MISSÃO HUMANITÁRIA

Helicóptero da FAB utiliza suporte de UTI para resgatar índio com convulsão

Aldeia fica em um ponto muito isolado, não sendo possível o resgate por outros meios que não fossem os aéreos
Publicado: 06/03/2017 16:00
Imprimir
Fonte: 1º/8º GAV
Edição: Agência Força Aérea, por Ten Emília Maria

Equipe médica e homens de resgate levam o paciente de sua aldeiaO Esquadrão Falcão (1º/8º GAV), sediado na cidade de Belém (PA), foi acionado na tarde de sexta-feira (03) para realizar uma Evacuação Aeromédica de um índio com crises convulsivas.

O paciente, Felipe Neri Tiriyó, de 11 anos, foi transportado da aldeia Yawa, no Amapá, para a capital do estado, onde ficou aos cuidados dos funcionários da Casa de Saúde do Índio (CASAI).

A missão foi realizada com um helicóptero H-36 Caracal que decolou de Belém às 18h15m e pernoitou em Macapá em virtude das condições meteorológicas que não permitiam o resgate durante a noite. Ao nascer do sol de sábado (04) foi possível concluir o resgate a 900km de Belém, próximo à fronteira do Brasil com o Suriname.

H-36 funcionou como UTI aérea no atendimento do paciente

Segundo o Tenente Médico André Luiz Couto, tripulante da aeronave, a aldeia fica em um ponto muito isolado, não sendo possível o resgate por outros meios que não fossem os aéreos. O médico realizou os primeiros procedimentos e confirmou a necessidade de um atendimento especializado.

“O paciente estava com um quadro infeccioso grave, com rebaixamento do nível de consciência e necessidade de atendimento médico de emergência. Isso só foi possível graças ao suporte da FAB, visto que a aldeia encontra-se em uma área remota”, explicou.

Felipe Tiriyó é entregue ao SAMU em MacapáO comandante do esquadrão, Tenente-Coronel Mário Jorge Siqueira Oliveira, ressalta a pronta resposta da FAB nesse tipo de missão. "É uma capacidade adquirida após anos de treinamento e experiência na localidade e também em virtude da nova aeronave poder dar suporte ao paciente com os mesmos equipamentos de uma UTI", explicou.

"O menino foi acompanhado o tempo todo pelo monitor cardíaco, recebendo a medicação na quantidade exata, por meio da Bomba de Infusão, ambos equipamentos alimentados eletricamente pelo H-36, além do oxigênio fornecido ininterruptamente pelo cilindro. Havia presente ainda o Desfribilador e o Respirador Automático", completou o comandante.