NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


NOTIMP 027/2018 - 27/01/2018

Publicado: 27/01/2018 - 08:49h
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Derrota da Boeing nos EUA deverá acelerar negociação com a Embraer


Igor Gielow Publicado Em 26/01 - 18h28

Principal concorrente da Embraer, a canadense Bombardier teve uma importante vitória comercial em disputa com a Boeing nos Estados Unidos. O resultado deverá acelerar as negociações para a associação entre a fabricante brasileira e a americana.

A agência federal americana que regula regras de importação do país derrubou uma taxa de 292% que o governo Donald Trump havia imposto em dezembro sobre aviões da linha CSeries, modelo regional da Bombardier. O aparelho é o principal competidor da linha E2, da Embraer. Ambos são integrantes da nova geração de aeronaves dessa categoria.

A Boeing havia feito uma queixa após sua rival europeia, a Airbus, comprar o controle da linha CSeries da Bombardier em outubro. Alegava que um dos modelos da CSeries competia diretamente com versões novas do Boeing-737, mas que seria vendido a preços baixos por ser muito subsidiado.

O governo canadense chegou a ser sócio da linha de produção, algo inédito no mundo. A empresa aérea americana Delta havia encomendado 75 aviões do modelo nessas condições em 2016.

Trump, fiel ao protecionismo que advoga, comprou a briga e determinou a sobretaxa, que visa compensar os subsídios maciços. Agora, a agência chamada Comissão de Comércio Internacional dos EUA derrubou a medida de forma unânime, por quatro votos a zero. Foi uma derrota do conceito "América Primeiro" preconizado por Trump.

Em sua argumentação, a Bombardier disse que seu produto não é um competidor direto do avião da Boeing. Tentou provar seu ponto pedindo que a agência analisasse no mesmo caso os maiores modelos da nova linha de aeronaves regionais da Embraer, o que não ocorreu. Mas sua posição venceu ao fim.

A empresa canadense disse que a decisão foi "uma vitória da inovação". A Boeing, por sua vez, se disse "desapontada". Havia expectativa por sua vitória, já que a agência não é teoricamente imparcial, como a Organização Mundial do Comércio.

Com isso, as negociações para a associação da Embraer com a Boeing deverão ser aceleradas para fazer frente à previsível demanda pelos aviões da CSeries nos EUA.

Os interesses se cruzam nesse caso. A Boeing não tem um aparelho regional para ofertar e enfrentar a Airbus, e a Embraer não tem a estrutura de vendas da gigante europeia. Além disso, chineses, russos e japoneses estão entrando no setor, acirrando a competição.

A CSeries e a E2 são o futuro do nicho de aparelhos para de 70 e 130 passageiros, dominado hoje pela atual geração de jatos regionais da Embraer (46% das vendas mundiais). A Bombardier tem, por sua vez, 34%. As duas empresas têm longo histórico de contenciosos, com vantagem para a brasileira, em fóruns internacionais.

O governo brasileiro, que possui poder de veto nos negócios da Embraer como herança de seu processo de privatização, rejeita a venda do controle para os americanos.

Está sendo estudada uma associação, que tem arestas sendo trabalhadas sobre composição acionária e questões de soberania de programas militares.

A disputa entre Boeing e Bombardier evidencia como governos atuam nesse mercado e teve outras consequências. A premiê britânica, Theresa May, queixou-se a Trump que 4.000 empregos que a Bombardier mantém numa fábrica na Irlanda do Norte estavam ameaçados. Além disso, a disputa fez com que o governo canadense suspendesse a negociação para adquirir 18 unidades novas de caças F/A-18, fabricados pela Boeing.

 

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Boeing faz ofensiva para garantir apoio do governo em acordo com Embraer

Executivos da fabricante americana circularam ontem por Brasília e Rio para tentar acelerar operação; entre sinalizações estão a garantia de autonomia da Embraer em projeto de caças com a Saab e a criação de um polo de produção de componentes no País

Eliane Cantanhêde E Fernando Nakagawa Publicado Em 26/01 - 05h00

BRASÍLIA - O governo brasileiro recebeu três sinalizações da Boeing no processo de negociação com a Embraer: garantia da autonomia à parceria entre Saab e Embraer na produção dos caças Gripen; transformação do Brasil em um novo polo de produção de componentes dos aviões Boeing fora dos Estados Unidos; e manutenção, como exigem as autoridades brasileiras, do poder de veto do governo na empresa de São José dos Campos (SP).

Os esclarecimentos tentam captar o apoio do governo e diminuir preventivamente a resistência que poderá surgir nos setores políticos, na opinião pública e eventualmente no Judiciário, num momento em que o Palácio do Planalto e área econômica já enfrentam batalhas pela reforma da Previdência e pela pulverização das ações da Eletrobrás – que o governo se recusa a chamar de privatização.

A intenção da Boeing é acelerar conversas, principalmente nos ministérios da Defesa e da Fazenda e no BNDES, para evitar que as negociações se estendam até o início oficial da campanha eleitoral. A empresa americana não quer virar alvo dos palanques, para não reavivar o imbróglio do FX-2, programa de renovação dos caças da FAB vencido pela sueca Saab em detrimento da Boeing e da francesa Dassault.

Nesta quinta-feira, 25, a presidente da Boeing para a América Latina, Donna Hrinak, ex-embaixadora dos EUA no Brasil, circulou por Brasília, enquanto quatro representantes da empresa faziam reuniões no BNDES, no Rio, para esclarecer que serão protegidos interesses do Brasil em temas como a transferência de tecnologia na parceria Saab-Embraer para produção dos caça Gripen no Brasil, alvo de questionamento dos parceiros suecos (leia mais abaixo).

A mensagem é que a Boeing concorda com a blindagem do projeto Gripen, que permaneceria autônomo mesmo com eventual negócio entre as duas empresas. Um dos argumentos para a autonomia do projeto Gripen é que Boeing e Saab têm parceria desde 2013, nos EUA, no desenvolvimento e fabricação do T-X – avião para treinos militares – e que o projeto não gerou conflito entre as empresas.

A empresa também sinalizou que aceita manter o poder de veto do governo brasileiro – por meio da chamada golden share – sobre o futuro dos negócios da empresa brasileira. Não está totalmente claro em que termos, já que o desenho do negócio entre Embraer e Boeing ainda está no início e nem chegou à cúpula política do governo.

Peças. Para angariar apoio às negociações, houve indicação de que, se a transação for fechada, o Brasil poderá ser o quarto polo de produção de componentes da Boeing, ao lado de Austrália, Canadá e Reino Unido. A inclusão do Brasil abriria horizontes para a indústria aeroespacial brasileira, que atualmente passa pela conclusão de três ciclos: desenvolvimento do KC-390 na área de defesa, lançamento da segunda família de jatos de médio porte E-Jets e maturidade da linha de jatos executivos Legacy.

Os americanos defendem que engenheiros e técnicos que trabalham nesses projetos poderiam atuar em projetos da Boeing – que, segundo fontes, tem enfrentado envelhecimento do corpo técnico.

Procurada, a Boeing não respondeu até o fechamento da edição. A Embraer não se pronunciou. A Saab não comentou as negociações, mas a assessoria frisou que a empresa não tem intenção de cancelar qualquer cooperação com o Brasil.

Pontos em debate

Poder de veto

O governo brasileiro tem hoje uma ‘golden share’, tipo de ação que permite o poder de veto em certas de decisões da companhia; a Boeing está oferecendo a manutenção desse poder, em especial no que se refere ao segmento de defesa.

Polo de componentes

Atualmente, a Boeing tem três polos de componentes fora dos EUA – na Austrália, no Reino Unido e no Canadá. O Brasil se tornaria o quarto centro de produção de peças para a americana; engenheiros brasileiros poderiam começar a participar de projetos globais da Boeing.

Acordo com a Saab

O acordo de produção de caças com a Saab continuaria a correr em paralelo ao negócio com a Boeing; a sueca, que venceu a concorrência para renovar a frota da defesa brasileira, comprometeu-se com a transferência de tecnologia para o Brasil.

