NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


PORTAL AEROFLAP


Esquadrão Netuno completa 30 anos de atuação em áreas marítimas


Agência Força Aérea | Publicada em 27/09/2020

Neste domingo (27/09), o Terceiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (3°/7° GAV) – Esquadrão Netuno comemora seu Jubileu de Pérola, momento que relembra fatos e pessoas que moldaram a Unidade Aérea durante seus 30 anos.

Situado na Ala 9, em Belém, no estado do Pará, o Esquadrão Netuno nasceu com a responsabilidade de honrar a história da Aviação de Patrulha, que tem suas origens na defesa do litoral brasileiro na época da Segunda Guerra Mundial.

Ao longo de sua existência, o Esquadrão Netuno tem sido marcado pelo pioneirismo e pela incessante busca por inovações que vem contribuindo para o melhor cumprimento de suas missões, como adaptações na aeronave para melhorar a eficiência em missões de Busca; criação de um Simulador de Voo para aperfeiçoar o treinamento das tripulações; transmissão de dados utilizando o Sistema HF (Alta Frequência) da aeronave, entre outras.

De acordo com o Comandante da Ala 9, Brigadeiro do Ar Leonardo Chaves Rodrigues, o momento é favorável para ressaltar o valor sinérgico das ações de várias gerações que sucederam e assim permitiram a caminhada até os dias atuais.

“O aniversário de criação de uma Unidade reveste-se de importância ímpar, na qual temos a oportunidade de exercitar uma saudável reflexão, aproximando passado e futuro e, com isso, dando especial significado aos feitos atingidos, sempre com o estratégico olhar para o futuro, norte este imprescindível”, disse.

A bordo da aeronave P-95BM, o 3º/7º GAV vem desempenhando um papel importante na constante vigilância e proteção da Amazônia Azul, principalmente na área marítima que abrange todo o nosso litoral.

São inúmeras as operações realizadas para a proteção das águas brasileiras, quer sejam na fiscalização de atividades ilícitas de embarcações ou em acidentes ambientais.

Neste último, o destaque fica para a participação do Esquadrão Netuno na Operação Amazônia Azul, desencadeada em 2019 em virtude das manchas de óleo que apareceram na costa do Nordeste brasileiro.

Na ocasião, o Esquadrão voou 129:40 horas sobre o mar na busca de novas manchas, desempenhando papel fundamental no fornecimento de informações à Marinha do Brasil.

Um dos pilotos do Esquadrão, Tenente Aviador Dannyel Pontes Rodrigues, mesmo com pouco tempo na Unidade, já guarda na memória essa experiência.

“O Esquadrão auxiliou nas buscas de indícios que explicassem as quantidades exorbitantes de óleo que surgiram nas praias ao longo do litoral brasileiro. A sensação de estar contribuindo com o País, em escala nacional, e ser uma missão de grande importância ecológica e com grande repercussão nos enche de orgulho”, afirmou.

Para o Comandante do Esquadrão Netuno, Tenente-Coronel Marcos Okyama, é uma honra participar da história da Unidade.

“Tenho certeza de que as futuras gerações darão continuidade ao excepcional trabalho de todos aqueles que por aqui passaram. Ao Mar, nos Ares, o Rei! Salve a Patrulha”, bradou.

Esquadrão Netuno

Com a missão de vigiar as áreas marítimas, o 3º/7º GAV está hoje subordinado ao Comando de Preparo (COMPREP) para as missões de preparo operacional; ao Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) para as missões de emprego real; e, administrativamente, à Ala 9.

Ativado no dia 27 de setembro de 1990, o Esquadrão Netuno se destacou logo no primeiro ano. Nos primeiros três meses de existência, o 3º/7º GAV já havia formado três “Primeiro Pilotos” e 16 “Segundo Pilotos” de Patrulha, demonstrando um alto grau de comprometimento de seus integrantes.

Assim sendo, o Esquadrão Netuno completa a expressiva marca de 30 anos de existência e reveste-se de um importante papel na Força Aérea Brasileira (FAB), completando e fortalecendo as asas da Aviação de Patrulha, na manutenção da soberania em todo mar territorial brasileiro.

