NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


PORTAL AEROIN


FAB destaca o apoio ao desenvolvimento de drones nacionais no Nordeste e o fortalecimento da soberania tecnológica do Brasil


Murilo Basseto | Publicada em 14/06/2026

A evolução dos drones tem transformado a forma como países planejam sua defesa, monitoram seus territórios e desenvolvem novas capacidades tecnológicas. No Brasil, esse avanço ganha um diferencial estratégico: a produção nacional dessas aeronaves não tripuladas, impulsionando a Base Industrial de Defesa, fortalecendo a soberania tecnológica e ampliando a autonomia do País em diversas áreas. Na Força Aérea Brasileira (FAB), os estudos para expandir o emprego operacional dos drones já estão em estágio avançado.

“No caso do futuro estratégico, já temos estudos dentro do Comando da Aeronáutica visando à utilização dessas tecnologias de drones espalhadas por todo o país. Esses estudos estão aprofundados de maneira que nós, em breve, tenhamos uma capacidade instalada e distribuída por todo o território nacional, utilizando uma tecnologia moderna, de baixo custo e de eficiência reconhecida internacionalmente”, destacou o Chefe da Sexta Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Fábio Luís Morau.

Além de incorporar novas ferramentas, essa estratégia busca consolidar uma cadeia produtiva nacional capaz de desenvolver, fabricar e aperfeiçoar sistemas aéreos remotamente pilotados voltados às necessidades brasileiras. O objetivo é reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras e estimular a inovação dentro do próprio País.

É nesse contexto que o Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA) se consolida como um dos principais articuladores desse ecossistema de inovação. Fruto da parceria entre o Comando da Aeronáutica (COMAER) e o SENAI CIMATEC, o Parque reúne Governo, Forças Armadas, Academia e Indústria em um modelo de cooperação conhecido como Tríplice Hélice, voltado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas de interesse estratégico nacional.

Com sede na Base Aérea de Salvador (BASV), o PITA-BA tem como missão desenvolver sistemas aeroespaciais que garantam ao COMAER maior capacidade operacional com autonomia tecnológica, transformando o Nordeste em um polo estratégico de inovação para o setor aeroespacial.

Os resultados já começam a aparecer. Entre os projetos em andamento está o Centro de Competência em Aeronáutica e Drones, que avança para sua segunda fase. A iniciativa contempla o desenvolvimento de uma estação móvel para ensaios em voo, laboratório de laminação de materiais compósitos, eletrônica embarcada com suporte à Inteligência Artificial, simulação de gerenciamento de tráfego aéreo para drones (UTM), avaliação de combustíveis sustentáveis para aviação e construção de cenários operacionais voltados ao emprego dessas aeronaves.

O projeto reúne universidades, centros de pesquisa e empresas brasileiras, fortalecendo uma rede de inovação que estimula a geração de conhecimento, a formação de profissionais altamente qualificados e o desenvolvimento de tecnologias de alto valor agregado.

Além da pesquisa, o PITA-BA também investe na realização de encomendas tecnológicas voltadas ao desenvolvimento de equipamentos produzidos no Brasil. A iniciativa cria demanda para a Base Industrial de Defesa e incentiva empresas nacionais a desenvolverem soluções inovadoras que poderão atender não apenas às necessidades das Forças Armadas, mas também conquistar espaço no mercado internacional.

Os impactos ultrapassam o setor de defesa. O desenvolvimento nacional de drones movimenta a economia, gera empregos altamente qualificados, fortalece a indústria brasileira e amplia a capacidade do País de exportar tecnologia. Ao mesmo tempo, produz conhecimento científico e tecnológico que permanece no Brasil, criando um ciclo permanente de inovação.

Durante o 1º Encontro de Inovação Aeroespacial (INOVAERO), realizado, no dia 12/06, na BASV, foi reforçada a visão de que o futuro da defesa brasileira se contrói por meio da integração entre instituições públicas, centros de pesquisa e empresas. Como parte da programação, o INOVAERO realizou demonstrações em voo de sistemas aéreos não tripulados, destacando o potencial das tecnologias nacionais para aplicações nos setores de defesa, pesquisa e inovação.

“O drone que apresentamos no INOVAERO foi o DLV-2. Ele tem uma capacidade de carga de até 10kg e voa com velocidade em torno de 75 km por hora. Pode ser utilizado para logística, como transportar equipamento médico, material biológico, equipamento de precisão, qualquer coisa que precise ir de A para B. Além disso, ele é um drone que tem capacidade de atuar em ambientes complexos também”, destacou o Diretor do Conselho e Presidente para as Américas da Empresa Speedbird Aero, André Stein.

REVISTA ASAS


PITA-BA terá missão de desenvolver tecnologias disruptivas para a FAB


Aviação Militar | Publicada em 14/06/2026

O Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA) tem a missão de se tornar um dos principais articuladores do ecossistema de inovação de capacidades aeronáuticas no Brasil, com destaque para a produção nacional de aeronaves não tripuladas. Foi essa uma das principais conclusões do 1º Encontro de Inovação Aeroespacial (INOVAERO), realizado em 12 de junho, na na Base Aérea de Salvador (BASV).

