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NOTIMP - Noticiário da Imprensa
Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.








Até R$ 22 bi para reajustes


Executivo procura espaço no Orçamento de 2013 com o objetivo de contemplar servidores, que disputam recursos com incentivos à produção


JULIANA BRAGA


Diante da insistência dos servidores públicos, cuja greve provoca transtornos à população e impõe pesados custos ao setor produtivo, a presidente Dilma Rousseff deu ontem sinal positivo para que o Ministério do Planejamento reserve recursos para reajustes a uma parte do funcionalismo em 2013. No quadro mais conservador, a proposta orçamentária que será encaminhada ao Congresso até 31 de agosto terá R$ 14 bilhões para a correção de salários, já incluídos os R$ 7,1 bilhões ofertados a professores (R$ 4,2 bilhões) e técnicos administrativos de universidades (R$ 2,9 bilhões). No cenário mais otimista, a fatura chegará a R$ 22 bilhões, ainda muito longe dos R$ 92 bilhões que os servidores querem. O que pesa contra a maior generosidade do Palácio do Planalto são os incentivos fiscais que Dilma ainda quer conceder ao setor produtivo. "Estamos fechando as contas. Mas o importante é que a presidente já indicou até quanto poderemos dar de reajustes", disse um técnico do Planejamento.

A reserva de recursos foi definida na reunião da junta orçamentária, na última segunda-feira. Mas ainda dependia do aval da presidente Dilma. Foi por essa razão que o Ministério do Planejamento não apresentou nada de concreto nas últimas conversas com representantes dos servidores. O governo havia suspendido as negociações por duas semanas para fazer as contas. Com isso, criou muita expectativa no funcionalismo. Porém, a demora para encontrar verbas no Orçamento acabou provocando frustrações nos grevistas, que elevaram o tom contra o governo, a ponto de prenderem o secretário de Relações do Trabalho do Planejamento, Sérgio Mendonça, por várias horas em um sala de reuniões do ministério.

Está praticamente certo que uma parcela dos R$ 14 bilhões ou dos R$ 22 bilhões será destinada à correção dos salários do militares. "Há um compromisso da presidente em melhorar as remunerações na Forças Armadas. Ela não abre mão disso", afirmou um ministro do Correio. Também tendem a ser beneficiados, mesmo que num patamar abaixo do pedido pelos sindicatos, os 120 mil trabalhadores que compõem o chamado "carreirão". Eles estariam com os salários distorcidos. "Esse pessoal não pode ser ignorado", acrescentou. O certo, segundo o ministro, é que as propostas de reajustes sairão ainda nesta semana ou no máximo, no início da próxima.

Tratamento específico

As centrais sindicais estiveram no Palácio do Planalto na manhã de ontem em reunião com o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho. O encontro era para apresentar o plano de concessões anunciado pela presidente Dilma, mas a greve dos servidores dominou a conversa. O ministro disse que novas propostas devem ser apresentadas nos próximos dias. "Ele deu informação de que o governo terá uma proposta para o funcionalismo. Cada carreira vai ter um tratamento. Ele acha que já é um avanço. Mas não deu mais nenhuma informação, porque não tem nenhuma autorização. É o Planejamento (quem negocia)", relatou o presidente da Força Sindical, Miguel Torres.

 

Explosões sob controle?


Entra em vigor em novembro portaria do Exército que fixa regras mais rígidas para quem fabrica, comercializa, transporta ou usa dinamite. Meta é acabar com roubos do produto


Paula Sarapu


A onda de explosões a caixas eletrônicos que assusta principalmente Minas Gerais, São Paulo e Paraná fez o Exército baixar uma portaria endurecendo as exigências às indústrias, mineradoras, pedreiras e empresas que armazenam explosivos. Por causa da facilidade que permite até a menores conseguir dinamite, a partir de novembro todos os depósitos deverão apresentar um rígido esquema de segurança, cumprindo determinações como a instalação de câmeras de monitoramento, plano detalhado de transporte para esse tipo de carga e até o uso de cães, quando for o caso. A iniciativa do Exército é uma tentativa de diminuir o número de explosões de caixas eletrônicos, uma vez que a polícia não tem conseguido êxito no combate a esse tipo de crime.

No primeiro semestre, de acordo com dados da Divisão de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército, a produção de explosivos chegou a 21.175 toneladas em todo o país. Em Minas, onde a Polícia Civil investiga 169 ataques a caixas eletrônicos com uso de dinamites até 1° de agosto, as empresas compraram 3.715 toneladas de explosivos, quase 15% do total, neste mesmo período. É uma quantidade expressiva de dinamite, o que preocupa as autoridades da área de segurança.

Minas tem 997 empresas autorizadas pelo Exército a armazenar, usar, produzir ou comercializar produtos controlados. Segundo o Comando militar da 4ª região, responsável pelo estado – exceto Triângulo Mineiro –, elas são fiscalizadas a cada dois anos para a renovação do certificado de registro. Quando há irregularidades na documentação ou depósito de explosivos de maneira inadequada ou pouco segura, a empresa é autuada e multada com valores de R$ 500 a R$ 2.500, quantia referente à pré-interdição. O registro pode ser cassado na última instância, cancelando o direto da empresa de usar e guardar explosivos.

De acordo com a nova portaria, o plano de segurança deve ser assinado por um responsável técnico. Até então, somente a empresa, como pessoa jurídica, era responsabilizada. As normas anteriores já previam pelo menos um vigilante e preservação de limites e distâncias de segurança para edificações, ferrovias, rodovias e outros depósitos, mas a nova regra obriga a instalação de um sistema eletrônico de monitoramento capaz de captar e gravar imagens de toda movimentação de pessoal na área de manuseio de material explosivo.

Exige, ainda, a definição de procedimentos de revista pessoal na entrada e saída desses galpões; instalação de alarmes e meios de comunicação por rede fixa, celular ou rádio com uma empresa de segurança ou órgão de segurança pública; e apresentação de um croqui com a localização das barreiras, cercas e muros. No plano de transporte, o Exército quer a especificação dos trajetos e rotas utilizadas, a quantidade de paradas, horários previstos, pessoal envolvido no deslocamento da carga explosiva e, em alguns casos, até rastreamento do veículo por satélite e escolta. O plano de segurança tem validade de um ano e deve ser seguido sob pena de pagamento de multa e cassação do certificado de registro.

Legislação alterada

A portaria altera a legislação de 2000 e foi publicada pelo Comando do Exército em Brasília em 10 de maio. As empresas e indústrias têm 180 dias para se adequar, prazo que se encerra na primeira quinzena de novembro. A partir de então, o 4° Comando militar seguirá um cronograma de fiscalização nas empresas mineiras, exigindo o cumprimento da medida. Para as fábricas, a mudança está na comercialização de explosivos 100% rastreáveis, com chip ou código de barras, permitindo que se possa identificar a origem do material em caso de furtos, roubos e desvios.

De acordo com o coronel Wilton Lopes, do Centro de Comunicação Social do Exército em Brasília, a legislação é atualizada de acordo com os anseios da sociedade. "A portaria se adapta à realidade nacional e às questões que preocupam a sociedade. Nesse caso tem a ver com os reflexos nas explosões de caixas eletrônicos. A ideia é ter um controle mais efetivo nas pedreiras, mineradoras e fábricas, rastreando os explosivos e tornando mais difícil o desvio desse material", explica o oficial.

