NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Participação do social no total das despesas fica estável em uma década


Alexa Salomão

O chamado gasto social do governo federal, que inclui itens como Previdência, saúde e educação, de fato é elevado, cresceu na última década, mas seu peso no volume total das despesas não avançou tanto quanto se imagina.

Essa é a conclusão de um raio-X financeiro sobre a área social organizado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado que monitora as contas públicas. Os dados constam do relatório de setembro.

Segundo o estudo, a área social deu uma contribuição expressiva para a expansão do gasto público federal na última década. Em termos absolutos, foi responsável por um crescimento real de 64% nas despesas.

No entanto, o crescimento não foi isolado. Acompanhou a expansão de outros custos. O resultado é que a sua participação no bolo total das despesas da União praticamente se manteve estável. Era de 73% em 2007 e encerrou 2016 com uma fatia de 75%.

A conta mais expressiva é a da Previdência. Representa 61,5% do total dos gastos sociais. Segundo o estudo, sozinha, consumiu, em média, 46% do gasto público como um todo na última década.

Foram considerados os gastos previdenciários como um todo, incluindo tanto as despesas do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) quanto as do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores públicos federais.

Entre os itens que chamam a atenção no levantamento estão as evoluções dos gastos com educação e com saúde.

Os desembolsos com educação tiveram um crescimento de três dígitos: 184%. Passaram de R$ 39,5 bilhões, em 2007, para R$ 112,1 bilhões, em 2016. Sua importância relativa dentro dos gastos sociais (descontada a Previdência) também avançou. Foi de 19% para 29%.

UNIVERSIDADES
O estudo destaca que o aumento das despesas com educação, em nível federal, costuma ser atribuído ao crescimento da rede de universidades públicas. No entanto, o levantamento constatou que também houve contribuições importantes dos gastos com o ensino profissional e o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

Dos R$ 72,6 bilhões que foram adicionados às despesas com educação nos últimos dez anos, R$ 20,1 bilhões foram com o Fies; R$ 13,3 bilhões, com o ensino superior, e R$ 10,4 bilhões, com o ensino profissional.

As despesas com saúde, porém, tiveram um comportamento inverso. Isoladamente, cresceram. Passaram de R$ 78,5 bilhões para R$ 111,8 bilhões nos últimos dez anos, um crescimento real de 42% no período. Praticamente todas as subáreas da saúde financiadas com recursos da União tiveram aumento.

No entanto, a participação da saúde no gasto social caiu de 38% para 29%.

 

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Novo teto salarial "emperra" na Câmara

Projeto aprovado no Senado, que inclui abonos, prêmios e auxílios no limite de pagamento a servidores, enfrenta resistências de entidades

Thiago Faria E Julia Lindner

Aprovado em dezembro de 2016 no Senado, o projeto que limita os valores recebidos por servidores públicos ao teto constitucional tem sido protelado na Câmara desde então. Nos bastidores, deputados admitem sofrer pressão de entidades e representantes de classes, que não querem perder benefícios e têm procurado parlamentares para discutir o projeto.

Apenas no dia 15 do mês passado o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criou uma comissão especial para analisar a proposta. A medida ocorreu um dia após o Estado revelar que um juiz de Mato Grosso recebeu quase meio milhão de reais em julho.

O projeto também passou a ser bem visto pelo governo, que incluiu a imposição do teto remuneratório a todas as verbas recebidas por servidores como parte do ajuste fiscal anunciado no fim de julho.

Mesmo criada há quase um mês, a comissão ainda não se reuniu nenhuma vez. A primeira reunião, marcada para o fim de agosto, foi adiada. A previsão é de que o colegiado seja instalado no próximo dia 12. Isso porque o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), que deve relatar a proposta, estava na Itália para acompanhar o casamento da filha e só retornará a Brasília na semana que vem.

Intenções

O deputado Benito Gama (PTB-BA), que, pelo acordo firmado, deve presidir a comissão, admitiu a demora e disse que a intenção é evitar as críticas que surgiram quando a proposta foi apresentada no Senado. Na época, a medida foi encarada por entidades de classe como retaliação do então presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), aos membros do Judiciário. O peemedebista é um dos alvos da Operação Lava Jato. Ele recolhe assinaturas para propor uma CPI no Senado para investigar os supersalários.

"A nossa intenção é evitar essa descarga ideológica que toma conta do assunto", afirmou Gama ao Estado pouco depois de se reunir com representantes da Defensoria Pública na Câmara. Segundo ele, o projeto sobre o teto salarial foi um dos temas do encontro.

O deputado Orlando Silva (PC do B-SP), presidente da Comissão de Trabalho da Câmara, onde o projeto ficou parado por oito meses, também disse ter sido procurado por integrantes do Judiciário. "Eles queriam discutir o que pode ser considerado fora do teto salarial. O que é legítimo", afirmou.

Pelo texto aprovado no Senado, os rendimentos recebidos por qualquer servidor público não podem exceder o que recebem os ministros do Supremo Tribunal Federal (R$ 33,7 mil). No valor devem estar incluídos itens como abonos, prêmios, auxílios, entre outros adicionais que, por entendimentos diversos da Justiça, acabam não sendo computados como salário e abrem brechas para o pagamento de supersalários.

Em alguns casos, porém, a exceção vira a regra. Reportagem do Estado mostrou que, em Minas Gerais, 98% dos magistrados do Tribunal de Justiça receberam valores líquidos acima do teto constitucional em julho. No Tribunal de Justiça de São Paulo, o porcentual foi de 56% no mesmo mês.

Rubens Bueno afirmou que o projeto aprovado no Senado deve passar por alterações na comissão da Câmara, para evitar contestações. "A proposta do Senado tem alguns problemas de ordem constitucional. A consultoria da Câmara ainda está analisando", afirmou.

O futuro relator, porém, negou pressões de entidades. "O que é preciso, e não de agora, é abrir a caixa-preta. Bons juízes e bons procuradores estão incomodados com notícias de salários acima do teto", disse. "O que não se pode é fechar os olhos para privilégios."

 

Disputa por Congonhas deve ser acirrada

Apesar de estar em área urbana e não comportar ampliações, avaliação é que rentabilidade alta deve atrair grupos nacionais e estrangeiros

Lu Aiko Otta

Responsável por quase um terço das receitas com concessões e permissões previstas no Orçamento da União de 2018, o aeroporto de Congonhas entrou numa via acelerada de preparativos para seu leilão. Técnicos discutem no momento o encurtamento, de 100 para 45 dias, do período entre a publicação do edital e a realização do leilão.

