Homenagem


Com bravura sem temor, desprendimento, aos mistérios e perigos aclarar!


A Força Aérea Brasileira presta homenagem a todos os integrantes da Aviação de Reconhecimento.


A importância da Aviação de Reconhecimento


Dos ousados balões usados na Guerra do Paraguai, em 1867, em que os olhos eram os únicos sensores, o reconhecimento aéreo evoluiu para as câmeras fotográficas, cujos longos anos de utilização serviram de base para o desenvolvimento de toda uma doutrina de reconhecimento. Atualmente são também utilizados sensores de última geração, cujas qualidades, associadas às modernas aeronaves, possibilitam o reconhecimento de alvos em profundidade.

Os pilotos, os fotointérpretes, os técnicos em informações de reconhecimento e os operadores de sistemas formam o principal conjunto de atores responsáveis pelo cumprimento da missão: fazer um rastreamento minucioso dos dados de inteligência do inimigo com a utilização de meios aéreos e monitorar áreas de interesse.

A Aviação de Reconhecimento se adequou à tendência da guerra moderna com o emprego de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) que também são empregadas na vigilância do espaço aéreo brasileiro. Em tempos atuais, possui modalidades específicas que não se limitam ao reconhecimento de imagens. A captação de sinais do espectro eletromagnético, com o uso de equipamentos de alta tecnologia, é outra vertente do reconhecimento. Todas as plataformas utilizadas possuem sensores digitais eletro-óptico e infravermelho (IR) com capacidade de análise diurna e noturna, além de radares de abertura sintética, que permitem realizar o reconhecimento mesmo havendo cobertura de nuvens entre a aeronave e o alvo.

As aeronaves de reconhecimento também fazem parte da história do Brasil, uma vez que colaboraram com a realização de levantamentos aerofotogramétricos (de relevo, curso dos rios, queimadas, desmatamentos, de carvoarias clandestinas, entre outros). Essa atividade é chamada de aerolevantamento.Os fotógrafos militares produzem imagens que são utilizadas em situações diversas como análise de invasão de fronteiras e de crescimento de cidades. Esses produtos podem ser usados, ainda, para mapeamento de regiões e para criação de rotas para aviões e helicópteros.



As ações da Aviação de Reconhecimento


       A Aviação de Reconhecimento atua em uma gama variada de cenários, cumprindo ações de Busca e Salvamento, Controle e Alarme em Voo e Reconhecimento Aéreo. Em caso de guerra, tem papel essencial na coleta de dados específicos sobre as forças inimigas e áreas sensíveis. Confira abaixo algumas missões realizadas pela Aviação de Reconhecimento:

A aeronave R-99 foi empregada em Ações de Busca e Salvamento no acidente com a aeronave da Air France AF-447, em 2009, sobre o Oceano Atlântico. Os sensores do avião faziam uma “busca eletrônica” com o objetivo de localizar partes metálicas da aeronave acidentada. Em complemento, o C-130 Hércules realizava “busca visual”. Quando as informações coletadas pelo R-99 eram recebidas em solo, já analisadas pelos especialistas a bordo, de imediato o C-130 era acionado para decolar. Foram muitas etapas de voo até que, enfim, foram localizados os primeiros destroços do avião da Air France.

       O mesmo procedimento foi feito nas buscas do acidente com a aeronave da Gol do voo 1907 que, em 29 de setembro de 2006, se chocou com o Jato Legacy e matou 154 pessoas. Dessa vez o cenário foi outro, a Serra do Cachimbo, no norte do Estado de Mato Grosso.

Já os jatos R-35A Learjet cumprem missões de reconhecimento de alvos militares e, também, ajudam a proteger a sociedade. Equipadas com uma câmera de alta resolução, capaz de delinear objetos de até 5 centímetros, as aeronaves atuam no mapeamento de áreas suscetíveis a deslizamentos de terra e inundações.

Em situações de conflito, as aeronaves de reconhecimento executam a missão de Reconhecimento Aéreo, em que a tripulação coleta dados específicos sobre área militar inimiga. O especialista faz a imagem da área (fotografia), analisa a vulnerabilidade do local e leva todo o material para que decisões estratégicas possam ser tomadas pelo comando da operação. Por exemplo, o R-A1 sobrevoa uma área militar do inimigo e, por meio do que foi detectado pelos sensores.Essa informação é utilizada para tomar a decisão de atacar ou não o local.



Veja, no vídeo abaixo, o uso de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) na Operação Ágata 7, realizada em 2013.



Confira, neste outro vídeo, uma operação em que caças da FAB destroem pista clandestina na Amazônia. A decisão foi tomada após o trabalho realizado pela Aviação de Reconhecimento, que forneceu informações detalhadas sobre a missão que seria planejada.





Esquadrões de Reconhecimento da FAB




Poker 1º/10º GAV - “Da Pátria os olhos! Poker!”
O Esquadrão Poker recebeu a designação de Primeiro Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (1°/10° GAV) em 24 de março de 1947, sendo ativado no dia 1º de abril do mesmo ano e equipado com aviões A-20, posteriormente denominados R-20. No dia 10 de novembro de 1952, a unidade realizou sua primeira missão específica de Reconhecimento. Em 1978, foi transferida para a Base Aérea de Santa Maria e está atualmente equipado o RA-1, tendo recebido sua primeira aeronave no dia dois de março de 1999. O Esquadrão, além de reconhecimento tático, realiza reconhecimento visual, fotográfico, meteorológico e estratégico.