 

O cerco à indústria brasileira de defesa


Na contramão da tendência mundial, o Brasil desnacionaliza sua indústria bélica


Mauro Santayana


As forças militares brasileiras só dispõem de munições para uma hora de resistência, segundo declarou o general Maynard Santa Rosa a O Globo. No caso de uma situação de guerra, dependeríamos de um grande esforço diplomático, a fim de ganhar tempo e mobilizar a nação às pressas para a defesa do território. É certo que uma ocupação militar do Brasil por força invasora é quase impossível, e que teríamos condições de expulsá-la depois de imensos sacrifícios da população civil. Mas, nos restaria a destruição de nossos centros industriais mais importantes.

Guerra quer dizer tecnologia. Desde o arco e a flecha — invenção que surgiu, segundo os antropólogos, com o neolítico — os países mais poderosos são aqueles na vanguarda da produção de armamentos. Preservar a paz é preparar-se para a guerra, conforme a constatação dos romanos. Quer pela nossa índole, quer por desídia, ou por confiança na sorte, o Brasil talvez seja, relativamente, o país mais indefeso do mundo.

O país procura investir na sua defesa, mas está muito moroso e comete um erro crasso, o de não produzir seus próprios armamentos e petrechos de combate. Estamos desnacionalizando o pouco de indústria bélica de que dispomos, com a entrada maciça de empresas estrangeiras (entre elas, e de forma agressiva, as de Israel) no parque industrial brasileiro, mediante a aquisição de firmas nacionais ou de sua associação com nossos empreendedores.

No mundo inteiro, quem comanda a produção de armamentos – direta ou indiretamente — é o Estado. No Brasil, um bom caminho é a criação da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul), vinculada ao Ministério da Defesa. Aprovada pelo Congresso, a estatal foi criada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff, com o objetivo, entre outros, de construir o primeiro submarino movido a energia nuclear feito pelo Brasil, em sociedade com os franceses.

A cada ano, devido à Amazônia e ao Pré-sal, entre outras razões, cresce a importância de a nação aumentar — como acontece na Europa com complexos industriais militares como a Eads, a Navantia e a Finmecannica — a participação direta do Estado na indústria brasileira de defesa. Outra meta deve ser a de se buscar um maior grau de conteúdo nacional nas encomendas contratadas junto a empresas estrangeiras.

Posse da tecnologia

Não se pode admitir — como ocorre com a projetada fabricação de 2 mil blindados ligeiros Guarani pela Iveco, no município mineiro de Sete Lagoas — que apenas 60% das peças utilizadas sejam fabricadas no Brasil. Em caso de conflito, ou mera ameaça de confronto entre o Brasil e qualquer país da Otan (Europa e Estados Unidos), a produção desses tanques seria descontinuada e não teríamos como substituir o material perdido em combate. É de se recordar o exemplo da Argentina, que ficou literalmente a ver navios — nesse, caso, britânicos — na Guerra das Malvinas.

Por outro lado, há um verdadeiro cerco dos países geopoliticamente identificados como ocidentais à indústria bélica brasileira. Todas as nossas empresas que desenvolveram tecnologia militar nos últimos anos tiveram o seu controle adquirido por grupos internacionais recentemente.

Com isso, essas multinacionais se apossaram do conhecimento desenvolvido por técnicos e engenheiros brasileiros. Agora podem decidir a seu bel-prazer, seguindo a orientação estratégica dos governos de seus países, até que limite essas empresas — que antes pertenciam a empresários brasileiros — poderão ir, no desenvolvimento de novas tecnologias bélicas.

A Aeroeletrônica, empresa brasileira que há mais de duas décadas se dedica ao projeto, desenvolvimento, fabricação, manutenção e suporte logístico de produtos eletrônicos para veículos aéreos, marítimos e terrestres é um exemplo. Ela, que forneceu sistemas de aviônica para o Tucano 27 e o Super Tucano, da Embraer, e para o caça ítalo-brasileiro AMX, foi adquirida, em 2001, pela Elbit, empresa israelense criada, em 1967, sob o estímulo do Ministério da Defesa de Israel.

A Ares - Aeroespacial e Defesa foi outra a ter o seu controle adquirido pela Elbit, no final de 2010, quando foi rebatizada como AEL Sistemas. Ela desenvolvia a Remax, uma estação de arma estabilizada servo-controlada, para metralhadoras, destinada a equipar os blindados Guarani dos quais falamos. Outros de seus produtos são os colimadores, indicadores visuais de rampa de aproximação, sistemas óticos de pontaria para tiro indireto de morteiros, sistemas de lançamento de torpedos, e foguetes de chaff, para defesa de navios.

Com sua desnacionalização, o Remax, desenvolvido inicialmente por técnicos do CTEX, foi substituído pelo UT30BR, e o contrato para o equipamento dos blindados Guarani com essas torretas automatizadas de armamento, no valor de mais de R$ 400 milhões, foi repassado para os israelenses.

Apenas três meses depois, em janeiro de 2011, Israel dava mais um passo na sua estratégia de penetração na indústria bélica brasileira, com a compra da Periscópio Equipamentos Optrônicos S.A, especializada na área de defesa e sinalização aeroportuária.

Lucro assegurado

O que causa revolta no observador mais atento é o fato de que o retorno do baixo investimento feito por multinacionais estrangeiras para a compra dessas empresas, da ordem de algumas dezenas de milhões de reais, é líquido e certo.

O lucro, várias vezes maior do que os investimentos, é assegurado por encomendas já contratadas pela Marinha, Exército e Força Aérea. Em muitos casos, nossas forças armadas já desenvolviam sistemas em parceria com estas empresas que estão sendo desnacionalizadas quando ainda estavam sob controle acionário local.

Empurrada pelas aquisições, a estratégia israelense no Brasil está indo de vento em popa. Em março de 2011, a AEL, controlada pela Elbit, criou com a Embraer uma nova empresa, a Harpia, que fabrica os Vants, veículos aéreos não tripulados para vigilância e ataque, do tipo utilizado pelos israelenses nos territórios palestinos e pelos norte-americanos no Paquistão e no Afeganistão.

Outra empresa israelense, a IAL (Israel Aircraft Industries), fabricante do míssil Rafael, fornece os aviões-robôs do mesmo tipo (que os Vants) para o sistema de vigilância de fronteiras da Polícia Federal. Esses veículos telecomandados poderiam ser desenvolvidos no Brasil, onde já existem empresas incipientes formadas por universitários para atuar nesse segmento da tecnologia aérea.

Assim, seja na área de blindados, na de aviônica, de optoeletrônica, como é o caso de periscópios, ou de aviões robóticos não tripulados, os israelenses — e, por meio deles, também seus aliados norte-americanos — podem monitorar, confortavelmente, da mesa de diretoria dessas empresas, cada passo que o Brasil dê nessas áreas.

Radares e helicópteros, e, agora, submarinos, são o campo de caça dos franceses, que completaram, em setembro de 2011, com o Grupo Thales, a aquisição, iniciada em 2006, de 100% do controle da brasileira Omnisys, empresa especializada no desenvolvimento e fabricação de radares de longo alcance, sediada em São José dos Campos.