O prazo mais longo era apontado até agora como um dos principais aperfeiçoamentos feitos pelo governo de Michel Temer em comparação às concessões do governo de Dilma Rousseff. Os técnicos repetiam que os 100 dias davam mais tempo para as empresas interessadas estudarem os projetos. A medida beneficiaria principalmente os estrangeiros e as corporações em que os processos de decisão são mais rígidos.

No entanto, no caso de Congonhas, o encurtamento está mesmo em consideração. Questionado, o Programa de Parcerias de Investimento (PPI), responsável pelas vendas, informou que o prazo mais curto pode ser adotado caso seja constatado que o mercado está “mobilizado” para participar do leilão. Isso é possível porque o modelo da concessão será o mesmo da rodada anterior. Além disso, acrescenta o PPI, as informações sobre o aeroporto já foram divulgadas com antecedência, o que permite aos interessados antecipar suas análises. Segundo fontes da área técnica, há alas defendendo um prazo mais longo. Porém, a área econômica pressiona por mais velocidade.

Na semana passada, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil publicou um chamamento público para empresas interessadas em elaborar estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental para a concessão de 14 aeroportos. O prazo para a entrega dos estudos sobre Congonhas foi fixado em 90 dias, enquanto os demais terão 120 dias.

Segundo o PPI, o prazo para Congonhas é mais curto porque o aeroporto será leiloado sozinho, dentro de um modelo já conhecido pelo mercado. Os demais serão oferecidos em blocos combinando terminais lucrativos e deficitários, o que exigirá estudos adicionais para alterar o modelo contratual e para regular o funcionamento dos blocos.

Retorno. Apesar do prazo curto e do preço mínimo de aproximadamente R$ 6 bilhões a serem pagos à vista, o aeroporto desperta interesse de operadoras nacionais e estrangeiras, segundo se comenta nos bastidores. As informações são de que já houve sondagem para todos os aeroportos. Além de Congonhas, também estão na lista Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Campina Grande (PB), Juazeiro do Norte (CE), Vitória (ES), Macaé (RJ) e cinco em Mato Grosso: Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garças.

“Congonhas tem algum risco por ser um aeroporto urbano, mas parece ser um tremendo negócio”, disse o economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. “Ele não deve exigir muitas obras e tem um forte fluxo de caixa.” Ele avalia que, com um bom marketing, o governo deve conseguir “coisa boa” pela concessão do ativo.

Pelas estimativas do governo, o aeroporto exigirá investimentos de R$ 1,83 bilhão. No ano passado, o fluxo de passageiros chegou a 20,8 milhões. A projeção inicial é que serão 27,2 milhões de pessoas em 2044.

Na avaliação do advogado Luis Felipe Valerim Pinheiro, sócio do VBPG Advogados, o governo acertou em duas coisas nessa nova rodada de concessões e privatizações: ao escolher ativos que despertam interesse do setor privado e por priorizar os leilões em que há maior chance de sucesso. “Isso é digno de nota”, comentou.

Especialista na área de concessões, ele avalia que o pacote de projetos anunciado no fim do mês passado exige muito trabalho da área técnica para ser colocado na rua. Como o grupo de técnicos envolvidos no processo é pequeno, há uma visível priorização. “Só saberemos vendo o jogo”, comentou, sobre a possibilidade de o governo cumprir os prazos propostos. “57 projetos em um ano é muita coisa.”

De todo o pacote, os empreendimentos com mais chance de sair da prateleira são justamente os aeroportos e os ativos no setor de energia, acredita ele. Os que envolvem discussões mais complexas são as ferrovias e rodovias. O PPI ressaltou que o Programa de concessões tem seguido “rigorosamente” os prazos divulgados.

LEILÕES PREVISTOS

2017

- 14ª rodada de óleo e gás

- 4 usinas hidrelétricas da

- Cemig: Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande

- 2ª e 3ª rodadas de óleo e gás do pré-sal

- Lotex

- Ferrogrão

- 11 lotes de instalações de transmissão de energia elétrica

- 6 distribuidoras estaduais de energia que estão sob administração da Eletrobrás 

2018

- 14 aeroportos

- Participações da Infraero em aeroportos concedidos

- 6 trechos de rodovias

- 3 rodadas de óleo e gás

- 18 terminais portuários

- Ferrovia Norte-sul

- Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol)

- Companhia de Docas do Espírito Santo (Codesa)

- Casa da Moeda do Brasil

- Parceria Público-Privada (PPP) para gestão da rede de comunicações do Comando da Aeronáutica 

Sem data prevista

- Desestatização da Eletrobrás

- Rodovia de Integração do Sul

- Direitos minerários da CPRM (Serviço Geológico do Brasil)

- Companhia de Armazéns e Silos de Minas Gerais (Casemg)

- Ceasaminas

 

Fenômeno afeta 8 mil passageiros brasileiros

Linhas aéreas cancelam ao menos 44 voos entre EUA e Brasil; caos marca busca de abrigo no norte da Flórida

José Maria Tomazela, Claudia Müller, Paula Felix E Giovana Girardi

Ao menos 44 voos entre Brasil e a Flórida, com decolagem programada entre ontem e segunda-feira, foram cancelados em razão da chegada do furacão Irma aos EUA. Mesmo com a pequena perda de potência do fenômeno, cinco dos principais aeroportos do Estado – Fort Lauderdale, Fort Myers, Miami, West Palm Beach e Orlando – estarão fechados até amanhã. A medida afetará também as conexões para outros dez aeroportos da Flórida e 25 da região, prejudicando cerca de 8 mil passageiros do Brasil.

A American Airlines, que já havia cancelado seis voos na quinta-feira, anunciou a suspensão de outros 12 previstos para ontem, hoje e amanhã. A Latam cancelou 12 voos previstos para ontem e hoje que tinham como origem ou destino a cidade de Miami.

A Azul cancelou 12 voos que teriam o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, como origem ou destino, incluindo um previsto para segunda-feira que sairia de Fort Lauderdale. A Avianca informou o cancelamento de dois voos que partiriam de São Paulo, ontem e hoje, e dois de Miami para o Brasil, hoje e amanhã. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou ontem que acompanha a prestação de assistência aos passageiros que, por medida de segurança, tiveram voos cancelados em razão do furacão Irma.

Brasileiros que residem ou estão em viagem à Flórida relataram momentos de angústia com a aproximação do Irma. O casal Virgínia, de 35 anos, e Leandro Gonçalves, de 39 anos, mora em Miami e conta que deixou sua casa e seguiu para Orlando na quinta-feira. “Saímos às 4 da manha, quando grande parte da população já deixava a cidade. No dia anterior, o governador havia feito um alerta de que o Irma seria duas vezes mais severo que o Andrew, que destruiu a Flórida em 1992”, conta Virgínia. “Os postos de gasolina estavam fechados por falta de combustível e muitos policiais estavam nas ruas para evitar caos”, relatou.