 

Ministério da Segurança Pública pode inaugurar gestão integrada


Magne Cristine Cabral Da Silva* Publicado Em 26/01 - 05h33

Em recente entrevista, o presidente Michel Temer afirmou que planeja criar o Ministério da Segurança Pública, como forma de imprimir uma marca no último ano de seu mandato. A medida, que para alguns soa como marketing político, pode ser o alicerce da gestão integrada da segurança pública no País.

A segurança pública apresenta-se como um dos maiores desafios para o poder público no Brasil. A violência e a criminalidade deixaram um saldo de 61.283 homicídios em 2016, o maior número já registrado no país, segundo o ‘Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2017’. Esse número é superior ao de vítimas de países em guerra e coloca o Brasil entre os 10 países mais inseguros do mundo, segundo o Índice de Progresso Social (IPS/2016).

A população carcerária brasileira atingiu 726.712 presos em 2016, sendo mais de 40% sem condenação. A taxa de ocupação nos presídios atinge 197,4%, segundo levantamento nacional de informações penitenciárias – Infopen 2017.

Os números não incluem os que se encontram em prisão domiciliar e os monitorados eletronicamente. Esses dados elevaram o Brasil para o terceiro lugar no ranking dos países que mais prendem no mundo, sem que isso tenha refletido em qualquer diminuição nos índices de criminalidade.

A média nacional de elucidação de homicídios varia de 5 a 8%, segundo estimativa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O arcaico inquérito policial, criado em 1871, burocratiza a investigação e impede a celeridade, fundamental para o êxito da investigação policial.

São raros os processos criminais que resultam de trabalhos de investigação. A maioria dos casos denunciados (53,7%) decorre de prisões em flagrante. A escassez de dados e estatísticas criminais dificulta o diagnóstico mais preciso, que pode revelar um cenário ainda mais caótico.

Os órgãos policiais, civis e militares, estaduais e federais, estão em geral sucateados, com instalações antigas, equipamentos obsoletos, armamentos e viaturas sem condições de uso.

O efetivo reduzido e a falta de políticas de recursos humanos faz do enfrentamento ao crime uma missão quase impossível, que tem deixado a polícia acuada e vitimado muitos policiais.

Relatório do Tribunal de Contas da União, divulgado em julho de 2016, confirmou a situação desoladora da segurança pública do Brasil, apontando a necessidade de definição de competências para cada ente da federação, de fontes de financiamento e da reestruturação do modelo de policiamento, para conferir ao Estado brasileiro as condições necessárias para enfrentar os problemas da violência e criminalidade.

O governo federal precisa assumir um papel de indutor de uma política integrada de segurança pública, diante de uma criminalidade cada vez mais aprimorada e crescente, em âmbito nacional e internacional, através de planos nacionais que possam reverter os resultados negativos da área.

A segurança pública na Constituição Federal

A Constituição Federal de 1988 pela primeira vez, incluiu em seu texto a segurança pública, trazendo importantes avanços na legitimação da atuação estatal na formulação e execução de políticas de segurança.

Quase 30 anos após a promulgação do texto constitucional, o modelo de segurança pública está muito aquém de garantir a efetiva proteção da sociedade e da cidadania e demanda por profundas reformas estruturais.

No título do texto constitucional que trata ‘Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas’, foi incluído o Capítulo II, que trata ‘Das Forças Armadas’ e o Capítulo III, ‘Da Segurança Pública’, primordialmente dedicados à matéria de defesa da ordem e segurança pública, no âmbito externo e interno, respectivamente. Contudo, enquanto as forças armadas compõem o Ministério da Defesa, a segurança Pública está sob a administração federal e estadual, sem unidade de gestão nacional.

O Ministério da Justiça recentemente foi renomeado, pela Lei nº 13.502/2017, para incluir a expressão “segurança pública”, mas sua estrutura física, orçamentária e funcional não foi redimensionada.

Esse ministério possui em sua estrutura organizacional a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, mas não contempla a Polícia Ferroviária Federal, também de âmbito nacional, nem os demais órgãos policiais que compõem a segurança pública do País.

Polícia Federal e Rodoviária Federal estão estruturadas em meros departamentos, de mesmo nível hierárquico que o Gabinete do Ministro, Secretaria Nacional do Consumidor, Funai e Arquivo Nacional, dentre outros. Sem desmerecer a importância de tais órgãos, o arranjo organizacional não é condizente com a dimensão e complexidade dos órgãos de segurança pública previstos no texto constitucional.

Já as polícias civis e militares estão vinculadas às administrações dos governos estaduais, ora integrando uma mesma secretaria de segurança pública ou de defesa social, ora em secretarias diferentes, sem qualquer gestão federal. São diversas estruturas independentes, que raramente se relacionam ou compartilham informações criminais.

A ausência de leis nacionais que regulamentem as funções e a integração das polícias federais e estaduais, civis e militares, produz no Brasil um quadro de diversos ordenamentos para a solução de problemas similares de segurança. Os órgãos policiais estaduais possuem estrutura, legislação, quadro funcional e remuneração diferentes, assim como formas de atuação independentes, às vezes conflitantes entre si.

O Ministério da Segurança Pública

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, em virtude da atuação em diversas outras áreas de governo, não dispõe de estrutura física, orçamentária e funcional necessárias a uma gestão que contemple toda a complexidade e dinâmica da segurança pública, seus órgãos integrantes, com foco na realidade estadual e setorial ou nas deficiências de cada uma das áreas que a compõem.

A segurança pública carece de um modelo integrado, sistêmico e federativo de gestão, que contemple suas partes individuais e interdependentes, possibilitando uma melhor tomada de decisões. Este cenário precisa ser reavaliado de maneira ampla, analisando os diversos fatores e elementos internos e externos que influenciam no seu funcionamento. Isso será possível com a criação do Ministério da Segurança Pública.

É preciso um novo modelo de administração gerencial na segurança pública, com aplicação de mecanismos de accountability e de governança. Além disso, também é necessária uma série de reformas propostas por especialistas da área, como o ciclo completo de polícia, a desburocratização da investigação criminal, reestruturação do modelo de policiamento, a implantação da polícia comunitária, a reforma do Código Penal e de processo penal, dentre outras.

Como princípio constitucional da Administração Pública (art. 37), a eficiência, não por acaso, foi repetida no parágrafo 7º do art. 144, que trata da segurança pública, dispondo que “a lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades”. Mais do que nunca, é preciso buscar uma gestão eficiente, eficaz e efetiva, que implique otimização dos meios, alcance de resultados e o real atendimento dos anseios da sociedade.

A gestão integrada da segurança pública em um único ministério permitiria definir as competências de cada ente da federação e as fontes de financiamento, por meio de um pacto federativo, que possibilite investimentos nas estruturas físicas e logísticas das polícias e na melhoria da formação e treinamento profissional, conferindo as condições necessárias para o enfrentamento da criminalidade no país.

É essencial o intercâmbio de experiências, tecnologias e informações e a promoção de treinamento e capacitação dos profissionais de segurança pública, fomentando a articulação de ações multidisciplinares entre os entes federados, de forma a desenvolver planos e estratégias de atuação conjunta para o combate à criminalidade interestadual.

Para enfrentar esse rol de desafios, é fundamental que o titular da pasta possua capacidade e experiência na área de segurança e administração pública, sem estar contaminado com a atual estrutura, nem com posturas classistas e corporativistas, resistente às mudanças que se fazem necessárias para promover as melhorias que a população espera, em área tão sensível.

A criação do Ministério da Segurança Pública pode se tornar a decisão política mais estratégica do governo nos últimos anos, pelo potencial de fomentar a implantação de um novo modelo de segurança no Brasil, baseado na efetiva cidadania, garantia e respeito aos direitos humanos para toda a sociedade, com redução das alarmantes estatísticas criminais.