Encomendas de US$ 7 bilhões

Em alguns casos a fabricação de armamentos é feita — sem subterfúgios ou hipocrisia — por empresas diretamente controladas por governos estrangeiros. Esse é o caso da DNCS (Direction des Constructions Navales), que tem 75% de suas ações nas mãos do governo francês. Ela se “associou” à Odebrecht para construir, em Itajaí, no Rio de Janeiro, quatro submarinos da classe Scorpéne e mais o casco do futuro submarino nuclear brasileiro — encomendados pela bagatela de 7 bilhões de dólares.

O mais perto que já cheguei de um submersível foi quando li 20 mil léguas submarinas, de Júlio Verne. Mas, como disse Arquimedes, referindo-se à alavanca, “deem-me um ponto de apoio e moverei o céu e a terra”. Se derem a qualquer governo de um país, com um mínimo de planejamento, 7 bilhões de dólares, ele certamente construirá bela fábrica de submarinos, desde que haja tempo para contratar as pessoas certas — aqui e no estrangeiro — e adquirir os componentes adequados, sem precisar dividir o controle desse ativo estratégico com ninguém.

Com uma parcela desse dinheiro, o Brasil poderia montar uma completa universidade naval, formando centenas de engenheiros especialistas na construção de belonaves, entre elas, submarinos, por ano, no lugar dos 26 brasileiros que passaram alguns meses na França, em uma escola de submergíveis, por conta do acordo. Por aí se pode ver que os especialistas brasileiros formados no âmbito desse contrato milionário — negociado pelo então Ministro da Defesa Nelson Jobim — cabem todos em um micro-ônibus. Rezemos para que não aconteça um acidente.

Considerando-se que o Brasil ficou anos sem investir um centavo em armamentos, e que teve a sua indústria bélica desmantelada durante a tragédia neoliberal dos anos 1990, devido á ojeriza a qualquer coisa que se aproximasse de uma política industrial decente, compreende-se que o governo Lula esteve, nessa área, movido por boas intenções.

Processo persistente

Ocorre que a pressa não justifica a adoção de certo tipo de acordos, por parte do Brasil, principalmente quando se sabe que alguns contratos, como os assinados com os franceses, na área dos submarinos, ou com os italianos da Iveco, para a fabricação de blindados — com projeto do Exército Brasileiro — têm uma duração de 20 anos.

A Helibras, única fábrica latino-americana de helicópteros, é controlada, em mais de 75%, pela Eurocopter francesa. Esta, por sua vez, pertence em 100% à Eads, consórcio europeu que conta com a participação, direta e indireta, dos governos franceses, alemão e espanhol.

Como muitos grupos de defesa multinacionais que funcionam no Brasil, a Helibras tem sido também irrigada com milionários contratos pelas Forças Armadas. É o caso da encomenda de 50 helicópteros pesados, destinados às três forças, apesar do conteúdo nacional de seus produtos ser baixo e de a maior parte dos lucros seguir todos os anos para a Europa.

É fácil ver que o avanço dos franceses — assim como o dos outros países geopoliticamente classificados como “ocidentais” — sobre a indústria nacional de armamento é um processo duradouro, organizado e persistente.

No dia 12 de junho de 2012, há menos de dois meses, portanto, a Optovac Mecânica Optoeletrônica Ltda, especializada em equipamentos de optrônica e visão noturna, parte de um seleto grupo de pequenas e médias empresas inovadoras, assim classificadas pelo Ministério da Defesa, foi também comprada — sem qualquer oposição — pela Sagen francesa, do grupo Safran, controlado em mais de 30% pelo governo daquele país.

Navios patrulha ingleses

Os ingleses, naturalmente, não poderiam ficar de fora do processo da tomada de controle de nossas empresas de defesa e das encomendas do governo. A British Aeroespace, ou BAE Systems, acaba de fornecer três navios de patrulha oceânica para a Marinha, por quase R$ 400 milhões, em uma compra de “oportunidade”. Eles estavam antes destinadas a Trinidad e Tobago. No final de 2011, essa empresa também assinou contrato — depois do necessário nihil obstat do governo norte-americano — para modernizar um primeiro lote de 150 veículos blindados sobre lagartas, o M-113, utilizados em transporte de tropas, avaliados em 43 milhões de dólares. O valor pode aumentar proporcionalmente, caso o processo se estenda para toda a frota brasileira desse tipo de veículos, que chega a 350 blindados.

Na área aeroespacial, a BAE inglesa foi selecionada para fornecer os sistemas de controle eletrônico de voo do novo jato militar de transporte KC-390 da Embraer. Agora, como informam meios especializados, busca “parcerias estratégicas” para participar das licitações do Sisfron (Sistema Integrado de Fronteiras) e do Sisgaaz (Sistema de Monitoramento da Amazônia Azul), avaliados em 15 bilhões de dólares.

Poderíamos falar aqui também dos planos e manobras da Finmeccanica, italiana, ou da Navantia, espanhola, no Brasil, ambas com participação acionária de seus respectivos governos.

Tratamento diferenciado

É preferível, no entanto, lembrar a diferença entre o tratamento que damos aos grupos estrangeiros de defesa — aqui representados, às vezes, por pessoal da reserva de nossas forças armadas que já serviu no exterior — e aquele que recebem as nossas empresas quando tentam penetrar no mercado de algum país do Hemisfério Norte.

Nos países ditos capitalistas e de suposto “livre mercado”, a compra de armamentos e a propriedade empresas fabricantes de material bélico costumam ser tratados como assuntos estratégicos e de segurança nacional.

Na Europa, para comprar um projétil que seja, procura-se, primeiro, uma empresa local. Depois, se por uma questão de preço ou de escala, a encomenda tiver de ser feita a uma empresa estrangeira, busca-se a que tenha participação acionária de algum grupo do país comprador. Em último caso, procura-se empresa que pertença a um dos enormes complexos militares controlados diretamente por governos europeus, como é o caso da Eads.

Os Estados Unidos são ainda mais curtos — e grossos — nesse aspecto. Para vender qualquer arma ao governo dos Estados Unidos ou às suas Forças Armadas, a empresa estrangeira terá que estar instalada em seu território, onde obrigatoriamente deverá produzir a encomenda e estar associada “minoritariamente” a uma empresa diretamente controlada por capitais norte-americanos.

Devido a essa postura — que deveríamos praticar aqui há muito tempo, se mais não fosse por uma questão de isonomia — a mera hipótese da entrada de uma empresa brasileira de tecnologia de defesa naquele mercado, como fornecedora das Forças Armadas norte-americanas, mesmo que cumprindo rigorosamente todos os requisitos a que nos referimos, acaba se transformando em uma questão nacional.

Licitação anulada

Foi o que descobriram os executivos da Embraer no ano passado. Após se associarem à norte-americana Sierra Nevada Corporation e vencerem uma licitação de menos de 400 milhões de dólares para o fornecimento de 20 aviões ligeiros Super Tucano a serem utilizados no Afeganistão, viram a concorrência ser anulada.

Uma campanha movida no país, com apoio de congressistas republicanos, pela Hawker Beechcraft, que teve seu avião desclassificado por problemas técnicos, levou a Força Aérea norte-americana a anular a concorrência conquistada pela Embraer. Isso, apesar do compromisso de a fabricação do avião ser em território norte-americano e de a maior parte das peças das aeronaves serem produzidas pelos Estados Unidos ou pelos seus parceiros do Nafta.

Podemos imaginar o que não ocorreria no Brasil — e o escândalo que não fariam certos veículos de comunicação — caso ocorresse o mesmo por aqui e um contrato de fornecimento de armamento norte-americano para nossas forças armadas fosse bloqueado no Congresso, devido ao pedido de uma empresa concorrente de capital 100% nacional.