Moradora de Doral, a historiadora Pietra Diwan, de 42 anos, resolveu sair de casa e foi com o marido e a filha de 10 anos para um abrigo temendo a força do furacão. “A gente se antecipou e comprou suprimentos. Água, comida que pode ser preparada em caso de falta de eletricidade, kit de primeiros socorros, pilhas e lanterna”, disse.

“Saímos porque não vamos esperar para ver se nossa casa aguenta (os ventos do Irma). Viemos para uma escola com apoio do Exército e da prefeitura. Estamos em um lugar amplo e cerca de 600 pessoas estão aqui. O local tem capacidade para mil pessoas.”

Frustração. As férias do empresário Renato Reis, de 47 anos, num hotel beira-mar em Miami Beach tiveram de mudar de lugar dois dias antes do previsto porque o governo ordenou que o local fosse esvaziado. Ele passou o fim da viagem num hotel perto do aeroporto. Reis conta que a cidade ficou caótica em meio à expectativa pela chegada do furacão. “No mercado que fomos, já não tinha mais água e muitos outros mantimentos estavam faltando.”

O empresário e sua família tiveram sorte: o voo de volta, o último da noite de quinta-feira, conseguiu decolar com destino ao Brasil. Já em casa, ele contou que o aeroporto estava uma bagunça. “Muitas pessoas estavam desesperadas e crianças choravam. Quem estava lá pagaria o preço que fosse por uma passagem de volta.”

 

PORTAL UOL


Avião abandonado no Brasil é alvo de disputa na Alemanha

Cidades alemãs competem para abrigar em museu Boeing estacionado em Fortaleza há quase uma década. Aeronave pertencia à Lufthansa e foi sequestrado por terroristas há 40 anos, tornando-se símbolo do Outono Alemão.

Estacionado em Fortaleza, um Boeing que pertencia à Lufthansa e foi sequestrado por terroristas há 40 anos é agora motivo de disputa entre cidades alemãs que concorrem para abrigá-lo em museu.

O Landshut – como é chamado o famoso avião na Alemanha – estava abandonado há nove anos num cemitério de aviões no Aeroporto Pinto Martins e foi comprado da Infraero pelo governo alemão.

Uma equipe da Lufthansa, antiga proprietária da aeronave, foi enviada a Fortaleza para desmontar a aeronave e transportá-la para a Alemanha, onde deve ser exposta num museu particular, em Friedrichshafen, no sul do país.

O 40° aniversário do chamado Outono Alemão – período que marcou o auge da luta entre o Estado alemão e o terrorismo de extrema-esquerda e do qual o Landshut se tornou símbolo – fez com o governo alemão se interessasse pelo retorno da aeronave à Alemanha.

Alemanha vai repatriar do Brasil famoso avião sequestrado
Há poucas semanas, o ministro do Exterior, Sigmar Gabriel, foi a Friedrichshafen anunciar que o Landshut deveria ser exposto no Museu Aeroespacial Dornier da cidade, às margens do Lago Constança.

"Agradeço à Fundação Dornier por nos ter feito uma oferta tão maravilhosa", afirmou o ministro na ocasião. O problema é que agora surgiu outra cidade alemã interessada no famoso avião.

Em sua edição desta semana, a revista alemã Spiegel relatou que Simone Lange, prefeita de Flensburg, no norte do país, acusa agora o Ministério do Exterior em Berlim de ter quebrado a promessa de uma licitação aberta para escolher o melhor local para abrigar o Landshut.

Fontes do aeroporto de Fortaleza disseram que o avião ainda está sendo desmantelado. Até esta quinta-feira (07), a cauda e parte das asas teriam sido desmontadas, afirmaram. Segundo a mídia alemã, as peças deverão ser levadas por dois aviões do tipo Antonov, o que leva a crer que a fuselagem será transportada separadamente dos demais componentes. É provável que o transporte aconteça até meados de setembro, pois o avião deverá fazer parte das comemorações, em meados de outubro próximo, dos 40 anos do sequestro que marcou a recente história alemã.

Outono Alemão
A aeronave foi sequestrada em outubro de 1977, com mais de 90 pessoas a bordo, por quatro integrantes da Frente Popular para a Libertação da Palestina, que, para liberar os reféns, pedia a libertação de membros da Fração do Exército Vermelho (RAF) presos na Alemanha.

No dia 13 de outubro, a aeronave partiu de Palma de Mallorca, na Espanha, com destino ao aeroporto de Frankfurt. Ao entrar no espaço aéreo francês, os extremistas, armados com pistolas e granadas, anunciaram o sequestro e deram início à jornada de 106 horas que terminaria apenas na Somália.

Para libertar os passageiros, o grupo exigia que o governo alemão soltasse integrantes da RAF presos na Alemanha. Berlim se recusou a libertá-los. Antes de pousar em Mogadíscio, durante o sequestro, o avião fez paradas para reabastecer em Roma, Lárnaca, Bahrein, Dubai e Áden.

Após o assassinato do piloto em frente aos passageiros, no dia 16, o copiloto foi obrigado a continuar sozinho a jornada. Na capital somali, forças especiais da polícia federal da Alemanha conseguiram libertar a aeronave na madrugada do dia 18 de outubro de 1977.

Três dos quatros sequestradores foram mortos na ofensiva. Depois do fracasso da ação terrorista, Andreas Baader, Jan-Carl Raspe e Gudrun Ensslin, membros destacados da RAF, cometeram suicídio coletivo na prisão.

Após o sequestro, a aeronave continuou transportando passageiros da Lufthansa até ser vendida pela empresa alemã em 1985. O Landshut teve vários proprietários e passou a levar cargas. Até 2008, ele voou pela TAF, de Fortaleza. Devido a pendências judiciais da empresa, o avião foi penhorado e há nove anos está parado no cemitério de aviões da capital cearense.

Polêmica com ministérios
Em tempos marcados por ameaças terroristas em toda a Europa, o fato de o Landshut ter se tornado um símbolo da força do Estado contra o terror explica o interesse das cidades alemãs pela aeronave.

De acordo com a Spiegel, Thomas Liebelt, empresário de Flensburg, se dispôs a gastar 2 milhões de euros (cerca de 7,6 milhões de reais) na construção de um Museu Landshut em sua cidade.

