TECNOLOGIA

Sistema usado para planejar missões aéreas na FAB ganha novos recursos

Versão 2.8 do Sistema de Planejamento de Missões Aéreas (PMA II) foi entregue ao Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR)
Publicado: 09/06/2015 09:41
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Fonte: IEAv

Debriefing de missão de combate aéreo  TC Av Petersen (12)3947-5335 petersen@ieav.cta.brO Sistema de Planejamento de Missões Aéreas (PMA II) foi atualizado pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e ganhou novos recursos para ajudar as tripulações da Força Aérea Brasileira (FAB). O PMA II é utilizado para planejar atividades de voo, em missões conjuntas, manobras ou ações rotineiras. O software também serve para realizar debriefings após o voo, como, por exemplo, validar o resultado de um combate.

Desde 2009, quando a primeira versão do sistema foi entregue, já foram realizadas nove atualizações. Segundo a Gerente do projeto no IEAv, analista Márcia Rodrigues Campos de Aquino, a versão 2.8 do PMA foi desenvolvida em um ano e as mudanças se basearam em sugestões trazidas pelos usuários finais – os pilotos. “Existe uma constante interação entre os responsáveis pelo PMA II, as unidades áreas da FAB e o próprio COMGAR, o que facilita a utilização do software, o recebimento de sugestões dos usuários e a contínua inserção de novas funcionalidades nas versões seguintes”, explica Márcia.

Entre os novos recursos, está o módulo NOTAM, que permite a visualização de informações aeronáuticas disponibilizadas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), que influenciam na segurança, regularidade e eficiência do voo. Outra novidade é o módulo WEZ, que permite exibir aquilo que, no jargão aeronáutico, é denominado “envelope cinemático” de mísseis ar-ar. Ou seja, os pilotos dispõem da informação sobre o alcance efetivo, mínimo e máximo, do míssil, conforme varia a velocidade do lançador e do alvo.

“A constante incorporação de novas funcionalidades e a revisão daquelas já desenvolvidas é importante para garantir que as necessidades da FAB sejam atendidas, além de promover a integração com os novos sistemas adquiridos”, ressalta Márcia.