Estratégia definida

A estratégia dos Estados Unidos e da Europa Ocidental, com relação ao Brasil, está cada vez mais clara:

— Impedir o desenvolvimento de tecnologia nacional própria, com a compra de qualquer empresa que procurar desenvolvê-la;

— Associar-se à empresa que não se puder comprar, oferecendo cooperação no desenvolvimento da tecnologia, com o intuito aparente de ajudar o país a queimar etapas. Na verdade, tenta-se impedir qualquer avanço à sua revelia, sem vigilância ou participação;

— Impedir que o dinheiro gasto com o reaparelhamento das Forças Armadas chegue às mãos de empresas sob controle nacional, evitando ainda que esse dinheiro seja investido em avanços de caráter tecnológico que coloquem em risco a hegemonia de suas empresas no mercado brasileiro e no exterior;

— Cooptar, com associações ou contratos de representação e de lobby, pessoal da reserva das forças armadas, principalmente ex-adidos militares brasileiros no exterior, para vender, como uma coisa ideologicamente natural, a associação do Brasil com empresas ocidentais para a produção de armamento, de forma a impedir que a nação recorra a outras opções;

— Impedir a reunião, coordenada, de pequenas empresas brasileiras de grande potencial tecnológico, em grandes consórcios industriais militares de inspiração ou controle público, como os que existem no Ocidente, como a Lockheed Martin, ou a própria Eads;

— Diminuir, via participação na maioria dos contratos, a realização de associação entre empresas brasileiras de defesa de qualquer porte e empresas não ocidentais, como as existentes nos países Brics. Se não puder impedir a cooperação entre uma empresa brasileira de defesa e uma congênere do Brics, estar presente acionariamente ou como participante do projeto, do lado brasileiro, para “controlar” essa aproximação;

— Estabelecer, coordenadamente, via supervisão dos métodos de produção e administração, e aplicando baixos índices de conteúdo nacional, um alto grau de dependência da indústria nacional de defesa com relação aos seus “parceiros” e controladores ocidentais. Isto permitirá futura paralisação das linhas de montagem dos armamentos em nosso país, em caso de conflito ou de potencial conflito, entre o Brasil e esses países;

Legislação perversa

Ao enfrentar uma situação absurda e desastrosa, com a criminosa aprovação, no governo Fernando Henrique Cardoso, de emenda constitucional que transformou, para todos os efeitos, em “brasileira” qualquer empresa instalada no Brasil — mesmo que controlada por capitais públicos ou privados estrangeiros — a presidente Dilma tenta fazer o que pode, na área de defesa, embora não tenha conseguido impedir que o processo de desnacionalização chegasse ao ponto que chegou.

Temos uma legislação perversa, que faz com que o país, do ponto de vista da defesa do capital nacional, tenha que subir ao ringue com as duas mãos atadas. Somos obrigados a concorrer com empresas que contam com descarado apoio — direto e indireto — dos governos de seus países de origem.

As agências “reguladoras” nacionais, incluindo o Cade, não fazem nenhuma distinção entre empresas de capital nacional ou estrangeiro, até mesmo quando grandes grupos autenticamente nacionais tentam se expandir, via aquisições, no mercado internacional.

Superavit com a Venezuela

Além disso, o Brasil precisa ainda enfrentar a oposição de seus inimigos internos.

Nesse sentido, a pior herança que nos deixaram os anos 1990, foi toda uma geração de presumidos formadores de opinião que insistem em ser mais realistas que o rei, e mais neoliberais do que os executivos de Wall Street, na defesa do entreguismo e da capitulação da nação.

Isso em um mundo em que os países que mais intervêm na economia são justamente os que mais crescem, como é o caso da China; ou em que os países mais poderosos são justamente os mais nacionalistas, como é o caso da própria China, dos Estados Unidos, da Alemanha e do Japão.

É nesse Brasil absurdo que alguns industriais defendem a elite paraguaia, que só nos manda armas e drogas e o mais maciço e rasteiro contrabando. É essa mesma gente que insiste em estreitar a “parceria” com os Estados Unidos — com quem temos mais de 5 bilhões de dólares de prejuízo no comércio exterior — enquanto ataca duramente a entrada da Venezuela — que nos compra quase 5 bilhões de dólares em alimentos e manufaturados com um superávit brasileiro de mais de 3 bilhões e 200 milhões de dólares — no Mercosul.

O pior é que ninguém pergunta aos milhares de trabalhadores, empreendedores, pecuaristas, agricultores e empresários brasileiros que produziram e venderam esses 7 bilhões de reais aos venezuelanos em 2011 o que eles pensam sobre o assunto.

Voltando à questão do cerco ocidental à indústria bélica, a entrada do BNDES no capital da Avibras, no final do governo Lula, ao permitir que essa empresa honrasse a entrega de importante pedido ao governo da Malásia, e a encomenda de um sistema Astros 2020 para os fuzileiros navais, apontam para a direção correta.

A criação da Amazul (Amazônia Azul Tecnologias e Defesa) para cuidar da produção do propulsor nuclear que irá equipar o futuro submarino nuclear brasileiro, também foi um passo fundamental para a independência do Brasil na área de defesa. Isso, embora já se organize a resistência de conhecidos grupos a fim de sabotar a empresa.

A Amazul, estatal que não pode ser vendida a nenhum grupo estrangeiro, representará — se houver decisão política nesse sentido por parte do governo — um divisor de águas na política brasileira de defesa.

Importância das parcerias

Ela poderá ser — e o Brasil precisa disso — a primeira de grandes empresas cem por cento nacionais, destinadas à produção de armamento. E se transformar no embrião de um grande estaleiro estatal, acoplado a uma importante escola de engenharia naval, para a Marinha, além de constituir exemplo para a criação de uma empresa desse porte também para a força terrestre.

Com complexos industriais desse nível, o Brasil estaria pronto para estabelecer parcerias com as grandes empresas estatais dos países Brics, para desenvolver, ainda nas próximas décadas, toda uma nova geração de armamentos.

A cooperação de empresas brasileiras como a que está em curso entre a Mectron e a Denel sul-africana para a construção de um míssil A-Darter pode quebrar um pouco da antipatia que ainda existe com relação à cooperação com a Rússia, a Índia e a China, os outros Brics, no desenvolvimento de material de defesa.

Não se trata de recusar a tecnologia ocidental, mas sim de impedir que se tome de assalto o nosso sistema de produção de armamentos. Além disso, a subordinação do Brasil às empresas norte-americanas, europeias e israelenses nos fechará o mercado de boa parte do mundo — como os próprios países árabes — que não são simpáticos a Israel ou aos Estados Unidos. Ou os próprios Brics, com quem teremos que cooperar, caso não queiramos colocar os nossos ovos — ou nossas empresas de armamento — em uma só cesta.

Incentivos à indústria nacional

Não podemos correr o risco de ficar desarmados e inermes frente a eventuais inimigos, por cooperar só com um lado do mundo, e com empresas que estão todas, política e corporativamente, ligadas entre si, até do ponto de vista acionário.

O governo federal está preparando novas medidas para a área bélica, que incluem maiores incentivos fiscais e de crédito para empresas que estejam sob baixo controle teoricamente brasileiro.