Segundo reportagem da revista, a prefeita teria conversado ao telefone com Martin Schäfer, porta-voz do Ministério do Exterior em Berlim. Este teria lhe "avisado claramente de um processo de licitação", disse Lange.

"Dizer à prefeitura de Flensburg que haveria um concurso e que eu, a prefeita, seria informada do início desse processo, sem que isso tenha acontecido, não é compreensível", afirmou Lange. Segundo o jornal Südkurier, da região do Lago Constança, Lange foi surpreendida ao saber da escolha de Friedrichshafen pelo rádio.

O Ministério do Exterior contesta a versão de Lange sobre os acontecimentos, aponta a Spiegel. A Deutsche Welle tentou contatar o ministério sobre o assunto, mas não obteve resposta.

Também no Ministério da Cultura há dúvidas sobre a exibição do Landshut em Friedrichshafen. Isso pôde ser lido na ata de uma reunião entre representantes do Ministério do Exterior, do Ministério da Cultura, da Fundação Dornier e da Casa da História de Bonn, que aconteceu no dia 8 de agosto em Friedrichshafen, escreveu a Spiegel.

O Ministério da Cultura teria criticado os planos da pasta do Exterior de que técnicos remontem imediatamente as peças do Landshut após a sua chegada a Friedrichshafen. Para a pasta comandada pela ministra Monika Grütters seria preciso que antes seja desenvolvido um conceito para a exposição. Até agora não existem "documentos consistentes" sobre o projeto, criticaram as autoridades do Ministério da Cultura, segundo a Spiegel.

Representantes de Grütters apontaram que o financiamento da exposição [do avião] ainda não está garantido. De acordo com a Spiegel, as autoridades do Ministério da Cultura também rejeitaram a ideia do Museu Dornier de que a pasta participasse do financiamento do projeto de exposição da aeronave. "Um apoio financeiro contínuo para a operação do museu não é possível", disseram representantes do ministério.
 

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Forças Armadas na ordem do dia


A sistemática redução das verbas das Forças Armadas pode levar ao caos todo o sistema de defesa do país. Assim, o governo deve reavaliar o contingenciamento de 40% dos recursos destinados ao Exército, Marinha e Aeronáutica, nos esforços do controle das contas públicas. Nos últimos cinco anos, o orçamento das três armas sofreu queda de 44,5%, com os recursos discricionários caindo de R$ 17,5 bilhões para R$ 9,7 bilhões, o que vem afetando a mobilidade operacional da área de defesa.

A falta de recursos provocou reflexos negativos em operações essenciais, como o controle de milhares de quilômetros de fronteira, totalmente permeáveis à ação de traficantes de armas e de drogas, flagelo das grandes e médias cidades brasileiras. Houve a diminuição das operações dos pelotões do Exército na Amazônia e da fiscalização da Marinha nos rios na região e nos mais de 8 mil quilômetros da costa. E o contrabando, que tantos malefícios traz à economia nacional, também se beneficiou com a queda da vigilância.

Outra atividade de vital importância para a segurança pública, a monitoração do uso de explosivos, foi afetada com a redução da atividade da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército, que vem tendo dificuldade em combater os desvios de explosivos, justamente quando os ataques a caixas eletrônicos e a agências bancárias experimentam avanço exponencial em todo o país. Dia sim, dia não, tem-se notícia da ação de bandidos aterrorizando populações de cidades Brasil afora, em muitos casos com perda de vidas. Poderá ser afetado, ainda, o deslocamento de tropas para ajudar a polícia, como ocorre atualmente no Rio de Janeiro.

Para poder desempenhar as funções de vigilância na Amazônia e no mar, a Marinha necessita de pelo menos R$ 800 milhões a mais, por ano, para manter uma esquadra de navios considerados obsoletos para as funções. Já a Aeronáutica, que levou mais de uma década para conseguir assinar o contrato para a renovação da esquadrilha de caças, com a compra do sueco Grippen, centralizou as atividades em duas bases (Anápolis e Natal) devido às dificuldades financeiras. E corre o risco de ver prejudicadas as operações de interceptação de aeronaves suspeitas.

A sociedade não pode se furtar ao debate da importância estratégica das Forças Armadas. É sabido que não existe uma cultura de defesa no Brasil, como na Europa e nos Estados Unidos, que travaram guerras durante séculos. Além disso, há o preconceito resultante dos 20 anos de regime militar, o que provoca o desinteresse do cidadão pela área da defesa. Mas, mesmo em tempos de paz, uma nação não pode ignorar a segurança externa. Vale lembrar as palavras do Barão do Rio Branco: “Nenhum Estado pode ser pacífico sem ser forte”. O certo é que não se pode negligenciar com a qualidade das Forças Armadas para que não seja colocada em risco a soberania nacional.

 

Militares brasileiros decidem ficar no Haiti para ajudar afetados pelo Irma

Em mensagens emocionadas a amigos e familiares, militares afirmam que arriscarão a vida para ajudar povo haitiano, "mais uma vez"

A mensagem de um militar do Força Aérea Brasileira (FAB), enviada pouco antes de seguir para uma área do Haiti que estava na rota do furacão Irma, emocionou familiares e amigos. O autor, o coronel da Infantaria da Aeronáutica Moreira Lima, integra as tropas nacionais que estão no país caribenho. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) terminou no último dia 1º, mas os próprios militares pediram autorização à Organização das Nações Unidas (ONU) para seguir atuando na região, justamente para ajudar os atingidos pela tempestade.

"A tropa brasileira se deslocou para o Norte do país, onde o furacão passará. Podem me perguntar: "Mas por que foram para o olho do furacão?". A resposta é simples: somos militares e se é lá que o bicho vai pegar, é lá que temos que estar", afirma o coronel na mensagem, enviada por WhatsApp. "E, desta forma, os militares brasileiros lá se encontram, alojados em contêineres, arriscando suas vidas, com o objetivo de socorrer o povo haitiano, mais uma vez", completa.

Depois de explicar aos amigos e familiares sobre o encerramento da missão, Moreira Lima afirma: "Mesmo assim, o general de divisão Ajax [Porto Pinheiro, comand da ante da Minustah] tomou a decisão de solicitar às Nações Unidas autorização para que os militares permanecessem no Haiti e se deslocassem para a região norte do país, que será afetada pelo Irma, para prestar ajuda humanitária imediata àquela população sofrida".