*Magne Cristine Cabral da Silva – Advogada, pós-graduada em Direito Público, especialista em Execução de Políticas de Segurança Pública, bacharel em Direito e Administração de Empresas. É escrivã da Polícia Federal aposentada, diretora de Comunicação da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). Diretora da Ordem dos Policiais do Brasil (OPB) e Diretora do Instituto Federal de Fiscalização (IFF). Tutora em ensino à distância da Academia Nacional de Polícia Federal.

 

Brasil quer proteger 900 mil quilômetros quadrados de oceano

Novas unidades de conservação ao redor de arquipélagos elevarão cobertura de áreas protegidas no mar brasileiro de 1,5% para 25%

Herton Escobar Publicado Em 26/01 - 03h00

SÃO PEDRO E SÃO PAULO - O Brasil está prestes a criar duas gigantescas áreas de proteção marinha, centradas nos dois pontos mais distantes de sua fronteira oceânica: o Arquipélago de São Pedro e São Paulo e a Cadeia Vitória-Trindade. Juntas, elas deverão proteger uma área do tamanho do Estado de Mato Grosso, com 900 mil quilômetros quadrados de mar aberto.

Apesar do isolamento geográfico, as ilhas sofrem com impactos da pesca, poluição e mineração. Tratam-se de ambientes únicos, com formações geológicas diferenciadas e repletos de espécies endêmicas, que não existem em nenhum outro lugar do mundo.

Com a medida, o País garantirá com dois anos de antecedência o cumprimento da chamada Meta de Aichi, um compromisso internacional que demanda a proteção de ao menos 10% do território marinho de todas as nações até 2020. Hoje, essa cobertura no Brasil é de apenas 1,5%. Com as novas áreas protegidas, saltará para 25%.

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“É uma mudança de escala nos nossos esforços de proteção marinha”, disse ao Estado o secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, José Pedro de Oliveira Costa. “O mundo está se voltando para o mar, e nós queremos nos voltar também”, destacou, citando iniciativas semelhantes por parte de países como Chile, Inglaterra e México.

As propostas foram abertas para consulta pública nesta semana, no site do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), como exige a lei. Audiências públicas estão marcadas para o início de fevereiro, no Recife (PE) e em Vitória (ES); e a expectativa é de que as unidades sejam criadas já em março. “Está tudo muito bem encaminhado”, garante Costa. A proposta tem apoio do Ministério da Defesa e da Marinha, que possui bases de operação nos dois locais.
Rochedo

O Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP) é um afloramento de rochas nuas que se erguem do assoalho marinho a mais de mil quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte, 630 km além de Fernando de Noronha.

A Marinha mantém uma pequena base na ilha principal desde 1998, como forma de garantir a soberania do País sobre o território. A proposta é transformar toda a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do arquipélago em uma Área de Proteção Ambiental (APA), de 430 mil km², na qual a pesca e outras atividades terão de obedecer a regras de sustentabilidade. Uma área mais próxima às ilhas, de 140 km², que já é APA, seria reclassificada como Monumento Natural (Mona), com regras mais rígidas de proteção - incluindo a proibição da pesca.

“A área do arquipélago é muito pequena, então qualquer pesca lá pode ter um impacto enorme no ecossistema todo”, diz o pesquisador Ronaldo Francini Filho, da Universidade Federal da Paraíba.

Cordilheira

A Cadeia Vitória-Trindade (CVT) é uma cordilheira de ilhas e montes submarinos que se estende por mais de mil quilômetros desde a costa do Espírito Santo até a Ilha da Trindade e o Arquipélago Martin Vaz. Nesse caso, há três propostas na mesa, todas incluindo a criação de uma grande APA redonda, de 472 mil km², centrada na Ilha da Trindade, mais uma ou duas áreas protegidas menores, classificadas como Monumento Natural, ao redor de ilhas e montes específicos.

“Nosso foco é no topo dos montes submarinos, que são os ambientes mais sensíveis e de maior biodiversidade”, diz o pesquisador Hudson Pinheiro, da Academia de Ciências da Califórnia, que elaborou um diagnóstico da proposta para o ICMBio. “São ecossistemas únicos, que precisam ser protegidos.”

 

Bombardier vence disputa comercial nos EUA

Comissão de Comércio rejeitou acusação da Boeing de que empresa canadense teria recebido subsídio para operar

Reuters E Dow Jones Newswires Publicado Em 27/01 - 05h00

A canadense Bombardier venceu ontem uma disputa comercial contra a norte-americana Boeing, depois de uma agência reguladora dos Estados Unidos rejeitar o pedido de aplicar tarifas maiores sobre as vendas do jato CSeries, da Bombardier, a empresas aéreas dos Estados Unidos.

O caso se referia a uma aquisição feita pela Delta Airlines. Na esteira do resultado, as ações da Bombardier subiram 15% ontem, enquanto os papéis da Boeing tiveram ligeira queda.

A Comissão de Comércio Internacional dos EUA rejeitou, por unanimidade, os argumentos da Boeing. O órgão também descartou uma recomendação do Departamento de Comércio para cobrar um tarifa de quase 300% sobre as vendas de aeronaves com 110 a 130 assentos por cinco anos.

O polêmico caso também teria afetado a Embraer, maior rival da Bombardier no mercado de aeronaves de médio porte. A brasileira reiterou sua posição de que a Bombardier e suas aeronaves CSeries foram fortemente subsidiadas pelo governo canadense.

“Esses subsídios maciços não só permitiram que a Bombardier sobrevivesse, mas também que a empresa oferecesse suas aeronaves a preços artificialmente baixos, distorcendo todo o mercado global de aeronaves comerciais”, disse a Embraer, em comunicado.

Reação. A decisão surpreendeu parte do mercado. Esperava-se que a Comissão nos EUA decidisse a favor da Boeing. A Comissão não deu uma explicação para sua decisão.

Em comunicado, a Bombardier chamou a decisão de uma “vitória para a inovação, a concorrência e o estado de direito”, e uma vitória para as companhias aéreas dos Estados Unidos e para os passageiros.

A Boeing disse que estava decepcionada pelo fato de a comissão não reconhecer o prejuízo que a Boeing sofreu com os bilhões de dólares em subsídios ilegais que o Departamento de Comércio dos Estados Unidos detectou que foram repassados à Bombardier.

 

O valor da informação

Se o Facebook quer valorizar a informação e a democracia, deve começar a valorizar os veículos que, sabidamente, fazem disso sua razão de existir

Publicado Em 27/01 - 03h10

Em novembro, o Facebook anunciou ter ultrapassado a marca de 2 bilhões de usuários ativos por mês em todo o mundo. No Brasil, são cerca de 120 milhões de pessoas com acesso à rede social. Tal é a sua penetração na sociedade que aqueles que ousam declarar que “não estão no Facebook” são vistos praticamente como alienígenas ou, na melhor das hipóteses, com um certo olhar de estranhamento.

O gigantismo dos números e a presença massiva do Facebook na vida moderna dá a medida do processo de transformação por que passou a empresa, concebida como uma rede social voltada para um grupo restrito de universitários americanos e que agora é uma gigante plataforma global de interação entre pessoas e empresas. Esta onipresença traz resultado: o faturamento do Facebook com publicidade chegou a US$ 10,5 bilhões em 2017.

O número de usuários é precisamente o grande ativo do Facebook. Além de servir como uma singela “comunidade para aproximar pessoas”, como apregoa seu criador, Mark Zuckerberg, uma rede social que atrai para si quase um terço da população mundial tem uma audiência respeitável para oferecer àqueles dispostos a divulgar o que quer que seja: produtos, serviços, notícias.

Junto com os bilhões de dólares, a vitrine planetária também trouxe alguns dissabores. O Facebook está absorvido por uma onda de críticas à frouxidão de seus mecanismos de controle para impedir a disseminação de notícias falsas. O ápice da crise de confiança foi no ano passado, quando a empresa figurou no centro do debate político nos Estados Unidos por seu suposto papel na difusão das chamadas fake news que teriam influenciado a vitória de Donald Trump. O caso é investigado pelo FBI e por uma comissão especial do Congresso americano, que apuram o envolvimento do governo da Rússia na produção das tais notícias falsas.

