Entenda por quê


As constantes transformações da atualidade têm impelido as instituições à racionalização de suas atividades, simplificação dos processos e busca da eficácia e da eficiência.

Inserida nesse contexto, a Força Aérea Brasileira desencadeou uma série de ações que permitirão vencer os desafios do amanhã, contribuindo para o desenvolvimento do Poder Aéreo e Espacial Brasileiro, sempre com o foco na missão-síntese da Aeronáutica.

Dessa forma, a Força continuará sendo reconhecida por sua adaptabilidade e agilidade, tanto no planejamento quanto na execução das suas atividades, adequando-se às prováveis limitações de recursos e às incertezas do ambiente externo.

Os principais objetivos da reestruturação são, portanto, garantir a perenidade e evolução da FAB; garantir um processo de melhoria contínua; e aumentar a efetividade dos recursos empregados.

Histórico - Ao completar 75 anos e, considerando as necessidades de atualização e adequação aos novos processos administrativos, que levam em conta a escassez de recursos humanos e financeiros, o Comando da Aeronáutica (COMAER) começou a adotar medidas para a racionalização e a otimização de suas atividades.

Conforme divulgado na Diretriz do Comando da Aeronáutica (DCA) nº 11-53/2016, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, determinou que o Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) coordenasse uma reestruturação organizacional da Força Aérea Brasileira (FAB).

"Isso é fundamental para alcançar a excelência na administração dos recursos financeiros, patrimoniais, materiais e humanos do COMAER e, paralelamente, acompanhar a modernização dos meios operacionais da FAB", destaca o documento.



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Grandes Comandos


Mudanças na estrutura organizacional de Grandes Comandos fazem parte da reestruturação da FAB. A readequação visa promover o incremento da eficiência administrativa e maior racionalidade da estrutura organizacional, com as Unidades voltadas prioritariamente às suas atividades-fim. Todo o processo é embasado no decreto n° 9.077, que regulamenta mudanças nas organizações da FAB.

Além de atualizações nas estruturas dos Grandes Comandos, alguns estão sendo totalmente reformulados. As atribuições e tarefas atualmente praticadas no Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR) e nas quatro Forças Aéreas (FAe), por exemplo, passam a ser de responsabilidade do novo Comando de Preparo (COMPREP).

O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) será o Comando Operacional Conjunto, permanentemente ativado, responsável pelo planejamento, coordenação, execução e controle das operações aeroespaciais, tanto recorrentes quanto eventuais. Esse novo comando abarcará as atividades de defesa aérea e antiaérea desenvolvidas pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), conjugando ainda as ações de Emprego da Força Aérea anteriormente conduzidas pelo COMGAR e pelas quatro FAe, como o transporte aerologístico, a busca e salvamento e a patrulha marítima, além das operações conjuntas determinadas pelo Ministro da Defesa.

Conheça os Grandes Comandos:

Comando da Aeronáutica (COMAER)
Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER)
Comando de Preparo (COMPREP)
Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE)
Comando-Geral de Pessoal (COMGEP)
Comando-Geral de Apoio (COMGAP)
Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA)
Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA)
Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA)

GAP - Grupamentos de Apoio


Em 2016, foram implantados novos Grupamentos de Apoio (GAP) com o objetivo de concentrar as atividades relacionadas com licitações, contratos, convênios e instrumentos congêneres, finanças, subsistência, almoxarifado, tecnologia da informação, transportes de superfície, protocolo e arquivo, fardamento, pessoal e outras específicas de cada organização que não refletem a atividade-fim da Força.

O resultado esperado com a concentração dos processos administrativos é o aumento da eficiência em função da mão de obra qualificada, cultura organizacional, padronização de procedimentos, economia nas aquisições e contratações de serviços, além do pleno atendimento das expectativas das organizações apoiadas e a desoneração dessas OMs para que foquem em sua atividade principal.

Também já foram criados, no Rio de janeiro, o Grupamento de Apoio Logístico, com objetivo de concentrar a execução administrativa das Organizações de Logística da localidade; e o Grupamento de Apoio da Saúde, responsável pelo apoio logístico e administrativo das unidades de saúde.

 


DIRAD - Diretoria de Administração da Aeronáutica, subordinada à SEFA.
CEAP - Centro de Apoio Administrativo da Aeronáutica.

ALA


Em dezembro de 2016, começaram a ser ativadas as Alas – organizações militares voltadas para a área operacional – e desativadas as estruturas de Comandos Aéreos Regionais (COMAR).

Cada Ala é uma organização operativa de nível tático, comandada por um Brigadeiro do Ar ou Coronel-Aviador, com responsabilidade focada tanto nas atividades de preparo quanto nas ações de emprego da Força, quando assim for determinado. Em outras palavras, as Alas, distribuídas pelo território nacional, são o símbolo de uma Força Aérea focada em sua missão-fim.

A razão de ser do comandante da Ala é a atividade operacional, ou seja, treinar ou empregar os esquadrões subordinados, de acordo com as diretrizes e os planos emitidos pelos escalões superiores. Ele não terá grandes preocupações com atividades administrativas, mas deverá coordenar com os órgãos especializados todo o apoio necessário para que seus comandados alcancem os padrões previamente definidos, de forma segura, eficaz e eficiente.

Atividades rotineiras como aquisições de materiais e serviços, pagamento de diárias, conservação e reforma de instalações, fornecimento de alimentação, manutenção de viaturas e atendimento a pensionistas, que antes eram de responsabilidade de um comandante de um COMAR ou de uma Base Aérea, por exemplo, passam a ser executadas por órgãos especializados, subordinados aos Órgãos Setoriais de Logística, Pessoal e Administração. Em outras palavras, são segregadas as atividades-meio no COMGAP, no COMGEP e na SEFA e abrimos o caminho para as modificações operacionais.

Para cumprir sua missão, a Ala agora é constituída basicamente por esquadrões aéreos, além de grupos, esquadrões e esquadrilhas especializados em manutenção de aeronaves, suprimento de aviação, armamento aeronáutico e segurança e defesa.

Foram criadas 15 Alas em todo o país, sediadas nas seguintes localidades: Anápolis, Belém, Boa Vista, Brasília, Campo Grande, Canoas, Galeão, Manaus, Natal, Santa Cruz, Santa Maria, São Paulo, Porto Velho, Recife e Salvador. As Bases Aéreas de Fortaleza, Santos, Florianópolis e Afonsos, que são Bases de Desdobramento sem esquadrões aéreos permanentemente sediados, estão subordinadas diretamente ao Comando de Preparo (COMPREP).

Para melhor entendimento da distribuição, a enumeração das Alas segue a lógica de uma espiral, no sentido horário, partindo do centro do mapa do Brasil, mais precisamente da capital federal. Veja no link.

Na nova distribuição, os números das Alas não poderiam coincidir com a numeração dos Comandos Aéreos Regionais, também conhecidos como COMAR.

Na sequência estabelecida, as três últimas Alas - São Paulo (SP), Salvador (BA) e Recife (PE) - serão desativadas, voltando a ser Bases Aéreas, devido ao fato de as unidades aéreas dessas localidades serem transferidas para outras Alas.

A ideia é: quando há uma Unidade Aérea sediada na localidade é Ala, quando não há, é Base Aérea de desdobramento.
CECOMSAER - Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

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