A extensão das operações das tropas brasileiras foi autorizada também pela Ministério das Relações Exteriores. Em nota, o Itamaraty afirma que as tropas foram deslocadas preventivamente para a região que deve ser atingida pelo furacão, "de forma a minimizar seu impacto por meio da orientação à população e prestação de ajuda humanitária imediata". Ainda na nota, a pasta diz que o governo acompanha com atenção as notícias sobre a passagem da tempestade pelo país caribenho e "reafirma sua solidariedade ao povo e ao governo do Haiti".

"Receio do desconhecido"
Em outra mensagem à qual o Correio teve acesso, outro militar, não identificado, diz que as tropas brasileiras devem partir para as áreas atingidas pelo furacão na manhã desta sexta-feira (8/9). A equipe seria composta 1.195 soldados, divididos em um batalhão de infantaria, duas companhias de engenharia (sendo uma brasileira e outra paraguaia) e três helicópteros.

"A tropa está bem motivada, mas eu noto uma certa preocupação, medo, nos soldados. No entanto, eles reagem bem. É natural. A força que se aproxima é descomunal. Temos receio do desconhecido. Mas, nessa hora, Ele tem que dar uma forcinha. Que Deus ajude o Haiti", conclui a mensagem.

Irma
O furacão de categoria cinco — a maior possível — chegou ao Haiti por volta das 19h desta quinta-feira (7/9). Perto de Cabo Haitiano, duas pessoas ficaram feridas com a queda de uma árvore sobre sua casa. Já na comunidade de Ouanaminthe, na fronteira com a República Dominicana, as águas subiram cerca de 30 centímetros. As últimas previsões dão conta de que ele deve passar um pouco mais ao norte do Haiti do que o inicialmente estimado, o que poderia diminuir seu impacto sobre o país caribenho.

Na quarta-feira (6/9), a tempestade atingiu Antígua e Barbuda. Depois, passou por São Martin e Ilhas Virgens, e seguiu seu trajeto em direção a Porto Rico, República Dominicana e Haiti. O trajeto exato do centro do furacão é incerto, mas a expectativa é que sua passagem pelo Caribe tenha impactos também em Cuba, embora com menos intensidade.

Segundo o Centro Nacional de Furacões do governo dos Estados Unidos, o Irma está entre os cinco mais poderosos furacões do Atlântico dos últimos 80 anos, e é o mais forte do oceano a sair do mar do Caribe e do Golfo do México e atingir a costa. O fenômeno já atinge 295 quilômetros por hora durante os picos.

No final de semana, o furacão deve passar pela região que abrange Flórida, Porto Rico e Ilhas Virgens. O Irma pode ser pior do que o furacão Andrew, que devastou a Flórida em 1992. Ele é o segundo furacão de grande intensidade a atingir o sul dos Estados Unidos nesta temporada, depois do Harvey, que provocou destruição no Texas e deixou mais de 60 mortos e prejuízos de US$ 180 bilhões.

 

Curiosidades


Leonardo Cavalcanti

General no comando I // Um dos pontos altos do desfile de 7 de Setembro não estava nas vias da Esplanada, mas no próprio camarote das autoridades. E não se tratava da presença de nenhum político, mas, sim, da perseverança do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas. Enfrentando uma batalha particular contra uma doença neuromotora degenerativa, que o deixa com dificuldades de locomoção, o militar foi um dos primeiros a chegar à solenidade e um dos últimos a sair.

General no comando II // A disposição de Villas Bôas e a clareza na defesa das questões militares revelam: por mais intensa que seja a luta pelo comando na Força, as chances de troca são remotas. Nos bastidores, integrantes do Planalto afirmam que o general é hoje o mais preparado oficial do Exército, com possibilidade zero de substituição.

Seleção do Colégio Militar é mais concorrida que vestibular da UnB

Prova de matemática ocorre no domingo. Concorrência para o 1º ano do ensino médio é de 117 candidatos por vaga, proporção maior que a do curso de direito no último vestibular da universidade.

Crianças e adolescentes do Distrito Federal enfrentam, a partir deste domingo (10/9), uma das seleções mais disputadas de Brasília. Mais de 1.700 alunos tentam conquistar uma das 30 novas vagas oferecidas pelo Colégio Militar de Brasília (CMB) para 2018. São 1.212 candidatos atrás de 25 vagas do 6º ano do ensino fundamental e outros 585 que concorrem a cinco oportunidades no 1º ano do ensino médio.

A concorrência supera a observada na maioria dos cursos oferecidos pela Universidade de Brasília (UnB). Para o 6º ano, são 48,4 canditados por vaga. Para o ensino médio, 117 por vaga. No vestibular passado da UnB, só medicina teve uma competição mais acirrada: 239 por vaga. Direito diurno e psicologia, os outros dois cursos mais procurados, apresentaram concorrência de 33,8 3 32 candidatos por vaga, respectivamente.

No domingo, a partir das 9h, será realizado o exame intelectual (EI) de matemática. A prova de português será em 22 de outubro, apenas para os aprovados nessa primeira etapa. Para fazer o teste, é necessário levar documento oficial com foto (passaporte ou identidade) e o cartão de confirmação de inscrição impresso. Os materiais escolares permitidos são canetas esferográficas de cor preta ou azul, lápis e borracha.

Não é permitido o uso de gorros ou similares, bolsas e cachecóis. Livros, anotações e aparelhos eletrônicos também estão vetados. A lista completa dos materiais proibidos está disponível no Manual do Candidato, que pode ser acessado no site da instituição. O recomendado é que o candidato chegue com cerca de uma hora e meia de antecedência. Às 8h30 os portões serão fechados e o acesso ao prédio, impedido. O fim da prova será às 12h.

Ambientação no sábado

Para os candidatos que quiserem conhecer o local da prova e evitar qualquer surpresa, o CMB oferece no sábado (9/9) uma ambientação das 9h às 10h. A ida a esse evento não é obrigatória. O gabarito da primeira prova sairá uma hora depois do fim do exame. A lista de aprovados em matemática será divulgada em 25 de setembro, no site do colégio. O resultado final, com os aprovados após todo o processo, sairá em 4 de dezembro. Mas, depois disso, os convocados terão de fazer revisão médica e odontológica, além da comprovação dos requisitos biográficos, que também são eliminatórias.
 

A grande muralha verde-amarela


Rogério Rosso

Tive a oportunidade de participar, no período de 30 de agosto a 5 de setembro, com colegas parlamentares e ministros, da Missão Brasileira à China a convite do presidente Temer. Levava comigo uma expectativa positiva, uma vez que se tratava de missão oficial cujo principal objetivo era participar como delegado da IX Cúpula do Brics, bloco econômico integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, na cidade de Xiamen.

