NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


TV GLOBO - JORNAL NACIONAL


Profissionais da saúde desembarcam em Mato Grosso para atender comunidades indígenas


Da Redação | Publicada em 28/07/2020 09:00

TV GLOBO - BOM DIA BRASIL


Operação de militares tenta controlar fogo na Serra do Amolar, MS.


Da Redação | Publicada em 28/07/2020 10:40

PORTAL G1


Fumaça de queimadas encobre cidade do Pantanal e Forças Armadas usam aeronaves para combater incêndios

Corumbá é a cidade que mais registra focos de incêndios no país, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Mais de 780 mil hectares já queimaram este ano no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

Da Redação | Publicada em 28/07/2020 12:28

A cidade de Corumbá, no Pantanal, em Mato Grosso do Sul, amanheceu nesta terça-feira (28) encoberta pela fumaça dos incêndios florestais que atingem a região. A visibilidade ficou bastante comprometida e até quem foi fazer exercícios físicos teve dificuldade de correr ou caminhar.

A situação é vivenciada há semanas pelos moradores do município. Corumbá é a cidade que mais registra focos de incêndios no país, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Uma das áreas mais afetadas é a região da Serra do Amolar. As Forças Armadas, a pedido do governo do estado, montaram uma operação para ajudar a combater as chamas. Quatro helicópteros estão levando combatentes até os focos.

Na manhã desta terça-feira, um avião Hércules C-130 decolou de Campo Grande para ajudar no combate aos incêndios. Estão programadas outras 3 decolagens nesta terça. A aeronave é a única no Brasil que tem toda a estrutura para lançar água em incêndios florestais, com capacidade para levar até 12 mil litros de água.

Mais de 780 mil hectares já queimaram este ano no Pantanal de Mato Grosso do Sul. O governo do Estado decretou estado de emergencial ambiental em Ladário e Corumbá, em razão das queimadas. O documento foi assinado no dia 24 de julho, tem validade por 180 dias e vai possibilitar a realização de contratações emergenciais e a contratação de brigadistas para ajudar no combate aos incêndios

A situação se agravou no Pantanal na última semana. Em sete dias, foram queimados o equivalente a 34 mil campos de futebol .

Veja abaixo vídeo do Bom Dia Brasil sobre o combate aos incêndios na região:

Operação leva profissionais da saúde das Forças Armadas e entrega 3 toneladas de insumos para indígenas xavantes em combate à Covid-19 em MT

A estimativa é atender cerca de nove mil indígenas da etnia xavante, que vivem nas aldeias localizadas no entorno dos Polos Bases de São Marcos e Campinápolis.

Da Redação | Publicada em 28/07/2020 11:07

Uma operação militar é realizada desde segunda-feira (27) para levar atendimento médico e insumos para indígenas xavantes em Mato Grosso, como medida de combate à Covid-19 nas aldeias mato-grossenses.

De acordo com o Ministério da Defesa, a primeira fase da Missão Xavante vai até domingo (2).

A estimativa é atender cerca de nove mil indígenas da etnia xavante, que vivem nas aldeias localizadas no entorno dos Polos Bases de São Marcos e Campinápolis.

Os Polos fazem parte do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Xavante, situado em Barra do Garças, em Mato Grosso.

Para isso, estão sendo deslocados para a região 24 profissionais de saúde das Forças Armadas, oriundos de Hospitais e Organizações Militares de Curitiba (PR), do Rio de janeiro (RJ) e de Brasília (DF).

São médicos clínicos gerais, ginecologistas obstetras, infectologista, pediatras, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que reforçarão o atendimento médico local realizado pelas Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena do DSEI Xavante.

Também, serão transportadas cerca de três toneladas de insumos de saúde. Na carga, medicamentos, Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e testes para Covid-19 enviados pelo Ministério da Saúde, para abastecer a primeira fase da missão e os Polos Bases do Distrito.

A base da operação será em Aragarças (GO), onde está situado o 58º Batalhão de Infantaria Motorizado.

