LAAD

LAAD 2019 se volta para questões aeroespaciais

Entre seus projetos, FAB apresentou o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais
Publicada em: 04/04/2019 21:00
Imprimir
Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Jussara Peccini
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Felipe Bueno - Revisão: Tenente-Coronel Denys

"Encontramos uma feira muito viva, muito atenta e muito focada no Programa Espacial Brasileiro [PEB], o que para nós foi uma grande satisfação”. A avaliação é do Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, que lidera os dois centros de lançamentos brasileiros e os institutos que pesquisam e desenvolvem tecnologias do segmento.

De acordo com o oficial-general, a área espacial ganha mais relevância depois da assinatura do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre Brasil e Estados Unidos. O documento, que ainda tramitará no Congresso Brasileiro, é determinante para a exploração comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) por empresas privadas estrangeiras. “Surpreendeu bastante o interesse, pelo momento especial que estamos com a total atenção ao Centro de Lançamento de Alcântara, após a assinatura do novo Acordo de Salvaguardas Tecnológicas com os Estados Unidos para podermos operar com diversas empresas na área de Alcântara”, afirmou.

PESE - Um dos destaques do Comando da Aeronáutica durante a LAAD foi o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais (PESE), gerenciado pela Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE) e criado para atender as necessidades das Forças Armadas. Por preverem uso integrado, os sistemas também proporcionam benefícios à toda sociedade brasileira.

“O PESE é um programa dual. Por isso, estamos trabalhando, em todos os momentos, junto à Agencia Espacial Brasileira [AEB], porque entendem perfeitamente que a área defesa está inserida em um programa maior, que é o Programa Espacial Brasileiro”, explica o Tenente-Brigadeiro Aguiar a respeito dos projetos que estão em desenvolvimento.

Além do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC-1), em operação desde 2017, há perspectiva de novos lançamentos a partir de 2021. Entre os projetos previstos está o satélite de sensoriamento remoto óptico, denominado de Carponis-1, o primeiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto de alta resolução espacial cuja aplicação dual conta com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), podendo também vir a atender outros órgãos governamentais. Nas demais constelações de satélites previstas estão o SGDC-2, Atticora (comunicações táticas), e Lessonia (sensoriamento remoto radar).

“Assim como estão outros ministérios, também o Ministério da Defesa se soma à AEB para que o Programa como um todo decole”, finaliza.