Força Aérea Brasileira destaca missões de transporte de órgãos


Agência Força Aérea | Publicada em 28/09/2020 06:18

Neste domingo, 27 de setembro, é o Dia Nacional da Doação de Órgãos. A Força Aérea Brasileira (FAB) tem papel essencial nesse tema ao realizar transportes que salvam centenas de vidas todos os anos no País.

Quase que diariamente, as aeronaves da FAB atravessam as mais diversas localidades conduzindo órgãos e tecidos para serem transplantados.

Apenas em 2020, a Força Aérea foi acionada para 151 missões de Transporte de Órgãos, Tecidos e Equipes (TOTEQ), totalizando 170 órgãos transportados – em maior número estão o fígado (91), o coração (40) e os rins (33). Nos últimos quatro anos, a FAB já ajudou a salvar 993 vidas cumprindo esse tipo missão.

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, destaca o compromisso da Força Aérea com o País nas ações de transportes de órgãos.

“Atuamos com muita responsabilidade e solidariedade na nobre missão de transportar órgãos e tecidos por todo território brasileiro, levando, nas asas que integram o País, vida para quem mais precisa e esperança de dias melhores”, ressalta.

Acionamentos

Para atender às requisições do Ministério da Saúde, a FAB mantém permanentemente disponível, no mínimo, uma aeronave que serve exclusivamente a esse propósito, conforme preconiza o Decreto nº 9.175, de 18 de outubro de 2017. Há tripulações de sobreaviso nos Esquadrões de Transporte, em tempo integral, em todo o País.

O Chefe da Divisão de Planos e Diretrizes do Centro Conjunto de Operações Aéreas (CCOA) do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Coronel Aviador André Luiz Dall’Agnol Cechella, explica que a estrutura de acionamento e controle de uma missão de TOTEQ é gerenciada pelo COMAE.

“Possuímos um elo sistêmico com a Central Nacional de Transplantes (CNT), que, por sua vez, recebe as informações iniciais para a captação de um determinado órgão em qualquer local do território nacional”, completa.

Uma vez feitas as tratativas iniciais com a CNT, o COMAE aloca os meios mais próximos disponíveis para cumprir essa missão.

“Como a FAB está presente em todo o território nacional, o deslocamento dos meios aéreos para o transporte solicitado é atendido em poucas horas”, explica o Coronel Dall’Agnol.

PORTAL DIÁRIO DO PODER


Militares mantêm disponibilidade permanente para transportar órgãos

Trabalho permite que brasileiros na fila de transplantes desfrutem de vida confortável

Ministério Da Defesa | Publicada em 27/09/2020 12:55

Um ato digno de ser classificado como heroico. Doar órgãos significa dar a vida em prol do próximo. A Lei nº 11.584 de 2007 institui a data de hoje como o Dia Nacional da Doação de Órgãos. Por meio do Decreto nº 9.175 de 2017, a Força Aérea Brasileira (FAB) mantém disponível, no mínimo e permanentemente, uma aeronave para o transporte de órgãos.

Esse trabalho permite que, cada vez mais, pessoas que estão na fila dos transplantes possam voltar a desfrutar de uma vida confortável. Um único doador é capaz de salvar mais de vinte pessoas.

O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, destaca a importância dessa disponibilidade integral, principalmente durante o período da pandemia do novo coronavírus. “Com a restrição de voos comerciais, essa ajuda da Força Aérea à população tornou-se ainda mais imprescindível. De janeiro a agosto, a FAB transportou mais órgãos do que em todo o ano passado”, ressalta.

Ao todo, a Aeronáutica fez 166 “voos da vida” (como são chamados os voos para transporte de órgãos), em 2019. Este ano, até este mês, esse número já soma 170. Essas missões são chamadas de Transporte de Órgãos, Tecidos e Equipes (TOTEQ). Toda a sua estrutura de acionamento e controle é gerenciada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), da FAB, e fica disponível 24 horas por dia, sete dias por semana.

