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Atletas da FAB brigam por pódio nos Jogos Mundiais Militares na Coreia

Evento esportivo reunirá mais de 7mil competidores de 110 países
Publicado: 27/09/2015 08:30
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Fonte: Agência Força Aérea

  “Estou vivendo uma boa fase. Está tudo tranquilo na parte física e emocional. Nós temos uma equipe muito forte. Acredito termos grandes chances de brigar por medalhas”. É com esta disposição que o Coronel Julio Almeida desembarca na República da Coreia do Sul para disputar a 6ª edição dos Jogos Mundiais Militares (JMM). A competição ocorre entre os dias 2 e 11 de outubro e deve reunir mais de sete mil atletas de 110 países.

A delegação brasileira será composta por 420 pessoas, incluindo comissão técnica. No mundial, o Brasil será representado por 286 atletas, sendo 177 homens e 109 mulheres. A Força Aérea Brasileira (FAB) participa com 78 integrantes, incluindo atletas e equipe técnica, em 14 esportes. O Coronel Julio Almeida é uma das grandes esperanças da FAB no Mundial.

Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, no mês de julho, na modalidade pistola de ar 50 metros, o militar enfrenta uma rotina diária de treinamento envolvendo de quatro a cinco horas só de estande de tiro. Ele participa nas modalidades de pistola Fogo Central e Rápido Militar.

Para o Coronel Julio, Turquia, França, Ucrânia, além dos donos da casa, a Coreia, estão entre os fortes adversários na competição. Mas um, em especial, chama a atenção. “Os chineses são grandes favoritos, pois possuem uma boa estrutura de treinamentos além de serem muito competitivos”, explica.

A abertura dos Jogos será realizada no dia 2 de outubro, mas as partidas de futebol começarão no dia 30 de setembro. Os atletas brasileiros participam da disputa nas 24 modalidades da competição: atletismo, boxe, basquete, ciclismo, futebol, golfe, handebol, judô, maratona, pentatlo moderno, pentatlo naval, pentatlo militar, pentatlo aeronáutico, orientação, natação, triatlo, vôlei, lutas associadas, taekwondo, tiro com arco, esgrima, paraquedismo, vela e tiro esportivo.

A maioria dos atletas militares faz parte da elite do esporte brasileiro e, desde 2008, do Programa de Atletas de Alto Rendimento (PAAR) das Forças Armadas, uma união de esforços entre os ministérios da Defesa e do Esporte.

O Major-Brigadeiro Carlos Augusto Amaral Oliveira, Diretor do Departamento do Desporto Militar (DDM) do Ministério da Defesa, aponta as vantagens proporcionadas pelo PAAR aos atletas.

“Ao ser incorporado pela lei de serviço militar, o atleta tem uma profissão durante oito anos. Se porventura se lesionar, terá todo um sistema de saúde para cuidar dele. Fora isso, disponibilizamos nossos centros esportivos com toda a infraestrutura para atender às comissões desportivas da Marinha, Exército e Aeronáutica. São profissionais, laboratórios e uma estrutura hospitalar voltada para o desporto”, explica o Major-Brigadeiro Amaral.

Atualmente o PAAR conta com 708 atletas, sendo 541 temporários e 167 de carreira. A Marinha do Brasil possui 222 atletas; o Exército Brasileiro, 275 e a Aeronáutica, 211.

“No Time Brasil das Olimpíadas de Londres (2012), tínhamos 57 atletas militares. Neste Pan-Americano do Canadá computamos 123. Eles foram responsáveis por 48% das medalhas conquistadas, ou seja, 67 das 141 obtidas pelo País. O programa amadureceu positivamente e a ideia é sua continuidade após o ciclo olímpico de 2016”, explica o Diretor do DDM, Major-Brigadeiro Amaral.

O Sargento Ronald Odair Oliveira Julião é um desses atletas de alto rendimento. Medalha de prata no Pan de Toronto, ele também é umas das promessas no Mundial Militar no lançamento do disco. “Os Jogos Militares estão dentro das minhas prioridades. Estamos treinando para essa competição da mesma forma como fizemos para a disputa do Pan-Americano”, ressalta o Sargento Julião.

Esta será a primeira participação dele nos Jogos Militares. O militar sabe dos difíceis adversários. “Devo encontrar atletas muito fortes como os alemães, russos e poloneses, mas vou brigar por medalha”, analisa.

Incorporado em 2015 à FAB, o Sargento Julião ressalta os benefícios de ser um atleta de alto rendimento.

“Ajuda bastante, pois, no meu caso, preciso de uma dieta balanceada, entre suplementos e proteínas, isso tem um custo alto. Fora as viagens para competição e treinamento. Com o auxílio do programa, tenho mais tranquilidade e foco para pensar exclusivamente no esporte”, complementa.

Retrospecto - O Brasil participa dos Jogos Mundiais Militares desde a primeira edição, realizada em 1995, na Itália. Organizado a cada quatro anos, eles antecedem em um ano os Jogos Olímpicos.

A Rússia é a grande campeã dos Jogos Mundiais Militares. Obteve a primeira colocação nas quatro primeiras edições, nos anos de 95, 99, 2003 e 2007. Em 2011, essa hegemonia foi quebrada pelo Brasil, com a conquista da primeira colocação, perfazendo um total de 114 medalhas. Foram 45 de ouro, 33 de prata e 36 de bronze. O evento, realizado no Rio de Janeiro, reuniu cerca de 4,2 mil atletas de 114 países.

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