NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


NOTIMP 023/2018 - 23/01/2018

Publicado: 23/01/2018 - 08:19h
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Negócio entre Boeing e Embraer pode afetar caça da FAB


Igor Gielow | Publicado em 23/01 - 02h00

A fabricante sueca Saab pode rever seu contrato para fornecer caças Gripen à Força Aérea Brasileira se considerar que a eventual associação entre a americana Boeing e a brasileira Embraer coloca em risco segredos tecnológicos de seu produto.

Segundo a Folha apurou, esse será o recado que a Saab dará nesta quinta-feira (25) em reunião marcada com o ministro Raul Jungmann (Defesa). A delegação sueca será chefiada pelo presidente da empresa, Hakan Buskhe.

Em 2013, o avião sueco venceu uma longa concorrência internacional contra o francês Dassault Rafale e o americano F/A-18, da Boeing.

O contrato foi assinado em 2014, e o financiamento, em 2015. Por 39,3 bilhões de coroas suecas (R$ 15,7 bilhões), entregará 36 aviões até 2024.

O pulo do gato foi a obrigatoriedade de transferência de tecnologia para a FAB e empresas nacionais –capitaneadas pela Embraer, que produzirá parcialmente 8 e totalmente 15 dos aparelhos.

A objeção sueca de compartilhar procedimentos industriais e de integração de sistemas com os concorrentes americanos eleva o cacife brasileiro na negociação, ainda que a interrupção do contrato já em andamento seja altamente improvável.

A Embraer deixou de ser estatal em 1994, e 85% de seu controle está na mão de investidores estrangeiros. Mas o governo mantém uma ação especial, chamada "golden share", que lhe dá poder de veto a novos negócios.

O motivo é a interligação da fabricante com a FAB e outros setores estratégicos. O governo é a favor de associações, mas não aceita uma Embraer controlada pela Boeing.

Também quer entender como a empresa americana poderá ofertar salvaguardas de soberania a seus projetos.

Os americanos apontam para o fato de Boeing e Saab serem sócias no desenvolvimento de um avião de treinamento nos EUA como prova de que a questão não é intransponível. Apresentam também alternativas, já que têm operação industrial na área de defesa no Reino Unido e na Austrália.

O governo ainda não se convenceu dessas opções, uma vez que a Embraer já é uma empresa estabelecida nos ramos comercial, executivo e militar, com forte indução tecnológica a partir de demandas do governo.

Uma separação de áreas é dificultada pelo entendimento de que a divisão de defesa da Embraer é um celeiro de inovação para a área civil.

A famosa linha regional ERJ-145 só saiu do chão porque antes a empresa aprendeu a lidar com aparelhos a jato subsônicos ao coproduzir o caça AMX com a Itália.

A concorrência vencida pelo Gripen emulava o desenho, e o sueco tinha como ativo o fato de a geração ofertada (chamada E/F) estar em desenvolvimento.

As negociações continuam, com opções inicialmente rejeitadas pela Boeing, como a formação joint ventures específicas, de volta à mesa.

A Boeing precisa da Embraer para fazer frente à rival europeia Airbus, que comprou a linha de aviões regionais da canadense Bombardier em outubro passado.

A brasileira é líder do nicho, e nenhum de seus outros competidores (Comac chinesa, Sukhoi russa ou Mitsubishi japonesa) é parceiro viável para os americanos.

Além disso, os brasileiros têm mão de obra qualificada à disposição para ajudar a desenvolver novos produtos.

Para a Embraer, a associação pode abrir praças e garantir sua saúde financeira futura, já que faz algo que a Boeing não produz, mas não tem como competir no mercado de aviões maiores.

 

Desorientação de piloto levou a acidente que matou Teori

Conclusão é de investigação da Aeronáutica sobre queda de avião em 2017

Rubens Valente | Publicado em 23/01

ImagemRelatório diz que chuva intensa em Paraty, na hora do pouso, também foi um fator no desastre com ministro do STF

A investigação da Aeronáutica sobre a queda do avião que matou o ministro do STF Teori Zavascki em janeiro de 2017 concluiu que um dos fatores que contribuíram para o acidente foi desorientação espacial do piloto Osmar Rodrigues, 56, que também morreu no acidente.

Os dados sugerem, segundo a Aeronáutica, que, viajando sob chuva e depois de arremeter duas vezes perto da pista de Paraty (RJ), o piloto se confundiu sobre a verdadeira altitude do avião e acabou atingindo a água ao fazer uma curva.

Após bater com a asa direita na baía de Paraty, o avião “capotou”, deixando destroços num raio de 150 metros. Os ocupantes morreram de politraumatismo.

Outros fatores que colaboraram para o acidente, segundo a investigação, foram as condições meteorológicas, com “chuva contínua” no momento do acidente, o que provocou uma visibilidade horizontal de 1.500 metros, quando o mínimo para operação, segundo a Aeronáutica, seria de 5.000.

O piloto decidiu fazer o pouso mesmo com baixa visibilidade, o que contrariou as normas aceitas para voos visuais e que, segundo a Aeronáutica, devem ser seguidas por todos os pilotos.

Não foram encontrados sinais de sabotagem. A análise técnica dos equipamentos e do motor do avião indicou que estavam em condições normais de funcionamento.

A queda do avião turboélice King Air, prefixo PR-SOM, no mar perto do aeroporto de Paraty (RJ) completou um ano na sexta-feira passada (19). Na época do acidente, Zavascki era o relator, no Supremo, dos casos derivados da Operação Lava Jato. A morte violenta doministro deu origem a dúvidas de familiares e teorias conspiratórias.

Além de Zavascki, que viajava de férias, e do piloto morreram o proprietário do hotel Emiliano de São Paulo e dono do avião, Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, 69, a massoterapeuta Maíra Panas, 23, e sua mãe, Maria Hilda Panas Helatczuk, 55.

A investigação da Aeronáutica durou um ano e seu resultado foi divulgado nesta segunda-feira (22) pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). Duas horas antes, o resultado foi passado aos familiares dos mortos.

O investigador encarregado, coronel-aviador Marcelo Moreno, disse que as condições de voo favoreceram a ocorrência da ilusão vestibular, um dos sistemas de orientação humana, na região do ouvido. “O piloto, muito provavelmente, teve uma desorientação espacial que acarretou a perda de controle da aeronave”, concluiu o relatório da Aeronáutica.

O relatório também concluiu que houve, por parte do piloto, uma avaliação “inadequada” sobre as condições meteorológicas “mínimas requeridas para a operação no aeródromo”, considerando as duas tentativas de pouso frustradas.

O piloto tinha 7.464 horas de voo. No modelo acidentado, quase 3.000 horas de voo. “Posso chamar de um piloto experiente, era piloto já 30 anos,operava aeronaves multimotoras em voos privados desde 1994. O perava no avião acidentado desde 2010. Nos últimos 12 meses, realizou 33 voos com destino a Paraty”, informou o coronel.

A investigação militar não aponta culpados nem causas, mas os principais fatores que contribuíram para a queda do avião. O objetivo maior é prevenir futuros acidentes.

Em paralelo à apuração do Cenipa, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal investigam o caso para identificar eventuais responsáveis pelas mortes, ainda que de forma involuntária.

 

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Desorientação espacial e mau tempo provocaram queda do avião que matou Teori

Segundo coronel Marcelo Moreno, responsável pela investigação, não houve indícios de sabotagem na aeronave

Tânia Monteiro | Publicado em 22/11 - 18h27

BRASÍLIA – Desorientação do piloto por conta da atuação da gravidade, no momento da forte curva feita na manobra no momento do choque, que provocou desorientação espacial, e as condições meteorológicas adversas, foram os dois principais fatores contribuintes para o acidente ocorrido em Paraty, em 19 de janeiro do ano passado, provocando a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki e mais quatro pessoas. A informação foi prestada pelo coronel Marcelo Moreno, responsável pela investigação conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

De acordo com o coronel Moreno, não houve qualquer indício de sabotagem da aeronave, como chegou a ser levantado anteriormente. “Em casos de indício de crime, o Cenipa interrompe a investigação e repassa as informações à Polícia Federal”, informou ele, acrescentando que “os elementos da investigação não sustentaram indício de interferência ilícita”. Disse ainda que a PF chegou à mesma conclusão.

Segundo o coronel Moreno, o piloto desligou o GPWS durante o primeiro procedimento de descida, o que contraria a recomendação do fabricante. Este desligamento do aviso sonoro impediu que ele tivesse outro alerta de sua baixa altura no momento da segunda tentativa de pouso, quando o avião se chocou com a água. 

