DIA DA BANDEIRA

Patriotismo que move

Conheça histórias de militares e seus gestos de civismo
Publicado: 19/11/2019 08:57
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Fonte: Agência Força Aérea, Tenente Jonathan Jayme
Edição: Agência Força Aérea - Revisão: Tenente-Coronel Santana

Instituída como símbolo nacional para transmitir o sentimento de união e demonstrar a soberania da Nação, a Bandeira do Brasil completa 130 anos este mês. A cada dia 19 de novembro, quando é celebrado o Dia da Bandeira, o sentimento de patriotismo se renova até mesmo para cidadãos que estão nos locais mais inóspitos do país e que, ainda assim, cumprem tarefas desafiadoras em nome do civismo e do respeito ao Pavilhão.  Militares que integram Missões de Paz internacionais também mantêm aceso o sentimento de orgulho pela Pátria ao exaltarem a nossa bandeira.

Nas alturas

No Estado do Amazonas, a missão da troca da Bandeira Nacional no Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil, com 2.995 metros de altitude, exige preparo e coragem de militares da FAB. Para que, no alto do mastro de quatro metros, pudesse continuar tremulando o símbolo maior da Pátria, o Capitão de Infantaria Thiago de Souza enfrentou, em duas ocasiões, dias extensos de caminhada na mata.

Ele conta que foi uma missão de alta complexidade, por envolver o emprego de meios diversos. “Deslocamo-nos para o Pelotão de Fronteira de Maturacá (AM) e, a partir dali, levamos quatro dias para alcançar o topo e realizar a troca, num ambiente hostil, com grande dificuldade de comunicação e deslocamento”, detalha o Oficial. Segundo ele, o clima foi um dos maiores contratempos. “A temperatura diminui conforme a subida, e, no topo do pico, sentimos bastante a ação da altitude”, completa. Após a troca da bandeira, o grupo levou mais dois dias para voltar à base.  “Foi uma experiência única representar a FAB nessa missão”, avalia.

Em 2015, o então Tenente Thiago foi acompanhado do Sargento Especialista em Guarda e Segurança Kleber Alves Floriano da Silva. O Graduado diz que chegou ao Pico da Neblina após seis dias de missão, com emprego de técnicas fluviais, marcha em selva e montanhismo. “Nossas maiores dificuldades foram as limitações de material e alimentação, pois a marcha era longa e o peso da mochila não podia passar de 14 quilos. Acima disso, a subida seria inviável”, detalha. Ao final, ele diz ter certeza de que o grupo cumpriu a missão de materializar o espírito do patriotismo a quase 3 mil metros de altitude. “Momento que guardamos com carinho em nossos corações e mentes”, declara.

Longe de casa

Quando ainda se preparava para embarcar para a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS, sigla em inglês para United Nations Mission in South Sudan), em março deste ano, o Tenente-Coronel Aviador Diogo Piassi Dalvi enumerou tudo aquilo que precisava levar e garante que, no topo da lista, estava a Bandeira Nacional. “Quando estamos em uma missão tão distante e isolada como esta, por tanto tempo afastado das nossas raízes, nossos costumes e tradições, o Pavilhão Brasileiro é o elo que nos remete de volta a casa”, relata.

Segundo o Tenente-Coronel Dalvi, uma das primeiras providências que tomou, ao chegar ao país africano, foi colocar a bandeira permanentemente exposta nos locais onde passa a maior parte do tempo, no trabalho e na acomodação. “Ver nossa bandeira aqui no Sudão do Sul traz motivação, diminui a saudade de tudo que é importante para nós e reforça o compromisso de representar bem o nosso país, independente das dificuldades enfrentadas em uma Missão de Paz.”

Também integrante da UNMISS desde junho, o Coronel Intendente Jeferson Howard Paiva de Azevedo ratifica a ideia de que a Bandeira do Brasil é o principal elo com a Pátria para os militares que estão em atividade no exterior. “E algumas pessoas não têm ideia do peso da Bandeira Brasileira no exterior. Minha experiência em Missão de Paz trouxe a exata dimensão do valor, respeito, admiração e curiosidade das outras nações pelo Brasil”, conclui.

Leia essas e outras reportagens no Notaer de novembro clicando aqui.

Fotos: Arquivo Pessoal