NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


PORTAL SPUTNIK BRASIL


Senta a Pua Participação na Segunda Guerra está no DNA da Força Aérea Brasileira


Ana Livia Esteves | Publicada em 27/05/2020 05:24

Não só os pracinhas, mas também os avestruzes da Força Aérea Brasileira contribuíram para a vitória sobre a Alemanha nazista, bombardeando alvos terrestres durante a campanha da Itália.

A história da participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial é dominada pelo papel da Força Expedicionária Brasileira do Exército. Muitos desconhecem a contribuição da Força Aérea Brasileira (FAB) nas patrulhas do Atlântico Sul e em missões de bombardeio na Itália.

"A participação da FAB na Segunda Guerra foi o embrião que permitiu que a força crescesse e evoluísse", explicou o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Rudnei Dias da Cunha à Sputnik Brasil.

Por trás do rompimento das relações diplomáticas entre o Brasil e os países do eixo, houve "intensa negociação", segundo a qual os EUA "se comprometiam a reequipar as Forças Armadas do Brasil, que estavam muito defasadas", disse Cunha.

Além disso, os EUA se comprometeram a financiar a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para deslanchar o projeto de industrialização do Brasil, cobiçado por Getúlio Vargas.

Mas o que provocou a entrada definitiva do Brasil na guerra "foram 6 ataques, realizados por um único submarino alemão U-507, ao longo da costa nordeste do Brasil" em agosto de 1942, contou Cunha. "Perdemos 877 pessoas, entre militares e civis."

Nesse contexto, a FAB foi engajada em missões de patrulha do Atlântico Sul destinadas a afundar submarinos alemães e italianos.

"Avião anfíbio Catalina da FAB afundou um submarino alemão [U-199]. Alguns dos tripulantes alemães foram resgatados pela Marinha americana, e levados prisioneiros para o Rio de Janeiro [...]", relata Cunha.

Luis Gustavo de Barros Gabriel, engenheiro e coordenador do site Senta a Pua, contou à Sputnik Brasil sobre a experiência de seu pai, David Rosal Gabriel, veterano da FAB na guerra.

"Meu pai se tornou soldado da FAB em 1943, quando ele tinha somente 16 anos. Ele era órfão de pai e resolveu entrar na Aeronáutica para garantir uma renda extra para a família", contou Luis Gabriel.

Treinamento

Para integrar o teatro de guerra, a FAB instituiu em 1943 "uma unidade de treinamento em guerra antissubmarina", disse Cunha.

O soldado David Gabriel viu no programa de treinamento uma oportunidade e, "em dezembro de 1943, se voluntariou para integrar o grupo de caça e ir para guerra", contou seu filho.

David Gabriel "estava com 17 anos e fez treinamento nos EUA e no Panamá, junto com o grupo de caça, até embarcar para a Itália em setembro de 1944", contou Luis Gabriel.

Os treinamentos foram pesados e "o segundo-tenente Dante Isidoro Gastaldone faleceu, por uma pane no oxigênio da aeronave. Ele perdeu os sentidos, o avião mergulhou e ele não conseguiu saltar", lamentou Cunha.

Nessa época o grupo de caça começa a interagir e ganhar identidade própria. Após o treinamento, o grupo adota o avestruz como sua mascote.

"Os brasileiros tiveram que encarar a comida norte-americana durante o treinamento: feijão doce e arroz com geleia". Por isso, decidiram adotar o avestruz como símbolo, "uma ave que come de tudo", contou Cunha.

Missão na Itália

O grupo de caça segue dos EUA para Itália no mesmo navio que um famoso grupo de soldados negros americanos, os chamados Buffalo Soldiers.

"Por causa da segregação nos EUA, negros e brancos não podiam ficar juntos. Como os brasileiros são latinos, os americanos colocaram nosso pessoal junto com os negros no navio", relata Gabriel.

"Eles chegaram no porto de Napoli, na Itália, no dia 4 de outubro de 1944, o dia que meu pai fez 18 anos", contou. "Mas eles não conseguem desembarcar, porque o porto tinha sido bombardeado, então seguem para Livorno."

