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PORTAL G1


Prefeitura de Santos Dumont quer assumir administração da sede do Museu de Cabangu

Casa onde o inventor do avião nasceu está fechada para visitação por tempo indeterminado. Fundação afirma que o objetivo é viabilizar pagamento da dívida trabalhista com funcionários.

Por Fellype Alberto, G1 Zona Da Mata | Publicada em 14/01/2019 19:15 | Atualizado em 14/01/2019 19:20

A Prefeitura de Santos Dumont revelou ao G1 na tarde desta segunda-feira (14) que quer assumir a administração da casa sede do Museu de Cabangu. O espaço está fechado por tempo indeterminado para visitação desde a manhã desta segunda.

De acordo com a assessoria do Executivo, foi agendada para as 16h de terça-feira (15) uma reunião entre representantes da Prefeitura e Fundação Casa de Cabangu para discutir e tentar chegar a um acordo para a alteração na administração da casa onde nasceu Santos Dumont.

A Prefeitura alega descumprimento de cláusulas do convênio com a fundação, como por exemplo, o fechamento da casa sem prévio anúncio junto ao Executivo. O objetivo é assumir a administração do local e realizar as ações em parceria com uma equipe de técnicos do IF Sudeste MG.

O G1 conversou com o presidente da Fundação Casa de Cabangu, Tomás Castello Branco, que afirmou que a instituição pretende permanecer administrando a casa. Ele revelou que espera que seja feito pagamento da dívida trabalhista com funcionários, estimada em R$ 170 mil.

Castello Branco afirmou que na reunião vai propor ao Executivo que, além do pagamento, assuma também a responsabilidade pela contratação dos funcionários que trabalham na casa, que atualmente é de responsabilidade da fundação.

O Executivo, no entanto, está determinado a assumir a administração e, caso na reunião as partes não cheguem a um acordo, poderá tomar medidas judiciais para assumir a responsabilidade da casa.

Fechamento do Museu

A casa sede do Museu de Cabangu, em Santos Dumont, foi fechada por tempo indeterminado para visitação nesta segunda.

O presidente da fundação afirmou que o acervo composto de móveis, documentos e vestimentas originais do Pai da Aviação permanecem na sede sob a guarda da Fundação.

Ele explicou ainda que apesar do fechamento da casa, o parque permanece aberto aos visitantes porque a segurança é feita pela Aeronáutica, por meio da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar).

Crise desde 2018

O local ficou fechado por uma semana em fevereiro de 2018, mas voltou a funcionar após pagamento da dívida. Pelo acordo entre a Fundação e o Município, até janeiro de 2019, a Prefeitura deveria pagar R$ 100 mil à administração do Museu.

No vídeo que divulgou nas redes sociais, Tomás Castello Branco destacou o fechamento e considerou que todas as medidas possíveis foram adotadas - inclusive a campanha #SomosTodosMuseuCabangu- mas não trouxeram o resultado necessário.

Na semana passada, a assessoria da Prefeitura confirmou o atraso do repasse desde julho, mas, por se tratar de uma subvenção, não é obrigada a realizá-los quando não houver dinheiro em caixa.

Com a dívida do Estado com o Município em cerca de R$ 13 milhões, o Executivo optou por priorizar serviços essenciais, como o repasse ao hospital e folha de pagamento. Ainda de acordo com a assessoria, até fevereiro os valores serão repassados à fundação.

Acervo

A instituição foi inaugurada em 1973, em comemoração ao centenário de aniversário de Santos Dumont. No museu há móveis, documentos e vestimentas originais do Pai da Aviação, que atraem turistas há anos.

A manutenção do espaço também está prejudicada. O forro de esteira de bambu apresenta goteiras e o piso original de madeira está desgastado, além da parte elétrica do imóvel, que também precisa de reparos.

Em setembro de 2017, a Prefeitura de Santos Dumont anunciou a criação de um projeto para restauração do Museu e avaliou que o custo seria de aproximadamente R$ 12 milhões.

