EVENTO

FAB participa da mostra BID de produtos da indústria de defesa nacional

Publicado: 03/10/2013 17:10
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Fonte: Agência Forca Aérea

  Durante os dias 03, 04 e 05 de outubro a Base Aérea de Brasília (BABR) reúne as maiores empresas da indústria de defesa nacional na II Mostra BID Brasil. Com o objetivo de incrementar as exportações e fortalecer o mercado interno de um setor que movimenta US$ 3,7 bilhões ao ano, o evento é uma verdadeira vitrine dos produtos produzidos no país.

Promovido pela ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), pelo Ministério da Defesa e com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), essa edição reúne mais de 50 empresas para apresentar o que há de mais inovador quando o assunto é defesa e segurança.

“Com a mostra a gente tem a oportunidade de mostrar para o mercado estrangeiro a potencialidade da nossa base industrial de defesa. A ABIMDE pretende mostrar as soluções que deram certo no nosso país e certamente poderão dá certo nos países que nos visitam”, explica o Almirante Carlos Afonso Berantone, vice-presidente executivo da ABIMDE.

No evento, que segue até o sábado dentro da programação do “Portões Abertos”, o visitante poderá encontrar as principais soluções e equipamentos tecnológicos produzidos pela indústria de defesa nacional como radares, VANTs (veículos aéreos não tripulados), veículos blindados; linhas de alimentos desenvolvidas para as Forças Armadas Brasileiras, mas que são adequados também para o uso civil, e sistemas de rastreabilidade.

Ao lado de circuitos de criptografia, materiais de campanha, balões de vigilância e equipamentos meteorológicos, a FAB também garantiu seu espaço. Além de entender melhor o processo de desenvolvimento do KC-390, novo cargueiro a jato da Força que promete substituir o C-130, o visitante poderá conhecer os produtos das empresas parceiras e que já fazem parte do dia-a-dia dos militares.

“A FAB tem hoje seis dos nossos radares meteorológicos e estamos no processo de modernização de mais dez radares da Força Aérea”, destaca João Paulo Ishida, gerente de novos negócios da empresa IACIT, lembrando também que o Brasil é hoje a terceira nação do Mundo a possuir o radar oceânico juntamente com EUA e Japão, o que representa capacidade rara de vigilância e rastreamento em águas brasileiras.

Em meio á tanta tecnologia, além de conhecer os projetos ligados à defesa nacional, a população poderá ainda verificar como tais tecnologias estão sendo aplicadas para fins civis, como aconteceu para auxiliar na segurança pública dos recentes protestos que aconteceram no país e a vinda do Papa Francisco ao Brasil.

“O mercado civil é tão grande quanto mercado militar. As demandas estão sendo estudadas e mapeadas. Hoje vemos as possibilidades de negócio no meio ambiente, na segurança pública e até no dia-a-dia das pessoas e estamos fazendo de tudo para atendê-las”, resume Ramiro Alagro Brasil, Diretor comercial da Flight Technologies, especializada em soluções de comando, controle e inteligência baseadas em Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT).

O impacto da Indústria de Defesas no Brasil

De acordo com a AMBIDE, as companhias que atuam no mercado de defesa geram, juntas, cerca de 25 mil empregos diretos e 100 mil indiretos, movimentando mais de US$ 1,7 bilhão em exportação e US$ 2 bilhões em importação.

Em pesquisa realizada pela associação, esses números podem mais que dobrar nos próximos 20 anos devido aos grandes projetos anunciados pelo governo. A expectativa é de que os investimentos girem na ordem de US$ 120 bilhões a longo prazo e até 2020, a estimativa é de que o setor gere cerca de 48 mil novos empregos diretos e 190 mil indiretos.

O Almirante Berantone lembra que o impacto da indústria de defesa gira em torno de 3% do Produto Interno Bruto, o que já é um valor expressivo. “Nossas empresas funcionam com criatividade, com inventividade, com a capacidade que tem os brasileiros. Estamos criando produtos muito bons e mostrando de fato o que a forcas armadas podem fazer pela soberania do seu país”, defendeu.