INSTITUCIONAL

Membros do Poder Judiciário conhecem trabalho das Forças Armadas na Amazônia

Os visitantes conheceram a atuação de diversas Unidades do Exército e da FAB na região
Publicado: 31/07/2018 16:50
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Fonte: Ala 8
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente João Elias - Revisão: Cap Oliveira

Integrantes do Poder Judiciário e dos órgãos essenciais à Justiça conheceram de perto o trabalho das Forças Armadas na Amazônia, entre os dias 26 e 28 de julho. A visita institucional foi promovida pela Assessoria Parlamentar e de Relações Institucionais do Comandante da Aeronáutica (ASPAER) e pelo Gabinete do Comandante do Exército Brasileiro.

“O objetivo é apresentar às autoridades a realidade do trabalho das Forças Armadas na região, não só no seu desenvolvimento, na integração e no apoio às comunidades carentes, mas também como defendemos e protegemos a nossa Amazônia”, explicou o Chefe da ASPAER, Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros.

A primeira parada foi no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), na Serra do Cachimbo (PA), onde conheceram a primeira hidrelétrica implementada na região Amazônica pela Força Aérea Brasileira (FAB). Do local, a equipe seguiu para Manaus (AM), onde assistiu a uma palestra sobre a atuação da FAB na Amazônia, ministrada pelo Comandante da Ala 8, Brigadeiro do Ar Maurício Carvalho Sampaio.

“Nós do judiciário que lidamos mais com os papéis precisamos ter a noção da realidade vivenciada pelas tropas militares porque, efetivamente, no julgamento das causas que dizem respeito ao direito militar, é necessário ter essa compreensão de que a lei, a ordem e a disciplina têm um valor diferenciado entre os militares e isso precisa ser considerado e preservado”, disse o Desembargador do Conselho Nacional de Justiça Carlos Vieira Von Adamek.

Os visitantes conheceram também a missão e as aeronaves dos Esquadrões Arara (1°/9° GAV), Pacau (1°/4° GAV), Harpia (7°/8° GAV) e Cobra (7° ETA), organizações sediadas em Manaus e focadas na defesa e na integração da Região Amazônica. Eles também presenciaram o acionamento do Alerta de Defesa Aérea do 1°/4° GAV, que acontece quando uma aeronave não identificada ou hostil é detectada no espaço aéreo brasileiro.

A comitiva ainda conheceu as atividades de infantaria na região: o Grupo de Segurança e Defesa da Ala 8 (GSD 8) apresentou materiais operacionais e alguns dos cães do Pelotão de Cães de Guerra, envolvidos em operações de faro de drogas e de explosivos; já o Segundo Grupo de Defesa Antiaérea (2° GDAAE) mostrou as equipagens utilizadas em suas ações de defesa.

“A Advocacia-Geral da União tem todo o embasamento legal, teórico, doutrinário, jurisprudencial necessários à defesa da Força em juízo, mas o conhecimento das práticas, das rotinas, dos projetos da Aeronáutica, em todos os locais que ela se faz presente, complementa essa parte teórica”, falou a Chefe de Gabinete da Advogada-Geral da União, Rejane Valéria Chaves de Castro.

O primeiro dia de visitas foi finalizado com palestras do Comandante Militar da Amazônia, General de Exército César Augusto Nardi de Souza, e do Comandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), Coronel Nilton de Figueiredo Lampert, bem como uma visita ao zoológico localizado nessa Organização.

"É uma lição de cidadania e de otimismo de que podemos fazer um país melhor. A gente vê in loco o quanto o trabalho das Forças Armadas contribui para que, de fato, a gente tenha esperança”, disse a Coordenadora-Geral de Assuntos Tributários da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Núbia Nette Alves Oliveira de Castilhos.

A realidade na fronteira

No segundo dia de atividades, a comitiva deslocou-se para São Gabriel da Cachoeira, distante 851 km de Manaus. O pouso foi no Destacamento de Aeronáutica de São Gabriel da Cachoeira, onde o Presidente da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA), Coronel Aviador Cleber dos Passos Jorge, falou sobre a atuação da COMARA, que é responsável pela construção, reforma e ampliação de 170 aeródromos na Região Norte, ao longo de seus 60 anos de história.

“É verdadeiramente algo que emociona ver esse trabalho que é desenvolvido pela COMARA, nessa região de São Gabriel da Cachoeira, e todos os outros pontos onde vêm sendo recuperados os aeródromos do Brasil. Isso marca também uma reflexão no sentido de saber, no julgamento das causas que cabem ao Poder Judiciário, envolvendo temas que possam tangenciar as Forças Armadas, o que elas vêm representando como garantia da preservação do nosso patrimônio, o patrimônio do Brasil”, destacou o Desembargador Federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Hilton José Gomes de Queiroz.

A comitiva também foi à fronteira com a Venezuela, no 5° Pelotão Especial de Fronteira, em Maturacá. Aos pés do Pico da Neblina, ponto mais alto do país, ao lado de indígenas yanomamis residentes na localidade, o grupo conheceu as ações de defesa e de integração da Força Aérea e do Exército na proteção das fronteiras do território brasileiro.

“Esta viagem proporcionou diversos aprendizados. Volto para casa valorizando ainda mais o trabalho dos membros das Forças Armadas, nossos heróis anônimos que, mesmo em condições extremamente adversas, estão sempre entusiasmados em bem desempenhar suas relevantes missões. Volto para casa, ainda, com a certeza da importância da Região Amazônica para o nosso país e a necessidade de preservá-la e defendê-la. Mas, acima de tudo, retorno com orgulho de ser brasileira, por testemunhar, pessoalmente, a existência de um Brasil que poucos conhecem ou lembram, mesmo com todas as dificuldades logísticas e orçamentárias”, explicou a coordenadora do Núcleo de Assuntos Militares da CGU, Maria Vitória Saraiva.

Fotos: Ala 8