O plano foi dividido em seis eixos principais de reformas e restaurações, que envolvem a sede principal, os pavilhões e os jardins. Como não tinha dinheiro em caixa, o Executivo enviou a avaliação para o Ministério da Integração Nacional.

Governo indica novos conselheiros para Petrobras; almirante deve comandar colegiado

Os nomes indicados ao Conselho ainda serão submetidos aos procedimentos de governança da Petrobras; escolhido para chefiar o conselho, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, é almirante de esquadra e foi comandante da Marinha até janeiro de 2018.

Por Reuters | Publicada em 14/01/2019 11:38 | Atualizado em 14/01/2019 15:30

A Petrobras informou que o governo federal, controlador da companhia, indicou três novos membros para seu Conselho de Administração, incluindo o nome do almirante de esquadra e até então comandante da Marinha Eduardo Bacellar Leal Ferreira, apontado para presidir o colegiado.

Além de Leal Ferreira, foram indicados o geólogo John Milne Albuquerque Forman e o economista João Cox, de acordo com comunicado da petroleira nesta segunda-feira (14).

As nomeações vêm após os conselheiros Luiz Nelson Carvalho e Francisco Petros terem pedido para deixar os cargos em 1° de janeiro e na sequência de um pedido de renúncia de Durval José Soledade Santos, apresentado nesta segunda-feira e válido a partir de 4 de fevereiro, acrescentou a Petrobras.

O anúncio da companhia acontece dias após fontes terem afirmado que o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, vinha pressionando pela saída de Santos e do conselheiro Segen Farid Estefen desde a renúncia de Carvalho e Petros, conforme publicado pela Reuters na sexta-feira.

"Foi um ciclo que se encerrou. Uma nova era se inicia com uma visão estratégica de longo prazo e objetivo de geração de valor para os acionistas e para o Brasil. As modificações na administração da Petrobras refletem a nova orientação", afirmou Castello Branco em nota.

Ele ressaltou, ainda, que políticas de governança corporativa e normas de integridade e conformidade adotadas pela companhia nos últimos anos "serão preservadas e se necessário reforçadas".

Nomes

Os nomes indicados ao conselho ainda serão submetidos aos procedimentos de governança da Petrobras, que incluem análises de conformidade e integridade e apreciação por um comitê de indicação, pelo próprio conselho e por uma Assembleia Geral de Acionistas, disse a Petrobras.

O escolhido para chefiar o conselho, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, é almirante de esquadra e foi comandante da Marinha até janeiro de 2018, segundo a Petrobras.

Ele substituirá Jerônimo Antunes, que preside o colegiado interinamente desde a saída de Carvalho, que ocupou o posto durante o governo Michel Temer.

Já John Forman é graduado em geologia e Master of Science em Geologia pela Universidade de Stanford (Califórnia, EUA). Ele já foi presidente da Nuclebrás, diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e diretor de empresas.

João Cox, por sua vez, é economista com especialização em economia petroquímica pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e já atuou como conselheiro em diversas companhias, como Tim, onde preside o colegiado, Embraer e Braskem.

"A nova composição do Conselho de Administração, após aprovadas as indicações, manterá o percentual mínimo de 40% de membros independentes, em estrita observância ao Estatuto Social da companhia", adicionou a Petrobras no comunicado.

PORTAL AIRWAY


Exército Brasileiro compra novo lançador de mísseis portátil da SAAB


Thiago Vinholes | Publicada em 14/01/2019 13:34

A Saab confirmou nesta segunda-feira (14) a assinatura de um contrato com o Exército Brasileiro (EB) para o fornecimento do sistema RBS 70 NG, a nova geração do lançador de mísseis antiaéreos portátil da fabricante sueca. A compra inclui o posto de tiro, simuladores para treinamento e outros acessórios. A quantidade de equipamentos e o valor da negociação não foram divulgados.

O EB já conta com o RBS 70 da versão anterior, com 16 lançadores no inventário. O armamento foi adquirido em 2014 para reforçar a defesa aérea das Olimpíadas daquele ano, no Rio de Janeiro, e ficou de prontidão durante todo o evento.