Com a aprovação, em março, da Lei 12.958, grupos que atuam na área de infraestrutura e construção civil, como a Odebrecht (já associada à Eads), OAS, Engevix, Queiroz Galvão, Camargo Correa e Synergy, além da própria Embraer, terão vantagens tributárias e condições especiais de crédito para participar de licitações na área de defesa.

O problema é que todos esses grupos estão negociando a participação de empresas estrangeiras, todas dos Estados Unidos ou da Europa, na composição dessas novas empresas, em troca de “tecnologia”.

Estamos partindo do pressuposto de que a única maneira de ter acesso à tecnologia na indústria bélica mundial é a de nos associamos a um parceiro mais forte, e, ainda por cima, estrangeiro.

Essa é uma premissa falsa, para não usar palavra mais forte. Com dinheiro e decisão política, qualquer um vai atrás da tecnologia. Pesquisa, planifica, copia projetos e contrata especialistas entre os milhares de engenheiros e cientistas estrangeiros que estão desempregados em razão da crise na Europa e nos Estados Unidos.

Ou se associa, em igualdade de condições, a países que desenvolveram de forma autônoma a sua própria indústria de defesa, como a China e a Rússia, sem depender de associações desse tipo com os países ocidentais.

No entanto, no lugar de aproveitar a janela de oportunidade aberta pela crise para nos apropriarmos de pessoal especializado e da tecnologia que está disponível lá fora, sem abrirmos mão de controlar, sozinhos, uma área que é estratégica para o país, o que estamos fazendo — e com financiamento público e benefícios fiscais — é aprofundar a nossa dependência a esse projeto geopolítico “ocidental”.

Comprometemos o futuro de nosso povo, e, graças às emendas constitucionais de FHC, pagamos pela vassalagem. Isso já se fez nas telecomunicações, quando se usou o dinheiro do BNDES para a expansão e o fortalecimento, em nosso território de empresas estrangeiras — “associadas” ou não a grupos nacionais — que não têm e nunca terão o menor compromisso estratégico com o Brasil.

Como lembra a fábula de Jean de La Fontaine — ou a joint venture do porco com a galinha para vender ovos com bacon — não existe pacto possível entre lobos e cordeiros. Na associação de uma construtora brasileira com um grande grupo multinacional de defesa, com eventual participação estatal, ou golden share, do governo de seu país de origem, não seremos nós os lobos e eles os cordeiros.

Essas joint ventures, se vierem a ocorrer, para o fornecimento — sem garantia de 100% de conteúdo nacional e de 100% de controle brasileiro — de armamentos que levam décadas para ser desenvolvidos e produzidos, equivalerão à entrega e capitulação de nossa indústria bélica, agora e no futuro, à Europa e aos Estados Unidos. O governo Dilma Rousseff, por pressão, pressa ou ingenuidade, poderá vir a ser responsabilizado perante a História se prosseguir nesse caminho.

Serão necessárias medidas corajosas como as que levaram à queda dos juros. Crédito e condições fiscais especiais, em áreas estratégicas, dentro de projeto nacional de independência, poderão ser destinadas apenas a empresas que tenham 100% de capital nacional, com cláusulas que assegurem a intervenção soberana do governo e impeçam a sua venda e controle — como já ocorreu no passado e continua agora — por capitais estrangeiros.

Tecnologia compra-se lá fora, quando existe dinheiro, sem ser preciso entregar uma única ação aos concorrentes. Além disso, a presença de empresas da Europa e dos Estados Unidos na composição acionária das futuras “superbélicas nacionais” irá impedir que essas empresas possam comprar tecnologia dos nossos parceiros nos Brics — como a Rússia, a China e a Índia — caso não haja interesse de países como a França ou a Itália em fornecê-la.

É preciso romper o cerco ocidental à indústria brasileira de defesa. Estamos assinando acordos que equivalem a entregar a alma ao diabo. A nossa indústria bélica deve nos defender. O exemplo do que houve com a Argentina, no caso das Malvinas, basta.

 

Para Exército, ocupar Alemão é mais difícil que guerra e missão no Haiti


Ação no Rio foi maior a dentro do país; somos preparados para a guerra. Centro em SP prepara militares para segurança pública e greves policiais.


Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo


Durante a ocupação do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, militares atuaram durante 19 meses como polícia dentro do próprio país. A necessidade de enfrentar um inimigo sem farda, de lidar com manifestações populares e de ser sensível aos problemas sociais da região fez o Exército perceber que é preciso investir na preparação da tropa.

Nos últimos anos, os militares têm sido cada vez mais empregados na Garantia da Lei e da Ordem (GLO), como a Constituição denomina a atuação das Forças Armadas em casos graves de segurança pública.

O G1 publica, ao longo da semana, uma série de reportagens sobre a situação do Exército brasileiro quatro anos após o lançamento da Estratégia Nacional de Defesa (END), decreto assinado pelo ex-presidente Lula que prevê o reequipamento das Forças Armadas. Foram ouvidos oficiais e praças das mais diversas patentes - da ativa e da reserva -, além de historiadores, professores e especialistas em segurança e defesa. O balanço mostra o que está previsto e o que já foi feito em relação a fronteiras, defesa cibernética, artilharia antiaérea, proteção da Amazônia, defesa de estruturas estratégicas, ações de segurança pública, desenvolvimento de mísseis, atuação em missões de paz, ações antiterrorismo, entre outros pontos considerados fundamentais pelos militares.

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Sargentos e oficiais recebem treinamento de uma semana para ação em favelas (Foto: Tahiane Stochero/G1)

A formação dos soldados para esse tipo de ação - com técnicas, armas e doutrina bem diferentes do treinamento pesado que normalmente recebem para uma batalha - é um dos pontos-chave da Estratégia Nacional de Defesa.

“Somos Exército, treinados e preparados para a guerra. Precisamos atuar em operações de policiamento ostensivo e coisas do gênero quando convocados, é uma das nossas missões constitucionais. Mas, mesmo nestes momentos, não podemos perder a nossa característica intrínseca de Exército. Não somos polícia”, diz o coronel Vladimir Schubert Ferreira, que chefiou durante seis meses as tropas no Complexo do Alemão.

O coronel comanda o Centro de Instrução de Operações de GLO, localizado em Campinas (SP), que prepara combatentes para ações como a ocupação de morros no Rio de Janeiro ou durante greves das policiais Civil e Militar, uma atuação que vem cada vez mais aumentando.

Entre o final de 2011 e o início de 2012, o Exército foi convocado para manter a ordem em pelo menos seis Estados, devido a situações de caos na segurança e de greves nas polícias. Todos os aprendizados obtidos foram incorporados aos treinamentos, segundo o oficial.

O G1 acompanhou um treinamento em que militares simularam a invasão de uma casa para cumprir mandados de busca e apreensão de drogas e para prender criminosos em missão de segurança pública.

Nos últimos dois anos, militares foram colocados nas ruas durante greve das polícias no Nordeste (Bahia, Rondônia, Tocantins, Ceará e Maranhão). Além disso, operações conjuntas com a Marinha e a Aeronáutica estão sendo feitas a cada mês em áreas de fronteiras.

No Rio de Janeiro, a Operação Arcanjo, como o Exército denominou o cerco no Alemão, empregou 1.800 soldados para ocupar uma área de 10 quilômetros quadrados, com cerca de 400 mil pessoas. Foi o maior emprego interno de força militar desde que a prática foi autorizada pela Constituição de 1988 e regulamentada por uma portaria ministerial em 2001. Em 7 de julho desse ano, o Exército entregou oficialmente a segurança da comunidade ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

A previsão é que o uso militar interno do Exército aumente: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que cinco Estados, entre os quais o Rio de Janeiro, já pediram apoio militar durante as eleições municipais de outubro deste ano.

