a missão pode não ser cumprida com êxito”, esclarece.

Segundo ele, o treinamento teve um saldo positivo. “A avaliação de todos os participantes é de que foi uma missão muito positiva. Foi um treinamento de alta complexidade, onde todos conseguiram fazer com que a ação no objetivo, que tinha uma janela pré-determinada, fosse bem sucedida”, destaca.

Exercício Operacional Tápio

Reforçando a capacidade de atuação da Força Aérea Brasileira, a realização do Exercício Operacional Tápio é fundamental para garantir a continuidade da capacitação operacional dos militares da Instituição e a pronta-resposta para emprego em diversas missões que são executadas pela Força. A manutenção da qualificação e capacitação operacional garantem que os militares estejam preparados para atuar em missões como as de combate aos focos de incêndio no Pantanal, a Operação Verde Brasil 2 e a Operação COVID-19 (de apoio ao enfrentamento à pandemia do novo coronavírus), além da atuação em casos de resgate de enfermos em navios, transporte logístico, entre outras.

Esta edição do Exercício Operacional Tápio (EXOP Tápio) tem como diferencial as medidas adotadas para combate e prevenção à COVID-19. O treinamento conta com a execução de um plano de biossegurança, instalação de uma Unidade Celular de Saúde (UCS), aeronaves adaptadas para evacuação aeromédica, locais designados para eventual isolamento social e um Esquadrão de Saúde equipado para receber pacientes com agravamento do quadro clínico. Todas essas ações fazem parte do planejamento de saúde elaborado para o exercício.

Texto: Tenente Iris, CECOMSAER
Vídeo: Sargento Santiago, CECOMSAER
Fotos: Soldado Avalhaes, Ala 5

INFODEFENSA - A Infantaria da Força Aérea Brasileira, especialista em defesa aérea e operações de resgate - Noticias Infodefensa América


Roberto Valadares Caiafa | Publicada em 31/08/2020 07:51

O Exercício Operacional Tápio, além de exercitar em combate as aeronaves da Força Aérea Brasileira, treina sua Infantaria, especialmente na defesa de suas bases aéreas contra ameaças externas, busca e resgate de combate de aviadores abatidos em território inimigo e missões especiais contra alvos inimigos de alto valor.

O Curso de Infantaria na Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP), dura quatro anos e é bem completo.

As atividades específicas começam no segundo ano, quando começam as matérias técnico-especializadas que fazem parte de iniciação na área, entre elas, Táticas de Combate Terrestre, Navegação Terrestre e Equipamentos Bélicos.

Nas missões de guarda e segurança das bases aéreas e medidas de controle em solo (abordagem) de aeronaves interceptadas (após o pouso), a Infantaria da FAB atua através dos seus BINFA (Batalhões de Infantaria) ou empregando seus PA (Polícia da Aeronáutica) armados com o fuzil regulamentar HK-33 e pistolas 9mm Taurus de fabricação nacional.

Os militares são protegidos nessas ações por coletes e capacetes balísticos com nível de proteção

Os Especialistas em Guarda e Segurança passam dois anos em formação na Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá (SP)

Nas missões C-SAR e de Operações Especiais, atua a tropa do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento, mais conhecido como PARA-SAR, militares qualificados em infiltrações e exfiltrações pelo ar, resgate de combate, demolição com explosivos e diversas outras habilitações.

Essa tropa profissional (oficiais e sargentos) está baseada na Base Aérea de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, sendo comandado por um coronel de infantaria.

O esquadrão não possui aviões ou helicópteros, o grupo é transportado por outros esquadrões aos locais onde precisa agir.

O PARA-SAR tem por finalidade a instrução das equipes de resgate da FAB e a realização de Missões de Operações Especiais e Busca e Salvamento.

O ingresso no esquadrão é voluntário para oficiais de Infantaria e graduados (Sargentos) incluindo outros Quadros da Força, quando necessário.

Hoje a formação operacional do efetivo é realizada através de cursos ministrados pelo próprio PARA-SAR e demais Forças Armadas, e abrange os níveis de operacionalidade em Operações Especiais e de Busca e Salvamento.

