OPERACIONAL

Esquadrão da Força Aérea realiza treinamento de lançamento de paraquedistas

Objetivo é adestrar não só pilotos, mas também mecânicos e paraquedistas na execução de técnicas necessárias ao cumprimento da Ação de Força Aérea de Assalto Aeroterrestre
Publicado: 09/10/2020 19:42
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Fonte: 1º/5º GAV, por Tenente Matheus
Edição: Agência Força Aérea - Revisão: Major Monteiro

Começou no dia 7 de setembro o Exercício Técnico (EXTEC) do Programa do Curso de Especialização Operacional da Aviação de Transporte (PCEO-TR), em Goiânia (GO), no qual o Primeiro Esquadrão do Quinto Grupo de Aviação (1º/5º GAV) -  Esquadrão Rumba, sediado na Ala 10, em Parnamirim (RN), realiza o lançamento de paraquedistas do Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro, a partir de aeronaves C-95M Bandeirante.

O Esquadrão Rumba é a Unidade Aérea da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável pela especialização dos novos pilotos da Aviação de Transporte. Como parte deste treinamento, o Exercício ocorrerá até o dia 18 de outubro e compõe a Fase Avançada do Programa de Especialização Operacional (PESOP). O objetivo é adestrar não só pilotos, mas também mecânicos e paraquedistas na execução de técnicas necessárias ao cumprimento da Ação de Força Aérea de Assalto Aeroterrestre.

As aeronaves do 1º/5º GAV operam a partir da Ala 2, sediada em Anápolis (GO), e decolam diariamente para o Aeroporto Internacional de Goiânia - Santa Genoveva. Após o briefing conjunto com os paraquedistas do Comando de Operações Especiais (COpEsp), é iniciado o embarque das tripulações nas aeronaves C-95M Bandeirante para o cumprimento de missões diurnas e noturnas.

Após a decolagem, as aeronaves prosseguem para a Zona de Lançamento localizada na Fazenda Boa Vista, uma área não habitada do município de Guapó (GO), cerca de 35km a sudoeste da capital goiana. Neste local, são realizados lançamentos de paraquedistas militares utilizando os métodos semiautomático (enganchado) e manual (comandado). O semiautomático é realizado a 1200 pés do solo e se caracteriza pela abertura do paraquedas por meio de uma fita ancorada na aeronave, fazendo com que o equipamento seja acionado no momento que o militar salta do avião. Por sua vez, o comandado é o método onde o paraquedista salta da aeronave, a 10.000 pés e, após um período de queda livre, comanda a abertura de seu paraquedas.

Elevação operacional

O Comandante da Ala 10, Brigadeiro do Ar Marcelo Fornasiari Rivero, disse que, para o Esquadrão Rumba, é uma oportunidade ímpar realizar esse tipo de treinamento. "Interagir com demais Organizações Militares da FAB e de outras Forças, estreitando os laços, aumentando a capacidade operacional e de pronto emprego, demonstra aos Oficiais-Alunos a importância do trabalho em equipe e a harmoniosa convivência e integração", ratifica o Oficial-General.

“Este treinamento visa a proporcionar a qualificação inicial do piloto de combate na Aviação de Transporte efetuando o lançamento de tropas paraquedistas em uma Zona de Lançamento pré-definida. Tal adestramento se inicia meses antes, onde o Oficial-Estagiário recebe toda a teoria do lançamento aéreo. Posteriormente, são realizadas missões locais com o ensaio simulado de todos os processos para o lançamento aéreo. Finalmente, o Oficial-Aluno realiza a instrução com o lançamento real de paraquedistas, coroando toda sua dedicação ao longo do curso”, afirma o Major Aviador Felipe Augusto Linck Antunes de Sampaio, chefe do Setor de Operações do 1º/5º GAV.

O Comandante do Esquadrão Rumba, Tenente-Coronel Aviador Ailton David Cabral Júnior, ressalta a relevância da capital goiana para este treinamento. "Goiânia apresenta um clima propício ao lançamento aéreo. A cidade foi escolhida para receber nossos Estagiários e adestrá-los na ação de Força Aérea de Assalto Aeroterrestre. Agradeço o apoio prestado pela Ala 2 e pela Base Aérea de Anápolis que se empenharam para que todos os voos saíssem nos horários programados. Vale ressaltar a coordenação, orientação e apoio por parte do Comando de Preparo (COMPREP), que não mediu esforços para que o 1º/5º GAV pudesse operar deslocado de sua sede", agradeceu o militar.

“A atividade aeroterrestre, por si só, já requer uma atenção especial por suas peculiaridades, sendo necessário tomar todas as precauções de segurança para que as missões ocorram da forma planejada. O Comando de Operações Especiais conta com uma equipe bastante preparada para suprir essa demanda e desenvolver as atividades da melhor maneira possível. Lançar os paraquedistas em segurança e participar da formação dos novos pilotos de Transporte da Força Aérea Brasileira é uma missão muito nobre para nós”, disse o Tenente de Infantaria Pedro Adami Araújo, do COpEsp.

Fotos: Tenente Yuri/1º/5º GAV