Em comunicado divulgado recentemente, o Facebook reconheceu que “as redes sociais podem apresentar um risco à democracia ao permitir a divulgação de mentiras”. De fato, o combate à praga das fake news está no centro do debate a respeito da lisura das eleições em vários países democráticos. Assim foi na França, na Alemanha e nos Estados Unidos. No Brasil também já se fala na criação de uma força-tarefa com membros do TSE, da Polícia Federal e até mesmo das áreas de inteligência das Forças Armadas para evitar os danos à legitimidade das eleições de 2018.

Mas o fato é que a massificação do acesso às redes sociais torna virtualmente impossível impedir o tráfego de informações falsas que são divulgadas por meio delas. Não obstante a preocupação manifestada por grandes empresas como Facebook, Twitter e Google, e mesmo por governos, as medidas anunciadas transmitem tão somente uma falsa segurança acerca da sanidade do ambiente digital. Hoje, qualquer pessoa pode escrever qualquer coisa nas redes sociais e ter sua mensagem amplificada livremente por uma audiência que foge ao seu controle. Não por acaso, tornou-se comum ler a mensagem “não sei se é verdade, mas resolvi compartilhar” antes de vários textos supostamente “jornalísticos” que são compartilhados por meio das redes sociais e aplicativos de comunicação instantânea, como o WhatsApp.

Há poucos dias, o Facebook anunciou uma série de alterações nos algoritmos por trás de seu mural de notícias – a timeline – de modo a privilegiar o tráfego de postagens pessoais sobre aquelas produzidas por veículos de comunicação. Foi uma decisão no mínimo contraditória para uma empresa que se diz preocupada com a qualidade da informação e, em última análise, com a defesa da democracia. Ao restringir o tráfego de postagens de veículos de informação reconhecidos, o Facebook nada mais faz do que ampliar o espaço para a circulação de fake news.

Informação confiável requer investimentos em pessoas e meios. Confiança demanda tempo para ser conquistada. Se o Facebook quer valorizar a informação e a democracia, deve começar a valorizar os veículos que, sabidamente, fazem disso sua razão de existir.

 

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Programa do caça Gripen já está em andamento no Brasil


João José Oliveira Publicado Em 26/01 - 05h00

O contrato da Saab com o governo brasileiro para o desenvolvimento e produção de 36 caças Gripen em parceria com a Embraer, negócio assinado em outubro de 2014, está voando conforme o planejado e dentro do cronograma. O negócio estimado US$ 4,7 bilhões prevê entregas de 36 caças para a Força Aérea Brasileira entre 2019 e 2024.

O programa prevê a produção de 28 aviões de um assento, que serão produzidos na Suécia, e mais oito modelos de dois lugares, que serão fabricados no Brasil.

Em outubro, a Saab informou que já está selecionando o imóvel em São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, onde ficará a unidade industrial que fará aeroestruturas - como cone de cauda, freios aerodinâmicos, asas, fuselagem dianteira - para os aviões encomendados pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo a Saab, o recrutamento de 55 profissionais que atuarão neste local já começou.

Já o centro de desenvolvimento do Gripen e a montagem final dos modelos fabricados no Brasil serão localizados em Gavião Peixoto, interior paulista, onde funciona desde novembro de 2016 o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN).

O GDDN é o hub de desenvolvimento tecnológico do Gripen no Brasil para a Saab e a Embraer, junto às empresas e instituições parceiras. É lá, onde também funciona a unidade de Defesa & Segurança da Embraer, que engenheiros brasileiros e suecos já atuam em conjunto, como parte do programa de transferência de tecnologia entre Saab e Embraer.

Esse programa de transferência de tecnologia para o Brasil foi fundamental para a Saab vencer concorrentes, como a Boeing, e ganhar a concorrência do governo brasileiro na encomenda para renovar os caças militares.

O programa tem mais de50 projetos-chave, envolvendo quatro áreas de treinamento teórico; programas de pesquisa e tecnologia; treinamento on-the-job na Suécia; desenvolvimento e produção.

Dentro desse processo, até 2024, mais de 350 profissionais brasileiros, entre engenheiros, operadores, técnicos e pilotos das empresas parceiras da Saab e da Força Aérea Brasileira participarão de cursos e treinamento na Suécia.

Cerca de 160 engenheiros brasileiros de empresas parceiras já passaram por treinamentos. Segundo a Saab, desde o início do programa, a companhia já entregou "uma transferência substancial de tecnologia para parceiros brasileiros, como Embraer, AEL Sistemas, Akaer e Atech".

O Valor apurou que a Boeing demonstrou ao governo que não terá acesso ao projeto já em curso envolvendo a Saab e a Embraer.

 

Governo brasileiro garante preservar o acordo com Saab


Fabio Graner Publicado Em 26/01 - 05h00

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse ontem para os representes da fabricante sueca de aviões Saab que, se uma eventual parceria entre Boeing e Embraer vier a ser efetivada, "terão que ser feitas salvaguardas" para proteger a tecnologia que a Saab está transferindo para o Brasil, por meio dos caças Gripen.

Os suecos, que estavam acompanhados do embaixador do país no Brasil, Per-Arne Hjelborn, se reuniram com Jungmann e outros integrantes do ministério e do governo para pedir esclarecimentos sobre as negociações em curso entre a Embraer e a Boeing, concorrente americana da Saab no segmento de caças.

O tema, como admitiu o próprio presidente da companhia sueca,, causa "grande preocupação", mas com o encontro de ontem ele tentou se mostrar satisfeito e convencido que "aconteça o que acontecer" a parceria entre Brasil e Suécia e Saab e Embraer continuará. "Não tenho interesse em encerrar parceria com o Brasil, mas sim de aumentar a cooperação", disse.

Uma fonte informou que possíveis flancos para novas parcerias entre Suécia e Brasil podem se dar na indústria naval e na área de "optrônica", que envolve fibras óticas.

Buskhe ressaltou o fato de que a Saab é uma empresa tão estratégia para a Suécia quanto a Embraer para o Brasil. Por isso, em qualquer discussão que as afete os governos devem ser chamados a opinar. Ele lembrou ainda um episódio de ação na área naval no qual um contrato envolvendo um submarino teve que ser revogado porque o governo sueco considerou ser questão de soberania nacional e segurança.

Ele ressaltou que a empresa não só está satisfeita como gostaria de ampliar a parceria com o Brasil e a Embraer, que é o maior projeto da história da Suécia nessa área. Sobre as negociações da Boeing com a brasileira, Busckhe mencionou genericamente que não há necessariamente um "impedimento" para algum tipo de negócio entre elas.

A hipótese de compra da Embraer já foi descartada pelo governo brasileiro. A mensagem foi reforçada ontem por Jungmann, que deixou claro que não haverá transferência de controle acionário da Embraer para a Boeing e nem uma cisão entre a parte militar e comercial da brasileira.

Ele destacou que é interesse do Brasil manter a parceria de transferência de tecnologia com a Saab, garantiu que os ministérios da Defesa e da Fazenda prestarão aos suecos todos os esclarecimentos que eles julgarem necessário. E se comprometeu ainda a informar previamente à companhia sobre qualquer eventual avanço nas tratativas entre Boeing e Embraer.

O ministro ressaltou, contudo, que depois das propostas iniciais da Boeing, ainda não houve novas iniciativas por parte dos americanos. O governo brasileiro aceita algum tipo de parceria entre as duas empresas, desde que não haja qualquer risco de perda de independência da Embraer.

O secretário de acompanhamento fiscal, energia e loterias do ministério da Fazenda, Mansueto de Almeida, que também participou da reunião com a Saab, ressaltou que as conversas entre as companhias brasileira e americana são entre duas empresas privadas. Ele fez questão de destacar que não chegou nenhuma proposta oficial da americana ao conselho da companhia brasileira, um tom mais ameno que evidencia uma preocupação com regras de comunicação com o mercado financeiro.

