AVIAÇÃO DE RECONHECIMENTO

Ordem do dia (24/06)

Publicado: 22/06/2012 17:53
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Fonte: COMGAR

BRASÍLIA, 24 DE JUNHO DE 2012.

Já se passaram 145 anos desde o histórico “24 de junho de 1867”. Naquela célebre data, frágeis balões de ar quente foram alçados ao ar, coletando valiosas informações sobre as fortificações e os dispositivos táticos de combate das tropas paraguaias.

A pioneira e decisiva iniciativa do então Marques de Caxias foi o marco do surgimento de uma das mais importantes missões da Aviação Militar: o Reconhecimento Aéreo. Essa essencial ferramenta subsidia o processo decisório em todos os níveis da guerra. Como já diziam os grandes teóricos do Emprego do Poder Aéreo, o grau de conhecimento sobre o oponente determina nossa eficácia no planejamento e ampara nosso êxito no combate.

Nessa breve viagem no tempo, cabe-nos também exaltar o passado histórico da Aviação de Reconhecimento. De volta às suas origens na Força Aérea Brasileira, somos levados ao final da década de 40 e início dos anos 50, quando da ativação do 1°/10º Grupo de Aviação, em 1947, e do 6º Grupo de Aviação, em 1956. Nessa época, as lendárias aeronaves R-20, RB-25, A/B-26, B-17 e RC-130E, além de seu papel na inteligência militar, contribuíram para o levantamento aerofotogramétrico de parcela significativa do nosso território, mostrando ao Brasil a importância de sua existência.

Na década de 1970, o Reconhecimento Aéreo na FAB vivenciou um progresso fundamental, com a incorporação, em seus esquadrões, das aeronaves RT-26 e R-95, adaptações feitas aos projetos Xavante e Bandeirante, de fabricação nacional. Esses vetores e seus equipamentos permitiram um significativo salto doutrinário, lançando as bases para os anos vindouros.

A partir de então, novas plataformas aéreas dotadas de modernos sensores foram sendo incorporadas. Entraram em operação o RA-1, o R-35 e o R-99, e, com eles, o RECCELITE, o LITENING, o Radar de Abertura Sintética, o Scanner Multi-Espectral, a câmera digital ADS-80 e o sensor eletrônico DR-3000.

A mais nova Unidade Aérea da FAB, o 1º/12º Grupo de Aviação, caminha a passos largos na consolidação do emprego das Aeronaves Remotamente Pilotadas RQ-450, de elevadíssima aplicabilidade em diversos cenários operacionais e táticos.

Diante disso, nossa capacidade operacional em Reconhecimento Aéreo foi destacadamente elevada no contexto sul-americano. Vivemos um presente empolgante e vislumbramos um futuro promissor, quando o assunto é Aviação de Reconhecimento.

Audazes combatentes dos Esquadrões Poker, Carcará, Guardião e Hórus:

Orgulhem-se de seu passado de glórias!

Celebrem o progresso tecnológico atual!

Mantenham o ânimo forte para enfrentar os desafios do presente e os que ainda virão!

E defendam a Nação Brasileira, guiados pelo lema que os acompanha por todo o céu: “Da Pátria os olhos, na guerra e na paz”!

Parabéns a todos os integrantes da Aviação de Reconhecimento.

 

TEN BRIG AR NIVALDO LUIZ ROSSATO
COMANDANTE-GERAL DE OPERAÇÕES AÉREAS