ORDEM DO DIA

Aviação de Asas Rotativas

Publicado: 03/02/2016 08:00
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Fonte: COMGAR

Bravos combatentes da Aviação de Asas Rotativas!

Os desenhos do renascentista Leonardo Da Vinci levaram alguns séculos para ganhar forma sob os engenhos de Paul Cornu e Juan de La Cierva. Nascia, assim, o helicóptero. Bastaram algumas décadas, porém, para que fosse empregado com sucesso como arma de guerra. Cumpriu missões de reconhecimento na Segunda Guerra, CSAR na Guerra da Coréia, transporte de tropa na Guerra da Argélia, ataque na Guerra do Vietnã e Supressão de Defesa Aérea Inimiga na Guerra do Golfo.

Essa gama de possibilidades do helicóptero no campo de batalha baseia-se em suas principais características: flexibilidade e mobilidade. Flexibilidade porque é capaz de cumprir uma abrangente gama de missões, deslocando-se em voos à baixa altura, explorando as características do relevo e com grande capacidade furtiva. Mobilidade porque pode operar em locais sem grandes infraestruturas, com o mínimo de apoio de solo, sem pistas de pouso, tanto de dia quanto à noite, sob condições meteorológicas adversas e desdobrado em áreas remotas.

Utilizando-se destas características, após 30 anos de serviço e mais de 48 mil horas de voo, a aeronave H-34, SUPER PUMA, encerrou seu ciclo operacional na Força Aérea Brasileira. O H-34 despediu-se de forma valente, tendo auxiliado na luta contra o incêndio que assolou a Chapada Diamantina, na Bahia, em novembro de 2015. Guerreiro, mostrou-se mais uma vez decisivo nos momentos críticos para muitas cidades e vilarejos, seja nas calamidades públicas, auxiliando populações vítimas de enchentes e alagamentos, bem como nas tragédias dos acidentes do GOL e do Air France. Merece destaque, ainda, o transporte especial que realizou em todas as visitas do Papa ao Brasil, bem como o apoio à Presidência da República em diversas oportunidades.

Nos anos recentes, foram incorporados ao acervo da FAB o H-60L Black Hawk, o AH-2 Sabre e o H-36 Caracal, aeronaves de última geração, que, juntamente com os lendários e gloriosos H-1H e os incansáveis H-50, utilizados na instrução primária, colocam o preparo e o emprego de nossa Aviação em nível de excelência e de destaque no cenário internacional. Para o “Impávido colosso” que é o Brasil, requer-se uma Aviação de Asas Rotativas forte, moderna e preparada, e é justamente isso o que temos hoje.

Chegamos até aqui, firmados no caminho de glórias dos que nos precederam. No dia 3 de fevereiro de 1964, os então Tenentes Aviadores Ércio Braga e Milton Naranjo e os Sargentos João Martins Capela Júnior e Wilebaldo Moreira Santos protagonizaram uma das mais importantes missões operacionais da história da Força Aérea. Esses bravos combatentes, empregando helicópteros H-19 da ONU, resgataram missionários, desde um território hostil, na República do Congo, cercados por rebeldes fortemente armados.

Esse fato, reconhecido em carta pelo então presidente norte-americano, cunhou esta data como o Dia da Aviação de Asas Rotativas da FAB, por seu legado de bravura, desprendimento e espírito guerreiro, marcas dessa Aviação.

Com efeito, nossa mensagem permanece a mesma. A nossos amigos, aliados e combatentes, a certeza da busca e do resgate: ninguém será deixado para trás. Aos inimigos, a certeza do bom combate e da luta até nossa vitória.

Meus comandados, homens e mulheres, combatentes que voam e fazem voar nossos helicópteros!

Em nossa lida diária, estamos garantindo a soberania de nosso espaço aéreo, com vistas à defesa da Pátria. O voo de nossos rotores, o serviço em nossos hangares, o emprego diuturno nos estandes, o estudo e o desenvolvimento das novas doutrinas, o domínio de avançadas tecnologias, tudo isso se traduz numa Força Aérea em permanente estado de prontidão, com mobilidade para cobrir e proteger qualquer ponto de nosso imenso território e com precisão para rechaçar todo inimigo que nos confronte.

Tenhamos, pois, orgulho de nosso passado de glória, de nossa condição presente e do futuro que estamos construindo!


AOS ROTORES !! O SABRE !!!

 

Tenente-Brigadeiro do Ar Gerson Nogueira Machado de Oliveira
Comandante-Geral de Operações Aéreas