OPERACIONAL

Militares aprimoram os conhecimentos sobre coordenação e execução de missões SAR

Exercício militar Carranca V será realizado entre 09 e 18 de março, em Florianópolis (SC), reunirá cerca de 350 militares
Publicado: 09/03/2016 08:00h
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Fonte: Agência Força Aérea

    Arquivo CECOMSAERPilotos, controladores de tráfego aéreo, resgateiros e coordenadores de salvamento estarão em Florianópolis (SC) entre os dias 09 e 18 de março para a 5ª edição do exercício Carranca. Cerca de 350 militares aperfeiçoarão os conhecimentos sobre coordenação, execução de missões e técnicas de resgate de acidentes aeronáuticos no mar e em terra. Aviões de busca, helicópteros e um navio da Marinha estarão envolvidos em tarefas simuladas de localizar e resgatar náufragos, embarcações à deriva, aeronaves acidentadas e pilotos ejetados.

“As simulações da Carranca permitem um treinamento completo de todos os envolvidos, desde o momento que uma aeronave desaparece do radar até o resgate das vítimas”, afirma o Major Fabio Lourenço Carneiro Barbosa, diretor do exercício promovido pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

  Arquivo CECOMSAERO treinamento realizado anualmente no Brasil é o maior do gênero da América Latina e está previsto pelo Manual Internacional Aeronáutico e Marítimo de Busca e Salvamento (IAMSAR) da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO). De acordo com o diretor do exercício, todos os 191 países signatários devem realizar treinamentos periodicamente.

Neste ano, o treinamento brasileiro reforça a preparação de equipes SAR (Search and Rescue) que estarão em prontidão para emergências durante os jogos olímpicos Rio 2016. Durante o treinamento, a Força Aérea Brasileira empregará os helicópteros H-1H Iroquois, H-36 Caracal e H-60 Black Hawk e os aviões SC-105 Amazonas, P-95 Bandeirante Patrulha e P-3 AM Orion. O treinamento envolve unidades aéreas, Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (Salvaero); Grupo de Comunicações e Controle. A Marinha do Brasil também participa do exercício com representantes do Centro de Coordenação de Salvamento Marítimo do Sul (Salvamar Sul).

  Arquivo CECOMSAERSerão realizados resgates noturnos com a utilização de Óculos de Visão Noturna (NVG), emprego de paraquedistas, salvamento de embarcação em alto-mar e de vítimas de acidentes aéreos em área de difícil acesso. Os voos de treinamento serão realizados no continente e no mar até 370 km da costa (200 milhas náuticas).

Etapas - O Exercício Carranca V, cujas operações serão a partir da Base Aérea de Florianópolis, será dividido em duas etapas: teórica e operacional.

A primeira fase, realizada entre 09 a 12 de março, se concentrará na avaliação teórica, prática e física dos participantes. Durante esse período as unidades aéreas realização a formação de novos pilotos e o treinamento de procedimentos complexos, como a utilização de óculos de visão noturna e resgates sobre a água.

Na segunda etapa, de 14 a 18 de março, serão realizadas simulações de operações de busca e salvamento como a construção de cenários e vítimas fictícios. Dois centros de coordenação de salvamento serão responsáveis por acionar helicópteros, aeronaves e embarcações para buscas e salvamentos simulados em terra e no mar. As operações de coordenação de buscas no mar envolvem a Marinha do Brasil através do Salvamar Sul.

  Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro (SISSAR) – Como signatário da Convenção de Aviação Civil Internacional, o Brasil deve prestar o serviço de busca e salvamento em toda a sua área de responsabilidade. Além de executar estes serviços na área continental, o país atua em parte do Atlântico Sul até o meridiano 10W. No total, o Brasil é responsável por uma área de 22 milhões de km2. Os serviços prestados são conduzidos pelo DECEA, órgão central do SISSAR.

As atividades do Exercício Carranca V são importantes para avaliar a capacidade e a operacionalidade dos órgãos responsáveis pela coordenação e execução das missões SAR, além de capacitar e aprimorar profissionais em métodos, procedimentos e técnicas de operações.

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