COOPERAÇÃO

Militares norte-americanos visitam Ala 12 para planejar exercício multinacional

Integrantes da US Marine Corps avaliam possibilidade de a unidade da FAB servir de base de apoio aos meios aéreos
Publicado: 27/02/2019 09:00
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Fonte: Ala 12, por Sargento Camila Macedo
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Gabrielli - Revisão: Capitão Landenberger

Militares da United States Marine Corps, pertencentes à Marinha dos Estados Unidos, estiveram na Ala 12, em Santa Cruz (RJ), na tarde da última quarta-feira (20/02). Recebidos pelo Comandante da unidade, Coronel Aviador Alessandro Cramer, a visita teve por objetivo realizar o reconhecimento de instalações da Ala 12 para servir como base de apoio aos meios aéreos que comporão o Exercício UNITAS AMPHIBIOUS 2019. Trata-se de uma Operação Anfíbia Multinacional, com a participação de Brasil, Argentina, Canadá, Colômbia, Estados Unidos da América, Equador, México, Paraguai, Peru e Portugal.

O UNITAS AMPHIBIOUS é um exercício tradicional que, há mais de 30 anos, é realizado promovendo a cooperação internacional dos países das Américas. Em 2019, cerca de 1.200 militares dos dez países participantes farão parte dela.


Desde o ano passado, representantes das nações envolvidas participam de diversas conferências que culminaram em planejamentos simulados, onde situações hipotéticas são trabalhadas pelos participantes, sem emprego de meios aéreos. Esse ano, porém, o exercício terá emprego dos meios. O Exercício UNITAS AMPHIBIOUS deverá acontecer em agosto e contará com três navios brasileiros e dois navios norte-americanos.

O propósito da UNITAS é a interoperabilidade entre as Forças Armadas dos países americanos e a cooperação entre eles. Como tema de 2019, será empregada a assistência humanitária decorrente de um desastre natural.

“Nós simularemos uma operação na qual receberemos a tarefa de ajudar a população que foi acometida por um desastre natural. De acordo com o cenário, deverá ser um furacão, seguido de um terremoto. O local escolhido para a simulação será numa ilha. Neste caso, utilizaremos a Ilha da Marambaia, na qual as instituições de defesa civil teriam muita dificuldade de acesso, por isso o emprego das Forças Armadas, que seriam as instituições mais apropriadas para isso”, explicou o Chefe de Operações da Força de Fuzileiros da Esquadra da Marinha do Brasil, Capitão de Mar e Guerra do Corpo de Fuzileiros Navais Dirlei Donizette Côdo.

Fotos: Sargento Neubar / Ala 12