A longa viagem e as necessárias paradas técnicas demonstrariam resultados muito além das expectativas e reafirmaram minha convicção da força econômica e do momento crucial que o Brasil vive para a retomada do crescimento e a expansão dos negócios frente à comunidade internacional, cuja consequência imediata é a criação de mais empregos e a expansão da produção nacional de bens e serviços.

Logo na primeira parada, em Lisboa, o presidente Temer recebeu do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, a informação da aquisição por parte do governo português de seis aeronaves modelo KC 390, avião militar de fabricação brasileira e considerado o mais moderno do mundo em sua categoria. Seguindo a viagem, paramos em Astana, no Cazaquistão, onde o presidente Temer foi informado no próprio aeroporto sobre novos investimentos de empresas daquele país na área de mineração a serem realizados a curto prazo na Bahia num montante de US$ 2 bilhões. Chegando a Pequim, depois de quase 30 horas de voo e escalas, centenas de empresários chineses participaram de rodadas de negócios com o governo brasileiro nas mais diversas áreas e temas — energia, infraestrutura, saneamento, transportes, aviação, tecnologia, agronegócio, indústria, comércio e serviços. Importante registrar que a China é a segunda economia do planeta (PIB US$ 11,2 trilhões), só perdendo para os Estados Unidos (PIB US$ 18,5 trilhões).

A corrente de comércio entre Brasil e China mais que triplicou entre 2006 e 2016, passando de US$ 16,4 bilhões para US$ 58, 5 bilhões. Entre janeiro e julho deste ano, o mercado chinês foi o destino de 24,3 % do valor das exportações brasileiras enquanto os Estados Unidos ficaram com 12%, e o Mercosul, com 10,3 %. (O espantoso crescimento econômico da China se deu mediante processo gradual e contínuo de reformas econômicas liberalizantes.

Sob Deng Xiaoping houve descoletivização agrícola, remoção de amarras ao empreendedorismo individual e à propriedade privada bem como a permissão para investimentos estrangeiros em zonas especiais. Entre 1993 e 2013, promoveram-se reformas fiscais e tributárias que asseguraram melhor equilíbrio das contas públicas. Ativos foram privatizados e a China aderiu à Organização Mundial do Comércio (OMC). Após acolhida calorosa e amiga por parte do presidente chinês, Xi Jiping, partimos para Xiamen, cidade moderna no litoral chinês, sede do encontro.

Durante três dias de intensa agenda, seminários, encontros empresariais, reuniões governamentais multilaterais, assinaturas de acordos e de tratados e estreitamento das relações diplomáticas e comerciais entre os países-membros do bloco, retornamos ao Brasil com a certeza de que o Brasil tem amplo conjunto de oportunidades para, em definitivo, ocupar lugar de destaque no âmbito do comércio internacional.

Mas para isso é inevitável que o país volte a ser competitivo, com regimes fiscais, tributários e previdenciários modernos e sintonizados com a eficiência, a produtividade e a inovação. A trajetória das contas públicas não permite que o Brasil maximize suas vantagens competitivas e impedem nosso crescimento. Investimentos em saúde, educação, segurança e infraestrutura precisam ser retomados com urgência. Isso só será possível com o devido equilíbrio fiscal. O exemplo que atestamos da China deve ser considerado por todos nós e não tenho dúvida de que, equacionando essas questões com a devida urgência, o Brasil será muito em breve exemplo a ser seguido. Só nos resta ter a coragem e a união necessárias para atravessar a muralha do atraso.

 

PORTAL G-1


Avião sofre pane e faz pouso forçado na ilha do Marajó

Incidente ocorreu no final da manhã desta sexta-feira, 8. Três pessoas estavam a bordo.

Pará (pa)

Um avião prefixo PT-NNR caiu na ilha do Marajó, no final da manhã desta sexta-feira (8). De acordo com o Comando da Aeronáutica, em Belém, a aeronave saiu de Breves com destino à capital quando sofreu uma pane e fez um pouso forçado.

Três pessoas estavam a bordo do avião. Ainda não se sabe a situação das vítimas do acidente. Uma equipe da aeronautica está a caminho da ilha para fazer o resgate.

 

Aeronáutica resgata piloto e passageiros de avião que fez pouso forçado no Marajó

A aeronave decolou em Breves com destino a Belém. Com 20 minutos de voo, o piloto percebeu uma pane no avião. Aeronáutica vai investigar as causas do acidente.

Uma equipe do Comando da Aeronáutica resgatou o piloto e os dois passageiros de um avião monomotor de prefixo PT-NNR, na tarde desta sexta-feira (8). A aeronave fez pouso forçado no fim desta manhã, em uma área de difícil acesso na ilha do Marajó.

A aeronave decolou da cidade de Breves com destino a Belém por volta de 9h30. Com 20 minutos de voo, o piloto percebeu uma pane no avião.

Ainda segundo a aeronáutica, os passageiros não ficaram feridos e já foram pra casa. Apenas o piloto teve ferimentos leves e foi levado para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua. A Aeronáutica vai investigar as causas do acidente.

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AGÊNCIA SENADO


Projeto convoca plebiscito sobre Estatuto do Desarmamento


Projeto apresentado nesta semana no Senado prevê um plebiscito para consultar a população sobre a revogação do Estatuto do Desarmamento. A lei, de 2003, limitou a comercialização e o porte de armas de fogo. Apesar de a população ter rejeitado, em referendo, a proibição da comercialização de armas de fogo e munição em território nacional, as demais regras restritivas do Estatuto continuam valendo. O Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 175/2017 será analisado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Autor do projeto, o senador Wilder Morais (PP-GO) sugere que a população seja consultada sobre três questões: se a população rural com bons antecedentes deve ter o porte de arma assegurado; se o Estatuto do Desarmamento deve ser revogado e substituído por uma nova lei que assegure o porte de armas de fogo a qualquer cidadão preencher os requisitos; e se o Estatuto do Desarmamento deve ser revogado e substituído por uma lei que assegure a posse — e não o porte — de armas de fogo a qualquer cidadão preencher os requisitos.

Ter a posse de uma arma de fato significa manter uma arma em casa ou no trabalho. Já o porte garante o direito de andar na rua com a arma. Atualmente, a pena prevista para a posse irregular de arma de uso permitido vai de um a três anos com multa, enquanto a pena para a posse ilegal desse tipo de arma varia de dois a quatro anos, também com multa. As penas para a posse e o porte de armas de uso restrito (usadas pela Polícia e pelas Forças Armadas) são maiores e chegam a seis anos.