Segundo ele, o que há no atual estágio são "estudos" e "troca de informações" e ressaltou que a Embraer "está muito bem e é uma empresa líder em seu segmento". Mansueto lembrou que o governo acompanha a discussão por deter uma "golden share", ação de classe especial que dá direito a veto em questões estratégicas.

A presença de Mansueto na reunião teve por objetivo também dar um sinal claro aos suecos e ao mercado de que o posicionamento sobre os limites para um negócio entre Boeing e Embraer são de governo e não só da área militar, comentou uma fonte oficial. Na entrevista, contudo, Mansueto foi o que mostrou maior cautela, ao destacar que as discussões são entre empresas privadas reduzindo o patamar do debate ao trocar o termo proposta por estudos e conversas.

 

Satélites da Yahsat e SES já estão no espaço


Ivone Santana Publicado Em 26/01 - 05h00

A Arianespace realizou ontem seus primeiros lançamentos de satélites em 2018. A empresa enviou ao espaço dois satélites artificiais de comunicação, um para a SES, de Luxemburgo, e outro para a Yahsat, dos Emirados Árabes Unidos.

O lançamento do SES-14 e Al Yah 3, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, ocorreu às 20h20. Após um voo de cerca de 35 minutos, o foguete liberou os satélites para que se dirigissem às suas órbitas. Porém, poucos segundos depois, Stephane Israel, diretor-executivo da Arianespace, informou, com ar desolado, que seus clientes haviam perdido comunicação com os satélites e pediu desculpas. Pouco após as 22h o contato foi sido restabelecido com o SES-14 e minutos depois com o Al Yah 3.

Os dois satélites são os primeiros das duas operadoras com bandeira brasileira. A SES e a Yahsat compraram da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) uma posição na órbita geoestacionária que lhes permitirá prestar serviços ao mercado brasileiro e a outros países. A SES adquiriu a posição de 47.5 graus Oeste, e a Yahsat, a de 20 graus Oeste. Na órbita geoestacionária, os satélites se movem junto com a Terra.

O Al Yah 3 foi fabricado nos EUA pela Orbital e Arianespace. Deveria ter sido lançado no primeiro semestre de 2017, mas a data foi adiada para corrigir falhas em componentes eletrônicos. O artefato cobrirá o Brasil e a África. É químico-elétrico e vai operar só na banda Ka - permite oferecer acesso em banda larga com mais capacidade e preços menores que em outras bandas, segundo as empresas. Tem capacidade total de 50 gigabits por segundo (Gbps), sendo 40% destinada ao Brasil.

Pelo planejamento da Yahsat, grande parte da receita desse satélite deverá ser originada pelo varejo, com a oferta de banda larga residencial e para pequenas empresas. O Al Yah 3 vai demorar de 10 a 15 dias para alcançar sua posição orbital e depois será submetido a testes por mais de dois meses. A operação comercial está prevista para abril.

Já o SES-14, fabricado pela Airbus, vai ocupar a posição 47.5 graus Oeste. Por ser de grande porte e com motor iônico, sem propulsão química no foguete, o SES-14 vai demorar cerca de quatro meses até atingir sua posição orbital. Terá 6 Gbps só sobre o Brasil (a empresa não informa a capacidade total). Vai cobrir também os EUA, a América do Sul, parte do Atlântico Norte e do Norte da África.

O investimento no SES-14 é estimado na faixa de US$ 300 milhões e US$ 400 milhões, enquanto o Al Yah 3 teria custado cerca de US$ 200 milhões.

 

PORTAL G1


Avião carregado com droga é apreendido após fazer pouso de emergência no Sul do Piauí

De acordo com a polícia, carga transportada pela aeronave era muito pesada e não conseguiria chegar até o destino. Quatro pessoas foram presas, sendo duas delas o piloto e o copiloto.

Por Lucas Marreiros, G1 Pi Publicado Em 26/01 - 19h15

Um avião carregado com droga foi apreendido pela polícia após fazer um pouso de emergência no município de Barreiras do Piauí, a 854 Km de Teresina. De acordo com a Polícia Militar do Piauí (PM-PI), a carga transportada pela aeronave era muito pesada e ela não conseguiria chegar até o destino. Duas pessoas foram presas e seis sacos com 30 tabletes de cocaína prensada apreendidos durante a ação.

"Dois homens transportavam a droga do estado do Pará para o estado do Maranhão, mas com o tempo nublado saíram da rota do GPS e ficaram sem combustível. O avião estava muito pesado por conta da droga, eles viram que não iam conseguir chegar e fizeram o pouso de emergência", informou o comandante de operações da PM-PI, coronel Alberto Menezes.

Segundo o comandante, eles tentaram se desfazer da carga para diminuir o peso do avião. "Deixaram seis volumes de drogas escondido na mata. Eles relataram que se desfizeram de mais quatro volumes, mas foram realizadas buscas e não foram encontrados", afirmou o coronel Alberto Menezes.

Além do entorpecente, a polícia apreendeu com eles uma quantia em dinheiro no valor de R$ 1.531,00, radios, tablets, celulares e mapas. A polícia ainda não quantificou a droga apreendido na ação.

“A carga está dividida em tabletes. Ainda não sabemos a quantidade, só sabemos que é muita. Estamos aguardando para confirmar isso”, afirmou o coronel Alberto Menezes.

A Delegacia de Prevenção e Repressão a Entorpecentes (DEPRE) foi acionada e destacou uma equipe para ir até o local realizar os procedimentos necessários.

Por nota, a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) informou que os detalhes da ocorrência serão divulgados durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira (29).

 

PORTAL R7


RJ tem 2º dia de operação conjunta das Forças armadas e da PRF

Mais de três mil militares patrulham as vias expressas para combater roubo de cargas, tráfico de drogas e armas

Jaqueline Suarez, R7 Rio Publicado Em 26/01 - 09h26

ImagemMilitares das Forças Armadas e da PRF (Polícia Rodoviária Federal) fazem nesta sexta-feira (26) mais uma operação nas vias expressas que cortam o Rio de Janeiro. Este é o segundo dia consecutivo da operação conjunta, coordenada pelo CML (Comando Militar do Leste), para combater o roubo de carga e o tráfico de armas e drogas nas rodovias fluminenses.

Mais de três mil homens das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) estão trabalhando nesta ação, ao lado de policiais rodoviários. Há postos de bloqueio nos acessos às rodovias federais, incluindo trechos da avenida Brasil e do Arco Metropolitano, locais considerados estratégicos no combate à criminalidade.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que a intensificação foi necessária porque o roubo de cargas, que havia diminuído 10% de 2016 para 2017, voltou a subir após os bandidos mudarem o "modus operandi" para driblar o trabalho das polícias.

O estado do Rio bateu recorde em roubo de cargas no ano passado, com 29 registros por dia. As vias expressas concentram a maior parte dos casos. Ao todo, foram 10.599 ocorrências em 2017.

A operação conjunta é uma parceria do CML com a Seseg (Secretaria de Estado de Segurança) e faz parte do Plano Nacional de Segurança Pública, do Governo Federal. Ainda nesta sexta, o CML divulgará o balanço do primeiro dia da operação.

*Sob supervisão de PH Rosa

 

PORTAL BBC


Rota aérea mais movimentada das Américas está no Brasil


Publicado Em 25/01/2018

Pode-se imaginar que a rota aérea com a maior quantidade de voos no mundo seria a que conecta Nova York com Washington ou Londres com Paris. Nenhuma das duas, no entanto, está entre as 10 primeiras do ranking global, conforme relatório da empresa britânica de inteligência de mercado OAG Aviation Worldwide elaborado com dados de 2017.

O Brasil tem um representante na lista: a ponte aérea Rio-São Paulo é a quinta com maior número de voos no mundo e a primeira no continente americano, vencendo o movimentado tráfego aéreo americano. No ano passado, foram registradas 39.325 viagens entre Rio de Janeiro e São Paulo, uma média de 107 por dia. O ranking é liderado pela ponte que une as cidades sul-coreanas de Seul e Jeju, capital da ilha de mesmo nome. A viagem de 450 km, de pouco de mais de uma hora, teve 64.991 voos registrados no ano passado, uma média de 178 por dia.