Para que uma missão como essa aconteça, a Aeronáutica possui elo sistêmico com a Central Nacional de Transplantes (CNT), do Ministério da Saúde (MS). Ela recebe as informações iniciais para a captação de determinado órgão, em qualquer local do território nacional, e aciona a FAB. Todos os esquadrões de transporte da Força Aérea estão em condições de realizar o transporte emergencial.

O Tenente-Coronel Aviador Christiano Pereira Haag, comandante do 6 Esquadrão de Transporte Aéreo (ETA), atua diretamente com o transporte de órgãos e fala da satisfação no desempenho dessa atividade. “É muito gratificante saber que, com o nosso trabalho, conseguimos ajudar o próximo. Nossos tripulantes estão sempre prontos para atender essa nobre missão: o transporte de órgãos. As asas da Força Aérea levam esperança aos brasileiros nos momentos mais delicados, como no caso das pessoas que se encontram na fila de espera de um órgão”, observa.

Há 24 anos na FAB, ele comenta a emoção da missão. “Seria injusto dizer que uma missão me emocionou mais. Cada voo tem um significado especial para nós, pois sabemos que a cada decolagem levamos “vida” às pessoas”, declara.

Maior do mundo

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil possui o maior programa público de transplante de órgãos, tecidos e células do mundo. De janeiro a julho deste ano, 173 corações foram transplantados.

A biomédica perfusionista, Letycia Chagas Fortaleza, foi uma das responsáveis pelo transporte de coração realizado no dia 15 de setembro, de Goiânia (GO) para Brasília (DF), em aeronave da FAB. Ela fala da satisfação e explica os cuidados necessários para esse tipo de condução.

“Ao participar dessa missão, me sinto grata e honrada. É uma verdadeira benção poder ajudar quem tanto esperou por esse momento. Os cuidados principais que devemos ter são o adequado armazenamento do órgão e uma logística rápida e precisa. Corremos contra o tempo. Após sua retirada, o coração possui tempo limite de isquemia, que não deve ultrapassar quatro horas”, esclarece.

Gratidão

Um dos primeiros transportes de órgãos que a FAB realizou foi o de um coração para Ana Júlia Aleixo, uma menina de oito anos, à época, que estava internada no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. Com uma virose gripal que acabou comprometendo seu coração, a garotinha precisava de um transplante de coração. Foi a aeronave Learjet, da Força Aérea, que buscou em Uberlândia, Minas Gerais, o órgão que lhe garantiu a vida.

Hoje, com 13 anos e uma vida nova, Ana Júlia está saudável e segue feliz. Sua mãe, Maria Aparecida Aleixo, conta que sua gratidão é eterna. “Com a ajuda da Aeronáutica, na captação dos órgãos, muitos não se perdem mais. Naquela época, presenciei um rapaz perder um órgão, pois não tinham como transportá-lo para sua cirurgia”, lembra.

Maria Aparecida ressalta a importância da doação de órgãos e parabeniza o trabalho dos profissionais que atuam em todas as áreas envolvidas nos transplantes.

“Quem está no hospital aguardando o transplante de um órgão vive uma agonia constante, porque você nunca sabe quando vai ser a hora da chegada do órgão. Então, o trabalho de todos os envolvidos é um exemplo. Doar órgãos é um ato extremamente importante”, destaca. (Com informações da Comunicação do Ministério da Defesa)

PORTAL AEROIN


Os voos da vida nas asas da Força Aérea Brasileira


Agência Força Aérea | Publicada em 27/09/2020 12:00

Neste domingo, 27 de setembro, é o Dia Nacional da Doação de Órgãos. A Força Aérea Brasileira (FAB) tem papel essencial nesse tema ao realizar transportes que salvam centenas de vidas todos os anos no País. Quase que diariamente, as aeronaves da FAB atravessam as mais diversas localidades conduzindo órgãos e tecidos para serem transplantados.

Apenas em 2020, a Força Aérea foi acionada para 151 missões de Transporte de Órgãos, Tecidos e Equipes (TOTEQ), totalizando 170 órgãos transportados – em maior número estão o fígado (91), o coração (40) e os rins (33). Nos últimos quatro anos, a FAB já ajudou a salvar 993 vidas cumprindo esse tipo missão.