Acampamento brasileiro

Na chegada à base aérea de Tarquínia, os brasileiros enfrentaram algumas dificuldades para se instalar.

"Os americanos chegaram antes e pegaram os melhores lugares para montar acampamento, então sobrou para os brasileiros um terreno pantanoso, um verdadeiro lamaçal", conta Gabriel. "O pessoal cavou uma vala em volta do acampamento para drenar a água."

Meu pai contava que, quando os militares saíam de licença e iam para a cidade comemorar, voltavam de noite mais pra lá do que pra cá e caíam na vala", disse Gabriel. Na Itália, "a FAB realizou principalmente ataques ao solo contra posições alemães e italianas, como comboios terrestres, posições fortificadas, depósitos de munição e trens", explicou Cunha.

Apesar de não terem lutado contra caças alemães, "mergulhar contra um alvo para lançar nele as suas bombas, desafiando a artilharia antiaérea, exige muita coragem", notou Cunha.

"Nós perdemos 8 brasileiros nas missões na Itália. Os que foram feitos prisioneiros foram retornados quando a guerra acabou", contou Cunha.

"No período da ofensiva da primavera, os brasileiros voaram apenas 5% das missões atribuídas à Força Aérea do Exército norte-americano na região, mas foram responsáveis pela destruição de 15% dos veículos, 28% das pontes, 36% dos depósitos de combustíveis e 85% dos depósitos de munição", disse Cunha.

Os brasileiros se destacavam não só no ar, mas também em terra "pela criatividade e organização" do grupo.

"O meu pai lidava com as peças de reposição das aeronaves. Ao ver a quantidade de caixas de madeira de munição que os americanos jogavam fora, fizeram escaninhos e organizaram todo o galpão", conta Gabriel. "Os americanos ficavam impressionados."

Mas foram com os italianos que os brasileiros interagiram melhor: "Existem muitos relatos de que os brasileiros dividiam sua ração com os italianos, principalmente com as crianças", conta Gabriel.

"Na volta da guerra, veio um navio só com esposas de brasileiros. Mais de dez integrantes do grupo de caça se casaram na Itália", relatou Gabriel.

Volta pra casa

Apesar das dificuldades relatadas pelos membros do Exército na volta ao Brasil, a Aeronáutica "teve o reconhecimento merecido", garantiu Cunha.

Gabriel concorda e diz que, para seu pai, a "guerra foi uma experiência de amadurecimento, principalmente por ter visto o sofrimento do povo italiano, que passava fome".

De volta ao Rio de Janeiro, David Gabriel decide mudar de vida e embarca em um trem para São Paulo.

"O trem enguiça em Volta Redonda. Meu pai e seu colega veterano, que tinham carta de recomendação da Aeronáutica, decidem ir até a CNS procurar um emprego. Eles vão até a siderúrgica, e a primeira pessoa que ele encontra lá foi a minha mãe", contou Gabriel.

Grupo de Veteranos

Empregado na siderúrgica, que é fruto direto da participação do Brasil na Segunda Guerra, David Gabriel passa a integrar o grupo de veteranos da FAB, um dos mais coesos das Forças Armadas brasileiras.

"Até 2014, toda a primeira sexta-feira do mês eles se reuniam no Clube na Aeronáutica, no Rio de Janeiro, para almoçar juntos. Eles se mantiveram unidos", conta Gabriel. 

Essa história de união ultrapassou muitos obstáculos ligados à história política do Brasil:

"Infelizmente, quando houve o golpe de 64 alguns deles, como o brigadeiro Rui Moreira Lima, que tinha 95 missões de combate, acabaram sendo perseguidos por sua posição política", contou Cunha.

Gabriel conta que o brigadeiro Nero Moura, líder do grupo de caça, ficou ao lado dos membros banidos ou perseguidos pela Aeronáutica.

"Isso perdurou até a década de 80", quando os membros cassados foram readmitidos e o brigadeiro Nero Moura voltou a participar das cerimônias da Aeronáutica, disse Gabriel.

Após a morte de Nero Moura, a liderança informal do grupo de veteranos de guerra da FAB foi assumida pelo brigadeiro Rui Moreira Lima.