De lá, graças ao apoio aéreo de dois Helicópteros do Exército Brasileiro, os profissionais de saúde irão deslocar-se, diariamente, para os locais pré-estabelecidos pela coordenação da missão, conforme as necessidades demandadas na região e acordadas com as lideranças indígenas locais.

A operação deve se estender até o dia 16 de agosto com atendimento a outros povos e aldeias do estado.

O atendimento médico especializado que será prestado na ação evita o deslocamento dos indígenas para os grandes centros nessa época de pandemia.

Além disso, a realização dos testes rápidos para COVID-19 ajudará no diagnóstico da infecção causada pelo novo coronavírus nas Terras Indígenas da etnia Xavante.

Os indígenas receberão tratamento para os sintomas leves da doença e orientação sobre isolamento social e uso de EPI para o enfrentamento da pandemia.

A segurança das populações indígenas é condicionante básica para a missão. Dessa forma, são adotados protocolos rígidos de saúde.

Todos os integrantes da missão devem apresentar o exame molecular de RT-PCR negativo, sendo que, a partir do momento da coleta, os mesmos passam a ficar em quarentena.

Além disso, antes do embarque para as Terras Indígenas, são realizados testes rápidos imunológicos (IgM e IgG) e uma inspeção sanitária para comprovar a ausência de sinais e sintomas que possam sugerir a COVID-19.

Em função da extensa área de abrangência populacional e territorial, a missão Xavante de apoio às comunidades indígenas da região Centro-Oeste do País será dividida em três fases.

As próximas etapas estão previstas para acontecer de 3 a 9 de agosto, na área do Polo Base Sangradouro, e de 10 a 16 de agosto, no Polo Base Marãiwatséde do DSEI Xavante.

Filipino é resgatado em alto-mar pela Marinha e Força Aérea no Ceará após passar mal a bordo de navio mercante

Estrangeiro sentiu fortes dores abdominais quando navegava a cerca de 277 quilômetros do litoral de Fortaleza.

Por G1 Ce | Publicada em 28/07/2020 10:18 | Atualizado em 28/07/2020 18:41

Um tripulante filipino de 38 anos foi resgatado pela Marinha do Brasil e pela Força Aérea Brasileira no Ceará, após passar mal quando estava a bordo do navio mercante "Halcon Trader", na última sexta-feira (24).

O homem sentiu fortes dores abdominais quando o navio navegava a cerca de 150 milhas náuticas - o equivalente a 277 quilômetros de Fortaleza. A embarcação vinha de Nova Orleans, nos Estados Unidos, e tinha como destino Santos, no litoral paulista. O tripulante estava com suspeita de pancreatite aguda.

A operação de busca e salvamento foi coordenada pelo Salvamar Nordeste, órgão da Marinha do Brasil, e contou com o apoio de uma aeronave H-36 Caracal, do Esquadrão Falcão (1º/8ºGAV), da Força Aérea Brasileira. Todo o processo de resgate durou cerca de três horas de voo.

Com o auxílio da aeronave, o homem foi transportado até o pátio da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER), na capital cearense.

Com o tripulante em solo, a equipe de Busca e Salvamento da Capitania dos Portos do Ceará acionou uma ambulância e acompanhou o deslocamento do paciente até o hospital.

MINISTÉRIO DA DEFESA


Defesa, empresários gaúchos e universidade unem-se em ação de combate à COVID-19


Da Redação | Publicada em 28/07/2020 17:05

O Ministério da Defesa (MD), por meio da Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD), e representantes de empresários da Serra Gaúcha entregaram 4,5 mil unidades de protetores faciais a um centro de distribuição instalado na Universidade de Caxias do Sul (UCS), no Rio Grande do Sul. A ação ocorreu sexta-feira, 24, e faz parte da Operação Covid-19 do Governo Federal.
Da UCS, o equipamento foi levado à Ala 3, anteriormente conhecida como Base Aérea de Canoas, de onde foi transportado pelas Forças Armadas até o Laboratório Químico-Farmacêutico da Aeronáutica, no Rio de Janeiro.

Nesta semana, o MD irá definir a logística. Os protetores serão levados para médicos e agentes de saúde em áreas remotas do país. Tal iniciativa leva em consideração o princípio da Tríplice Hélice (que estabelece a aproximação entre o Poder Público, Academia e Iniciativa Privada).

