Da Pátria os olhos
na guerra e na paz!

24 de junho - Dia da Aviação de Reconhecimento.

Homenagem


Com bravura sem temor, desprendimento, aos mistérios e perigos aclarar!


A Força Aérea Brasileira presta homenagem a todos os integrantes da Aviação de Reconhecimento.


A importância da Aviação de Reconhecimento


Dos ousados balões usados na Guerra do Paraguai, em 1867, em que os olhos eram os únicos sensores, o reconhecimento aéreo evoluiu para as câmeras fotográficas, cujos longos anos de utilização serviram de base para o desenvolvimento de toda uma doutrina de reconhecimento. Atualmente são também utilizados sensores de última geração, cujas qualidades, associadas às modernas aeronaves, possibilitam o reconhecimento de alvos em profundidade.

Os pilotos, os fotointérpretes, os técnicos em informações de reconhecimento e os operadores de sistemas formam o principal conjunto de atores responsáveis pelo cumprimento da missão: fazer um rastreamento minucioso dos dados de inteligência do inimigo com a utilização de meios aéreos e o monitoramento de áreas de interesse.

A aviação de reconhecimento se adequou à tendência de guerra moderna com o emprego de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) que também são empregadas na vigilância do espaço aéreo brasileiro. Em tempos atuais, possui modalidades específicas que não se limitam ao reconhecimento de imagens. A captação de sinais do espectro eletromagnético, com o uso de equipamentos de alta tecnologia, possibilita o bom desempenho da função. Todas as plataformas utilizadas possuem sensores digitais (eletroóticos e IR) com capacidade de análise diurna e noturna, além de radares de abertura sintética, que permitem realizar o reconhecimento mesmo através da cobertura de nuvens.

As aeronaves do reconhecimento contribuíram, também, decisivamente para escrever parte da história do Brasil, por meio da realização de levantamentos aerofotogramétricos (de relevo, curso dos rios, queimadas, desmatamentos, de carvoarias clandestinas, entre outras missões). Essa atividade é chamada de aerolevantamento. Os fotógrafos militares produzem imagens e analisam a importância delas em diversos casos, inclusive, de invasão de fronteiras e de crescimento de cidades. As imagens produzidas auxiliam, inclusive, as autoridades no mapeamento de regiões e na criação de novas rotas para aviões e helicópteros.



As missões da Aviação de Reconhecimento


A aviação de reconhecimento atua em diversos tipos de missões, desde busca e salvamento no caso de acidentes aéreos até em proteção ao meio ambiente. Já em um ambiente de guerra, é essencial na coleta de dados específicos sobre forças inimigas e áreas sensíveis para suprir os comandantes de informações. Confira abaixo algumas missões realizadas pela aviação de reconhecimento:

A aeronave R-99 foi empregada na operação de busca e salvamento depois do acidente com a aeronave da Air France AF-447, em 2009, no Atlântico. Os sensores do avião faziam uma “busca eletrônica”, com o objetivo de procurar, no meio do oceano, destroços de metal da aeronave. O parceiro na missão foi o C-130 Hércules, que fazia o reconhecimento visual. Quando o R- 99 chegava com as informações de uma determinada área (já previamente analisadas pelos especialistas a bordo), o Hércules decolava em seguida. Foram muitas viagens até que, enfim, apareceram as primeiras partes do avião da Air France.

O mesmo procedimento foi feito nas buscas do acidente com a aeronave da Gol do voo 1907 que, em 29 de setembro de 2006, se chocou com o Jato Legacy e matou 154 pessoas. Dessa vez o cenário foi outro, a Serra do Cachimbo, no norte do Estado de Mato Grosso. Nessas missões, o esforço aéreo disponível tem como finalidade encontrar e salvar vidas.

Já os jatos R-35A Learjet cumprem missões de reconhecimento de alvos militares e, também, ajudam a proteger o meio ambiente. Equipadas com uma câmara de alta resolução espacial capaz de delinear do alto objetos de até 5 centímetros, as aeronaves atuam no mapeamento e monitoramento de áreas suscetíveis a deslizamento de terra, enxurrada e inundações em 23 municípios da Amazônia Legal.


Durante uma guerra, as aeronaves de reconhecimento executam a missão de reconhecimento aéreo, em que a tripulação coleta dados específicos sobre forças inimigas e áreas sensíveis. O especialista faz a imagem da área (fotografia), analisa a vulnerabilidade do local e leva todo o material para que decisões estratégicas possam ser tomadas pelo comando da operação. Por exemplo, o R-A1 sobrevoa uma área militar do inimigo e, por meio do que detectou nos sensores, os especialistas analisam e indicam onde fica um paiol (lugar onde são guardadas as armas). Essa informação é levada ao comando que pode tomar a decisão de atacar ou não o local.

Veja, no vídeo abaixo, o uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs) na Operação Ágata 7, realizada em 2013.