O equipamento, composto pelo suporte com assento, o sistema de mira e o míssil, pesa apenas 87 kg e é operado apenas por uma pessoa. De acordo com a Saab, o míssil pode derrubar aeronaves a uma distância de até 8 km. A principal novidade no RBS 70 NG comprado pelo Exército é o sistema de mira atualizado e com visão noturna.

“É com grande prazer que recebemos o Exército Brasileiro como nosso mais novo cliente do RBS 70 NG. Vemos a decisão de continuar a utilizar nosso sistema como uma prova clara de sua confiança na solução de defesa antiaérea de última geração da Saab. O RBS 70 NG oferece capacidade operacional diurna e noturna, guiamento laser imune a interferências e função ‘acompanhamento automático do alvo’ que aumenta a precisão do engajamento”, diz Görgen Johansson, diretor da área de negócios Dynamics da Saab.

Como funciona?

O RBS 70 NG é um míssil telecomandado, do tipo que precisa ser guiado pelo operador de seu ponto de lançamento até atingir uma aeronave hostil. É diferente dos mísseis mais usados em caças, de “lançar e esquecer”, que possuem recursos próprios de orientação por radar ou infravermelho.

O lançador da Saab conta com um sistema de mira laser que “marca” o alvo. O artefato disparado pelo sistema pode passar dos 2.000 km/h e alcança 5.000 metros de altitude em apenas 12 segundos.

O equipamento sueco é um sistema de mísseis com orientação simples. Atualmente esse tipo de armamento é aplicado somente em funções de curto alcance e para aeronaves voando a baixa altitude, como uma espécie de último recurso de defesa ou como um elemento de apoio próximo em ataques.

O RBS 70 foi desenvolvido pela Bofors Defence (atual Saab Bofors Dynamics) nos anos 1970 a pedido das forças armadas da Suécia. O equipamento é popular entre forças militares que buscam recursos bélicos de baixo custo e atualmente tem 19 clientes, com mais de 1.600 postos de tiro e cerca de 17.000 mísseis entregues.

O míssil sueco já foi utilizado em combate pelo Irã, na guerra contra o Iraque na década de 1980, e pelo exército da Venezuela contra um avião militar rebelde da força aérea venezuelana, durante a tentativa de golpe de estado do grupo de Hugo Chavez, em 1992.

PODER360 (DF)


Embraer vende primeiros jatos Phenom 300E e Praetor 600 a clientes brasileiros

Estão entre os mais avançados do mercado Fazem parte da nova frota da empresa

Publicada em 14/01/2019 15:26

A Embraer informou nesta 2ª feira (14.jan.2019) que já realizou as primeiras vendas dos modelos de jatos executivos Phenom 300E e Praetor 600 para o mercado brasileiro.

Segundo a empresa, o 1º Phenom 300E foi comercializado na semana passada, enquanto o cliente inaugural do Praetor 600 receberá a aeronave no último trimestre do ano.

Ambos fazem parte da nova frota da Embraer. São considerados uns dos mais avançados do mercado de aviação.

Phenom 300E

O “E” na nomenclatura da aeronave significa “Enhanced” (“melhorada” na tradução literal do inglês). O modelo possui interior e sistemas de entretenimento e de gerenciamento da cabine de passagem nice® HD CMS/IFE, da Lufthansa Technik.

O jato substitui a classe Phenom 300, que liderou o segmento em vendas de mercado de 2012 a 2017.

Praetor 600

O Praetor 600 foi apresentado ao mercado no fim de 2018 ao lado do Praetor 500.

O Praetor 600 possui mais autonomia de voo, o que permite viagens sem escala entre São Paulo e Cidade do Cabo (África do Sul), Fortaleza a Madri (Espanha), Londres (Inglaterra) a Nova York (EUA) ou voar de Angra dos Reis para Miami (EUA), com uma parada.

A aeronave tem capacidade para até 12 passageiros e alcance intercontinental de até 3.900 milhas náuticas (7.223 km). A expectativa é que o Praetor 600 receba certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no segundo trimestre.