Sucateado, Exército não teria como responder a guerra, dizem generais

Em transformação, Exército planeja estar totalmente equipado em 10 anosMilitar na fronteira vive com comida racionada e luz por apenas 9 horasExército quer novas armas antiaéreas até Copa 2014 para sanar ponto fraco Exército corta aula de guerra antiga e foca terrorismo e conflito em cidades. Ao G1, militares admitiram terem enfrentado mais dificuldade para trabalhar dentro do país do que no Haiti, onde o Exército comanda uma missão de pacificação e manutenção da ordem a serviço da ONU desde 2004.

“Esta ação no Rio nos trouxe muito aprendizado, principalmente por lidar com o tráfico de drogas", diz o general Tomás Paiva, que comandou a Força de Pacificação no Alemão e na Penha, no Rio, e foi subcomandante do batalhão brasileiro na missão de paz no Haiti em 2007.

"Diferentemente do Haiti, onde esse fator não interfere na vida cotidiana das pessoas, nas favelas do Rio o tráfico pode manipular e usar a população para seus objetivos e contra nós. É uma atividade, um negócio lucrativo, que eles querem continuar”, acrescenta o general Tomás.

“A maior dificuldade que temos aqui é de atuar contra brasileiros. É diferente das outras operações militares típicas, onde temos um inimigo físico definido, de uniforme. No confronto urbano, nós não podemos ver o inimigo do outro lado. O traficante, o ladrão e os suspeitos estão no meio do povo”, explica o coronel Vladimir Schubert Ferreira.

“Os criminosos usam a população para impor medo. Aqui dentro, no nosso país, as regras de engajamento (espécie de manual com as regras das ações militares) são mais rígidas. Respondemos por qualquer disparo feito. Já no Haiti, as regra da ONU são mais flexíveis”, acrescenta o coronel.

Emprego militar dentro do país

O professor e historiador militar Geraldo Cavanhari, criador do centro de estudos estratégicos da Unicamp, critica o aumento do emprego militar no interior do país.

“O Exército não pode arcar com o compromisso que não lhe cabe, de ficar correndo atrás de bandido em morro. Ele pode e deve colaborar com os meios que possui, mas a diferença é muito grande. Militar tem uma visão diferente, de ordem e planejamento. Ninguém faz nada sem dar satisfação”, explica.

No confronto urbano, nós não podemos ver o inimigo do outro lado. O traficante, o ladrão e os suspeitos estão no meio do povo”Vladimir Schubert Ferreira,
coronel que chefiou tropas no AlemãoFoi o coronel Mário Sérgio, na época comandante-geral da PM do Rio, que pediu a ajuda do Exército para manter a ordem no Alemão, devido à falta de policiais no estado para manter a ocupação. “A missão do Exército seguramente foi cumprida", defende.

“O Exército fez um trabalho importantíssimo para manter a tranquilidade pública lá. Penso que o benefício foi duplo. A população ganhou em poder ficar em paz e ainda gozar de convívio próximo com o seu Exército, enquanto que os militares agregaram conhecimentos novos”, acrescenta o ex-comandante. “Mesmo o Exército não tendo tido uma atuação na esfera policial ‘desmanteladora’ de esquemas sutis criminosos que existem lá, já que seu aparelhamento não é para isso, foi pleno de sucesso na manutenção da paz social”, afirma o oficial.

Diferenças de atuação e dificuldades

Há diferenças entre segurança pública e Garantia da Lei e da Ordem. A primeira é responsabilidade dos estados, através da atuação das polícias Civil e Militar. A segunda é determinada pelo presidente da República, que convoca as Forças Armadas em casos extraordinários, quando, por exemplo, há pedido de um estado que enfrenta problemas de violência. Os militares, nesse caso, recebem poder de polícia – para revistar e prender suspeitos – em um espaço e período previamente estipulados.

No Rio, os militares enfrentaram dificuldades. A população fez protestos contra abusos de autoridade, tortura e excessos de disparos e do uso de gás lacrimogêneo. Houve confrontos entre as tropas e os moradores, que reclamavam da imposição pelos militares de toques de recolher durante festas noturnas na comunidade. “Tivemos dificuldade em ações de controle da população”, diz o coronel Vladimir.

“Eu senti mais dificuldade de atuar no Rio de Janeiro do que no Haiti. Porém, a ação aqui foi mais gratificante, pois eu vi o resultado ali, no rosto da nossa população. Eu estava fazendo algo pelo meu país”, diz o capitão Leandro Leite. Ele esteve no Haiti em 2010, logo depois do terremoto que matou 300 mil pessoas, ainda como tenente, e comandou uma companhia de 100 homens no Alemão, no primeiro semestre de 2012.

“O militar tem um pouco de dificuldade para o policiamento. É um emprego diferente. Você pode usar esse tipo de recurso em situações esporádicas. A atitude de um policial é diferente da atitude de um soldado. Somos treinados para combater”, define.

O general Tomás Paiva aponta outra diferença: nas patrulhas, o soldado do Exército nunca fica sozinho – sempre há um sargento com experiência. “Os policiais têm o conhecimento do dia a dia, sabem identificar o bandido.”

No Alemão, segundo ele, criminosos usavam mulheres e crianças para transportar armas e drogas buscando burlar o monitoramento. “Passamos então a empregar soldados femininas no nosso grupo. Elas tinham facilidade para conversar com mulheres, idosos e crianças. Conseguiam boas informações”, relembra.

O Exército também cometeu erros no Rio. Em outubro de 2011, um cabo foi ferido por um tiro acidental na cabeça, disparado pela própria arma. Meses antes, em janeiro, outro soldado morreu em um posto de observação instalado em uma das estações do teleférico. Inquérito Policial Militar concluiu, um mês depois, que ele tinha sido atingido por um disparo acidental, feito por um colega de farda.

“Pode haver casos de excesso de uso da força, disparos acidentais, que são apurados. Mas o índice de acertos foi superior ao de erros. Há situações em que a população reclama. A PM também enfrenta isso”, diz o comandante do centro de instrução de GLO.

Centro prepara militares

Todos os sargentos e oficiais que trabalharam no Alemão e nas greves das polícias receberam treinamento de uma semana em Campinas (SP). De volta a suas unidades, eles passaram as instruções aos soldados. A preparação inclui instrução de lutas, uso de armas não letais (sprays, bombas de gás e luz, espingarda com bala de borracha), técnicas de patrulhamento, blitz, abordagem, revista e entrada em residências para cumprir mandados de busca e apreensão. “Temos condições de preparar a tropa para empregar em qualquer lugar e a qualquer hora, seja em uma ação em São Paulo ou em qualquer estado do país”, afirma o coronel Vladimir.

Pode haver casos de excesso de uso da força, disparos acidentais, que são apurados. Mas o índice de acertos foi superior ao de erros"Vladimir Schubert Ferreira,
coronel que chefiou tropas no Alemão“Uma das coisas que percebemos no Alemão é que, em muitas ocasiões, ao usarmos gás, ele acaba se dispersando e atingindo pessoas não envolvidas, entrando em casas e prejudicando a população", diz o coronel.