Confira, neste outro vídeo, uma operação em que caças da FAB destroem pista clandestina na Amazônia. A decisão foi tomada após o trabalho realizado pela Aviação de Reconhecimento que abasteceu o comando de informações detalhadas para que a missão ocorresse.

Esquadrões de Reconhecimento da FAB


ESQUADRÕES
Poker 1º/10º GAV - “Da Pátria os olhos! Poker!”
O Esquadrão Poker recebeu a designação de Primeiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (1°/10° GAV) em 24 de março de 1947, sendo ativado no dia 1º de abril do mesmo ano e equipado com aviões A-20, posteriormente denominados R-20. No dia 10 de novembro de 1952, a unidade realizou sua primeira missão específica de Reconhecimento. Em 1978, foi transferida para a Base Aérea de Santa Maria e está atualmente equipado com a mais moderna aeronave de combate da FAB, o RA-1, tendo recebido sua primeira aeronave no dia dois de março de 1999. O esquadrão, além de reconhecimento tático, realiza missões de reconhecimento visual, fotográfico e estratégico. Faz também ataque ao solo, superioridade aérea e interdição.


Carcará 1º/6º GAV - “Os olhos do Ar, Carcará!”
Teve sua origem no dia 24 de janeiro de 1951 com a criação de Centro de Treinamento de Quadrimotores, que se destinava à formação das primeiras equipagens da FAB em aeronaves quadrimotores. Em julho de 1987 chegaram os R-35A Learjet, equipados para Missão de Reconhecimento Aéreo. Em 2010, foi atribuída à unidade a missão de Reconhecimento Eletrônico, passando a operar, também, as aeronaves R-35AM. Em abril de 2011, o Esquadrão recebeu o novo sensor ADS-80, que representa o início do 1°/6° GAV na era digital e a implantação de uma nova doutrina de operação. Desde dezembro de 2016, o esquadrão que antes ficava sediado na Base Aérea de Recife (BARF) foi deslocado para Anápolis (GO), na Ala 2.


Guardião 2º/6º GAV - “Da Pátria, os olhos! Selva!”
Criado em 18 de janeiro de 1999, o Núcleo do 2°/6° Grupo de Aviação permaneceu, inicialmente, sediado junto às instalações do Comando-Geral do Ar, em Brasília, onde foram traçadas as primeiras diretrizes para a implantação da mais nova unidade da Força Aérea Brasileira. Incorporado à Base Aérea de Anápolis em 18 de janeiro de 2000, o 2º/6º GAV, ponta de lança do Programa SIVAM, constitui-se num dos mais importantes elos na desafiante tarefa de vigiar e proteger a mais estratégica região do País, a Amazônia Legal. É responsável pelo planejamento e execução de ações de controle e alarme em voo, além de reconhecimento aéreo.


Hórus 1º/12º GAV - “À espreita, Hórus!”
O 1º/12º Grupo de Aviação foi criado em 8 de abril de 2011 e ativado em 29 de abril de 2011. Tem a missão de executar o preparo do seu efetivo em Ações de Controle Aéreo Avançado, Posto de Comunicações no Ar e de Reconhecimento Aéreo, utilizando-se de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP). Em março de 2013, o 1º/12º GAV encerrou o processo de recebimento do Sistema RQ-450. Em maio de 2014, o esquadrão recebeu o ARP RQ-900. Além dos recursos já conhecidos do RQ-450, a nova ARP opera com o sistema SkEye e tem a capacidade de comunicação via satélite. Está sediado na Base Aérea de Santa Maria. É a única unidade da FAB a operar ARP.



Veja a localização dos esquadrões no Brasil.


Álbum de Fotos




Canção da Aviação de Reconhecimento


Letra e Música - Sargento Brasil David Loureiro

Aviação de reconhecimento
Da Pátria os olhos na guerra e na paz
És a primeira , como trincheira,
Contra o furor do inimigo sagaz

Quando o bem
Põe-se em luta contra o mal
E o sangue ferve a mente patriota
As forças armadas de ar , terra e mar
Urgem dados aos planos a traçar
E aos céus guerreiros alados
Leva a voz da premência a clamar
Com bravura sem temor , desprendimento
Aos mistérios e perigos aclarar

Aviação de reconhecimento
Da Pátria os olhos na guerra e na paz
És a primeira , como trincheira,
Contra o furor do inimigo sagaz

No roncar da primeira decolagem,
Deposita-se a esperança da vitória
Depende da volta das “aves de ferro”
A defesa , o triunfo e a glória
Em ação no teatro da guerra
De caráter assaz importante
Nem à morte , à defesa tem direito
Vale aqui o patriotismo estuante

Aviação de reconhecimento!
Da Pátria os olhos na guerra e na paz

TEXTO: Tenente Jornalista João Elias  |  WEBDESIGN: Sargento Marcos Poleto

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