Apesar da patente, Gabriel lembra que "ele insistia que não tinha mais diferença entre cadete, tenente e capitão. Que todos eram iguais, todos eram veteranos".

PORTAL DEFESANET


FAB transporta máscaras de proteção facial para regiões nordeste e norte do país

C-105 Amazonas realizou Transporte Aéreo Logístico de máscaras de proteção para Maceió (AL), Macapá (AP) e Boa Vista (RR)

Tenente Raquel Alves E Tenente-coronel Denys | Publicada em 27/05/2020 10:45

Uma aeronave C-105 Amazonas da Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, entre o domingo (24) e segunda-feira (25), Transporte Aéreo Logístico em apoio à Operação COVID-19. O avião, pertencente ao Primeiro Esquadrão do Décimo Quinto Grupo de Aviação (1°/15°GAV) – Esquadrão Onça, transportou 15 mil máscaras do tipo Face Shields de Canoas (RS) para Maceió (AL), Macapá (AP) e Boa Vista (RR). A missão interministerial foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) junto ao Centro de Operações Conjuntas (COC) do Ministério da Defesa, em apoio ao Ministério da Saúde.

O FAB 2806 decolou da Ala 3 - Base Aérea de Canoas, no domingo (24), às 14h30 (horário de Brasília) transportando a carga para o primeiro destino: Maceió. A aeronave pousou às 21h20, na cidade alagoana. Já segunda-feira (25), o FAB 2806 decolou de Maceió, às 8h45,  e seguiu para Macapá, onde pousou às 13h45. A última parada do transporte foi em Boa Vista. O avião, que decolou às 15h05 de Macapá, pousou na cidade roraimense às 18h.

O piloto do C-105, Tenente Aviador Henrique Martins Simões, avalia a importância da missão. “É uma oportunidade ímpar participar e cumprir essa missão no combate à COVID-19. É muito gratificante para mim como militar e, também, para toda tripulação engajada nesta ajuda à sociedade”, enfatizou.

Para o Sargento  Ricardo Batista de Souza, que desempenha a função de mecânico da aeronave, é uma grande honra participar de uma missão em prol da sociedade. "Uma missão como esta faz a gente se sentir cada vez mais útil e realizado, ajudando o nosso país”, declarou.

Operação COVID-19

A Operação COVID-19, coordenada pelo Ministério da Defesa, mobiliza militares por todo o Brasil. Homens e mulheres das Forças Armadas atuam no enfrentamento à pandemia do novo Coronavírus, em apoio à população. As ações envolvem descontaminação de espaços públicos, doações de sangue, transporte de medicamentos e equipamentos de saúde, distribuição de kits de alimentos para pessoas de baixa renda, entre outras.

Na execução dessas atividades, os militares atuam organizados em 10 Comandos Conjuntos que cobrem todo o território nacional, bem como no Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). Esses Comandos reúnem militares das três Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica), que desenvolvem esforços no cumprimento das missões.

APP Nordeste I e nova TWR Recife sinalizam benefícios operacionais e redução de custo

As demandas são desenvolvidas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA)

Gisele Bastos, Tenente Letícia Faria E Capitão Ol | Publicada em 27/05/2020 10:40

A utilização racional e otimizada do espaço aéreo, com a adoção de novos conceitos para a navegação aérea, utilizando soluções de alta tecnologia na coordenação eficiente, eficaz e segura da crescente demanda de tráfego aéreo, são princípios do Programa Sirius Brasil, desenvolvido pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Assim, o Programa Sirius tem por finalidade a adoção de soluções para a evolução permanente do ATM (Air Traffic Management), ou seja, a garantia da harmonia entre a capacidade do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) e as demandas crescentes dos voos.

Como órgão central do SISCEAB, e responsável pelas atividades de planejamento estratégico para o Controle do Tráfego Aéreo, o DECEA realiza um trabalho de utilização de melhores práticas de forma a disponibilizar aos usuários do espaço aéreo um serviço seguro, ordenado e rápido.