A produção desses EPIs foi uma das três frentes de ação de enfrentamento à pandemia criadas pelo Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da UCS, o TecnoUCS, no início da quarentena, em 22 de março (as outras duas referem-se à produção de um ventilador pulmonar e de acessórios para esse tipo de aparelho, ambas em andamento). Na primeira fase de operação, até 15 de junho, foram produzidos 150 mil escudos, compostos de uma viseira PET acoplada a uma tiara injetada e dois elásticos de borracha para ajuste. O produto é 100% esterilizável com flanela e álcool 70% líquido. Desses, 142 mil foram distribuídos no Brasil, em sete Estados (RS, SC, PR, SP, RJ, GO, AL), para profissionais das redes públicas de Saúde e de Segurança, e 8 mil no Uruguai.

Além das 4,5 mil unidades de protetores faciais, outra cota com a mesma quantidade deverá ser entregue ao MD nas próximas semanas.

De acordo com o coordenador do grupo de trabalho, Rossano Faé Mendonça, esses protetores faciais serão utilizados por membros das forças militares e agentes de saúde em missão e pela população de comunidades indígenas da região Norte. “As Forças Armadas e o Ministério da Defesa são parceiros fundamentais nesta ação, pois, com a logística oferecida estamos levando os equipamentos para auxiliar no combate à COVID-19 nas mais diversas regiões do país ”, ressaltou.

No mês de junho, o representante do grupo empresarial, que conta com o envolvimento de 32 empresas e instituições, acordou a entrega de 9 mil protetores ao MD, que posteriormente foram levados para comunidades indígenas. Antes disso, a FAB transportou cerca de 15 mil protetores, que foram distribuídos gratuitamente nas cidades de Anápolis (GO), Florianópolis (SC), Maceió (AL) e Distrito Federal.

Operação Covid-19

O Ministério da Defesa ativou, em 20 de março, o Centro de Operações Conjuntas, para atuar na coordenação e no planejamento do emprego das Forças Armadas no combate ao novo coronavírus. Nesse contexto, foram ativados dez Comandos Conjuntos, que cobrem todo o território nacional, além do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), de funcionamento permanente. A iniciativa integra o esforço do governo federal no enfrentamento à pandemia.

As demandas recebidas pelo Ministério da Defesa, de apoio a órgãos estaduais, municipais e outros, são analisadas e direcionadas aos Comandos Conjuntos para avaliarem a possibilidade de atendimento. De acordo com a complexidade da solicitação, tais demandas podem ser encaminhadas ao Gabinete de Crise, que determina a melhor forma de atendimento.

PORTAL DEFESANET


Comandante da Aeronáutica recebe visita do Advogado-Geral da União

Encontro ocorreu na tarde desta segunda-feira (27), no Comando da Aeronáutica, em Brasília (DF)

Da Redação | Publicada em 28/07/2020 10:10

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, recebeu, nesta segunda-feira (27), a visita do Advogado-Geral da União, José Levi Mello do Amaral Júnior. O encontro aconteceu em Brasília (DF) e tratou de temas correlatos às duas Instituições.

O Tenente-Brigadeiro Bermudez falou da importância da visita institucional. “Foi uma forma de agradecer, presencialmente, à Advocacia-Geral da União (AGU), na pessoa do Advogado-Geral, a parceria, o atendimento e a atenção com os assuntos relativos ao Comando da Aeronáutica”, declarou.

De acordo com o Advogado-Geral da União, o encontro foi uma oportunidade de ratificar a cooperação com a Força Aérea Brasileira (FAB). “É uma satisfação para a AGU assessorar a Força Aérea, conferindo segurança jurídica para o cumprimento da sua missão”, destacou o ministro José Levi Mello do Amaral Júnior.

Estavam presentes, ainda, o Comandante-Geral de Apoio da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior; o Chefe do Gabinete do Comandante da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Pedro Luís Farcic; e o Chefe da Assessoria Parlamentar e de Relações Institucionais do Comandante da Aeronáutica, Brigadeiro do Ar Flávio Luiz de Oliveira Pinto.

