OPERACIONAL

FAB realiza Operação Escudo Antiaéreo

Operação acontece simultaneamente em seis estados
Publicado: 19/10/2018 16:10
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Fonte: Ala 7, por Tenente Ranyer
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente João Elias - Revisão: Capitão Landenberger

A Ala 7, localizada em Boa Vista (RR), está atuando, até esta sexta-feira (19), como um dos locais de desdobramento para defesa de ponto sensível da Operação Escudo Antiaéreo. O treinamento ocorre, também, nas cidades de Santa Maria (RS), Rio de Janeiro (RJ), Itanhaém (SP), Sete Lagoas (MG) e Anápolis (GO). O objetivo é treinar o sistema de defesa antiaérea contra aeronaves de alta e baixa performance, bem como avaliar o processo de comando e controle para acionamento em emprego desses meios.

A operação, que começou segunda-feira (15), consiste no acionamento e desdobramento das Unidades de Defesa Antiaérea disponíveis no Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA). Em diversos pontos sensíveis defendidos espalhados pelo território nacional, as unidades podem contrapor às ações de Ataque ao Solo e de Supressão de Defesa Antiaérea realizadas por aeronaves de ataque. 

Durante a fase de execução, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), em Brasília (DF), acompanha a evolução do cenário em tempo real e transmite às ordens aos Centros de Operações Militares (COpM), que detectam as aeronaves inimigas realizando a incursão; e às Unidades de Defesa Antiaérea, para disparo simulado dos armamentos antiaéreos. 

Na Ala 7, além das aeronaves A-29 Super Tucano e dos pilotos do Esquadrão Escorpião (1°/3° GAV), sediado na própria Unidade, participam da operação cerca de 115 militares deslocados de Manaus (AM): integrantes do 2° Grupo de Defesa Antiaérea (2° GDAAE) e do Esquadrão Pacau (1°/4° GAV), equipados com as aeronaves F-5EM; além do do 12° Grupo de Artilharia Antiaérea de Selva (12° GAAAE SL) do Exército Brasileiro (EB).

Para o Comandante do 2° GDAAE, Tenente-Coronel de Infantaria Gilson Resende Floriano Junior, essa operação tem uma grande importância para a FAB à medida que proporciona aos envolvidos a realização de todos os eventos relativos à defesa antiaérea de um ponto de interesse do Comando da Aeronáutica, compreendendo as fases de planejamento, mobilização e de execução, que é o cumprimento da missão em si, com o emprego do armamento.

"Nós vivenciamos, na prática, o cumprimento de uma missão de defesa aeroespacial, envolvendo o nosso efetivo operacional nesse tipo de missão, absorvendo as dificuldades operacionais e logísticas de desdobramento impostas pelas características climáticas e geográficas da Amazônia e proporcionando a elevação operacional de todos os envolvidos. É, de certa maneira, a coroação de tudo aquilo que foi aprendido ao longo dos treinamentos e estudos em sede", avaliou o tenente-coronel.

Já o Chefe da Seção de Operações do Esquadrão Escorpião, Major Aviador Antonio Augusto Silva Ramalho, avalia que, além de contribuir com o adestramento das unidades terrestres, a operação também é uma oportunidade de os esquadrões aéreos treinarem e avaliarem procedimentos e técnicas para se contraporem às ameaças solo-ar durante a fase final do ataque. "Hoje nós temos a capacidade de analisar tudo o que aconteceu durante o voo, verificar a eficácia do nosso emprego e defesas e retirar ensinamentos que permitirão a evolução da nossa doutrina", concluiu o oficial.

Ala 4

O Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, visitou, na última quarta-feira (17), o Centro de Operações Antiaérea (COAAE) montado pelo Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea (1º GDAAE) para o Exercício Operacional Escudo Antiaéreo, na Ala 4, em Santa Maria (RS).

Durante a visita, o Comandante do 1º GDAAE, Major de Infantaria Marcos Paulo Oliveira Ramos, falou sobre como é realizado o Comando e Controle (C2) do treinamento e a atuação dos militares da Defesa Antiaérea no contexto da Operação Escudo Antiaéreo 2018. 

Fotos: Sargento Neves