Ao falar das características do piloto, que de acordo com a investigação mostrou-se que era considerado “muito experiente” e uma “referência” na região, pelo número de pousos e decolagens realizados com sucesso, na área, o coronel Moreno explicou que “a familiarização com a região, pode ter conferido, confiança mais elevada ao piloto, na hora do pouso”. O coronel Moreno falou ainda que “é possível que, ao longo de sua trajetória profissional, o piloto tenha desenvolvido comportamentos de pressão autoimposta”. Esse tipo de pressão, de acordo com o militar, foi relatado por vários outros pilotos que voam na região, que se viam obrigados a realizar viagens e fazer pousos e decolagens, mesmo em condições adversas de clima.

Sobre as condições climáticas, o relatório final informou que, quando o piloto decolou do campo de Marte, em São Paulo, às 13h01, já havia indicações de que as condições climáticas, apesar de boas, naquele momento, poderiam piorar. O coronel Moreno lembrou que o aeroporto de Paraty não permite pouso por instrumentos e que “é obrigação dos pilotos”, ao se depararem com tempo ruim, verificarem as condições do tempo, disponíveis no sistema, e respeitar os níveis meteorológicos estabelecidos”. A visibilidade no momento do impacto era de 1500 metros, muito abaixo da regra, que era de 5 mil metros. “No momento do acidente, não havia condições minimas de visibilidade no aeroporto de Paraty e o campo visual do piloto estava restrito”

Por conta do acidente, a Força Aérea emitiu duas recomendações à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Que se divulgue os ensinamento do acidente, para que haja “fomento a uma cultura da avião executiva de que requisitos mínimos de operação sejam valorizados”. Sugeriu ainda que que sejam revisados “requisitos existentes, a fim de enfatizar, durante formação do piloto, as características e os riscos decorrentes das ilusões e desorientação espacial para a atividade aérea”.

O piloto fez duas tentativas de pouso, batendo com a asa direita na água, na segunda, provocando o acidente com morte de todos, por traumatismo craniano. Inclusive a mulher que chegou a tentar ser salva depois, morreu pelo mesmo motivo, conforme atestou o IML. Quando fez a primeira arremetida, para esperar melhoria das condições climáticas, o piloto deveria ter esperado quatro minutos para repetir o prosseguimento, se respeitasse o procedimento padrão, No entanto, ele não seguiu também esta recomendação e tentou novo pouso, que resulto na tragédia, 2min e 10 segundos depois. Foi detectada apreensão e estresse do piloto , por parte dos investigadores. Na avião executiva, conforme relato dos investigadores, é muito comum a pressão por realização dos voos, naquela região no momento desejado, ignorando-se as regras obrigatórias de segurança.

 

TV GLOBO - JORNAL NACIONAL


Aeronáutica nega pane no avião em que ministro Teori Zavascki viajava

Sabotagem também foi descartada no acidente em que o ministro do STF morreu em janeiro de 2017. Decolagem, subida e voo ocorreram normalmente.

Publicado em 22/01

A Aeronáutica terminou as investigações do acidente que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, em 2017, e concluiu que não houve nenhuma pane no avião.

A investigação foi feita por 18 especialistas: pilotos, mecânicos, médicos, meteorologistas, engenheiros e psicólogos. O avião que levava o então ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki decolou às 15h01 em 19 de janeiro de 2017, do aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, para um voo de 35 minutos.

A investigação mostrou que a decolagem, a subida, e o voo ocorreram normalmente. O piloto Osmar Rodrigues era experiente, tinha 30 anos de profissão e desde 2010 pilotava o avião. Estava com todos os certificados em dia.

Mas, segundo as investigações, ao se aproximar da baía de Paraty, as condições meteorológicas haviam mudado. Às 15h36, quando o piloto tentou o primeiro pouso, a visibilidade era de apenas 1.500 metros. A mínima exigida para um pouso visual, como o que ele fazia, era de cinco mil metros.

Às 15h39, o piloto recebeu um alerta de um equipamento do avião. Estava fora dos parâmetros. O piloto desligou o aparelho e insistiu no pouso, que não deu certo; 35 segundos depois ele arremeteu, recuou.

A gravação na cabine mostra que ele disse que aguardaria a chuva passar. Mas dois minutos e dez segundos depois, ele tentou novo pouso. A espera padrão é de pelo menos quatro minutos de intervalo entre uma tentativa e outra de pousar.

Às 15h44, a caixa preta do avião registrou um forte som de impacto e parou de gravar. A asa direita do avião se chocou com a água.

A Aeronáutica não encontrou nenhuma anormalidade no avião, nenhuma falha mecânica. O combustível foi testado três vezes e estava dentro das especificações.

“Portanto, não houve falha de ordem material, somadas às condições de baixa visibilidade, curva baixa altura e o estresse indicam que o piloto, muito provavelmente, teve uma desorientação espacial que acarretou a perda de controle da aeronave e sua consequente colisão” disse o coronel Marcelo Moreno do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da FAB.

Além de Teori Zavascki, outras quatro pessoas morreram no acidente, inclusive o piloto.

Exames feitos durante a investigação da Aeronáutica mostram que o piloto não estava sob efeito de álcool ou outra substância que pudesse afetar as avaliações dele durante o voo. A Aeronáutica também descarta qualquer tipo de sabotagem no avião. A Polícia Federal, há duas semanas, já havia chegado à mesma conclusão.

 

PORTAL UOL


Julgamento de Lula: Entorno do TRF-4 terá bloqueio aéreo, terrestre e naval

Em Curitiba, as autoridades mobilizaram mais de 1.700 policiais para depoimento de Lula

Nathan Lopes | Publicado em 22/01 - 11h45

O acesso ao entorno do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) ficará restrito a partir das 12h desta terça-feira (23), véspera do julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do tríplex. A restrição no perímetro será por via "aérea, terrestre e naval", segundo o secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer. O Tribunal está numa região próxima ao lago Guaíba.

Os esclarecimentos em relação ao esquema de segurança, que envolve dezenas de órgãos municipais, estaduais e federais, foram prestados à imprensa na manhã desta segunda-feira (22) na sede da SSP (Secretaria de Segurança Pública), em Porto Alegre.

Não foram informados o número de policiais e agentes que serão utilizados na operação nem o custo dela. "Não sei ainda, mas democracia tem custo. Não se pode fazer economia com a preservação da democracia", disse Schirmer.

Aeronaves farão o monitoramento do espaço aéreo e embarcações das forças de segurança já estão sendo posicionadas na orla do Guaíba, nas imediações do TRF-4, para evitar qualquer tipo de acesso à zona restrita.

Há, inclusive, a possibilidade de se utilizar aeronaves para o transporte dos desembargadores até a Corte, caso haja risco ou impedimento para o transporte rodoviário.

Por via terrestre, a restrição ao perímetro do TRF-4 será demarcada por meio de gradis, além da presença de efetivo policial. Haverá apenas um acesso ao local, para pessoas previamente cadastradas pelo Tribunal.

A região do TRF-4 terá o trânsito interrompido a partir das 12h da terça-feira (23), e será completamente bloqueada a partir das 17h.

A área fechada englobará o perímetro entre as avenidas Edvaldo Pereira Paiva, Augusto de Carvalho e Loureiro da Silva. Apenas pessoas credenciadas terão permissão para estar no local, entrando por um único ponto de acesso.

Órgãos públicos da região do TRF-4, como o Ministério Público Federal e o Ministério da Fazenda, terão o expediente alterado a partir das 12h de terça-feira, medida acertada para o isolamento da área.

O esquema foi planejado em conjunto com o Gabinete de Gestão Integrada. Criado em 3 de janeiro, ele inclui, além da SSP, representantes de Exército, Marinha, Força Aérea, Brigada Militar, Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, Abin (Agência Brasileira de Inteligência), setores de Transportes e Segurança da prefeitura de Porto Alegre. O TRF-4 e o MPF (Ministério Público Federal) também participaram.

Dois meses antes, quando foi interrogado pelo magistrado em Curitiba, as autoridades de Segurança no Paraná mobilizaram um esquema de segurança que envolveu mais de 1.700 policiais, cerca de 8% do efetivo paranaense. Para ação, que utilizou até helicópteros, foram gastos R$ 110 mil.

Schrimer disse que houve conversar com as autoridades paranaenses envolvidas na segurança em função dos interrogatórios de Lula, mas disse que a situação no TRF-4 é distinta. "Cada realidade é uma realidade."