PORTAL AEROFLAP


FAB atua no combate ao incêndio no Pantanal


André Magalhães | Publicada em 28/07/2020 11:30

Duas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) estão atuando no combate ao incêndio que atinge o Pantanal no Mato Grosso do Sul. São elas: o C-130 Hércules, operado pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1°/1° GT) – Esquadrão Gordo, e o H-60L Black Hawk, operado pelo Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAV) – Esquadrão Pantera.

Por conta das queimadas na região e, atendendo ao pedido do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, o Ministério da Defesa deflagrou, no último sábado (25), a Operação Pantanal. As Forças Armadas estão empregando aeronaves no combate aos incêndios e atuam em parceria com agências federais e estaduais.

O C-130 realizou dois voos nesta segunda-feira (27), a partir da Ala 5 – Base Aérea de Campo Grande, com destino às áreas afetadas pelas chamas. O avião utilizou o sistema de combate a incêndio MAFFS (do inglês, Modular Airborne Fire Fighting System). O equipamento conta com dois tubos que projetam água pela porta traseira do avião, a uma altura aproximada de 150 pés (cerca de 46 metros). A aeronave tem capacidade de lançamento de até 12 mil litros de água em cada decolagem. Além disso, o reservatório em solo tem capacidade para 22 mil litros de água.

O Comandante do C-130, Major Aviador Douglas Luna Lopes da Costa, esclarece como são realizados os voos. “Em função das peculiaridades desse tipo de voo, é necessária uma equipe experiente. Estamos preparados para cumprir a missão de combate a incêndio em voo nesta área, minimizando os danos causados pelas chamas”, disse.

O H-60L Black Hawk, que está deslocado em Corumbá, também realizou duas saídas. O helicóptero transportou militares do Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul para o reconhecimento da área de atuação.

Um dos pilotos do H-60L, Tenente Aviador Danilo Corrêa Alves da Silva, ressaltou a importância do uso das aeronaves da FAB nesta missão. “É uma honra estar nas asas da Força Aérea Brasileira colocando em prática tudo que aprendemos nos treinamentos que realizamos”, disse.

Acionamento  

No último sábado, quando começou a Operação Pantanal, as aeronaves da Força Aérea iniciaram a mobilização. O primeiro voo ocorreu no sábado (25) à noite, quando o C-130 do Esquadrão Gordo decolou do Rio de Janeiro (RJ) para Campo Grande (MS), transportando 12 militares e material de apoio de manutenção do MAFFS, como ferramentas, compressor e reservatório.

A mesma aeronave retornou ao Rio de Janeiro (RJ) já na madrugada do último domingo (26) e, no período da tarde, com o sistema de combate a incêndio instalado, voltou para Campo Grande (MS).

Ainda no sábado (25), a aeronave H-60L Black Hawk do Esquadrão Pantera também iniciou o deslocamento de Santa Maria (RS) para Campo Grande (MS) e, no dia seguinte, para Corumbá (MS), local da operação.  

Operação Pantanal

O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Organização da FAB responsável pelo emprego das aeronaves, realiza a coordenação junto ao Ministério da Defesa (MD), que atendeu à solicitação do Governo do Mato Grosso do Sul. Para cumprir a demanda, o MD estabeleceu um Centro de Coordenação no Comando do 6º Distrito Naval, na cidade de Ladário (MS). Também participam das ações helicópteros da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro.

Fonte: Força Aérea Brasileira/ Fotos: Tenente Josué (5º/8º GAV), Tenente Mayara, Sargento Gedeão e Soldado Moraes (Ala 11) e Soldado Avalhaes (Ala 5)

PORTAL CAMPO GRANDE NEWS


Nesta terça, desafio contra o fogo envolve 1,5 mil hectares do Pantanal

Combate nessa região que antes era submersa só foi possível com a chegada de Aeronave da “elite” da Força Aérea Brasileira

Izabela Sanchez | Publicada em 28/07/2020 13:40

O Itagiloma, como é conhecida essa área desocupada no Pantanal, e 1,5 mil hectares em chamas, são o foco da missão do Hércules e do helicóptero militar - ambas aeronaves da FAB (Força Aérea Brasileira), nesta terça-feira (28). Além das aeronaves, combatem o fogo em Corumbá, a 419 km de Campo Grande, equipe composta por 80 pessoas.