O integrante do PARA-SAR pode realizar, a título de progressão profissional, o Curso de Comandos de Força Aérea (CCFA).

Realizado a cada dois anos, inclui oficiais e graduados do PARA-SAR e de outras Unidades de Infantaria do País, que são treinados para cumprir as ações de Reconhecimento Especial, Ação Direta e Contraterrorismo.

O CCFA, que tem por objetivo capacitar o militar para o desempenho das atividades de operações especiais, tem a duração de 13 semanas e percorre os mais variados ambientes operacionais do País: selva, mar, montanha, pantanal, área urbana e rural, entre outros.

Na sua formação, o militar do PARA-SAR realiza o Curso de Busca e Salvamento (SAR) visando a formação dos resgateiros atuando a partir da plataforma de asas rotativas e fixas.

Os militares são graduados e oficiais oriundos de diversas unidades da FAB em todo o País. É aberto também para outras Forças Armadas, Polícias Militares e Federais e Corpos de Bombeiros.

Em ações abaixo da linha dágua é necessário possuir o curso de mergulho autônomo, que habilita o militar a realizar o mergulho a ar (autônomo e dependente). Essa capacitação é necessária quando a missão envolve recuperação de carga ou peças de aeronaves acidentadas e submersas.

Para realizar lançamento de pessoal e material leve na vertical de um ponto materializado no solo (letra código) ou na luz verde, é necessário aos militares do PARA-SAR dominarem as técnicas de inspeção de pessoal e aeronaves; dobragem, inspeção e preparação de paraquedas para salto semi-automático; e habilidades necessárias para calcular e efetuar o lançamento de uma equipe de paraquedistas sem ponto materializado no solo (lançamento precursor).

Nesse curso, denominado Técnicas Aeroterrestres (mestre de salto precursor), também é ministrado um reconhecimento técnico pormenorizado dos procedimentos inerentes as funções do mestre de salto, em todas as aeronaves de transporte de tropas operadas pela FAB.

Complementam a extensa formação dos homens do PARA-SAR os cursos de Salto livre militar, que habilita paraquedistas a realizar salto livre operacional, a pequena ou grande altitude, equipados com mochila e armamento, visando seu emprego em operações militares especiais, e o Mestre de salto livre militar, responsável por organizar aeronave para o salto e liderar a equipe em terra.

Entre as matérias, são ministradas noções de meteorologia e leitura de documentos meteorológicos; técnicas de trabalho relativo de velame; precisão no alvo; técnicas avançadas de navegação; e técnicas de queda livre.

Defesa Antiaérea

A Primeira Brigada de Defesa Antiaérea alinha uma força com três Grupos de Defesa Antiaérea (GDAAE) anexados ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA): o Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea (1º GDAAE), localizado em Canoas (RS); o Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2º GDAAE), localizado em Manaus (AM); e o Terceiro Grupo de Defesa Antiaérea (3º GDAAE), localizado em Anápolis (GO).

Eles são capacitados para impedir, do solo, possíveis ataques de aeronaves e engenhos aeroespaciais a pontos estratégicos do País utilizando para esse fim mísseis MANPADS de origem russa, os SA-18 ou IGLA-S, guiados por calor e com alcance de até seis quilômetros.

O treinamento para essa tropa consiste em um intenso programa de instruções, abrangendo a prática semanal em simuladores do míssil antiaéreo IGLA-S, o lançamento de munições inertes de treinamento e o reconhecimento visual das aeronaves civis e militares.

Em determinados períodos, ocorre o tiro com mísseis reais em treinamento conjunto com tropas do Exército que operam o mesmo tipo de míssil nos grupos de artilharia antiaérea (GAC) e o mesmo tipo de radar de baixa altura, o SABER M60, fabricado pela BRADAR, uma subsidiária da Embraer. Esse radar pode gerenciar até 40 alvos em um raio de 60 km, numa altitude de até cinco mil metros.