Sob esta ótica, o Departamento iniciou o planejamento para o agrupamento de Centros de Controle de Aproximação (APP), denominado Projeto de Concentração de APP. “O Projeto consta do Plano Estratégico Militar da Aeronáutica (PEMAER), tendo como diretriz do Comandante da Aeronáutica, entre outras, a de agrupar Unidades. Assim, o Projeto de Concentração de APP foi concebido para cumprir esta diretiva e, ao mesmo tempo, assegurar benefícios para o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro”, esclarece o Chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA, Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino.

Concentração de centros operacionais

Inicialmente, já estavam previstas a implantação do APP Sudeste, que reunirá os centros do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, no APP Guaratinguetá, em São Paulo; o APP Centro-Oeste, que reunirá os centros de Brasília e Anápolis, em Anápolis (GO); e, ainda, o Nordeste I, que agrupará os centros de Fortaleza, Natal, Maceió e Recife, em Recife, no Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III), localizado na capital de Pernambuco.

Dessa forma, o DECEA a longo prazo espera, ainda, que haja redução no efetivo, ou seja, haverá um melhor aproveitamento da mão de obra especializada. Sob o ponto de vista de apoio ao homem, a concentração de APP também busca priorizar localidades que ofereçam um melhor atendimento de Apoio ao Homem, moradias, hospitais, transportes, dentre outros.

Construção de Torre de Controle no aeroporto de Recife

Em Recife, além do APP Nordeste I está prevista, também, a construção de uma nova Torre de Controle (TWR) para o Aeroporto Internacional de Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, localizado na zona sul da cidade do Recife, no bairro da Imbiribeira. A nova TWR terá aproximadamente 34 metros de altura e concentrará os equipamentos mais avançados empregados no Brasil como, por exemplo, um sistema integrado com status da iluminação, auxílios à navegação e meteorologia. A estrutura trará modernidade a um dos aeroportos mais movimentados da Região Nordeste e do País. Em 2019, foram contabilizados mais de 8,5 milhões de passageiros. A assinatura do contrato, para a construção da Torre, tem previsão de ocorrer nas próximas semanas.

Processo licitatório

O edital de licitação, lançado em dezembro passado, pela Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), organização militar subordinada ao DECEA, responsável pelo planejamento, implantação, atualização e revitalização dos ativos de vigilância e controle do espaço aéreo em todo o Brasil, teve seu processo finalizado na última semana.

O início das obras está previsto para o primeiro semestre deste ano, a depender das restrições impostas pela crise de saúde mundial do Coronavírus (COVID-19). A estimativa do cronograma de infraestrutura é de três anos, com conclusão em abril de 2023. Já a instalação e integração da primeira fase dos sistemas operacionais de controle de tráfego aéreo em abril de 2024, com transferência da TWR Recife e dos APP Recife e Maceió.

Operação Verde Brasil 2 completa 15 dias de atuação contra delitos ambientais na Amazônia Legal


Tenente Felipe Bueno | Publicada em 27/05/2020 11:45

Nesta terça-feira (26), a Operação Verde Brasil 2 chega ao 15º dia de ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal. Em 11 de maio, o Governo Federal deflagrou a Operação que combate o desmatamento e o garimpo ilegal na Região.

A autorização para emprego das Forças Armadas para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e para ações subsidiárias vai até 10 de junho. A determinação presidencial está publicada no Diário Oficial da União por meio do Decreto n° 10.341, de 6 de maio de 2020.

Até o momento, militares e agentes de órgãos parceiros realizaram inspeção naval em 506 embarcações, das quais 35 foram apreendidas. Nos postos de bloqueio e controle de estradas vistoriaram quase 1,6 mil veículos, retendo 46 caminhões por irregularidades.

Um total de 6,3 mil metros cúbicos de madeira ilegal também foi confiscado e apreendidos 23 maquinários pesados utilizados em atividades extrativistas, como tratores de esteira, escavadeiras e máquinas agrícolas.

Entre delitos não relacionados a crimes ambientais, os militares apreenderam 206 quilos de pasta base de cocaína e 123 quilos de maconha. Até agora, 29 pessoas foram presas e 98 multas e termos de infração foram aplicados, totalizando R$ 10.127.914,07.