“Vivemos uma época em que os avanços tecnológicos ocorrem em uma velocidade sem precedentes, tornando-se cada vez mais evidente que nenhuma Instituição é capaz de responder aos desafios do futuro de maneira isolada, sendo, portanto, imperativa a construção de parcerias que favoreçam o intercâmbio de ideias, conhecimentos e experiências, de modo a criar um ambiente propício à inovação e à geração de soluções à altura das demandas de nosso tempo”, ressaltou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, durante a abertura do evento.

O centro dos debates foi a implantação do PITA-BA. A foi iniciativa concebida para impulsionar a expansão da indústria aeroespacial nacional e fortalecer as capacidades brasileiras nas áreas de defesa, aeronáutica, espaço e tecnologias avançadas. O PITA-BA reúne condições favoráveis para atividades de desenvolvimento, testes, manutenção, conversão e certificação de aeronaves e sistemas autônomos.

“No caso do futuro estratégico, já temos estudos dentro do Comando da Aeronáutica visando à utilização dessas tecnologias de drones espalhadas por todo o país. Esses estudos estão aprofundados de maneira que nós, em breve, tenhamos uma capacidade instalada e distribuída por todo o território nacional, utilizando uma tecnologia moderna, de baixo custo e de eficiência reconhecida internacionalmente”, destacou o  Major-Brigadeiro do Ar Fábio Luís Morau, do Estado-Maior da Aeronáutica.

Entre os projetos em andamento está o Centro de Competência em Aeronáutica e Drones, que avança para sua segunda fase. A iniciativa contempla o desenvolvimento de uma estação móvel para ensaios em voo, laboratório de laminação de materiais compósitos, eletrônica embarcada com suporte à Inteligência Artificial, simulação de gerenciamento de tráfego aéreo para drones (UTM), avaliação de combustíveis sustentáveis para aviação e construção de cenários operacionais voltados ao emprego dessas aeronaves.

O PITA-BA é uma iniciativa entre o Comando da Aeronáutica (COMAER) e o SENAI CIMATE. Já o INOVAERO foi uma mostra de outras instituições que devem participar do ecossistema de inovação: Forças Armadas, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Caixa, Banco do Nordeste, órgãos de segurança pública, universidades e empresas.

Entre os destaques, estava o drone Albatroz, da Empresa Stella Tecnologia, que possui parte de sua cadeia produtiva desenvolvida integralmente no Brasil, resultado do fortalecimento da indústria nacional e da integração entre os setores de defesa, pesquisa e inovação. “O drone Albatross Vortex voa com uma turbina 100% nacional, desenvolvida pela Empresa Aero Concepts, que tem expertise nesse campo. O nosso drone é uma plataforma aérea feita para essa turbina voar, agora o segundo passo é desenvolver uma plataforma aérea de alta velocidade para embarcar, por exemplo, uma cabeça de guerra de 50kg e poder atingir um alvo a 1000km de distância”, destacou o Presidente da Empresa Stella Tecnologia, Gilberto Buffara Júnior.

Também foi apresentado o DLV-2, com capacidade de carga de até 10kg e velocidade de 75 km/h. “Pode ser utilizado para logística, como transportar equipamento médico, material biológico, equipamento de precisão, qualquer coisa que precise ir de A para B. Além disso, ele é um drone que tem capacidade de atuar em ambientes complexos também”, destacou o Diretor do Conselho e Presidente para as Américas da Empresa Speedbird Aero, André Stein.

OUTRAS MÍDIAS


AEROJOTA - FAB encerra missão na Amazônia após realizar mais de 64 mil atendimentos médicos em regiões isoladas


Da Redação | Publicada em 14/06/2026

A FAB encerra missão na Amazônia após mais de 64 mil atendimentos em áreas isoladas, onde o acesso à saúde ainda depende de longos deslocamentos por rios. Em muitas comunidades, uma consulta especializada pode exigir dias de navegação.

Por isso, a Operação EXCELSIOR 2026 levou atendimento médico, exames preventivos e apoio social a moradores que vivem longe dos grandes centros. A ação terminou na sexta-feira (12), em Oriximiná, no Pará.

Antes disso, porém, o cronograma passou por Itacoatiara e Parintins, no Amazonas. Dessa forma, a maior ação humanitária da Força Aérea Brasileira na Região Amazônica percorreu uma rota estratégica pela calha do Rio Amazonas.

EXCELSIOR 2026 chegou a 64.119 procedimentos - Segundo a FAB, o Exercício de Campanha de Emprego de Logística, Saúde e Intendência Operacional, conhecido como EXCELSIOR 2026, realizou 64.119 procedimentos. A operação ocorreu em parceria com a ONG Voluntários do Sertão.