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Nas posições seguintes da lista estão Melbourne-Sidney, na Austrália (54.519 voos), Mummbai-Deli, na Índia (47.462), e Fukuoka-Tóquio, no Japão (42.835).

O que a cidade de Jeju tem de especial?

Mais de 26 milhões de passageiros transitam anualmente pelo aeroporto de Jeju, uma ilha da Coreia do Sul que se tornou autônoma. Sua maior atração é o turismo porque, além de praias, a ilha tem uma impressionante cadeia de vulcões e os chamados tubos de lava - túneis por onde a lava escoa durante a erupção, que viram longas cavernas quando o vulcão está inativo. O local foi declarado patrimônio da humanidade pela Unesco.

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A Coreia do Sul tem a rota aérea com mais voos no ano passado, entre as cidades de Seul e a ilha de Jeju | Foto: Cortesia de Jeju Tourism Organization

Os turistas que viajam à ilha de todas as partes do mundo, especialmente da China, têm necessariamente de passar por Seul primeiro. Da capital sul-coreana, eles voam para Jeju. Além de oferecer atividades como cassinos, Jeju também é um ponto de encontro internacional para negócios.

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Mais de 4 milhões de passageiros viajaram com aviões no ano passado. | Foto: cortesia de Flightradar24)

Rotas internacionais

Já nas rotas internacionais, a que mais registrou voos foi a que liga Hong Kong a Taipé, capital de Taiwan, com 29.494 viagens. Outras rotas da lista são Kuala Lumpur, capital da Malásia, a Singapura, e Hong Kong-Xangai.

 

AGÊNCIA BRASIL


Ocorrências de roubo de carga caem após primeiro dia de operação no Rio


Vinícius Lisboa - Repórter Da Agência Brasil Publicado Em 26/01 - 11h55

A operação conjunta entre as Forças Armadas, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional, iniciada ontem (25), reduziu o número de ocorrências de roubo de carga no primeiro dia de patrulhamento nas estradas federais do Rio de Janeiro, divulgou hoje (26) o Comando Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança Pública.

Segundo balanço, divulgado no fim da manhã, o registro diário de roubo de carga nas regiões patrulhadas caiu de uma média de 29 ocorrências por dia para cinco. A operação terá caráter permanente, com ações surpresas nos acessos às rodovias federais que cortam o estado do Rio.

Além de BRs, como as rodovias Presidente Dutra (BR-116) e a Washington Luiz (BR-040), as ações ocorrem em trechos da Avenida Brasil e do Arco Metropolitano. O patrulhamento, iniciado ontem, ocorreu de forma alternada em 109 pontos de acesso. Foram revistados 3549 caminhões, 4172 carros, 1851 motocicletas e 443 vans.

Edição: Talita Cavalcante.

 

Contrabando aumenta 9,4% e atinge R$ 2,3 bilhões no ano passado


Débora Brito Publicado Em 26/01 - 11h41

A apreensão de drogas, mercadorias e cigarros contrabandeados no Brasil somou mais R$ 2,3 bilhões em 2017. Segundo a Receita Federal, o valor é recorde e representa um crescimento de 9,4% em relação a 2016, quando foram apreendidos R$ 2,1 bilhões.

O balanço divulgado hoje (26) pela Receita mostra que a apreensão de cigarros cresceu mais de 11%, com um volume de mais de 221 milhões de maços, e a captura de drogas mais do que dobrou, alcançando percentual de variação de 122,4% em relação a 2016. Foram apreendidos no ano passado mais de 45 toneladas de maconha, cocaína, crack e drogas sintéticas.

Fronteira

Mais de um quarto de todo o volume apreendido pela Receita Federal vem da fronteira do Brasil com o Paraguai, área que somou mais de R$ 600 milhões de produtos de importação proibida. Só no posto de Foz do Iguaçu, que abrange um dos pontos mais movimentados da fronteira brasileira com o país vizinho, o volume apreendido chegou a R$ 260 milhões, montante 19% maior do que o registrado em 2016.

Nas unidades da Receita Federal que atuam na fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, o volume apreendido vale cerca de R$ 367 milhões. Segundo o delegado Marcelo Rodrigues, auditor fiscal da Receita Federal em Ponta Porã (MS), o montante ainda está subestimado devido a problemas internos do órgão que dificultaram o registro das operações. O valor pode passar dos R$ 400 milhões, de acordo com ele.

“No lado do Mato Grosso do Sul nós temos 670 km de fronteira com o Paraguai, sem nenhum acidente geográfico que separe os países. Isso em si já é um complicador, porque simplesmente passa carreta lotada de cigarro por essa fronteira com muita facilidade, não precisa carregar num barco, fazer toda uma logística, simplesmente passa numa estrada vicinal qualquer, ao longo desses 670 km tem uma infinidade de estradas”, relata o delegado.

O cigarro foi o produto mais contrabandeado na fronteira com o Paraguai. O produto corresponde a cerca de 75% de todo o valor apreendido pela Receita em Mato Grosso do Sul (MS).

“Em termos de quantidade e de valor, o cigarro é disparado o maior volume. As apreensões aqui na região do MS são no atacado. Agora, mal começou o ano, já tivemos uma apreensão de seis carretas juntas, um comboio lotado de cigarro apreendido. Isso eleva absurdamente o valor, mesmo que a quantidade de autuações não seja muito grande, mas o valor é muito elevado”, explicou Rodrigues.
Na fronteira do Paraná, os maços de cigarro representam 40% do total de mercadorias ilegais apreendidas em 2017. A Receita de Foz do Iguaçu apreendeu cerca de 20 milhões de maços de cigarro na região, montante que vale aproximadamente R$ 100 milhões.

Após veículos e drogas, os produtos eletrônicos e de informática aparecem como os mais contrabandeados na região. Armas, munições e medicamentos proibidos, principalmente aqueles com fins estéticos, como emagrecimento ou preenchimento de botox facial também estão na lista dos itens mais apreendidos pelos agentes fiscais.

Na Região Norte, o número de apreensões quase dobrou no ano passado. Segundo dados da Superintendência da Receita Federal da 2ª região, que abrange os estados do Pará, Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá e Acre, em 2017, o volume apreendido na região somou quase R$ 45 milhões, contra R$ 24,5 milhões apreendidos em 2016, aumento de 92%, aproximadamente.

A Receita Federal informou que tem desenvolvido ações para melhorar a segurança do ambiente de negócios no âmbito do comércio internacional. Segundo a instituição, os resultados alcançados se devem à reorganização da área de vigilância e repressão, implementação do sistema eletrônico par controle de encomendas postais, entre outras ações.

Crime organizado

Os números do contrabando preocupam entidades que atuam no combate ao comércio ilegal. Segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), o volume de apreensões demonstra que o negócio do contrabando é lucrativo para organizações criminosas, que ainda financiam o tráfico de drogas, armas e munições no país.

“É muito atrativo esse comércio ilegal. O desafio permanente é conseguir diminuir o espaço para essas ações, especialmente, fortalecendo o controle das nossas fronteiras, isso é fundamental não só para o combate ao contrabando, mas também para o combate do crime organizado, que vem ocupando espaços importantes nas fronteiras brasileiras”, disse à Agência Brasil o advogado Edson Vismona, presidente do Fórum.

O especialista afirmou que uma das principais causas para o problema é a falta de investimento nas forças policiais que atuam na área de fronteira, como a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Forças Armadas.

“Há um permanente contingenciamento de recursos, que neste ano chegou a quase metade. Ou seja, é muito difícil você conseguir, em uma área tão sensível e difícil, agir sem o apoio e a ação das polícias, sem recursos financeiros. Se contingenciamos recursos da área de segurança, você está abrindo as portas para o crime. Então, temos que combater de forma articulada e permanente, que é a nossa proposta e o governo tem sido sensível a isso”, ressaltou o advogado, que também preside o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO).