Área de atuação

A Operação conta com diversas bases estabelecidas, que servem como pontos de irradiação para emprego de tropas e meios no combate a delitos ambientais, como desmatamento ilegal, focos de incêndio, garimpo irregular, comércio ilegal de espécies animais, caça e pesca predatórias. Para tanto, está autorizada a atuação das Forças Armadas na faixa de fronteira, nas terras indígenas, nas unidades federais de conservação ambiental e em outras áreas federais da região.

Está autorizada, ainda, a atuação nos estados da Amazônia Legal que apresentarem requerimento. Até o momento, os governadores do Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre já solicitaram. A atuação está organizada em três Comandos Conjuntos ativados pelo Ministério da Defesa.

O Comando Conjunto Príncipe da Beira atua a partir da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, na capital de Rondônia, e opera com diversas bases. Suas primeiras ações ocorrem na Reserva Estadual Jacundá, em Rondônia, formada por 95 mil hectares de floresta que têm sido alvo de desmatamento e apresentado focos de incêndio. Nas últimas 24h, as unidades subordinadas ao Comando realizaram postos de bloqueio e controle de estradas e inspeções navais, além de escoltar e transportar uma carga de madeira apreendida até a capital acreana.

No Pará, o Comando Conjunto Marechal Soares de Andrea trabalha, inicialmente, com bases instaladas em organizações militares. Nos primeiros dias de operação, foram apreendidos diversos maquinários usados para extração ilegal de minério de manganês, na região do Rio Preto, em Marabá.

O Comando empregou na segunda-feira (25) o 1º Grupo de Artilharia de Campanha de Selva em atividades de conscientização ambiental para a população de Marabá. Também foram apoiadas ações do IBAMA e armado um posto de bloqueio e controle de estradas para fiscalização ambiental em Itaituba, além de inspeção naval em todo o Estado.

Já a 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, que sedia o Comando Conjunto Barão de Melgaço, na capital matogrossense, atua na Estação Ecológica do Rio Ronuro, unidade de conservação com 131.795 hectares, criada em 1998.

A previsão é serem estabelecidas, ainda, outras quatro bases. Entre segunda e o início desta terça-feira, militares do 66º Batalhão de Infantaria Motorizado patrulharam eixos rodoviários e estabeleceram pontos de checagem de veículos.

Na capital do Brasil, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) coordena a atividade aérea da Operação Verde Brasil 2. Até o momento, foram cumpridas mais de 150 horas de voo por aeronaves da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Os militares do COMAE oferecem apoio logístico aos Comandos Conjuntos e de Reconhecimento Aéreo em áreas de desmatamento.

Operação Verde Brasil 2

A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pela Vice-Presidência da República, em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública. A missão deflagrada pelo Governo Federal, em 11 de maio de 2020, visa ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais na Amazônia Legal.

A determinação presidencial para emprego das Forças Armadas em Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi publicada no Diário Oficial da União por meio do Decreto n° 10.341, de 6 de maio de 2020, e tem validade para o período de 11 de maio a 10 de junho do corrente ano.

Para cumprir a determinação presidencial, o Ministério da Defesa ativou três Comandos Conjuntos. São eles: Comando Conjunto Príncipe da Beira (CCj PB), em Porto Velho (RO); Comando Conjunto Barão de Melgaço (CCj BM), em Cuiabá (MT); e Comando Conjunto Marechal Soares de Andrea (CCj MSA), em Belém (PA).

Assim como na Operação Verde Brasil ocorrida em 2019, o Centro de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa coordena as atividades a partir de Brasília (DF). Ainda participam da missão integrantes da Polícia Federal, Policia Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).

OUTRAS MÍDIAS


O IMPARCIAL - Acordo acelera lançamentos no CLA em Alcântara

O documento define as etapas de implantação e operação do futuro Centro Espacial de Alcântara

Raimundo Borges | Publicada em 27/05/2020 08:53

Já está em vigência uma importante medida administrativa para por em funcionamento, com aluguel das instalações do Centro de Lançamento de Alcântara. No último dia 12  foi celebrado acordo de cooperação entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Agência Espacial Brasileira (AEB). O documento define as etapas de implantação e operação do futuro Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão.

