ORDEM DO DIA

Dia da Aviação de Patrulha

Data é comemorada no dia 22 de maio
Publicado: 22/05/2016 07:00
Imprimir
Fonte: COMGAR

Brasília, 22 de maio de 2016.

O mundo ficou perplexo quando os canhões alemães trovejaram em solo polonês sem aviso prévio, dando início ao mais amargo flagelo sofrido pela humanidade, proporcionado pela frieza da Segunda Guerra Mundial.

Para o nosso país, adepto da política da boa vizinhança e de índole pacífica, a guerra na Europa parecia longínqua, sendo então adotada uma posição de neutralidade. O imenso oceano que separava o novo do velho continente parecia ser motivo suficiente para manter a guerra distante de nosso cotidiano.

Pouco tempo depois, percebeu-se que tal avaliação estava equivocada, pois os canhões rugiram também no Atlântico Sul. Primeiro com uma força-tarefa inglesa, em busca do encouraçado alemão GRAF VON SPEE e depois com os frequentes ataques a cabotagem brasileira, por meio de submarinos alemães.

Foi nesse turbilhão de incertezas que o Ministério da Aeronáutica foi criado, em 20 de janeiro de 1941 e, em 22 de maio desse mesmo ano, a Força Aérea Brasileira, pelo Decreto-Lei Nº 3302.

Quis o destino que exatamente um ano depois, a FAB mostrasse o seu valor, a sua razão de existir e a sua vocação para a defesa dos interesses nacionais.

Quatro dias após do fatídico torpedeamento do navio Comandante Lira, o próprio algoz foi encontrado e atacado por uma aeronave B-25 MITCHELL pertencente ao Agrupamento de Aviões de Adaptação, sediado em Fortaleza, que operando com tripulação mista: brasileira e norte americana, desferiu o ataque ao submarino BARBARIGO, nos arredores de Fernando de Noronha, com uma salva de dez bombas, perpetrando o Batismo de Fogo da Força Aérea Brasileira e surgindo de forma indelével o 22 de Maio como o Dia da Aviação de Patrulha!

Nascia, assim, em meio ao caos da guerra e incertezas do destino, uma Aviação marcada pelo empenho, pela superação, pela fibra e pela têmpera de homens. Nascia uma aviação sinônimo de persistência e compromisso, de idealismo e de sacrifício. Nascia uma Aviação de combate e em combate.

Diversas outras efemérides envolveram aeronaves de Patrulha da FAB e submarinos hostis permeando a história da FORÇA AÉREA BRASILEIRA, na chamada Batalha do Atlântico, como os ataques efetuados a submarinos que navegavam próximos aos litorais de Araranguá, Iguape, Salvador, Aracaju e Rio de Janeiro.

Heróis solitários e anônimos patrulheiros voaram na serenidade longínqua do Atlântico, tendo como horizonte o próprio limite da liberdade e do amor à Pátria.

O legado dos tripulantes de patrulha daqueles tempos ecoa até hoje, nas almas das novas gerações. Homens de honra, como o Brigadeiro Dionísio Cerqueira de Taunay, Patrono da Aviação de Patrulha, fazem-nos sentir orgulho em vestir o azul da Força Aérea e remontam tempos áureos, onde homens e ideais caminhavam lado a lado, rumo aos sonhos, rumo às vitórias, rumo ao mundo livre!

O mundo continuou seu caminho, novas alianças militares e culturais estavam sendo forjadas, quando, novamente, se fez necessário impor a vontade do povo brasileiro, no tocante à soberania nacional de suas águas jurisdicionais. A Aviação de Patrulha, com seus P-15 e P-16 se fez presente e vigilante no litoral nordestino, durante a Guerra da Lagosta, em 1963, ao monitorar a movimentação de navios de guerra franceses. A presença da Força Aérea e da Marinha do Brasil conseguiu não somente repelir as intenções francesas, mas, também, garantiu nossa posição de destaque no continente.

Conhecer, aprender, operar e difundir novas tecnologias foi o lema desta Aviação nos anos 70 e 80, trazendo para o seio da FAB a Guerra Eletrônica e a Aplicação Operacional, ferramentas que exponenciaram nossas capacidades e que permitiram um salto qualitativo para a arma aérea.

Nesse prisma, não há como deixar de destacar a amplitude e a capacidade da aeronave P-3AM, plataforma que, nesses cinco anos de atividade na FAB, tem apresentado excelentes resultados operacionais, bem como a versatilidade necessária para cumprir diversas ações de Força Aérea.

Ressalta-se, ainda, a preparação dessa aeronave para o emprego do Torpedo MK-46 e do Míssil Harpoon visando garantir a soberania de nosso país no Atlântico Sul, por meio desses modernos instrumentos de dissuasão.

Cabe ainda lembrar-nos dos bravos P-95 que, modernizados com uma aviônica de primeira linha e com os incorporados radares Seaspray, certamente atenderão às necessidades do controle do tráfego marítimo brasileiro e aos interesses da Força Aérea e da Marinha do Brasil.

Dentro dessa perspectiva, o cumprimento das missões pelos Esquadrões ORUNGAN, PHOENIX e NETUNO certamente trará o resultado esperado na defesa da nossa soberania, na dissuasão das intenções hostis e na projeção do nome da Força Aérea Brasileira.

PARABÉNS AOS PATRULHEIROS!!!
SALVE A AVIAÇÃO DE PATRULHA!!!

TENENTE-BRIGADEIRO DO AR GERSON NOGUEIRA MACHADO DE OLIVEIRA
COMANDANTE-GERAL DE OPERAÇÕES AÉREAS