Além da falta de recursos, Vismona atribui o aumento do contrabando ao elevado custo dos impostos sobre alguns produtos no Brasil, principalmente o cigarro, que em outros países, como o Paraguai, é produzido e comercializado com uma carga tributária muito menor.

Levantamento feito pelo instituto mostra que três a cada dez brasileiros costumam comprar produtos contrabandeados. Quase 90% deles considera que o elevado custo dos impostos no Brasil favorece a entrada de mercadorias contrabandeadas no país.

“O Paraguai é o grande produtor do cigarro contrabandeado, que já domina o mercado brasileiro. Isso é inaceitável, 48% do mercado está nas mãos do contrabando. Temos que ter uma equalização maior de impostos, para que haja uma desmotivação ao contrabando. Para se ter ideia, em 2015, 30% do mercado brasileiro estava na mão do contrabandista. Com as mudanças na tributação, já em 2016 pulou para 45% e agora 48%. Para aqueles que falam que quando aumenta o imposto, diminui o consumo, não é verdade. Aumentou o imposto e aumentou o mercado ilegal, o consumo se estabiliza e migra para o ilegal.”

 

JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE


Infraero retira todos os funcionários do Aeroporto

Antes do fim do período de transição, terminal cearense já está inteiramente nas mãos da concessionária

Yohanna Pinheiro - Repórter Publicado Em 26/01 - 08h23

Não há mais funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. Com o avanço do processo de transição da operação do Aeroporto, a Fraport solicitou a dispensa de todo o efetivo cedido pela estatal à concessionária tanto do terminal cearense e como do Aeroporto de Porto Alegre na última sexta-feira (19).

No comunicado da empresa, ao qual o Diário do Nordeste teve acesso, a concessionária diz que "verificou a não necessidade de prepostos da Infraero cedidos à esta concessionária, razão pela qual requer a dispensa de todo o efetivo a partir de 19 de janeiro".

> Fase final para contratar obra

Procurada pela reportagem, a Fraport confirmou que o procedimento foi realizado nas duas capitais onde passou a administrar terminais aeroportuários , "de acordo com o disposto no contrato de concessão".

Dessa forma, a administração do Aeroporto Internacional Pinto Martins já está inteiramente nas mãos da Fraport mesmo antes do término da fase de transição, cuja conclusão será no início de abril.

Desde o dia 2 de janeiro, quando a concessionária tomou à frente do controle do terminal, teve início o estágio 3 da fase I-A da concessão, que consiste na operação da Fraport assistida pela Infraero. Até o fim dessa etapa, a estatal ainda ficará à disposição da nova concessionária, quando houver demanda.

Transferência

De acordo com a Infraero, o pedido da Fraport encerrou a atuação dos 33 funcionários da estatal que ainda estavam, por solicitação da concessionária, em diversas atividades operacionais em Fortaleza.

"Os empregados já haviam participado do programa de adequação do efetivo da Infraero, como a transferência para outra localidade, o desligamento incentivado, a cessão para outros órgãos públicos ou ainda a suspensão do contrato de trabalho", informou em nota.

Dispensa efetiva

Segundo a Anac, a medida não significa a imediata dispensa dos funcionários da Infraero. "A efetiva dispensa dos funcionários não incorporados pela concessionária se dará ao final do Estágio 3 da Fase I-A", explicou a agência, em nota.

Entretanto, a Infraero confirmou que não há mais funcionários da estatal prestando serviço à concessionária.

Destino dos funcionários

De acordo com os números fornecidos pela empresa estatal, dos 33 funcionários que ainda estavam trabalhando no Aeroporto Internacional Pinto Martins, 25 foram transferidos, cinco foram cedidos à Advocacia Geral da União (AGU) e três foram desligados da empresa.

Nem a Infraero, nem a Fraport informaram quantas pessoas foram contratados pela concessionária, mas, conforme o Diário do Nordeste já havia informado no dia 27 de dezembro do ano passado, pelo menos oito funcionários da estatal já haviam sido absorvidos pela concessionária do terminal.

Além dos funcionários que ainda estavam atuando no Aeroporto Pinto Martins até a última sexta-feira (19), 83 empregados da estatal já haviam sido transferidos para outros terminais operados pela Infraero no Brasil. Outros 61 funcionários já haviam sido cedidos a outras instituições públicas.

Redução do quadro

A Infraero já havia informado que pretende enxugar em 30% o quadro de funcionários e chegar ao ano de 2020 com 6,2 mil empregados. Atualmente, são cerca de 9 mil pessoas trabalhando na empresa.

A redução será feita por meio de programas de demissão voluntária, cessão de servidores para outros órgãos públicos e transferência da atividade de navegação aérea para o Comando da Aeronáutica. A navegação aérea, que consiste em serviços de gerenciamento de tráfego aéreo, telecomunicações e meteorologia, é deficitária. Sua transferência para a Aeronáutica depende de medida provisória.

O plano do governo, que ainda inclui a possibilidade de venda de uma parcela da estatal, prevê que a empresa deixe de depender de aportes do Tesouro no ano de 2020.

Desde 2013, a Infraero apresenta prejuízo e vem precisando recorrer ao Tesouro para realizar investimentos.

 

PORTAL DEFESANET


Esquadrão Falcão e 2º ETA passam a operar a partir de Natal (RN)

Mudança compõe o processo de Reestruturação por que passa a FAB

Ten Juliana Lopes, Ten Gabrielli E Major Alle Publicado Em 26/01 - 10h00

Um dia após se apresentar na Ala 10 com suas equipagens, o Segundo Esquadrão de Transporte Aéreo (2º ETA) já realizou sua primeira missão sediado em solo potiguar. Uma aeronave C-95 Bandeirante foi acionada de Natal (RN), na terça-feira (23), pelo Primeiro Grupamento de Engenharia de Combate, em João Pessoa (PB), para transporte de tropa do Exército até Teresina (PI).

Os aviões do 2º ETA e os helicópteros H-36 Caracal do Esquadrão Falcão (1º/8º GAV) chegaram a Natal na última segunda-feira (22). Os Esquadrões, transferidos de Recife (PE) e Belém (PA), passam a compor a Ala 10 - que totaliza cinco esquadrões aéreos sob sua subordinação, sendo três de instrução (1º/5º GAV, 2º/5º GAV e 1º/11º GAV) e dois operacionais (2º ETA e 1º/8º GAV).

Com isso, a organização atinge a composição esperada pelo Alto Comando da Aeronáutica, conforme a nova concepção estratégica, que prevê como a Força Aérea Brasileira (FAB) deve ser em 2041, quando a instituição completar 100 anos. "A FAB possui amplitude nacional, tem ao mesmo tempo alcance e flexibilidade. Então, o que precisamos é concentrar os esforços e aumentar a operacionalidade. Daqui de Natal, o 2º ETA continuará cumprindo sua missão do mesmo jeito e o 1º/8º GAV vai cumprir sua missão de uma forma muito mais eficiente. Trazendo eles para cá, a Força está diminuindo a carga pública, mantendo a operacionalidade e tornando seus meios mais eficientes", afirmou o Comandante da Ala 10, Brigadeiro do Ar Luiz Guilherme Silveira de Medeiros.

O Comandante da Ala 10 explica que, além da posição geográfica de Natal, que possibilita uma melhor pronta resposta em caso de acionamento, o fato do aeródromo ser exclusivamente militar também contribui para a gerência das operações dos cinco esquadrões sediados.

"Em Recife e Belém, a demanda civil dos aeroportos está aumentando. A partir do momento que foi feito o Aeroporto de São Gonçalo [Aeroporto Internacional de Natal] e a gente ficou com esse complexo todo para os militares, tornou-se mais conveniente trazer essas unidades para cá, até mesmo para utilizar essa estrutura e facilitar a coordenação das operações", explica o Oficial-General.

O Brigadeiro Medeiros vê, ainda, outro fator positivo na presença dos esquadrões de transporte e asas rotativas em Natal. "A vinda deles é muito boa, não só para os estagiários [do Programa de Especialização Operacional - PESOP] conhecerem, ainda durante o curso, um esquadrão operacional, mas para os oficiais do esquadrão servirem de exemplo de conduta para os que estão começando", diz ele.