Atiradores

Schirmer afirmou ainda que atiradores de elite vão ficar no topo de edifícios próximos ao perímetro com a função de observadores, filmando e fotografando os manifestantes.

"A presença de atiradores de elite faz parte de qualquer processo de prevenção. Atirador de elite é na verdade um observador. Vai atirar em último caso numa condição expepcionalíssima. Ele é observador de espaço físico do que está acontecendo. Vai ficar nas partes mais altas. Vamos trocar a expressão por observador privilegiado, inclusive fotografando e filmando", afirmou o secretário de Segurança.

Presença de Lula no RS não muda esquema, diz secretário

Uma eventual ida de Lula para Porto Alegre para acompanhar o julgamento não irá alterar em nada o esquema de segurança preparado para a ocasião, informou o governo do Rio Grande do Sul.

"Questões de segurança independem de quem estará presente. A presença de Lula não altera em nada", disse, nesta segunda-feira (22), o secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer.

A ida de Lula, que não participará da sessão de julgamento, ainda não está confirmada. Segundo o UOL apurou, a presença do petista em Porto Alegre será decidida nesta segunda em reunião com seus advogados em São Paulo. Existe a expectativa de que Lula vá à cidade no dia anterior ao julgamento.

Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão pelo juiz federal Sergio Moro em julho do ano passado.

Schirmer não quis dizer o efetivo que será utilizado em função do julgamento, limitando-se a dizer que seria "o necessário", dependendo do cenário que se apresente.

 

REVISTA VEJA


Aeronáutica: mau tempo e erro do piloto derrubaram avião de Teori

Investigação descarta sabotagem em acidente que matou o ministro do STF e outras quatro pessoas; ‘não houve qualquer interferência ilícita’, diz coronel

Publicado em 22/01 - 21h19

Desorientação espacial do piloto por causa da atuação da gravidade na forte curva feita em uma manobra no momento do choque e as condições meteorológicas adversas foram os dois fatores que levaram ao acidente que matou o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF) em Paraty, litoral do Rio de Janeiro, em 19 de janeiro do ano passado – além do magistrado, morreram mais quatro pessoas.

A conclusão sobre as causas do acidente foi revelada nesta segunda-feira pelo coronel Marcelo Moreno, responsável pela apuração conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado ao Comando da Aeronáutica. De acordo com ele, não houve qualquer indício de sabotagem da aeronave, como chegou a ser especulado. “Em casos de indício de crime, o Cenipa interrompe a investigação e repassa as informações à Polícia Federal”, informou, acrescentando que “os elementos da investigação não sustentaram indício de interferência ilícita”. Ele disse ainda que a PF chegou à mesma conclusão.

Segundo o coronel, o piloto desligou o GPWS durante o primeiro procedimento de descida, o que contraria a recomendação do fabricante. Este desligamento do aviso sonoro impediu que ele tivesse outro alerta de sua baixa altura no momento da segunda tentativa de pouso, quando o avião se chocou com a água.

Ao falar das características do piloto, que era considerado “muito experiente” e uma “referência” na região pelo número de pousos e decolagens realizados com sucesso na área, o coronel disse que “a familiarização com a região pode ter conferido confiança mais elevada ao piloto na hora do pouso”. Segundo ele, também “é possível que, ao longo de sua trajetória profissional, o piloto tenha desenvolvido comportamentos de pressão autoimposta”. Esse tipo de pressão, de acordo com o militar, foi relatado por vários outros pilotos que voam na região, que se viam obrigados a realizar viagens e a fazer pousos e decolagens, mesmo em condições adversas de clima.

Condições climáticas

Sobre as condições climáticas, o relatório final informou que, quando o piloto decolou do Campo de Marte, em São Paulo, às 13h01, já havia indicações de que as condições climáticas, apesar de boas naquele momento, poderiam piorar. O coronel lembrou que o aeroporto de Paraty não permite pouso por instrumentos e que “é obrigação dos pilotos, ao se depararem com tempo ruim, verificarem as condições do tempo disponíveis no sistema e respeitar os níveis meteorológicos estabelecidos”.

 

A visibilidade no momento do impacto era de 1.500 metros, muito abaixo da regra, que é de 5 mil metros. “No momento do acidente, não havia condições mínimas de visibilidade no aeroporto de Paraty e o campo visual do piloto estava restrito.” Por conta do acidente, a Força Aérea Brasileira (FAB) emitiu duas recomendações à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac): 1) divulgar os ensinamento do acidente, para que haja “fomento a uma cultura da avião executiva de que requisitos mínimos de operação sejam valorizados” e 2: que sejam revisados “requisitos existentes, a fim de enfatizar, durante formação do piloto, as características e os riscos decorrentes das ilusões e desorientação espacial para a atividade aérea”.

 

SBT


Não houve sabotagem em acidente que causou morte de Teori Zavascki

A conclusão é do relatório divulgado nesta segunda-feira pela Força Aérea Brasileira. Mau tempo foi um dos principais fatores para queda do avisão

Publicado em 22/01

Segundo o CENIPA, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o mau tempo foi uma das principais razões para o acidente de avião que resultou na morte do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki. Chovia bastante no dia e local do acidente. No avião, estavam o piloto, Osmar Rodrigues, o ministro Teori, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Supremo, o empresário Carlos Alberto Filgueiras e duas amigas. De acordo com a investigação, o piloto pode ter tido ilusões de ótica e ficado desorientado devido ao mau tempo. Ao perceber que estava perto da água, ele tentou arremeter, mas não havia mais tempo. A asa direita foi a primeira a tocar o mar. Não foram encontrados problemas no motor.

Segue link do vídeo: http://www.sbt.com.br/jornalismo/sbtbrasil/noticias/102237/Nao-houve-sabotagem-em-acidente-que-causou-morte-de-Teori-Zavascki.html

 

REDE TV


Não houve falha mecânica em avião de Teori, diz investigação


Publicado em 22/01

A Aeronáutica divulgou o resultado das investigações sobre o acidente que matou o ministro do STF.

http://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/redetvnews/videos/previsao-do-tempo/nao-houve-falha-mecanica-em-aviao-de-teori-diz-investigacao

 

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Julgamento de Lula terá drones e bloqueios terrestre, aéreo e naval


Por Sérgio Ruck Bueno | Publicado em 22/01 - 14h33

PORTO ALEGRE - O planejamento e a execução do esquema de segurança para o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), na quarta-feira (24), vai mobilizar um contingente de 2 mil a 4 mil pessoas, disse nesta segunda-feira (22) o secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer.

Segundo o secretário, mais de 23 instituições federais, estaduais e municipais participam da operação, incluindo Brigada Militar (BM), Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e órgãos de fiscalização de trânsito reunidos em um gabinete de gestão integrada criado no dia 3.

Conforme Schirmer, haverá bloqueio do perímetro em torno do TRF-4, assim como da orla do lago Guaíba nas proximidades e do espaço aéreo sobre o local. Além do policiamento terrestre, a operação envolverá embarcações da Brigada Militar, helicópteros da BM, da PRF e da Polícia Civil e drones da Secretaria de Segurança e da PRF. As aeronaves captarão imagens para identificar os responsáveis por eventuais tumultos durante as manifestações.

De acordo com o secretário, não será permitida a ação de mascarados durante as manifestações. Os próprios organizadores das atividades pró-Lula já haviam informado que vão abordar eventuais mascarados e pedir que retirem as máscaras. Em caso de resistência, a polícia será chamada.

“Eles [a Frente Brasil Popular] nos chamam e vamos recolher [as máscaras]”, afirmou. Ele disse que as forças de segurança estarão preparadas para identificar “qualquer um que fizer manifestação que contrarie a legislação” e que não foram identificadas ameaças concretas ao Tribunal, apenas “excessos de linguagem nas redes sociais”.

No dia do julgamento, os três desembargadores da 8ª Turma do TRF-4, que vão julgar a apelação de Lula contra a condenação imposta a ele pelo juiz Sergio Moro, de Curitiba, no ano passado, serão escoltados pela PRF nos deslocamentos. Se for necessário, eles serão transportados de helicóptero. O prédio do Tribunal será guarnecido pela segurança do próprio Judiciário, pela PF e pela PRF.

O plano de segurança inclui o bloqueio total, pela BM, do perímetro em torno do TRF-4 a partir das 17 horas de amanhã (23). A região é formada pelas ruas e avenidas Augusto de Carvalho, Loureiro da Silva e Edvaldo Pereira Paiva, no centro da cidade. Desde as 12 horas, no entanto, o trânsito já será bloqueado na Edvaldo Pereira Paiva, na margem do lago Guaíba.