Durante a missão, equipes ofereceram consultas especializadas, exames preventivos e suporte social. Além disso, a estrutura buscou ampliar o acesso à saúde em localidades de difícil alcance. Com isso, a operação superou expectativas iniciais e encerrou o cronograma com forte impacto social.

O Brigadeiro Médico Alexandre de Araujo Melo, Chefe da Divisão Médica do EXCELSIOR, destacou que a missão entregou resolutividade, efetividade e atendimento humanizado. Segundo ele, a integração entre saúde, intendência e apoio logístico ampliou a capacidade de resposta em cenários complexos.

Oriximiná mostrou a dimensão do desafio logístico - O encerramento em Oriximiná reforçou a complexidade da missão. O município fica no extremo noroeste do Pará, na calha do Rio Trombetas. Além disso, possui uma das maiores extensões territoriais do mundo, com comunidades dispersas em áreas ribeirinhas, quilombolas e indígenas.

Nessa região, o isolamento geográfico impõe barreiras severas. Muitas famílias precisam viajar por dias até centros urbanos para consultas e exames complexos. Portanto, a chegada do Hospital de Campanha representou uma oportunidade rara para moradores que aguardavam atendimento especializado.

Entre os pacientes estava Cleuton Portilio de Sousa, morador da comunidade ribeirinha Aimin. Ele atravessou o rio em uma pequena embarcação, conhecida como rabeta, para avaliar um tumor nas costas. Segundo relato divulgado pela FAB, ele já tinha encaminhamento, mas ainda não havia conseguido atendimento com cirurgião.

Famílias buscaram respostas no Hospital de Campanha - A missão também recebeu moradores de Oriximiná que aguardavam exames para seus familiares. Franciele Aquino Seixas procurou o Hospital de Campanha para investigar um caroço na perna da filha de seis meses. Assim, a operação ajudou famílias que conviviam com dúvidas e dificuldade de acesso a diagnóstico.

Esses relatos mostram que os números da EXCELSIOR 2026 representam mais do que produtividade. Afinal, cada atendimento envolveu uma história de espera, deslocamento e necessidade de resposta médica. Por isso, a operação ganhou relevância humana além do balanço estatístico.

Para os profissionais de saúde, a experiência também marcou a rotina de trabalho. A Tenente Médica Liseane Vieira Lisboa, em sua primeira participação na missão, afirmou que a dificuldade de acesso à saúde chamou sua atenção. Ela destacou que o isolamento geográfico agrava a carência de atendimento na região.

FAB montou uma grande estrutura para sustentar a operação - Para viabilizar os atendimentos, a FAB mobilizou uma estrutura robusta de logística e apoio. Toneladas de insumos hospitalares, medicamentos e equipamentos chegaram às localidades por meio de balsas da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica, a COMARA. Além disso, o Grupo de Apoio Logístico de Campanha, conhecido como GALC, montou e manteve a base de sustentação das equipes. Já o Escalão Móvel de Apoio, o EMA, garantiu alimentação, alojamento, higienização e bem-estar para os militares envolvidos. A segurança das instalações ficou sob responsabilidade do Grupo de Segurança e Defesa, o GSD. Dessa maneira, a operação combinou saúde, logística, intendência e proteção para manter o Hospital de Campanha funcionando em uma região de acesso complexo.

Apoio social e espiritual também fez parte da missão - A EXCELSIOR 2026 não se limitou ao atendimento clínico. A operação também contou com apoio social e espiritual coordenado pelo Serviço de Assistência Religiosa da Aeronáutica, o SARA. O Tenente Capelão José Edvaldo Silva Santos, da Base Aérea de Porto Velho, afirmou que a assistência religiosa buscou levar esperança, acolhimento e conforto espiritual. Segundo ele, o trabalho envolveu militares, voluntários e moradores atendidos durante a missão. Com isso, a FAB reforçou que o cuidado oferecido durante a operação foi além do corpo. A presença de equipes religiosas e sociais buscou fortalecer a dignidade humana, especialmente em comunidades que enfrentam isolamento e carência de serviços.

FAB encerra missão na Amazônia com legado humanitário - Com o fim das atividades em Oriximiná, as tripulações e aeronaves iniciaram o retorno às suas bases. No entanto, a FAB afirma que o legado da operação permanece nas comunidades atendidas. A FAB encerra missão na Amazônia após mais de 64 mil atendimentos em áreas isoladas e reforça sua presença em regiões onde o Estado enfrenta grandes desafios de acesso. Portanto, a EXCELSIOR 2026 mostrou que a atuação da Força Aérea vai além da defesa do espaço aéreo. Ao levar saúde, logística e acolhimento para comunidades remotas, a operação também fortaleceu a integração nacional. Assim, a missão deixou na Amazônia um saldo de assistência, solidariedade e presença institucional em locais onde a necessidade costuma chegar antes do atendimento.