A assinatura do acordo é um dos passos para viabilizar o lançamento de veículos espaciais não militares empregando o CEA. De acordo com o Presidente da AEB, engenheiro Carlos Augusto Teixeira de Moura, a cooperação dá início à fase de contato com empresas interessadas em utilizar as instalações de Alcântara para as atividades na área espacial. “Esse acordo estabelece claramente quais são os limites de atuação de cada Instituição”, explicou ele.

A AEB faz o trabalho inicial e cuida do licenciamento e, a partir disso, entrega o processo para o Comando da Aeronáutica, responsável para estabelecer os contratos. “É um passo importante para o início das atividades não militares em Alcântara”, disse. Carlos Moura já vinha atuando, antes de assumir o comando da AEB, em diversas atividades de cooperação, como estudos prospectivos com organizações internacionais para utilização do CLA, desenvolvimento de regulamentos de segurança espacial, desenvolvimento e implantação de infraestrutura geral do Centro de Alcântara.

O documento que celebra o Acordo foi assinado, em Brasília, pelo Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira; pelo Presidente da AEB, Carlos Augusto Teixeira de Moura; e pelo Presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), Major-Brigadeiro do Ar Paulo Roberto de Barros.

Participaram, ainda, do ato o vice-chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Sérgio Roberto de Almeida; o chefe da Terceira Subchefia do Estado-Maior da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar João Campos Ferreira Filho; o vice-presidente da CCISE, Brigadeiro do Ar José Vagner Vital; o diretor de Transporte Espacial e Licenciamento da AEB, Brigadeiro do Ar Paulo Eduardo Vasconcellos; e o assessor Especial da Chefia de Logística e Mobilização do Ministério da Defesa, Brigadeiro do Ar Rogério Luiz Veríssimo Cruz.

O Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica disse que a cooperação firmada estabelece uma matriz de responsabilidades para a consolidação do CEA. “Isso permitirá que a gente possa, o mais rápido possível, ofertar a área de serviços que já temos disponível no atual Centro de Lançamento de Alcântara e, assim, concretizar o uso efetivo do Centro Espacial”, enfatizou o Tenente-Brigadeiro Amaral.

De acordo com o Presidente da AEB, a cooperação dá início à fase de contato com empresas interessadas em utilizar as instalações de Alcântara para as atividades na área espacial. “Esse acordo estabelece claramente quais são os limites de atuação de cada Instituição. A AEB faz o trabalho inicial e cuida do licenciamento e, a partir disso, entrega o processo para o Comando da Aeronáutica para que estabeleça os contratos. É um passo importante para o início das atividades não militares em Alcântara”, disse.

Entendendo o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas

Em 2019, foi assinado pelo Governo Brasileiro e pelos Estados Unidos em cerimônia oficial, em Washington, o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) entre os dois países. Por meio desse acordo, os Estados Unidos autorizam o Brasil a lançar foguetes e espaçonaves, nacionais ou estrangeiras, que contenham partes tecnológicas americanas. Em contrapartida, o Brasil garante a proteção da tecnologia americana contida nesses artefatos.

Atualmente, aproximadamente 80% dos equipamentos espaciais do mundo possuem algum componente norte-americano. Por isso, o AST se mostra imprescindível para que o Centro Espacial de Alcântara entre no mercado global de lançamentos de cargas ao espaço. É do interesse do Brasil fomentar este tipo de atividade comercial, pois gerará recursos substanciais para o desenvolvimento local, regional e para o Programa Espacial Brasileiro.

Enfrentamento à COVID-19 em Alcântara

Por outro lado, diante da gravidade da crise do coronavírus, a Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), e o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), realizam desde a semana passada, uma Ação Cívico-Social “Quarentena Solidária”. O objetivo é de oferecer apoio à população alcantarense no enfrentamento à COVID-19.

São mais de seis toneladas de produtos de higiene e limpeza, num total de 500 kits entregues às famílias de sete agrovilas – assentamentos agrícolas – criadas por ocasião da instalação do CLA na década de 80. Cada kit entregue contêm detergentes, desinfetantes, sabão em pó, sabonetes, álcool 70% e outros itens essenciais nas medidas pessoais de prevenção ao novo coronavírus, assim como, também, cestas básicas.