No dia 24, o bloqueio se estenderá até parte da avenida Mauá, após a Edvaldo Pereira Paiva, em direção ao centro da cidade, a partir da zero hora, e desde as 5 horas da manhã haverá um desvio já no início da avenida Mauá, na entrada da cidade.

Com o bloqueio a partir das 17 horas de terça-feira, apenas pessoal credenciado pelo TRF-4 poderá acessar o perímetro isolado, incluindo jornalistas e equipes de veículos de comunicação. O acampamento organizado pela Frente Brasil Popular para concentrar os manifestantes a favor da absolvição de Lula ficará no anfiteatro Pôr do Sol, um espaço ao ar livre onde geralmente são realizados shows musicais. O local, onde haverá a vigília dos apoiadores do ex-presidente durante o dia do julgamento, fica a 1 quilômetro do Tribunal.

O comandante geral da Brigada Militar, Andreis Dall Lago, explicou que o policiamento vai atuar “antes, durante e depois do julgamento”, inclusive para garantir a dispersão organizada dos participantes do acampamento. Os prédios públicos federais nas proximidades do TRF-4 não terão expediente a partir das 12 horas do dia 23 e durante o dia 24 e serão protegidos por soldados da Força Nacional de Segurança até a próxima sexta-feira (26).

 

Déficit da Previdência aumenta para R$ 268,8 bilhões em 2017


Por Edna Simão | Publicado em 22/11 - 11h58

BRASÍLIA - O déficit da Previdência Social somou R$ 268,8 bilhões no ano passado, considerando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os servidores públicos da União, informou a Secretaria de Previdência, ligada ao Ministério da Fazenda, em relatório divulgado a jornalistas em Brasília nesta segunda-feira. O rombo é o maior desde o início da série histórica, em 1995. Em 2016, o déficit foi de R$ 226,884 bilhões.

O número de 2017 é resultado de um déficit da Previdência do INSS de R$ 182,450 bilhões, contra R$ 149,7 bilhões em 2016, e dos servidores públicos da União de R$ 86,348 bilhões, frente a R$ 77,151 bilhões no ano anterior. O secretário da Previdência Social, Marcelo Caetano, destacou que tanto o déficit da INSS quanto o dos servidores públicos são recordes.

Em percentuais do PIB, o déficit do INSS saltou de 2,4% em 2016 para 2,8% no ano passado. Segundo dados da Secretaria de Previdência Social, se considerados os números corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o resultado negativo do INSS chegou a R$ 183,923 bilhões em 2017.

A Secretaria de Previdência mostra ainda que o déficit do setor urbano chegou a R$ 71,709 bilhões e de R$ 110,740 bilhões no ano passado. Em 2016, o rombo do setor urbano foi de R$ 46,334 bilhões e do rural, R$ 103,389 bilhões, em valores são nominais.

Considerando o Regime Próprio dos Servidores Públicos dos servidores civis e regime de militares, o déficit nominal foi de R$ 86,348 bilhões, sendo R$ 45,244 bilhões de civis, R$ 37,684 bilhões dos militares e R$ 3,420 bilhões de demais.

INSS

Para este ano, a estimativa prevista no orçamento é de um rombo de R$ 192,842 bilhões no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo Caetano, esse número pode ser revisado, mas não disse se para cima ou para baixo. “São valores que tendem a ter revisão. Mas vão gravitar nessa ordem de grandeza.” Caetano ressaltou que o déficit apurado no INSS é um recorde em termos nominal e corrigido.

O secretário defendeu a aprovação da reforma da Previdência Social em meados de fevereiro e destacou que, se for aprovada até março, poderá proporcionar uma redução entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões do déficit deste ano.

Na avaliação de Caetano, o país ainda tem a chance de fazer uma reforma da Previdência preventiva e evitar situações como Portugal e Grécia, onde os benefícios tiveram que ser reduzidos.

Caetano reforçou que o governo trabalha para aprovação da emenda aglutinativa da reforma da Previdência Social, que já prevê uma mudança da proposta, e que portanto não há compromisso do Executivo com novas alterações.

Urbana e rural

O secretário de Previdência Social afirmou que a tendência é a Previdência urbana continuar deficitária devido ao envelhecimento da população. No ano passado, o rombo do setor urbano de R$ 71,709 bilhões representou um aumento de 54,7% em relação a 2016.

Caetano explicou que a arrecadação líquida urbana alcançou R$ 365,484 bilhões, uma alta de 4,4% em relação ao ano passado, acompanhando o desempenho do PIB. Por outro lado, a despesa se expandiu num ritmo maior. Registrou um aumento de 10,2%, totalizando R$ 437,194 bilhões.

No caso da previdência rural, cujo déficit foi de R$ 110,740 bilhões, houve aumento de 7,1% ante 2016. Segundo Caetano, a previdência rural é “estruturalmente deficitária”. A arrecadação líquida do rural somou R$ 9,3 bilhões no ano passado e a despesa R$ 120,040 bilhões.

Militares

O déficit da Previdência dos militares somou R$ 37,684 bilhões no ano passado, o que representa um aumento de 10,6% ante resultado de 2016, quando o resultado negativo foi de R$ 34,069 bilhões.

Apesar do déficit bastante representativo, os militares ficaram de fora da atual proposta de reforma da Previdência Social. A promessa do governo é que o assunto será encaminhado após a aprovação das mudanças no INSS e no serviço público.

 

PORTAL G1


Piloto de avião que caiu com Teori pode ter sofrido desorientação espacial, diz FAB; aeronave não registrou pane

Ministro do STF morreu após acidente aéreo em 2017. FAB apresentou nesta segunda (22) relatório sobre investigações; visibilidade estava abaixo da exigida e não havia condições de pouso.

Por Gustavo Garcia, G1, Brasília | Publicado em 22/01 - 15h36

Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou nesta segunda-feira (22) um relatório no qual informou que não há registro de pane ou mau funcionamento no sistema do avião que caiu com o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), em janeiro do ano passado.

Responsável pela investigação, o coronel Marcelo Moreno informou que o piloto do avião, Osmar Rodrigues, "muito provavelmente teve uma desorientação espacial que acarretou a perda de controle da aeronave".

Segundo a FAB, Rodrigues era "experiente", mas na hora do acidente a visibilidade estava "restrita" e, com isso, não havia condições mínimas para pouso e decolagem.

Questionado sobre se, diante disso, o piloto não deveria ter tentado pousar, Marcelo Moreno respondeu que as condições meteorológicas "tornavam impraticável o pouso e decolagem no aeródromo de Paraty naquele momento, porque estavam abaixo dos mínimos meteorológicos que são de cumprimento obrigatório a todos que utilizam o espaço aéreo brasileiro que existem para tornar o voo seguro".

"Era impeditivo naquele momento a operação de pouso e decolagem no aeródromo de Paraty."

Teori e mais quatro pessoas morreram no acidente – relembre mais abaixo.

Saiba abaixo as 11 conclusões às quais a FAB chegou:

Não foi identificada qualquer condição de falha ou mau funcionamento da aeronave;
Não se evidenciaram alterações de ordem médica no piloto;
O aeródromo de Paraty permitia somente operações sob regras de voo visual;
O campo visual do piloto estava restrito e com poucas referências visuais (o que tornava pousos e decolagens impraticáveis);
Foram realizadas duas tentativas de pouso;
As condições de voo encontradas favoreciam a ocorrência de ilusão vestibular por excesso de G [desorientação provocada por baixa visibilidade associada a curvas e movimentos da cabeça] e de ilusão visual de terreno homogêneo;
Houve perda de controle e a aeronave impactou contra a agua, com grande angulo de inclinação das asas;
A visibilidade horizontal estava abaixo da recomendada;
A cultura de trabalho presente à época entre o grupo de pilotos que operavam na região de Paraty favorecia a informalidade em detrimento dos requisitos mínimos estabelecidos para a operação sob regras de voo visual;
No que diz respeito ao acidente, pode-se concluir que essa cultura influenciou a tomada de decisão do piloto, o qual, a despeito de encontrar condições adversas e do seu estado emocional frente à situação vivenciada, optou por insistir na tentativa de pouso;
A análise dos parâmetros de voz, fala e linguagem indicou traços de ansiedade no piloto. O estado emocional em que o piloto se encontrava pode ter influenciado a sua decisão de realizar uma nova aproximação, apesar de não ter havido melhoria das condições meteorológicas.