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, destaca o compromisso da Força Aérea com o País nas ações de transportes de órgãos. “Atuamos com muita responsabilidade e solidariedade na nobre missão de transportar órgãos e tecidos por todo território brasileiro, levando, nas asas que integram o País, vida para quem mais precisa e esperança de dias melhores”, ressalta.

Acionamentos

Para atender às requisições do Ministério da Saúde, a FAB mantém permanentemente disponível, no mínimo, uma aeronave que serve exclusivamente a esse propósito, conforme preconiza o Decreto nº 9.175, de 18 de outubro de 2017. Há tripulações de sobreaviso nos Esquadrões de Transporte, em tempo integral, em todo o País.

O Chefe da Divisão de Planos e Diretrizes do Centro Conjunto de Operações Aéreas (CCOA) do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Coronel Aviador André Luiz Dall’Agnol Cechella, explica que a estrutura de acionamento e controle de uma missão de TOTEQ é gerenciada pelo COMAE. “Possuímos um elo sistêmico com a Central Nacional de Transplantes (CNT), que, por sua vez, recebe as informações iniciais para a captação de um determinado órgão em qualquer local do território nacional”, completa.

Uma vez feitas as tratativas iniciais com a CNT, o COMAE aloca os meios mais próximos disponíveis para cumprir essa missão. “Como a FAB está presente em todo o território nacional, o deslocamento dos meios aéreos para o transporte solicitado é atendido em poucas horas”, explica o Coronel Dall’Agnol.

OUTRAS MÍDIAS


AGÊNCIA BRASÍLIA - Doação de órgãos. Pense nisso


Mônica Pedroso | Publicada em 27/09/2020 16:45

Celebrado neste domingo (27), o Dia Nacional da Doação de Órgãos tem como objetivo incentivar o debate sobre a doação e o transplante de órgãos. Apesar dos percalços causados pela pandemia do novo coronavírus, a Secretaria de Saúde, por meio da Central Estadual de Transplantes (CET), promoveu ações pontuais para comemorar a campanha do Setembro Verde, mês destinado à conscientização sobre o assunto.

“Devido à pandemia, foi preciso adaptar a programação de atividades que fazemos anualmente. A preocupação era manter a segurança que o momento exige sem deixar a data passar em branco” explica a chefe do Núcleo de Distribuição de Órgãos e Tecidos da CET, Camila Hirata.

As ações, realizadas desde o dia 23 de setembro, incluíram todas as medidas de segurança para evitar a disseminação do novo coronavírus. Foram realizados eventos no Hemocentro e no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) com palestras para os servidores e reconhecimento pelo trabalho fundamental que exercem.

Em outro projeto chamado “Te agradeço de coração”, a equipe da Central de Transplantes foi até a residência de famílias de doadores como um gesto de gratidão pela doação.

“A doação de órgãos é um ato de amor ao próximo e um gesto de empatia por pessoas cuja única chance de viver é um transplante, sendo também uma oportunidade de recomeço. Nós da Central de Transplantes agradecemos todas as famílias que disseram sim a doação. Que disseram sim à vida. A todos os doadores e famílias doadoras, nosso muito obrigado”, agradeceu Camila Hirata.

Agradecimentos

“Eu estou aqui hoje porque uma família, mesmo em um momento muito difícil, disse sim para a doação de órgãos. E eu tenho uma gratidão muito grande por essa família e o meu doador. Eu carrego uma parte dele com muito amor e carinho”, afirma Robério Melo, receptor.

“Eu sou receptora hoje de um rim da minha irmã. Minhas cinco irmãs fizeram os exames, todas elas deram compatíveis, duas delas 100%, e uma delas me fez a doação. Elas não pensaram duas vezes em falar o sim. Eu tenho três anos de transplante renal e vivo tranquilamente”, relata Mariléia Rodrigues Martins, receptora de 42 anos.

Ela conta, ainda, que participou de uma meia maratona no ano passado e se tornou corredora de rua. “As vezes, eu acho que a gente passa a ver a vida com outros olhos, a gente passa a ter mais vontade de viver. E eu só posso dar graças a Deus. A palavra é gratidão à minha irmã, que foi doadora”, agradece.

