DIA DA INFANTARIA

Seminário reúne mais de cem militares para debater assuntos ligados à Infantaria

Evento aconteceu nesta segunda-feira (11/12) em Brasília (DF)
Publicado: 11/12/2017 17:00
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Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Gabriélli Dala Vechia

A Ala 1, em Brasília (DF), sediou, nesta segunda-feira (11/12), o I Seminário da Infantaria da Aeronáutica, evento que reuniu mais de cem militares, entre oficiais e graduados de Infantaria, que atuam em ações de Segurança e Defesa de todo o País. Os temas abordaram questões afetas à área operacional, doutrinária e de planejamento.

Segundo o Brigadeiro de Infantaria Augusto Cesar Amaral, trata-se de um momento de aperfeiçoamento, padronização e congraçamento. “Em 2017, completam-se 35 anos desde a criação do quadro de Infantaria na Academia da Força Aérea, que aconteceu em 1982, e 20 anos desde a ativação da primeira CAAAD [primeira unidade antiaérea da Força Aérea Brasileira, em Canoas, no Rio Grande do Sul], portanto, trata-se de um momento importante para a Infantaria”, disse.

A primeira das quatro palestras foi proferida pelo Comandante de Preparo, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Egito do Amaral, que falou sobre como as estruturas da Infantaria estão sendo reorganizadas pelo processo de reestruturação por que passa a Força Aérea Brasileira. “Precisamos debater qual caminho vamos percorrer até 2041, para que cheguemos lá do jeito que imaginamos e possamos atender às necessidades da Força”, ressaltou.

Ele explicou que, a partir de agora, cada estrutura terá operacionalidades e preparos específicos: a escolta de batedores, por exemplo, será feita apenas nos Grupos de Segurança e Defesa de Brasília (DF) e do Rio de Janeiro (RJ). “Não temos recursos para preparar todo mundo para todas as missões, é preciso especializar”, afirmou o Tenente-Brigadeiro Egito. Ele também falou sobre as mudanças nos batalhões de infantaria, que estão se transformando em Grupos de Segurança e Defesa (GSD) ou Esquadrões de Segurança e Defesa (ESD), dependendo do tamanho do efetivo.

Um dos participantes do seminário, Major de Infantaria Luiz Fernando da Silva Siston, veio de São José dos Campos (SP) para acompanhar as palestras na capital federal. Ele é o atual Comandante do BINFA-64, que será transformado em GSD. “Sempre há dúvidas, na ponta da linha, se devemos ou não cumprir determinadas missões que aparecem, então esse trabalho que está sendo realizado pelo Comando de Preparo é muito importante para delimitar nossa área de atuação”, disse o Major Siston.

Já o Brigadeiro de Infantaria Luiz Marcelo Sivero Mayworm tratou da importância da atividade antiaérea no âmbito da Força Aérea, explanando sobre a Primeira Brigada de Defesa Antiaérea da Força Aérea Brasileira (1ª BDAAE). Em seguida, palestraram o Brigadeiro de Infantaria Luiz Cláudio Topan e o Major de Infantaria Jarbas de França Holanda, abordando o conceito de autodefesa de superfície e o papel da Infantaria da Aeronáutica em missões de paz, respectivamente.

Fotos: Sargento Johnson Barros