O acidente completou um ano no último dia 19 e, nesta segunda, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da FAB apresentou o relatório sobre as investigações.

Antes de ser apresentado à imprensa, o relatório foi apresentado às famílias das vítimas do acidente.

O Cenipa não aponta culpado num acidente aéreo. Apresenta fatores que contribuíram para a causa do acidente, de forma a evitar novos desastres aéreos.
 

Visibilidade

Segundo Marcelo Moreno, responsável pela investigação, a apuração da FAB identificou que a visibilidade na baía de Paraty estava abaixo da recomendada para operações.
 

 "A visibilidade horizontal da baía do Paraty no momento do acidente estava em 1,5 mil metros, muito abaixo da requerida, que é de 5 mil metros." 

Segundo Moreno, essas informações estavam disponíveis ao piloto do avião.
 

"Naquele momento [do acidente] não havia as condições mínimas de visibilidade requeridas para as operações de pouso e decolagem. O campo visual do piloto estava restrito e com poucas referências visuais do solo."

O coronel disse, ainda, que Osmar Rodrigues tinha quase 7,5 mil horas de voo e, somente na aeronave que caiu, KingAir C90, quase 3 mil horas – o avião, diz a FAB, estava com a documentação em dia.

Segundo o coronel da FAB, Rodrigues pilotava o avião desde 2010 e, nos 12 meses anteriores ao acidente, havia feito 33 voos com destino a Paraty – o piloto estava com a documentação em dia.

"Não foram verificadas questões de qualificação que indicassem deficiências nas operações conduzidas pelo piloto."

Alerta foi silenciado

A investigação da Aeronáutica verificou que, durante a primeira aproximação do avião para tentativa de pouso, o piloto silenciou um equipamento que emite alertas visuais e sonoros sobre a aproximação da aeronave com o solo.

Mesmo silenciado, o aparelho continuou a registrar as movimentações da aeronave. Segundo o Cenipa, o próprio manual do equipamento fala que somente em aeródromos não-registrados deve-se silenciar esse equipamento, pois nesses casos o aparelho pode atrapalhar o piloto.

A base de dados do aeródromo de Paraty, no entanto, é registrada. Segundo as investigações, pelo fato de a visibilidade estar baixa no momento, essa ação não era recomendada. No entanto, inibir o aparelho não foi um fator preponderante para o acidente, segundo a FAB.

A investigação também concluiu que o piloto não esperou o tempo recomendado entre uma tentativa de aterrissagem e outra.
 

O que provocou as mortes das vítimas

De acordo com o relatório do Cenipa, a principal causa da morte das cinco pessoas a bordo do avião foi politraumatismo, ou seja, os impactos causados pela queda da aeronave.

"Ainda que tenha sido divulgado que um dos tripulantes foi encontrado com vida 40 minutos após o acidente, o afogamento foi causa acessória do acidente. A causa mortis foi politraumatismo", disse Marcelo Moreno nesta segunda.

Recomendações à Anac

O relatório do Cenipa apresenta recomendações de segurança à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Em uma dessas recomendações, o centro pede à Anac que divulgue os "ensinamentos" derivados da investigação no que diz respeito à necessidade de observância dos requisitos mínimos de operação sejam valorizados.

O órgão também recomenda à Anac revisar os requisitos existentes para enfatizar, durante a formação do piloto civil, as características e os riscos decorrentes das ilusões e da desorientação espacial para a atividade aérea.

"Sabotagem"

Durante a apresentação do relatório, Marcelo Moreno foi questionado sobre se há indícios de "sabotagem" no avião que transportava Teori, uma vez que ele era o relator da Lava Jato no STF e estava prestes a homologar delações.

Moreno, então, respondeu:
 

"Os elementos de investigação colhidos não sustentaram nenhum indício que levasse a essa interferência ilícita, e isso foi corroborado pelo laudo da Polícia Federal." 

Relembre

Em janeiro de 2017, o avião com o ex-ministro decolou do Campo de Marte, em São Paulo, com destino a Paraty, no Rio de Janeiro.

Chovia forte na hora do pouso, e o piloto chegou a arremeter e tentar pousar novamente, quando a aeronave caiu no mar.

Além de Teori, então relator da Operação Lava Jato no STF, morreram o empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, a massoterapeuta Maira Lidiane Panas, a mãe dela – Maria Ilda Panas – e o piloto Osmar Rodrigues.

Após a morte do ministro, coube ao presidente Michel Temer indicar um substituto para a Corte. O escolhido foi o então ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que teve o nome aprovado pelo Senado. Moraes herdou cerca de 7,5 mil processos.

 

PORTAL R7


FAB descarta falha em queda de avião que matou Teori Zavascki

Relatório sobra a queda aponta que piloto não tinha "condições mínimas de visibilidade" para pousar a aeronave

Alexandre Garcia | Publicado em 22/01 - 17h08

O acidente que ocasionou a morte do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki e outras quatro pessoas não foi ocasionado por “falha ou mal funcionamento da aeronave”, revelou o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) nesta segunda-feira (22).

De acordo com o relatório final desenvolvido pelo órgão da FAB (Força Aérea Brasileira) que apurava os motivos que levaram à queda da aeronave, “não havia condições mínimas de visibilidade requeridas para as operações de pouso e decolagem” no momento em que o avião caiu em Paraty.

 “As condições de baixa visibilidade e de curva à baixa altura sobre a água sugerem que o piloto tenha experimentado os efeitos da ilusão vestibular por excesso de [força] G e da ilusão visual de terreno homogêneo, tendo por consequência vivenciado uma desorientação espacial”, afirmam os investigadores.

O relatório com a motivação da queda da aeronave foi apresentado exatamente um ano após o acidente. A investigação contou com 18 especialistas para apurar fatores humano, operacional e material.

Para elaborar o relatório final da investigação, o Cenipa afirma que utilizou gravações de voz do cockpit, radar do controle de aproximação de São Paulo, radar meteorológico, imagens de satélite, câmara de segurança, entrevistas, pesquisas documentais, exames e testes.

No momento do acidente, Teori era relator da Operação Lava Jato na Suprema Corte, o que levantou suspeitas sobre a real causa da queda do avião. Um dia após a tragédia, o filho de Teori, Francisco Prehn Zavascki, disse torcer "para que tenha sido um acidente".

No início de janeiro, a PF (Polícia Federal) também descartou a hipótese de sabotagem no acidente. De acordo com as informações do órgão que apura as responsabilidades civis/criminais da queda, não foram encontrados sinais que indiquem uma ação que possa ter levado à queda do avião, como uma explosão interna.

O acidente

No dia 19 de janeiro de 2017, o avião Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM, decolou do aeroporto Campo de Marte, em São Paulo (SP) com destino ao aeroporto de Paraty (RJ). A queda ocorreu cerca de 30 minutos após a decolagem, a apenas 2 km de distância da cabeceira da pista onde deveria pousar.

Além de Teori, o avião levava outras quatro pessoas: o empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, de 69 anos, o piloto Osmar Rodrigues, de 56 anos, a massoterapeuta Maira Panas, de 23 anos, e a mãe dela, Maria Hilda Panas, de 55 anos.

 O grupo seguia para uma propriedade de Fuilgueiras no litoral fluminense. Segundo autoridades, chovia no momento do acidente e a visibilidade na região era baixa. O aeroporto de Paraty não possuía instrumentos para auxiliar o piloto no momento do pouso.

 

AGÊNCIA BRASIL


Cenipa: mau tempo e desorientação espacial provocaram acidente que matou Teori


Luciano Nascimento | Publicado em 22/01 - 18h29

Mau tempo, pressão para operar em condições adversas, baixa visibilidade e desorientação espacial do piloto foram os fatores determinantes do acidente que causou a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, em 19 de janeiro do ano passado. As informações constam do resultado das investigações divulgadas hoje (22) pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

De acordo com as investigações, não foi registrado nenhum tipo de pane ou mau funcionamento do avião. O Cenipa apontou que no momento do acidente, as condições para operações de pouso e decolagem no aeroporto de Paraty estavam abaixo dos mínimos meteorológicos estabelecidos.

Segundo o responsável pela investigação, coronel Marcelo Moreno, apesar de experiente, o piloto do avião, Osmar Rodrigues, "muito provavelmente teve uma desorientação espacial que acarretou a perda de controle da aeronave".