No primeiro dia da ação, 131 famílias das agrovilas, Espera Ponta Seca e Cajueiro receberam as doações. No domingo, 17/05, mais 101 famílias foram atendidas com a entrega dos kits nas agrovilas Só Assim e Pepital. As agrovilas Marudá e Peru também foram contempladas esta semana.

Como parte da ação entre AEB e CLA, a população alcantarense também receberá campanhas de doação de sangue, para o Hemocentro de Pinheiro (MA), município polo da região, e de vacinação contra a Influenza A (H1N1). “É de grande importância a ação porque as comunidades das agrovilas possuem pessoas que passam por dificuldades, ainda mais em um momento como esses. As comunidades estão preocupadas. Algumas, se isolando, adotando medidas para tentar evitar o contágio”, observou Josenilson Diniz Torres, Presidente da Associação da agrovila “Só Assim”.

“Em um contexto mundial tão difícil, sobretudo para as comunidades mais carentes e vulneráveis, é fundamental a concentração de esforços das entidades públicas no enfrentamento da COVID-19”. 

Nós da AEB, em conjunto com o CLA e demais organizações militares da Além do CLA participam da ação cívico-social o Grupamento de Apoio de Alcântara (GAP-AK), com apoio e suporte logístico, e o Esquadrão de Saúde de Alcântara (ES AK), com triagens, orientações médicas, aferição de pressão arterial e de temperatura.

PALMEIRÂNDIA NEWS- 13 toneladas de insumos são doadas durante Ação Cívico-Social em Alcântara pela FAB


Publicada em 27/05/2020

Doação de cestas alimentícias, kits de limpeza e Equipamentos de Proteção Individual, além de vacinação e doação de sangue, são algumas das atividades realizadas

Terminou neste domingo (24), a Ação Cívico-Social Quarentena Solidária, promovida pela Guarnição de Aeronáutica de Alcântara (GUARNAE-AK). Desde o dia 16/05, a atividade atendeu 670 famílias de sete Agrovilas situadas em Alcântara (MA), além de duas comunidades do entorno.

Foram distribuídas cestas básicas alimentícias e kits de limpeza e higiene pessoal, totalizando 13 toneladas de insumos. Antes da doação, os pacotes foram higienizados. As localidades visitadas também passaram por limpeza após o encerramento da ajuda.

Além da doação de insumos, a iniciativa contemplou a entrega de máscaras de proteção, distribuição de cartazes e folhetos com orientações de prevenção e aferição de temperatura e pressão. Também ocorreu a limpeza de avenidas e pontos turísticos da cidade e do atracadouro do Porto do Jacaré.

Ainda, nessa sexta (22), teve início uma campanha de vacinação dos moradores contra a Influenza H1N1, que continuará nesta semana. Cerca de 3 mil doses foram doadas pelo Ministério da Saúde.

Em complemento à Ação, nos dias 19 e 20/05, os militares da GUARNAE-AK também participaram de uma campanha de doação de sangue para o Hemonucleo de Pinheiro (MA).

Sob a Coordenação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a missão contou com a participação do Grupamento de Apoio de Alcântara (GAP-AK), Esquadrão de Segurança e Defesa de Alcântara (ESD-AK) e Esquadrão de Saúde de Alcântara. A Agência Espacial Brasileira (AEB) também colaborou com a atividade com a doação dos produtos de limpeza e higiene.

De acordo com o Diretor do CLA, Coronel Aviador Marcello Correa de Souza, a Ação Cívico-Social foi um sucesso. “Essa ação teve o objetivo  de amenizar o sofrimento das comunidades e levar um pouco de conforto para quem está sofrendo com a pandemia. Fomos muito bem recebidos em todas as comunidades visitadas e tenho certeza de que o objetivo foi  atingido”, disse.

