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FAB transporta criança de dois anos em ventilação mecânica

Publicado: 2024-06-06 15:05:58
O paciente foi levado pelo Esquadrão Pelicano, de Sant`Ana do Livramento (RS) para um Hospital com UTI Pediátrica em Lajeado (RS)

Prontidão é o permanente estado de alerta em que as equipagens do Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAV) - Esquadrão Pelicano mantêm diuturnamente para cumprir missões de busca e resgate em qualquer que seja o destino. E no contexto da Operação Taquari 2 não foi diferente.

Desta vez, o Esquadrão ficou responsável por realizar uma evacuação aeromédica de uma criança de dois anos, de San’tana do Livramento (RS), região localizada na fronteira com o Uruguai, para um Hospital com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica, no município de Lajeado (RS).

Acionado da Base Aérea de Canoas (BACO), o Esquadrão configurou o helicóptero H-60L Black Hawk da FAB para atuar como UTI Pediátrica, com materiais hospitalares e equipe de intensivistas, médicos e enfermeiro. “Nessa EVAM vamos transportar uma criança de dois anos, com quadro de infecção abdominal grave decorrente de apendicite aguda perfurada. Ela foi operada no dia 02/06 e desde então está em ventilação mecânica, por isso ficará sedada, com necessidade de droga vasoativa, para manter perfusão adequada durante o voo”, afirmou o Coordenador da equipe médica da FAB, Capitão Médico Vinicius Guimarães Tinoco Ayres.

Além dos pilotos e da equipe médica, a tripulação a bordo ainda contou com três Homem-SAR. “A função do homem de resgate em uma missão como essa é dar suporte geral à equipe médica, assim como garantir a segurança da vítima e também da tripulação. Destaco também a importância do Homem de Resgate acompanhar um atendimento médico dessa complexidade como forma de aprimorar os conhecimentos na área de saúde”, declarou o homem de resgate do Esquadrão Pelicano, Capitão Médico Diogo Yudi Kamimura Hashimoto.

Devido à distância entre as cidades, a missão prosseguiu no período noturno, sendo necessário a operabilidade com os óculos de visão noturna (NVG - do inglês Night Vision Googles), que foram fundamentais para manter a segurança das manobras. “Devido ao tempo da missão, precisamos fazer uso do NVG, que nos capacita a voar com visibilidade melhor no período noturno e a pousar em um local não apropriado, que nesse caso aconteceu em um campo no meio da cidade”, finalizou o Comandante da aeronave, Capitão Aviador Carlos Alexandre Lourenço Gomes do Amaral.

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Fotos: Sargento Müller Marin / CECOMSAER