Marcelo Moreno citou o processo decisório do piloto como contribuinte para os eventos que culminaram no acidente. O aeroporto de Paraty não opera por instrumentos. Para as operações de pouso e decolagem é preciso haver visibilidade horizontal de 5 mil metros e de teto de voo de 450 metros.

“Entre as decisões tomadas e que não estão em conformidade com o que determina as regras, estavam a tentativa de pousar. O adequado seria o piloto, ao tomar conhecimento de que os mínimos meteorológicos estarem abaixo dos estabelecidos, ter arremetido e pousado em outro aeroporto em segurança”, disse Moreno.

Rodrigues, que pilotava o avião, era um piloto considerado experiente e respeitado por outros pilotos que operavam no aeroporto de Paraty. Ele era piloto há 30 anos, tinha quase 7,5 mil horas de voo, das quais quase 3 mil no modelo que caiu na Baía de Paraty.

Nos 12 meses anteriores ao acidente, Rodrigues realizou 33 voos para Paraty. De acordo com o Cenipa, todas as habilitações estavam válidas e não se evidenciaram informações do ponto de vista médico que pudessem indicar comprometimento do desempenho do piloto.

No dia do acidente, Rodrigues decolou do Campo de Marte, em São Paulo, as 13h01. “Às 13h36 a aeronave encontrava-se em descida e realizava trajetória condizente com desvios de uma área de chuva localizada na Baía de Paraty”, disse Marcelo Moreno.

No momento do acidente a visibilidade horizontal estava em 1,5 mil metros, bem abaixo do mínimo exigido. “As condições meteorológicas tornavam impraticável o pouso e decolagem no aeroporto de Paraty naquele momento”, disse.

Segundo o Cenipa, "a desorientação é definida como ocorrência em que o piloto entra em processo de confusão na interpretação dos parâmetros de voo, entrando ou não em atitude anormal. A desorientação pode ser causada por fatores como terreno homogêneo, com carência de referências visuais, e excesso de atuação da força gravitacional (força G) sobre o piloto."

“Estas ilusões desorientaram o piloto fazendo com que ele pensasse que estava mais alto do que na verdade estava. Com isso, ao tentar arremeter, houve perda de controle e a aeronave impactou contra a água, com grande ângulo de inclinação das asas”, acrescentou o coronel Marcelo Moreno.

A investigação mostrou que, durante a segunda tentativa de arremetida, o piloto efetuou uma curva para a direita e recolheu o trem de pouso. Pelo procedimento, o piloto deveria se afastar do aeroporto e buscar maior visibilidade da região a fim de evitar colisão com obstáculos como montanhas ou mesmo outras aeronaves. "Uma aproximação padrão em termos aeronáuticos dura cerca de 4 minutos e os dados mostram que a segunda aproximação durou pouco mais de 2 minutos", relatou o coronel.

Nesse momento, a aeronave, um KingAir C90, se encontrava a pouco mais de 90 metros acima do nível do mar e viajava a cerca de 120 nós. Cerca de 15 segundo depois a aeronave se chocou com a água. A investigação mostrou que os cinco tripulantes que estavam a bordo do avião morreram em consequência de politraumatismo, causados pelo impacto da queda da aeronave. "Ainda que tenha sido divulgado que um dos tripulantes foi encontrado com vida 40 minutos após o acidente, o afogamento foi causa acessória do acidente. A causa mortis foi politraumatismo", disse Marcelo Moreno.

O relatório descartou ainda a possibilidade de ter havido algum tipo de sabotagem na aeronave. "O Código Brasileiro de Aeronáutica prevê que em casos de crime o Cenipa tem que interromper a investigação e comunicar o órgão competente, que no caso é a Polícia Federal. Contudo, os elementos colhidos não sustentaram nenhum indício que levasse à conclusão de que houve essa influencia ilícita [sabotagem] no acidente", explicou o coronel.

O Cenipa recomendou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ações envolvendo proprietários de aeronaves e pilotos executivos para a observância dos requisitos mínimos de operação nos voos. Também recomendou a revisão dos requisitos existentes a fim de enfatizar, durante a formação do piloto civil, as características e os riscos decorrentes das ilusões e da desorientação espacial para a atividade aérea.

 

JORNAL A TARDE (BA)


Anac pretende abrir processo para investigar falta de energia no aeroporto


Publicado em 22/01 - 15h14

Aviação Nacional Civil (Anac) pretende abrir processo de sindicância para averiguar o apagão que atingiu o Aeroporto Internacional de Salvador nesta segunda-feira, 22. Em nota, a Anac informou que, caso seja "constatada ineficiência por parte do administrador, penalidades poderão ser impostas, de acordo com as constatações apuradas".

Concessionária

Também por meio de nota, a Vinci Airports, concessionária que administra o aeroporto, informou que as duas linhas que alimentam o terminal foram afetadas por uma interrupção inesperada no fornecimento de energia. De acordo com a empresa, em seguida, houve uma falha na transferência de energia do gerador para a linha da Coelba.

A Vince Airports argumenta que "conforme descrito no contrato de concessão, a troca de equipamentos faz parte das obras que terão início no primeiro trimestre de 2018. Até que a mudança seja realizada, todos os aparelhos passarão por nova manutenção e monitoramento".

Transtornos

O aeroporto ficou sem energia entre 1h20 às 3h40, quando técnicos da empresa conseguiram normalizar o fornecimento elétrico. Contudo, houve um problema logo em seguida no gerador e energia foi restabelecida às 6h30 desta segunda.

Durante o problema, foi necessário fazer o check in manual. Por conta da falta de energia, 21 voos atrasaram. A situação foi normalizada por volta das 9h50, segundo a assessoria da Vinci Airports.

 

JORNAL DA BAND - TV


Investigação sobre acidente de Zavascki tem resultados


Publicado em 22/01

A investigação da aeronáutica sobre o acidente que matou o Ministro do Supremo Teori Zavascki apontou falta de visibilidade e desorientação do piloto.

Segue link do vídeo: http://noticias.band.uol.com.br/jornaldaband/videos/ultimos-videos/16383379/investigacao-sobre-acidente-de-zavascki-tem-resultados.html

 

PORTAL NE10 (PE)


Julgamento de Lula: Jungmann diz que cabe a MP agir sobre fala de Gleisi


Blog Do Jamildo - Por Amanda Miranda | Publicado em 22/01 - 14h08

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou à Rádio Jornal nesta segunda-feira (22) que a previsão é de tranquilidade em Porto Alegre durante o julgamento do ex-presidente Lula (PT), na quarta-feira (24), após acordos entre manifestantes e as forças se segurança. Apesar disso, considerou que há figuras públicas “incitando a desordem” e que cabe ao Ministério Público agir nesses casos.

“Quem diz essa frase como disse a Gleisi ou qualquer outro”, disse. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, declarou na semana passada que “para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente”.

“Há lugar para protesto, manifestar opinião, mas dentro da ordem, com respeito às pessoas e à propriedade”, defendeu Jungmann.

Para Jungmann, o resultado do julgamento de Lula definirá o rumo das próximas eleições. “Esse é o pleito de maior indefinição que eu conheço. As peças vão começar a se organizar a partir do julgamento do ex-presidente Lula”, afirmou o ministro. Se o Tribunal Regional Federal da 4ª Região mantiver a condenação contra o petista, ele pode não disputar a presidência em outubro.

 

PORTAL DEFESANET


FAB encomenda mais um Airbus C295 SAR


Publicado em 22/01 - 16h15

ImagemMadri, 22 de janeiro de 2018 – O Brasil encomendou mais uma aeronave Airbus C295 SAR (busca e salvamento), denominado SC-105 Amazonas na FAB, que, eventualmente, elevará a 15 o número total de C295s em serviço pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Esse pedido constitui a reafirmação de uma opção inserida em um contrato anterior de 2014. A encomenda foi assinada no final do ano passado e, portanto, será incorporada à carteira de pedidos de 2017. As três aeronaves SAR servirão ao lado de 12 C295s configurados para transporte que já foram entregues.

O primeiro dos três aviões SAR foi entregue no ano passado e realizou um tour muito bem-sucedido de cinco semanas por quatro continentes antes de chegar ao Brasil. A aeronave demonstrou sua habilidade de patrulha marítima e recursos de busca e salvamento em uma ampla gama de ambientes, tendo registrado 100% de disponibilidade durante o tour.

O segundo FAB C295 SAR será entregue em 2019 e o terceiro em 2020.

Mais de 200 C295s já foram encomendados por 26 países. Na região da América Latina, mais de 100 aeronaves de transporte militar da Airbus estão em operação.