O Ministério da Defesa coordena as operações militares das forças armadas no Pantanal, que queima de forma inédita este ano. Só nesta terça-feira, Corumbá concentra 105 dos 150 focos de incêndio “críticos”, pela intensidade e área atingida pelas chamas, indicados no painel de monitoramento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Essa ação foi desencadeada depois que o governo do Estado decretou Estado de emergência para a região. Chamada de “Operação Pantanal”, começou no último final de semana. Além da aeronave C-130 Hércules, como é chamado oficialmente o modelo do avião de grande estatura, a FAB também mobiliza um “falcão negro”, tradução livre do inglês para o helicóptero militar baseado em Corumbá, o H-60L Black Hawk.

Itagiloma – O fogo alto de 1,5 mil hectares nessa área que deveria estar submersa mobiliza, de forma direta, 80 pessoas entre militares do Corpo de Bombeiros e brigadistas do prevfogo (ligado ao Ibama), mas são cerca de 200 pessoas envolvidas nas queimadas do Pantanal nessa semana.

Sargento do Corpo de Bombeiros e comandante do 3º Grupamento em Corumbá, Carlos Alberto afirma que as equipes voltam a atenção, nesta terça, a essa região que antes abrigava as águas do Rio Paraguai.

As águas do rio estão cerca de 30% abaixo de seu volume normal, segundo estimam tanto Corpo de Bombeiros quanto o IHP (Instituto do Homem Pantaneiro), uma das ongs que atuam na região.

Com isso, o Paraguai deixou emergir material seco que antes era parte das plantas aquáticas. Este ano, viraram alimento perigoso para o fogo.

O comandante do 3º Batalhão também comentou o fogo na região que faz divisa com o Mato Grosso, onde fica fazenda São Bento, nas margens do Rio São Lourenço. Segundo o satélite de monitoramento apontou à equipe, cerca de mil hectares queimam nessa área do Pantanal nesta terça.

Ainda assim, pela dimensão do Pantanal, é preciso organizar a prioridade e é isso que fazem as equipes diariamente antes de começar as frentes de combate. No Itagiloma, conforme o sargento conta, o fogo queima há duas semanas e as equipes terrestres apenas conseguiram “remediar” a situação até então. É por isso que essa região é, hoje, a missão da aeronave Hércules.

Além disso, a região do Itagiloma é uma das áreas que cercam Corumbá e enchem a cidade e a vizinha Ladário de fumaça. O sargento afirma que isso tem sido “plus” no agravamento das doenças respiratórias graves, entre elas, a covid-19, doença do novo coronavírus.

Aeronaves – O Hércules é operado pelo Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1°/1° GT) e a FAB afirma que conduzi-lo para esse tipo de operação, que envolve área de extremo risco no Pantanal, demanda os “top guns” da fora.

O avião utiliza o sistema de combate a incêndio MAFFS (do inglês, Modular Airborne Fire Fighting System).

São dois tubos que projetam água pela porta traseira a uma altura aproximada de 150 pés (cerca de 46 metros). Além dos 12 mil litros de água que tem capacidade de lançar em cada decolagem, possui reservatório com capacidade para 22 mil litros de água.

A viagem do Hércules leva mais de uma hora, saindo de Campo Grande, até a região de Corumbá. O helicóptero também foi mobilizado duas vezes e foi responsável por levar militares do Corpo de Bombeiros para locais impossível de chegar por meio terrestre e aquático.

O “falcão negro” é operado pelo Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAV) , conhecido como “Esquadrão Pantera”.

Ainda não há prazo para o fim da operação, que, até agora, não teve “resultados” divulgados pelas forças que atuam no local. Entre seca que não era vista há muitos anos no Pantanal e Paraguai com nível menor, as queimadas chegaram mais cedo e cercam Corumbá em várias regiões. São milhares de hectares consumidos pelo fogo e outros na retaguarda ou em risco.