DIÁRIO DA AMAZÔNIA- Verde Brasil 2 faz nova operação contra exploração ilegal de madeira

Dessa vez foi na região de Ponta do Abunã, na confluência da BR-364 com os estados de RO, AC e AM

Redação | Publicada em 27/05/2020 15:58

O Comando Conjunto Pincipe da Beira (CCj PB) realizou na madrugada de hoje (27), mais uma grande operação de combate ao desmatamento em áreas da União e a exploração ilegal de madeira. Dessa vez foi em Ponta do Abunã, região distrital do município de Porto Velho. Também foi feito patrulhamento aéreo na Terra Indígena Kaxaxari.
Participaram da operação mais de 300 militares do Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira (FAB), Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), e da Polícia Militar Ambiental de Rondônia (PMA). A operação teve também a participação de 150 agentes da Polícia Federal (PF), Policia Rodoviária Federal (PRF), Ibama, Funai, ICMBio e Sedam.

O comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, General Lima, disse que apesar de estar no início, a Operação Verde Brasil 2 já conseguiu reduzir cerca de 20% do desmatamento na Amazônia Legal, se comprando com o mês de maio de 2019. “Essa região que atuamos hoje (27) tem grande impacto de desmatamento por ter ligação com a BR-364, e é preocupante por estar próxima a uma terra indígena”, avaliou.
Na operação, a tropa do 17ª Pelotão do Exército (17º Pel PD) e agentes da PF realizaram assalto aeromóvel, enquanto dois comboios que partiram de Porto Velho e Rio Branco, montaram duas grandes bases de operações nas localidades de Extrema e Nova Califórnia, distritos de Porto Velho. Os quantitativos apreendidos nesta quarta-feira (27) serão divulgadas posteriormente, após a soma
Foi estabelecida a segurança dos locais utilizados para a guarda provisória dos materiais apreendidos. A tropa do Exército está capacitada para prestar o apoio aos agentes ambientais na medição da madeira apreendida, na desmontagem dos equipamentos apreendidos e no transporte de todos os materiais até o depósito da operação.
Nas atuações já realizadas pela Operação Verde Brasil 2 já foram confiscados 4.286,778 metros cúbicos de madeira. Ainda, foram aplicadas multas que

COMANDO MILITAR DO LESTE- Profissionais de Saúde são capacitados para o atendimento de pacientes acometidos pelo COVID-19

Profissionais de Saúde são capacitados para o atendimento de pacientes acometidos pelo COVID-19

Da Redação | Publicada em 28/05/2020 02:23

Rio de Janeiro (RJ) - Cerca de 30 Profissionais de Saúde da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira - de todas as regiões do país - concluíram, no dia 27 de maio, mais uma capacitação direcionada para o atendimento de pacientes acometidos pelo COVID-19.

A capacitação, coordenada pela Escola de Saúde do Exército (EsSEx), é destinada aos Médicos, Enfermeiros, Fisioterapeutas e Técnicos em Enfermagem que, independente da especialização, recebem instruções baseadas nos seguintes temas: suporte básico e avançado de vida; protocolos de intubação; manejo e garantia das vias aéreas; uso de ventilação mecânica; ressuscitação cardio-pulmonar; manejo de corpo e uso de equipamentos de proteção individual.

A previsão é a de que mais de 160 militares sejam capacitados, até junho, na EsSEx que dispõe de um moderno Centro de Simulação em Saúde Operacional. Esse Centro conta, ainda, com uma variedade de manequins para treinamento de procedimentos médicos. Parte das instruções são realizadas no Hospital Central do Exército (HCE).

CLICKJP- Forças Armadas realizam campanha de doação de sangue em João Pessoa nesta quinta

A campanha tem como finalidade aumentar os estoques durante a pandemia do covid-19

Publicada em 27/05/2020 20:00

As Forças Armadas vão realizar nesta quinta-feira (28) uma campanha de Doação de Sangue no Hemocentro da Paraíba, em João Pessoa. 

Para doar, é preciso comparecer ao Hemocentro da Paraíba, a partir das 8h desta quinta-feira (28).

A campanha terá a participação do Comando Conjunto Rio Grande do Norte e Paraíba, composto pela Marinha do Brasil (Comando do 3º Distrito Naval), Exército Brasileiro (Brigada de Infantaria Motorizada) e Força Aérea Brasileira (ALA 10).

A campanha tem como finalidade aumentar os estoques durante a pandemia do covid-19, em ação que terá a participação da Capitania dos Portos da Paraíba e do 15º Batalhão de Infantaria Motorizado.