"Estamos trabalhando para desenvolver novos tipos de munição não letal, para podermos, eventualmente, atirar de uma distância menor, minimizando o impacto, adequando-se à atuação em favelas. A maior preocupação é respeitar a população e evitar os danos colaterais (como os militares chamam civis mortos ou feridos em operações)”, explica ele.

Entre os aprendizados incorporados, segundo Vladimir, está a necessidade de trabalhar integrado com a comunidade através das mídias sociais. "Recebemos fotos e denúncias em tempo real sobre as chateações dos moradores e sobre reuniões dos criminosos", exemplifica.

Criado em 2005, o centro de GLO é pequeno: tem capacidade para 42 alunos e deve ser ampliado para a construção de uma cidade cenográfica no próximo ano. No local, as tropas simularão incursões em áreas urbanas e terão mais espaço para táticas de tiro. “O exército está entrando de corpo e alma nisso”, admite o comandante do centro.

 

Polícia prende dois militares da Aeronáutica acusados de roubo a pedestres no Gama


Na delegacia a dupla confessou a autoria de outros quatro crimes


Gustavo Frasão, do R7, com a TV Record Brasília


A polícia prendeu na noite desta terça-feira (14) dois militares da Aeronáutica acusados de assaltos a pedestres no Gama, região administrativa do DF.

Os soldados Diego Nunes Mendes de Sousa e Danilo Celestino dos Santos foram levados para a 14ª DP (Gama) e reconhecidos por uma mulher, que foi vítima da dupla.

Ela contou para a polícia que foi assaltada pelos dois na porta de casa e que eles fugiram levando a bolsa, celular, documentos e dinheiro.

Em depoimento, os dois confessaram o crime e assumiram a autoria de outros quatro roubos, cometidos na mesma noite nas ruas da cidade.

Os dois usavam um carro emprestado por um colega, que ainda está sendo investigado pela polícia, saíam às ruas, abordavam as vítimas, cometiam os assaltos e depois fugiam.

Um menor de 16 anos também foi apreendido, suspeito de participar dos assaltos. Os soldados foram levados para uma cela especial do quartel, escoltados por um carro da Aeronáutica.

Agora eles vão responder a um inquérito policial militar e podem ser expulsos da corporação. O menor foi levado para a DCA (Delegacia da Criança e do Adolescente).

 

Perícia da Aeronáutica encontra urubu em avião que fez pouso forçado


Monomotor ainda não foi retirado do canavial


Juliana Ferreira, do R7 MG


Peritos da Aeronáutica periciaram o avião que fez um pouso forçado no distrito de Cafemirim, em Tarumirim, no Vale do Rio Doce, na tarde de terça-feira (14). O urubu que teria causado o acidente foi encontrado por militares dentro do monomotor.

A aeronave passava por um canavial, onde funciona uma usina de compostagem, quando o piloto foi surpeendido pela ave. Segundo moradores, a presença desses pássaros é comum no local.

O monomotor continua no canavial e deve retirado pela empresa responsável.

O pouso de emergência aconteceu depois que um urubu quebrou o vidro da cabine do avião e feriu o rosto do piloto, Brás Ângelo Cremasco, de 53 anos, que sofreu um ferimento no supercílio. A aeronave havia decolado em Nova Venécia, no Espírito Santo, e ia para Caratinga, em Minas.

 

Embraer mostra jato de US$ 53 mi emprestado à Presidência


Karina Craveiro


 A EImagemmbraer apresentou pela primeira vez no Brasil, nesta quarta-feira, na feira de aviação Labace 2012, em São Paulo, o seu avião executivo mais caro, avaliado em US$ 53 milhões. Trata-se do Lineage 1000, um modelo de luxo de longa distância, feito a partir da plataforma do Embraer 190 - que já faz parte da frota de companhias como a Azul Linhas Aéreas. O modelo não é novo, está pronto desde 2009, mas é a primeira vez que a fabricante o expõe em um evento comercial no Brasil. Atualmente, um igual a ele está à disposição da Presidência da República, substituindo um Embraer 190 que está em manutenção.

» Saiba como é feito o avião brasileiro de US$ 50 milhões

O jato executivo tem capacidade para até 19 passageiros, sem contar com a tripulação, e autonomia máxima de cerca de 8 mil km - o que equivale a um trecho entre as cidades de São Paulo e Lisboa, em Portugal. Desde o seu lançamento, em 2009, já foram entregues 12 unidade do Lineage, para clientes do Oriente Médio e China.

No Brasil, a Embraer ainda ainda não comercializou nenhuma unidade, mas enxerga um mercado em potencial, já que o País é o segundo que mais compra jatos executivos atualmente, e o terceiro no mundo em frota desse tipo de avião, com cerca de 720 jatos, atrás do México, com 770 unidades, e Estados Unidos, com 11 mil unidades.

O Lineage 1000 em posse da Presidência, desde o final do ano passado, é usado pelo governo para viagens pela América Latina e possui a configuração clássica, composta por cinco áreas distintas de cabine com espaço para sala de jantar, sala de estar, sala de reuniões e até um quarto com cama de casal. Entre os confortos do avião "super-luxo" estão conexão com internet e monitores de 42 polegadas.

A Embraer não revela quantos modelos do jato pretende comercializar no País, mas tem como público alvo empresas de grande porte. Em média, um Lineage 1000 demora até seis meses para ser fabricado, dependendo de sua configuração. 

 

CORREIO DO ESTADO (MS)


Militares interceptam 11 voos clandestinos na Operação Ágata

Forças Armadas prosseguem com policiamento especial para combater crimes transfronteiriços

THIAGO GOMES

ImagemMilitares participantes da Operação Ágata V, que hoje completa uma semana desde o seu lançamento oficial, na quarta-feira da semana passada, fizeram nesse período 11 interceptações de voos clandestinos, a partir de sua área de atuação, com um monitoramento que se estende de Chuí (RS) até Corumbá, totalizando 3,9 mil quilômetros de fronteira. Em decorrência de suas linhas fronteiriças com a Bolívia e Paraguai, dois grandes centros produtores da cocaína e maconha que chegam ou passam pelo Brasil, o espaço aéreo da região tem recebido atenção especial por parte de órgãos de defesa.

Ao mesmo tempo em que mobiliza perto de 10 mil homens do Exército e da Marinha, em coordenação com órgãos federais, estaduais e municipais, essa quinta edição da Ágata, como uma atividade do Ministério da Defesa, também está movimentando aviões, helicópteros e aeronaves remotamente pilotadas (ARP), também conhecidas como veículos aéreos não tripulados (VANT).

As aeronaves da Força Aérea estão atuando a partir das cidades de Campo Grande, Dourados, Maringá (PR), Cascavel (PR), Santa Maria (RS) e Santa Rosa (RS). O quartel-general da FAB na Ágata V está na Base Aérea de Canoas (RS).

Segundo balanço divulgado em Campo Grande, pelo Comando Militar do Oeste (CMO), desde o início da operação o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) registrou 11 interceptações aéreas. Esse trabalho vem sendo executado por caças leves Super Tucano, o A-29, inclusive os do Esquadrão Flecha, da Base Aérea de Campo Grande.