Felipe Costa conta como foi a decisão da família de doar os órgãos da mãe que faleceu aos 56 anos em janeiro deste ano. “Quando aconteceu, o baque é muito grande e a gente, a família, não tinha passado esse ponto, conversado com ela. E quando a gente recebeu a ligação, no momento a gente até… não é uma coisa que a gente acha ruim, mas a gente não está esperando a ligação de fazer uma doação de órgãos”.

Dados do Distrito Federal

Até o dia 22 de setembro, foram realizados neste ano, no Distrito Federal, 17 transplantes de coração, 74 de fígado, 34 de rim, 135 de córnea e 71 de medula óssea. A lista de espera para transplantes está com 937 pessoas, sendo 21 para coração, 15 para fígado, 548 de rim e 353 para córnea.

Aproximadamente 50% dos transplantes de fígado e de coração feitos no DF são de órgãos vindos de outros Estados. O sistema gerenciado pelo Ministério da Saúde faz um ranking em todo o país e quanto mais compatível, e com mais urgência para o transplante, mais no topo da lista o paciente fica para receber o órgão.

O transporte desses órgãos é feito por aviões de Companhias Aéreas, através de voos comerciais, ou pela Força Aérea Brasileira, numa parceria entre o Ministério da Saúde e Ministério da Defesa. Quando o transporte é entre cidades próximas ao DF, como Goiânia, também é utilizado o transporte o aéreo do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

Doação

O Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O país é o segundo maior transplantador mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os pacientes recebem assistência integral e gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante, pela rede pública de saúde. Os órgãos e tecidos que podem ser doados após a morte são: rim, pulmão, coração, válvulas cardíacas, fígado, córnea, ossos, pele, pâncreas e intestino.

No Distrito Federal, são realizados transplantes de coração, fígado, rins e córneas de doadores falecidos. Também são feitos transplantes de medula óssea. Os procedimentos, pela rede pública, ocorrem no Hospital de Base, Hospital Universitário de Brasília (HUB) e Instituto de Cardiologia do DF (ICDF).

No Base e no HUB são realizados transplantes de rins e córneas. O ICDF faz transplantes de coração, fígado, rins, córneas e medula óssea.

Pandemia

Contudo, devido à pandemia, o Ministério da Saúde lançou em abril uma nota técnica em que somente doadores de múltiplos órgãos, como coração e rins, poderiam ter as córneas captadas, que são considerados tecidos. Vale ressaltar que essa mesma nota técnica recomendou a realização do teste RT-PCR para detecção do coronavírus para todos os doadores.

Somente em 18 de setembro o Ministério publicou uma nova nota autorizando a retomada da retirada de tecidos em doadores após a parada cardiorrespiratória. Atualmente, a Secretaria de Saúde está em um processo de reajustes para ampliar novamente a captação de órgãos.

“Mesmo com todas as dificuldades da pandemia, o sistema nacional de transplantes não parou. O transplante de córnea foi o que sofreu um maior impacto em todo o Brasil. Aqui no DF já estamos com um plano de retomada para restabelecer essas doações e transplantes”, ressaltou a chefe do Núcleo de Distribuição de Órgãos e Tecidos da CET, Camila Hirata.

Como doar órgãos?

Há dois tipos de doadores. O primeiro é o doador vivo, uma pessoa que concorde com a doação de um dos seus rins ou parte do fígado, da medula óssea e parte do pulmão. Nesses casos, geralmente, os doadores são parentes ou familiares que têm órgãos compatíveis com a pessoa que precisa receber. Tratando-se especificamente da medula óssea, interessados podem se cadastrar na Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) para ser um candidato à doação.

O segundo tipo é o doador falecido, um paciente com diagnóstico de morte encefálica ou morte por parada cardíaca, com doação autorizada pela família.

Para ser doador, nos casos em que há o falecimento, basta informar a família da vontade de doar, pois somente ela pode autorizar a doação dos órgãos após o diagnóstico de morte encefálica ou falecimento causado por parada cardíaca. No caso de morte encefálica, cada doador pode salvar até oito vidas.