Para o senador, a lei atual garante segurança aos criminosos, que continuam "trabalhando" armados, mas não à população, que vive angustiada. "As pessoas não podem ficar reféns do crime. Não podem se trancafiar cada vez mais, enquanto os criminosos andam e cometem crimes em plena luz do dia", afirmou Wilder Morais.

 

REVISTA EXAME


Nos EUA, pilotos curiosos atrapalham socorro em desastres

Equipe de resposta a desastres encontram enxames de drones quando sobrevoaram regiões devastadas por inundações com seus equipamentos

Enquanto operavam uma frota de drones sobre regiões devastadas por inundações no Texas para ajudar socorristas e inspecionar diques, Robin Murphy e sua equipe de veteranos de resposta a desastres esperavam um céu praticamente vazio.

Em vez disso, quando utilizaram um aplicativo de rastreamento de drones no condado de Fort Bend, a sudoeste de Houston, o que viram foi um enxame de veículos com câmeras no ar, apesar da proibição federal a todas as operações, com exceção daquelas com autorização especial.

“O que exatamente estão fazendo que não seja turismo de desastres?”, disse Murphy, que colabora com respostas a desastres há mais de uma década e é diretora do Centro de Pesquisa e Salvamento Assistido por Robô da Universidade Texas A&M.

A destruição em massa provocada pelo furacão Harvey foi um momento seminal para os operadores de drones ao provar que eles são capazes de efetivamente mapear inundações, localizar pessoas com necessidade de resgate e verificar danos para acelerar pedidos de seguros. Mas o evento também ilustrou o lado negativo de uma tecnologia que se expandiu tão amplamente que atraiu usuários irresponsáveis que prejudicaram as equipes de emergência.

Murphy e outros operadores de drones licenciados pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) disseram que assistiram com tristeza, na semana passada, pessoas publicarem fotos e vídeos nas redes sociais gabando-se por seus drones voadores enquanto bebiam cerveja ou exortando proprietários de drones a desobedecerem a lei.

Em meio aos preparativos para operações semelhantes de auxílio após o furacão Irma, uma poderosa tempestade de categoria 5 que se aproxima da Flórida e que deverá tocar terra nos EUA durante o fim de semana, eles se preparam para o pior.

No ano passado, a FAA aprovou pela primeira vez regulamentos que permitem voos de rotina de pequenos drones comerciais, o que possibilita o influxo após o Harvey. Ainda assim, os voos são limitados a baixas altitudes e os operadores devem manter os aparelhos à vista. A agência não respondeu a um pedido enviado por e-mail para comentar se havia iniciado alguma medida de cumprimento da lei relacionada aos voos recentes no Texas.

“Em qualquer indústria jovem, durante momentos cruciais em seu desenvolvimento, haverá aspectos positivos e haverá passos errados e equívocos com os quais será preciso aprender”, disse Brian Scott, dono de uma empresa de drones que fez parte de uma equipe improvisada conhecida como Humanitarian Drones, que ajudou as autoridades locais em Houston, Port Arthur e Rockport.

Em Rockport, que fica na costa do Golfo do México e que sofreu grandes danos, sua equipe de seis drones conseguiu fotografar 1.650 residências e transferir os dados para integrantes do governo local, disse Scott. As informações serão utilizadas no pedido da comunidade por assistência para casos de desastres dos EUA, disse ele.

“Nós fizemos essencialmente em dois dias e meio o que teria levado duas semanas em solo”, disse ele. “Esse é o tipo de eficiência que proporcionamos a eles.”

Em caso de danos por inundação dentro de uma casa, ainda é preciso que um ser humano faça uma avaliação, disse Kristina Tomasetti, diretora de inovação estratégica da USAA Capital. A empresa usou veículos não tripulados em cerca de 50 casos até o momento, disse Tomasetti.

“Nosso objetivo final não é usar drones em todos os lugares”, disse Tomasetti. Ainda assim, são ferramentas úteis que a empresa está adotando, afirmou.
 

PORTAL DEFENSA.COM (Espanha)


Brasil no arrendará ni prestará sus F-5 M sin sus pilotos a Argentina para la cumbre del G-20 -noticia


Javier Bonilla

Finalmente y pese a las conversaciones al respecto que mantuvieron en Bariloche días atrás los máximos responsables aeronáuticos argentinos y brasileños, finalmente Brasil no facilitará los cuatro o cinco F-5M que, como mínimo, son necesarios para realizar la cobertura aérea de la próxima Conferencia del G-20 a realizarse en 2018 en Argentina, hoy sin aviación militar que pueda prestar una modesta superioridad aérea tras el desquicio de los presupuestos militares registrado durante el gobierno kirchnerista.

En esta oportunidad, debido a las características de las aeronaves requeridas, si bien puede jugar un papel secundario (como en la asunción de Macri en 2015, cuando Cristina Kirchner desactivó horas antes de relevar el cargo los sistemas de defensa aérea) la Fuerza Aérea Uruguaya, cuyos vectores de combate son los viejos A-37, no sería suficiente para esta misión, si bien en muchos otros aspectos se contaría con la misma.

En realidad, la Fuerza Aérea Brasileña sí estaría dispuesta a colaborar, aunque volando sus aeronaves con tripulación propia y no argentina (sin experiencia en el modelo), desde bases militares también argentinas, esto último un aspecto no aceptado por gran parte de los militares de este país. Coloquial e informalmente se maneja la tímida posibilidad de que las aeronaves de la FAB pudieran operar desde los cercanos aeropuertos uruguayos, mientras las Fuerzas Armadas uruguayas trasladan radares a Colonia, municipio ubicado a 49 kilómetros de Buenos Aires, sede de la cumbre.

 

JORNAL TRIBUNA DO NORTE (RN)


Acionistas fazem aporte de R$ 93 milhões em aeroporto


Ricardo Araújo

Para manter o Aeroporto Internacional Gov. Aluízio Alves operante, os acionistas da Inframerica fizeram aportes de R$ 93,6 milhões ao longo de 2016. A informação consta no relatório de Demonstrações Financeiras da Inframerica Concessionária (empresa que administra o terminal aeroportuário) publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na quinta-feira, 7. O documento, confeccionado entre janeiro e fevereiro deste ano detalha, ainda, que a operadora acumula “excesso de passivos sobre ativos circulantes no encerramento do exercício (2016) no montante de R$ 44,2 milhões e passivo a descoberto no montante de R$ 159,1 milhões”.

Inframerica afirma que movimento de aeronaves e passageiros no aeroporto subiu em 2017

Os auditores da Pricewaterhouse Coopers, empresa responsável pela confecção do Demonstrativo Financeiro, destacaram que “essa situação, adicionada a não realização, até o exercício de 2016, da projeção inicial apresentada no projeto de concessão de curva de passageiros e, consequentemente, do resultado esperado (…), suscita dúvida substancial sobre sua continuidade operacional”. No mesmo documento, composto por um relatório administrativo produzido pela própria Inframerica, há um comunicado aos acionistas.