ImagemNo período, ainda conforme o CMO, ocorreram 26 reconhecimentos eletrônicos por aeronaves. As interceptações muitas vezes referem- se a aviões sem planos de voo, pilotos particulares sem orientação, vítimas de pane nos equipamentos de bordo, ou mesmo aeronaves a serviço do tráfico. Uma vez interceptados, os aviões devem pousar imediatamente. Mantido o silêncio e a desobediência quanto a ordem de pouso, são adotados procedimentos que podem chegar ao abate a tiros do avião interceptado. O Super Tucano A 29, que faz as interceptações, leva metralhadoras ponto 50 e até 1,5 tonelada de bombas, foguetes e mísseis.

RESULTADOS

Na primeira semana da Ágata V, forças militares apreenderam mais de seis toneladas de drogas, ao mesmo tempo em que também apreenderam 11,7 toneladas de explosivos, nove mil metros de cordel detonante e 315 espoletas. Os explosivos têm sido largamente usados em arrombamentos de caixas eletrônicos bancários. Duas das etapas anteriores da Operação Ágata incluíram Mato Grosso do Sul e o sul do País: as fases II e III, no ano passado. As demais, I e IV, foram realizadas na Região Norte.

A quinta etapa trouxe como novidade a fiscalização em torno da venda e circulação clandestinas de explosivos. O Ministério da Defesa está empregando perto de 10 mil militares e civis, diversas viaturas e embarcações. Está sendo realizada inspeção naval na calha dos rios e também bloqueio e controle de estradas e vias urbanas; patrulhamento terrestre ostensivo juntamente com órgãos de segurança pública; reconhecimento especializado de fronteira; revista de pessoas, embarcações, aeronaves e instalações; operação de busca e apreensão; reconhecimento e transporte aéreo, bem como interceptação de aeronaves suspeitas.
 

O VALE (S. J. dos Campos-SP)


Oficial da FAB é preso por uso de documento falso

Prisão aconteceu na Rodovia Presidente Dutra em Lavrinhas no final da tarde de ontem após blitz da Polícia Rodoviária Federal

A Polícia Rodoviária Federal prendeu em flagrante um capitão da aeronáutica no final da tarde de ontem na Rodovia Presidente Dutra, na altura do km 18 em Lavrinhas, por uso de documento falso. Segundo a PRF, após uma blitz, o oficial da aeronáutica forneceu aos policiais uma CNH falsa.

Em uma vistoria no automóvel, foram localizados cinco simulacros de armas de fogo, sendo 3 metralhadoras, 1 fuzil e 1 lança granada.

O homem de 31 anos identificou-se como capitão da FAB e afirmou que as armas eram de pressão e que havia adquirido há algum tempo para participar de um treinamento.

Além das armas de brinquedo, foram localizados ainda R$70 mil no banco do motorista e R$4.440 no console central do veículo.

De acordo com a PRF, o oficial foi indagado sobre a origem do dinheiro e o homem informou que havia emprestado para uma pessoa de São Paulo, prática costumeiramente realizada por ele.

O homem foi encaminhado à Polícia Federal de Cruzeiro, onde foi preso em flagrante por uso de documento falso. Posteriormente, ele foi encaminhado para a base da FAB em Guaratinguetá pela Polícia da Aeronáutica.

O dinheiro e as armas passarão por perícia técnica.

Confira na íntegra a nota emitida pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica:

O Centro de Comunicação Social da Aeronáutica informa que no final da tarde de terça-feira (14), em ação de fiscalização rodoviária, um militar da FAB foi abordado pelo Grupo de Patrulhamento Tático (GPT), na Rodovia Presidente Dutra. Após apurar indícios de falsificação da Carteira Nacional de Habilitação, ele foi encaminhado à Polícia Federal de Cruzeiro, que o conduziu para organização militar da Aeronáutica, em Guaratinguetá, onde permanece preso à disposição da Justiça.

 

O Comando da Aeronáutica colabora com a investigação conduzida pela autoridade policial federal.

 

 

CANADA FREE PRESS


Brazil fighting its own border war, says security expert

Jim Kouri Wednes

Last week, Brazil began reinforcing its southern borders with about 9,000 more military troops as the fifth part of its war on criminal gangs, according to a U.S. security official who monitors South American organized crime.

The security source told the Law Enforcement Examiner that the border reinforcements are part of Operation Agatha 5, which the Brazilian government initiated on July 6 on their country’s borders with Argentina, Paraguay and Uruguay.

The deployment of troops is aimed at actively assisting Brazil’s border security officers who are outgunned and out-manned by the crime groups that include drug cartels, the source said.
Also involved in what’s expected to be a month-long operation are the Brazilian Air Force and Navy, who will use attack helicopters, jet fighters, patrol boats and high-tech equipment, he added.

Agatha 5’s ultimate goal is to significantly reduce criminal activity such as drug trafficking, human trafficking and illegal mining, according to Defense Minister Celso Amorim, who is scheduled to visit southern Brazil Wednesday to inspect the operation in person, according to the Brazilian news media.

Amorim said Brazil’s neighbors were informed of the operation in advance and invited to send observers, the news report said.

Brazilian authorities claim they’ve seized close to 3 tons of illicit drugs, along with 300 boats used by traffickers. They also claim to have confiscated 60 firearms and other weapons.

“Unlike the United States government, who send troops to its troubled borders to answer phones and shuffle paper, the Brazilian troops are taking an active role in protecting their nation’s borders and combating those who violate their laws,” said Police Lieutenant Thomas Spandell, a narcotic enforcement expert.

 

PORTAL IG


Sem proposta, agentes da PF prometem "quinta-feira negra" em aeroportos

Reunião entre governo e policiais frustou a categoria, que deve fazer operação-padrão em aeroportos nesta quinta-feira. Na última semana, voos atrasaram e filas irritaram passageiros

O governo não apresentou proposta às reivindicações da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) nesta quarta-feira . Os agentes da PF estão parados desde o início da semana passada e pedem reajuste salarial de 30%, reestruturação da carreira e o afastamento do diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra.

O Ministério do Planejamento marcou nova reunião com a Fenapef para a próxima terça-feira, quando deverá apresentar alguma proposta. O resultado frustrou a categoria, segundo o presidente da Fenapef, Marcos Winck. "Haverá uma quinta-feira feira negra", prometeu. Na última semana, também na quinta-feira, ações dos policiais federais resultaram em atrasos em voos e filas de passageiros .

Os agentes deverão realizar operação-padrão na quinta-feira e na sexta-feira em portos, aeroportos e postos de fronteira. Os horários e como será feita a operação chamada de "Blackout" deve ser definida pelos sindicatos estaduais. Em São Paulo, a operação-padrão começará a partir das 16h30, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Já no Rio Grande do Sul, a fiscalização reforçada no aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, começará às 6h. As associações da Paraíba, Brasília, Goiás e outros Estados também prometem ações para toda a quinta-feira.

O sindicato também resolveu pressionar o Ministério da Justiça por uma "posição" diante da greve. Winck relatou que um representante do Ministério da Justiça, Marcelo Veiga, assessor especial do ministro José Eduardo Cardozo, esteve no encontro com a Fenapef no Ministério do Planejamento, mas não se pronunciou sobre as reivindicações dos policiais.

O governo seguiu com os policiais o mesmo roteiro usado em outros encontros nesta semana. Duas categorias receberam na terça-feira a mesma negativa. Apenas a reunião com os técnicos-administrativos de universidades federais deve ter um desfecho, que dependerá de um acordo em relação ao reajuste salarial de 15,7% oferecido pelo governo para ser concedido em três anos.

* Com Valor Online