Fato relevante é que o primeiro SC-105 Amazonas da FAB, do Esquadrão Pelicano, especializado em busca e salvamento, foi enviado para a Argentina para ajudar nas buscas do submarino ARA San Juan.

 

OUTRAS MÍDIAS


NF NOTÍCIAS (RJ) - Drones reforçam segurança nas praias do estado do Rio

Com os resultados, alguns estados já demonstram interesse em implantar o modelo

Publicado em 22/01 - 10h07

O Corpo de Bombeiros realizou mais de 6.800 salvamentos marítimos em todo o Estado do Rio de Janeiro desde o início da Operação Verão, em novembro do ano passado.

A ação tem contado com quatro drones para reforçar a segurança nas orlas fluminenses. A operação tem efetivo de mais de 1,3 mil guarda-vidas, atuando em revezamento, em 200 postos de salvamento, e equipados com motos aquáticas, lanchas, botes, quadriciclos e aeronaves.

Com os resultados obtidos pelos drones, alguns estados já demonstraram interesse em implantar o modelo fluminense. Quem também se interessou e já enviou um representante para conhecer o trabalho foi o Corpo de Bombeiros de Los Angeles, nos Estados Unidos.

“O comandante-assistente de Los Angeles, nos Estados Unidos, Fernando Boiteux, que é brasileiro, soube do trabalho e veio conhecer. Por enquanto, estamos trocando informações”, disse o tenente-coronel Rodrigo Bastos, coordenador da Coordenadoria de Operações de Veículos Aéreos não Tripulados (Covant).

Na operação do último ano, os drones auxiliaram em 113 ocorrências, sendo 42 em buscas de pessoas no mar. Além disso, foram realizadas 14 buscas em rios e 12, em matas. No uso para localização de fogo em vegetação, estão contabilizados 10 registros e em desabamentos, cinco. Cada aparelho pesa no máximo dois quilos e mede entre 50 cm e 60 cm de diâmetro. Movido à bateria elétrica, um drone tem autonomia de 25 minutos. Os voos seguem às normas vigentes da Aeronáutica.

 

O ANAPOLIS (GO) - Após denúncia do MPF, Justiça condena dois envolvidos por tráfico internacional de drogas em Goiás

Cerca de 700 kg de cocaína oriundos da Bolívia foram encontrados em avião que fez pouso forçado na zona rural do Município de Jussara (GO)

Publicado em 22/01

A Justiça Federal em Goiânia, acatando denúncia do Ministério Público Federal (MPF) em Goiás, condenou os réus Apoena Índio do Brasil Siqueira Rocha e Fabiano Júnior da Silva Tomé por tráfico internacional de drogas e atentado contra a segurança do transporte aéreo. A droga foi encontrada em um avião que fez pouso forçado na zona rural do município de Jussara (GO) em junho de 2017.

Em razão do desmembramento do processo, visto que os dois cumprem prisão preventiva em presídios distintos, a sentença condenatória de Apoena (preso em Goiás) foi proferida no dia 12 de janeiro, enquanto a de Fabiano (preso em Rondônia) se deu na última terça-feira (16).

Apoena Rocha foi condenado a 18 anos, 10 meses e 12 dias de reclusão e 1.282 dias-multa. Já Fabiano Tomé, a 20 anos, 9 meses e 22 dias de reclusão e 1.476 dias-multa. Ambos tiveram mantidas as prisões preventivas e deverão cumprir a pena de reclusão inicialmente em regime fechado. Além disso, foi decretado o perdimento, em favor da União, de todos os bens apreendidos em poder dos condenados.

Entenda o caso – Segundo a denúncia do MPF, por volta das 17h do dia 26 de junho de 2017, no município de Jussara, os acusados Apoena e Fabiano foram flagrados com quase 700 kg de cocaína oriunda da Bolívia. A droga estava na aeronave PT-IIJ, pilotada por Apoena, que fez um pouso forçado na zona rural de Jussara, após perseguição por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Os dois acusados, em seguida ao pouso, abandonaram a aeronave carregada com a droga e tentaram fugir, sendo capturados posteriormente num hotel na cidade de Itapirapuã (GO).

 

PORTAL MEON (SP) - Acordo Boeing - Embraer deve viabilizar uso comercial de Alcântara

Empresa americana visitou o centro de lançamento em dezembro

O acordo Boeing-Embraer deve viabilizar parcerias entre Brasil e Estados Unidos no setor espacial, incluindo a concessão do CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), no Maranhão. Desde o ano passado, o governo brasileiro negocia com o governo americano um AST (Acordo de Salvaguardas Tecnológicas) que possibilitaria a exploração comercial da base de lançamento.

A Boeing é líder global do setor espacial e principal fornecedora de serviços da Nasa (agência espacial americana). Já a Embraer ingressou na área recentemente, em 2012, com a criação da Visiona, uma joint venture com a estatal Telebras, que atua como integradora do PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais).

Segundo duas fontes ouvidas pelo Meon, um acordo entre a fabricante brasileira e a gigante norte-americana seria praticamente uma imposição americana para viabilizar a aprovação do AST (Acordo de Salvaguardas Tecnológicas).

A parceria estratégica no setor espacial estaria incluída no pacote que está sendo negociado entre a brasileira e a Boeing. A Embraer divulgou, no dia 22 de dezembro, que discute uma eventual combinação de negócios com a gigante americana, porém não revelou detalhes das negociações.

As discussões neste sentido estariam ocorrendo a toque de caixa, segundo uma das fontes ouvidas pelo Meon. O objetivo seria fechar o contrato de concessão do CLA com os EUA antes das eleições presidenciais --ou pelo menos garantir a aprovação de um modelo que atenda aos interesses dos dois países.

Há anos o Brasil tenta uma aliança com os EUA no setor espacial. Em junho do ano passado, o governo Michel Temer enviou um novo AST ao Pentágono (sede da Defesa dos Estados Unidos) --se aprovado pelos americanos, o documento ainda deverá ser submetido ao Congresso Nacional.

Somente com a aprovação do AST o Brasil conseguirá abrir a base de Alcântara para atender ao mercado internacional de lançamentos privados. Segundo o Ministério da Defesa, a exploração comercial do CLA poderia gerar até US$ 1,5 bilhão ao ano.

Porém, sem o aval dos EUA, o CLA fica praticamente impedido de fazer lançamento para qualquer outro país. Isto porque a maioria dos equipamentos espaciais, no mundo, possui algum componente norte-americano --o que exige o acordo prévio para o lançamento.

As fontes consultadas pelo Meon apontam que as conversas entre os dois países estão aceleradas, aguardando alinhamento do setor espacial brasileiro e formatação dos modelos de negócios entre as empresas.

Mobilização

Dentre as ações em andamento para viabilizar o AST, estão o projeto de reestruturação da governança do Programa Espacial Brasileiro, a liquidação da ACS (Alcantara Cyclone Space) e a aprovação de um acordo-quadro no Congresso.

O acordo-quadro (necessário para disciplinar relações contratuais futuras) foi aprovado na Câmara em dezembro e agora está no Senado, aberto a emendas até início de fevereiro.

A ACS, empresa binacional criada em 2006 com a Ucrânia, foi desativada em 2015, após consumir cerca de R$ 1 bilhão e fracassar em todos os seus objetivos. Em dezembro, o governo iniciou o processo para a liquidação da empresa.

Já o projeto de reestruturação da governança começou a ser discutido no início do ano passado e deve ser finalizado em breve.

Hoje, o Sindae (Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais) é coordenado pela AEB (Agência Espacial Brasileira) e envolve basicamente os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação. A gestão da base de Alcântara é responsabilidade da FAB (Força Aérea Brasileira).

Além de diretrizes para melhor condução do Sindae, a reestruturação da governança também teria como finalidade garantir que os acordos bilaterais no setor espacial ficassem imunes às constantes oscilações de interesses políticos do governo brasileiro.

Embraer-Boeing

A participação da Embraer em operações na base de Alcântara é discutida com o governo há pelo menos um ano. A empresa tem interesse em expandir seus negócios no setor espacial e participar do VLM (Veículo Lançador de Microssatélites), um dos projetos prioritários da AEB.

O governo vê esta expansão com bons olhos, já que pretende transformar o VLM-1 no equivalente ao que o avião Bandeirante foi para o setor aeronáutico brasileiro --a possibilidade de obter domínio completo do ciclo de sistemas espaciais.