Nele, a incorporadora relembra que “ o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, leiloado em 2011 como projeto-piloto das prvatizações do setor aeroportuário do Brasil, tem tido suas projeções de crescimento frustradas diante da recessão econômica. O terminal potiguar enfrenta uma redução de 15% na movimentação de passageiros entre os anos de 2015 e 2016. Desde o início da concessão em 2012, fatores econômicos adversos e obras não previstas no escopo inicial, levaram ao aumento de custos e à redução das receitas. Como forma de viabilizar a recuperação do projeto, a empresa solicitou o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, ensejando o depósito em juízo do valor da outorga em janeiro de 2016”.

O relatório da administração do terminal aponta, ainda, que “a Receita Líquida de 2016 obteve um crescimento de 5,1% em relação a 2015.O custo operacional de 2016 diminuiu em 7,3% em relação a 2015, apresentando uma melhora de 15,7% na margem. Apesar de um EBTIDA (a sigla em inglês para earnings before interest, taxes, depreciation and amortization, que traduzido literalmente para o português significa: "Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) negativo de R$ 142 mil, houve um salto considerável em relação ao EBTIDA negativo de R$ 5,163 milhões de 2015”.

Também em 2016, a “a Administração da Companhia empenhou esforços em buscar alternativas para equialização do passivo financeiro do projeto, sujo serviço da dívida é atualmente superior à sua geração de caixa operacional. Nesse sentido, estão sendo negociadas novas condições para o contratos de financiamento do BNDES”. Além disso, a Inframerica quer que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DCEA), ligado ao Ministério da Defesa, assuma a gestão da Torre de Controle do sítio aeroviário.

“Considerando que é uma operação deficitária, a Inframerica Concessionária do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante protocolou junto ao Ministério dos Transportes a solicitação de transferência da Torre de Controle de Operações para o Departamento de Controle do Espaço Aéreo – DCEA. O êxito deste pedido irá proporcionar uma redução significativa dos custos operacionais desse projeto. Mediante esse cenário, no intuito de manter a capacidade operacional do Aeroporto, os acionistas fizeram aportes no montante de R$ 93,6 milhões, perfazendo um total já aportado desde o início da concessão de R$ 388,1 milhões, demonstrando o comprometimento com o projeto”, afirmaram os administradores do Aeroporto.

O outro lado

Em nota, a Inframerica informou que “o Aeroporto é um negócio de capital intensivo, ou seja, a demanda inicial de investimentos é alta e o retorno financeiro é de longo prazo. O Aeroporto de Natal que foi um projeto greenfield (construído do zero), ao contrário das demais concessões, completou três anos de operação em junho, um empreendimento muito recente. A performance vem melhorando e evoluindo, devido a medidas que a empresa vem adotando. Todo o investimento deverá ser amortizado durante o prazo de concessão.

A concessionária acredita no potencial e no forte atrativo turístico da região. O demonstrativo financeiro citado é de janeiro de 2017 e tem como análise o ano base 2016. A retomada da economia e as perspectivas de crescimento e movimentação para 2017 são otimistas. No 1º semestre deste ano o Aeroporto de Natal mostrou uma retomada e o fluxo de passageiros que registrou um movimento de 1.218.218 passageiros, 7,2% maior que o mesmo período de 2016. A movimentação de aeronaves também cresceu, foram 9.612 pousos e decolagens, 3,6% (335 voos) a mais que 2016”.

 

OUTRAS MÍDIAS


PORTAL AQUI NOTÍCIAS (ES)


Setembro Verde: família autoriza e órgãos são captados em Cachoeiro

A família de uma paciente de 65 anos internada na Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim autorizou a nessa quinta-feira (7), adoação de córneas, fígado e rins para transplante. O fígado e os rins foram captados pela equipe de Minas Gerais, que chegou ao município com o avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Já as córneas foram captadas pela equipe do Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes (Hucam), em Vitória, e lá serão processadas antes de ficarem disponíveis para transplante.

O fígado e o rim direito vão para pacientes em Minas Gerais. Segundo a Central de Transplantes do Espírito Santo, o fígado foi fornecido para um receptor homem de 64 anos, que foi priorizado na fila nacional devido à gravidade do seu quadro de saúde, e o rim direito será transplantado em uma mulher de 53 anos. O rim esquerdo vai para uma mulher de 51 anos no Rio Grande do Sul também foi priorizada na fila de espera nacional.

Conforme esclarece a coordenadora da Central de Transplantes do Espírito Santo, Raquel Duarte Corrêa Matiello, a priorização é solicitada ao Sistema Nacional de Transplantes pelo médico que acompanha o paciente que está na fila de espera. O receptor é, então, priorizado, mas somente se o órgão doado for compatível com ele.

De Cachoeiro de Itapemirim, o fígado segue direto para Minas Gerais pelo avião da FAB. Os rins serão trazidos para Vitória pela Central de Transplantes do Espírito Santo e os órgãos serão enviados para seu local de destino, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, em um voo comercial. “Esse transporte é feito gratuitamente. A companhia aérea que tiver horário mais cedo leva o órgão”, explicou Raquel Matiello.

O rim direito, apesar de também ir para Minas Gerais, como o fígado, não será levado pelo avião da FAB por uma questão de logística. É que os órgãos serão enviados para cidades que estão sob a coordenação de Centrais de Transplantes diferentes. Após captadas, as córneas são processadas e podem ser transplantadas em até 14 dias. Já o fígado deve ser transplantado em até 12 horas e os rins em até 24 horas.

Campanha

Neste mês a Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro realiza Campanha educativa em adesão ao Setembro Verde e essa já é a segunda captação do hospital. No último domingo por conta de outra captação, foi preciso interromper o jogo de futebol do Estrela do Norte, porém a ação beneficou mais quatro pacientes que aguardavam por um transplante e sensibilizou as redes sociais.
O resgistro, feito por um torcedores do Estrela, do momento em que os órgãos embarcavam de helicóptero para transplante em Vitória já tem um alcance de 26 mil pessoas no facebook do hospital.

No primeiro semestre deste ano, o hospital ficou 15% acima da média nacional de captações efetivadas, segundo dados divulgados pela a ABTO (Associação Brasileira De Transplantes de Órgãos), tudo graças a um trabalho de sensibilização que vem sendo realizado ao longo dos anos junto a população sul capixaba.