Carcará 1º/6º GAV - “Os olhos do Ar, Carcará!”
Criado no dia 24 de janeiro de 1951, com a ativação do Centro de Treinamento de Quadrimotores, em Recife, que se destinava à formação das primeiras equipagens da FAB que voariam aeronaves quadrimotores. Em julho de 1987, chegaram os R-35A Learjet, equipados para Missão de Reconhecimento Fotográfico. Em 2010, foi atribuída à unidade a missão de Reconhecimento Eletrônico, passando a operar, também, as aeronaves R-35AM. Em abril de 2011, o Esquadrão recebeu o novo sensor ADS-80, que representa o início do 1°/6° GAV na era digital e a implantação de uma nova doutrina de operação. Atualmente, está sediado na Ala 2 e realiza reconhecimento fotográfico, visual e meteorológico.


Guardião 2º/6º GAV - “Da Pátria, os olhos! Selva!”
Criado em 18 de janeiro de 1999, o Núcleo do 2°/6° Grupo de Aviação permaneceu, inicialmente, sediado junto às instalações do Comando-Geral do Ar, em Brasília, onde foram traçadas as primeiras diretrizes para a implantação da mais nova unidade da Força Aérea Brasileira. Incorporado em 18 de janeiro de 2000 à Base Aérea de Anápolis, atual Ala 2, o 2 º/6º GAV, ponta de lança do Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), constitui-se num dos mais importantes elos da desafiante tarefa de vigiar e proteger a mais estratégica região do País, a Amazônia Legal. É responsável pelo planejamento e execução de ações de Controle e Alarme em Voo, além de Reconhecimento Aéreo.


Hórus 1º/12º GAV - “À espreita, Hórus!”
O 1º/12º Grupo de Aviação foi criado em 8 de abril de 2011 e ativado em 29 de abril de 2011. Tem a missão de executar Ações de Controle Aéreo Avançado, Posto de Comunicações no Ar e de Reconhecimento Aéreo, utilizando-se de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP). Em março de 2013, o 1º/12º GAV encerrou o processo de recebimento do RQ-450, e em maio de 2014 recebeu o RQ-900. Além dos recursos já conhecidos, as ARP têm a capacidade de comunicação via satélite. O 1º/12º está sediado na Ala 4 e é a única unidade da FAB a operar ARP.



Veja a localização dos esquadrões no Brasil.


Aeronaves de Reconhecimento


Conheça as aeronaves de reconhecimento.


Hermes RQ-900
Aeronave Remotamente Pilotada
Envergadura: 15m
Comprimento: 8,30m
Peso máximo de decolagem: 1.180 kg
Velocidade máxima: 119kt (220 km/h)
Teto de Serviço: 30.000ft (9.144m)



Hermes RQ-450
Aeronave Remotamente Pilotada
Envergadura: 10,50m
Comprimento: 6,10m
Peso máximo de decolagem: 520 kg
Velocidade máxima: 95kt (176 km/h)
Teto de Serviço: 17.998ft (5.486m)



R-35AM
Envergadura: 12,04m
Comprimento: 14,80m
Peso máximo de decolagem: 8.890 kg
Velocidade máxima: 470kt (872 km/h)
Teto de Serviço: 45.000ft (13.715m)



R-99
Envergadura: 20,04 m
Comprimento: 29,87 m
Peso máximo de decolagem: 23.400 kg
Velocidade máxima: 525 kt (955 km/h)
Teto de Serviço: 37.000 ft (11.278 m)



E-99
Envergadura: 21m
Comprimento: 29,87m
Peso máximo de decolagem: 24.000 kg
Velocidade máxima: 525kt (955km/h)
Teto de Serviço: 30.000ft (9.144m)



A-1M
Envergadura: 9,78m
Comprimento: 13,50m
Peso máximo de decolagem: 13.000 kg
Velocidade máxima: 550kt (1.020 km/h)
Teto de Serviço: 42.700ft (13.015m)


Álbum de fotos




Reconhecimento 2019


Canção da Aviação de Reconhecimento


Letra e Música - Sargento Brasil David Loureiro
Hino Aviação de Reconhecimento



Hino da Aviação de Reconhecimento

Aviação de reconhecimento
Da Pátria os olhos na guerra e na paz
És a primeira , como trincheira,
Contra o furor do inimigo sagaz

Quando o bem
Põe-se em luta contra o mal
E o sangue ferve a mente patriota
As forças armadas de ar , terra e mar
Urgem dados aos planos a traçar
E aos céus guerreiros alados
Leva a voz da premência a clamar
Com bravura sem temor , desprendimento
Aos mistérios e perigos aclarar

Aviação de reconhecimento
Da Pátria os olhos na guerra e na paz
És a primeira , como trincheira,
Contra o furor do inimigo sagaz

No roncar da primeira decolagem,
Deposita-se a esperança da vitória
Depende da volta das “aves de ferro”
A defesa , o triunfo e a glória
Em ação no teatro da guerra
De caráter assaz importante
Nem à morte , à defesa tem direito
Vale aqui o patriotismo estuante

Aviação de reconhecimento!
Da Pátria os olhos na guerra e na paz



TEXTO: Tenente Jornalista João Elias  |  WEBDESIGN: Seção Web - CECOMSAER