Por meio da Visiona ou de outra empresa fruto do acordo com a Boeing, a Embraer funcionaria como um braço executivo do governo nas parcerias com as indústrias estrangeiras, segundo as fontes ouvidas pelo Meon. 

Já o interesse da Boeing na base de Alcântara tornou-se evidente com a visita da presidente da Boeing para América Latina, Donna Hrinak, ao CLA, no dia 12 de abril. A comitiva estrangeira, que incluía representantes da Lockheed Martin, SpaceX e Vector, foi recebida por Jungmann. Os empresários também visitaram instituições ligadas ao setor espacial em São José dos Campos.

Em entrevista recente a um jornal americano, o ministro Raul Jungmann falou sobre o interesse da Boeing no CLA.”. Eles [Boeing] querem explorar a base de lançamento de Alcântara. Eu acho que essa parceria é muito interessante e muito positiva”, disse Jungmann ao Defense News, em dezembro.

O Ministério da Defesa não se manifestou sobre possível parceria entre Boeing e Embraer nem confirmou possível participação das duas empresas na exploração da base de Alcântara.

A FAB informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o CLA tem recebido a visita de comitivas de empresários e representantes governamentais de diferentes países, como França, Coreia do Sul, China, Israel, Itália, Argentina e Estados Unidos. Entretanto, não há, até o momento, nenhuma parceria firmada decorrente dessas visitas.

Quanto às notícias sobre uma possível parceria entre as empresas Embraer e Boeing, o Comando da Aeronáutica considera a Embraer uma empresa estratégica e fundamental para a soberania nacional e qualquer proposta que venha a ser feita deverá ser analisada também sob esses enfoques.

O Meon conversou com o engenheiro Fernando Mendonça, fundador do Inpe, e com José Monserrat Filho, vice-presidente da SBDA (Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial), sobre uma eventual parceria com os Estados Unidos, envolvendo Embraer e Boieng na exploração da base de Alcântara. Ambos disseram desconhecer as negociações sobre O CLA e o AST, mas manifestaram posições opostas com relação à questão.

Avaliação

Para o engenheiro Mendonça, considerado o pai do Programa Espacial Brasileiro, uma parceria com os Estados Unidos poderia gerar muitos benefícios e colaborar com o desenvolvimento do setor aeroespacial.

“A criação do Inpe só foi possível com a colaboração internacional, através de projetos envolvendo vários órgãos, como a Nasa, nos Estados Unidos, e empresas alemãs, francesas. Foi assim também para construir o CLBI [Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno Barreira do Inferno]”, afirmou o engenheiro.

Segundo ele, as parcerias também viabilizaram a capacitação dos profissionais, por meio de treinamentos e bolsas de estudo oferecidos gratuitamente aos brasileiros. “Eu não vejo nenhum problema com a questão de soberania nacional, tudo depende dos termos do acordo, pode ser bom para os dois lados”, disse Mendonça.

Já Monserrat Filho tem muitas ressalvas quanto a um possível acordo entre o Brasil e os Estados Unidos nos setores de defesa e aeroespacial, principalmente com relação à concessão da base de Alcântara.

“No mínimo teríamos que preservar os interesses do país, a soberania nacional. O problema é que o Governo Temer e o Congresso não têm nenhum compromisso com os interesses nacionais. O compromisso deles é com os interesses das grandes empresas, dos grandes fazendeiros. Eles não têm nenhuma preocupação com a população, a formação de profissionais”, disse Monserrat.

Ele acredita que se o acordo for firmado com a Boeing a situação pode ser ainda pior para o Brasil. “Ela [Boeing] é uma ‘sucursal’ do Pentágono, no sentido que ela está permanentemente atendendo às solicitações e necessidades do governo dos Estados Unidos.”.

 

JORNAL DO OESTE - Internet para Todos inclui 80 municípios do Paraná na primeira fase

Foz do Iguaçu deverá ser uma das primeiras do país a receber programa de inclusão digital

Publicado em 22/01 - 17h09

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Gilberto Kassab, apresentou a prefeitos do Paraná, na última sexta-feira (19), em Curitiba, o Programa Internet para Todos, que tem como objetivo levar o sinal de internet a áreas rurais a preços acessíveis. Nesta primeira fase, segundo o ministro, 80 municípios do Estado serão selecionados, sendo Foz do Iguaçu o piloto do projeto no país. A lista com as primeiras 300 cidades deve ser lançada em fevereiro. “O programa vai atender com a banda larga e internet a milhões de brasileiros. A implantação é rápida, imediata e começa em abril”, disse o ministro na Associação de Municípios do Paraná (AMP). Dados do governo apontam que pelo menos 60 milhões de brasileiros não têm acesso à internet. Desse total, pelo menos 20 milhões são pessoas que tem um celular, mas não podem usá-lo pela ausência de conectividade.

Para fornecer sinal em áreas remotas, antenas conectadas ao Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), lançado em maio de 2017 pelo governo federal, serão implantadas nas localidades beneficiadas. Para participar, o município deve encaminhar ofício ao MCTIC formalizando o interesse e, posteriormente, assinando o termo de adesão que define as obrigações como garantia de infraestrutura básica (local, energia e segurança) e aprovação da Câmara Municipal para dispensa de cobrança do Imposto sobre Serviços (ISS).

Em entrevista exclusiva à RCD, o MCTIC, por meio da assessoria de Comunicação Social, explica que cada empresa credenciada estabelecerá modelos de negócios que garantam a viabilidade da comercialização de internet. As empresas interessadas no Internet para Todos devem encaminhar um documento à Secretaria de Telecomunicações do MCTIC (Setel), indicando localidade de interesse e cronograma de atendimento, incluindo itens como estimativa de preço e tecnologia viável para a oferta. O MCTIC destaca ainda que não há seleção de municípios para o programa. “Estamos recebendo os pedidos de diversos municípios e organizando um fluxo de entrada. Buscamos atender de acordo com a entrada. O processo é contínuo”.

Já as cidades que buscam melhorar a conectividade para informatização dos prédios públicos, incluindo a implantação do projeto de Cidade Digital, por exemplo, o Ministério informa que tal questão está em estudo sobre como atende-las. “Estamos mapeando as sedes de município com backhaul de baixa capacidade, que não permitiria o provimento de acesso à internet. Os municípios são aconselhados a encaminhar a demanda”.

Para o diretor da RCD, José Marinho, a iniciativa contribui para levar internet para o campo ao mesmo tempo em que fomenta o crescimento de provedores locais. No entanto, Marinho frisa a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas municipais e adoção de Parcerias Público-Privada para que as Prefeituras possam oferecer serviços eletrônicos e ferramentas educacionais à população rural. “O ganho social é muito importante, mas também é preciso que o poder público leve facilidades para essas comunidades através da internet”, afirma. 

CAPACIDADE – De acordo com o diretor técnico-operacional da Telebras, Jarbas Valente, cada antena poderá atender a população no raio de um quilômetro, a uma velocidade inicial de 10MB. A telefonia fixa é outra novidade que deve chegar para essas localidades afastadas por meio do Satélite, conforme Valente. Para viabilização do projeto, a Telebras busca empresas regionais para parcerias. A banda larga do Satélite Geoestacionário também será utilizada por outras pastas como a Saúde para colocar internet em 100% das unidades no país. Um convênio firmado com o Ministério da Defesa reservou 30% da capacidade do equipamento para monitoramento das fronteiras. Já uma parceria com o Ministério da Educação pretende levar conexão para sete mil escolas rurais em 2018.

 

NOTÍCIAS AO MINUTO (PORTUGAL) - Temer viaja à Suíça para participar do Fórum Ecônomico Mundial em Davos

Aeronave da FAB partiu às 22h20 de Brasília; presidente discursará na encontro na próxima quarta (24)

Publicado em 22/01

A aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) partiu de Brasília às 22h20 desta segunda-feira (22) levando o presidente Michel Temer à Suíça, onde ele participará do Fórum Econômico Mundial, em Davos. As informações são do G1.

O avião deve chegar à Zurique por volta das 10h50 de terça (23). O presidente passará o dia na cidade e, na quarta (24), embarca para Davos, onde ocorre o encontro.

 Temer é chamado de golpista e ladrão em caminhada em Brasília.

A assessoria do Palácio do Planalto informou que Temer responderá a perguntas sobre a conjuntura política e econômica do país durante o evento.

Ainda na quarta, segundo o Planalto, o presidente irá a um jantar oferecido pela organização do fórum, e deve voltar a Zurique no fim da noite. O retorno ao Brasil está previsto para quinta (25).