2º ETA - Depois de 48 anos de história em Recife, o Esquadrão Pastor passa a escrever um novo capítulo de sua história, agora em Natal. Segundo seu Comandante, Tenente-Coronel Aviador Marcio Henrique Santos da Costa, a expectativa pela nova casa é bastante positiva, por todas as possibilidades de operação na Ala 10.

"Essa é uma das maiores Alas do Brasil, não só pelo espaço físico, mas em relação à estrutura operacional para comportar o esquadrão e para termos uma boa operação. A chegada aqui é vista com muito bons olhos", afirmou o Comandante do 2º ETA.

O Esquadrão, que realiza missões de transporte aéreo logístico e aeroterrestre, como evacuação aeromédica e lançamento de fardos e tropas, utiliza as aeronaves bimotor C-95 Bandeirante, C-97 Brasília e C-98 Caravan. "O que facilita para a gente [com a mudança para a Ala 10] é o fato da preparação ser melhor observada, primeiro pela proximidade do 1º/5º GAV, que de alguma forma dita a doutrina, fica muito mais fácil de dialogar; e segundo porque tem Maxaranguape aqui do lado", completa o Tenente-Coronel Marcio.

Ele faz referência ao Esquadrão Rumba (1º/5º GAV), que especializa os pilotos da aviação de transporte da Força Aérea, e ao Estande de Tiro Aéreo de Maxaranguape, de responsabilidade da Ala 10, que permite, por exemplo, o treinamento de lançamento de fardos e paraquedistas.

1º/8º GAV - "O Esquadrão serviu 45 anos na Amazônia, em Belém e Manaus, então essa é a nossa terceira mudança de sede. Nos sentimos honrados pela Força Aérea nos ter designado para servir em Natal, porque ela certamente viu a necessidade de estarmos aqui", afirma o Comandante do Esquadrão Falcão, Tenente-Coronel Aviador Mário Jorge Siqueira Oliveira.

Segundo ele, a mudança do Norte para o Nordeste representará o aumento das capacidades de atuação do Esquadrão. "Nosso teatro de operações mudou. Lá, era o resgate voltado para a área amazônica e agora vai ser na área do sertão e para o alto mar.

Acredito que isso aconteceu em virtude da capacidade da aeronave, de avançar em alto mar 180 milhas [em torno de 290 km] e poder fazer resgates de vítimas no mar e a embarcações. O cenário é diferente, mas o fato de virmos para cá não significa que a gente vai deixar de atuar na Amazônia.

Na verdade, está abrindo nosso leque. Nós já temos a expertise para atuar no cenário amazônico, e agora vamos nos adaptar ao cenário do sertão e do alto mar", concluiu o Comandante do Falcão.

A unidade de asas rotativas opera os helicópteros H-36 Caracal e é responsável pelo serviço de resgate, busca e salvamento na região Norte e agora Nordeste do País. Para que essa transição ocorra da melhor forma, evitando a diminuição da capacidade operacional, em especial do serviço de alerta, o Esquadrão dividiu sua transferência em três etapas, sendo a última prevista para o dia 29 de janeiro.

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PORTAL AIRWAY


ATR planeja desenvolver novo avião comercial

Informações iniciam apontam para um projeto de aeronave para 90 passageiros com tecnologias avançadas

Thiago Vinholes Publicado Em 26/01/2018

Atual fabricante líder no segmento de aviões comerciais com motores turbo-hélice, a ATR está planejando desenvolver uma nova aeronave para complementar os modelos ATR 42 e ATR 72. “Vamos lançar um novo programa de avião. Mas ainda não posso dizer o que é”, afirmou Christian Scherer, presidente-executivo da empresa franco-italiana, ao Flight Global.

Scherer declarou que a ATR e seus acionistas – a empresa é controlada pela Airbus e a Leonardo – iniciaram um processo de planejamento estratégico sobre o desenvolvimento futuro de uma nova aeronave.

O presidente-executivo da empresa, porém, afirmou que ainda não está claro se o projeto será um avião maior, como uma evolução da atual família ATR 42/72, ou a introdução de um modelo totalmente novo, com tecnologias mais radicais. Como indicou Scherer, escolher esse segundo caminho poderia envolver sistemas de propulsão híbrido-elétrico, novos materiais e técnicas de construção e configurações de cabine com apenas um ou nenhum piloto.

A Leonardo, que detém 50% das ações da ATR (a Airbus é dona da outra metade), já expressou em diferentes ocasiões seu interesse de expandir a família ATR 42/72 com uma aeronave maior com espaço para ao menos 90 passageiros. Em 2017, o grupo italiano sugeriu que poderia seguir adiante em tal projeto por conta própria ou com outros parceiros.

Perguntado sobre essa questão, Scherer salientou que os estudos em curso nessa área estão “muitos focados” na parceria atual. O executivo declarou que a Airbus e a Leonardo vêem a ATR como uma “marca valiosa” como o “veículo certo para desenvolver seus programas de aeronaves regionais”.

O executivo afirmou que a Airbus tem interesse em empregar “tecnologias disrupitivas” em um futuro projeto da ATR. Como explicou o chefe da ATR, essa oportunidade pode proporcionar avanços tecnológicos em testes com menor risco industrial em relação às principais aeronaves do grupo europeu, como os jatos da família A320.

Sem pressa

Scherer também declarou que não vê “nenhuma urgência” em decidir sobre o desenvolvimento de uma nova aeronave, apesar das avaliações recentes da Embraer sobre um potencial retorno a categoria dos turbo-hélices.

No ano passado, a Embraer indicou que estava explorando a possibilidade de retornar ao mercado de aeronaves turbo-hélices com um novo produto. Em setembro, a fabricante brasileira realizou um encontro com mais de 20 companhias aéreas para ouvir suas opiniões sobre o segmento – o último avião turbo-hélice da Embraer EMB-120 Brasília, produzido entre 1983 e 2001.

Ainda em entrevista a publicação norte-americana, Scherer acrescentou que nenhum processo de desenvolvimento será adiantado por conta do surgimento de um programa concorrente de outro fabricante. “Se eu fosse um acionista da Embraer, estaria muito, muito nervoso em arriscar meu pescoço ao lançar um programa de turbo-hélices regionais sem antes saber o que o líder nesse campo, a ATR, vai fazer”, disse o executivo.

Outra pista sobre o futuro da empresa franco-italiana vem da Pratt & Whitney Canada, único fornecedor de motores para os aviões da ATR. A fabricante canadense já revelou que está desenvolvimento um motor de nova geração que poderia impulsionar uma aeronave projetada para 90 passageiros. O novo motor está programado para chegar ao mercado entre 2023 e 2025.

O presidente-executivo da ATR reconheceu que o desenvolvimento de uma nova aeronave normalmente leva cerca de cinco anos, o que coincide com a entrada em serviço dos novos motores Pratt & Whitney. Scherer, no entanto, declarou que o futuro programa da empresa não será determinado por fornecedores externos e ainda acrescentou que a fabricante também está em contato com os fabricantes de motores GE Aviation, a Rolls-Royce e a Siemens, está no campo sobre propulsores elétricos.

“Não há nenhuma pendência urgente nos dizendo `rápido, rápido, rápido´. Podemos tomar o nosso tempo”, finalizou Scherer.

 

OUTRAS MÍDIAS


GRAN CURSOS ONLINE BLOG (DF) - Concurso FAB abre 54 vagas para dentistas, farmacêuticos e engenheiros!

Seja um oficial da Aeronáutica! Oferta de 54 vagas e até R$ 10 mil!

De Equipe Gran Cursos Online Publicado Em 26/01 - 09h56

A Força Aérea Brasileira acaba de lançar cinco editais para exames de admissão que contemplam 22 profissões de nível superior. Ao todo, foram abertas 54 vagas. As inscrições para os processos seletivos estarão disponíveis de 01 a 28 de fevereiro deste ano e serão encerradas às 15h do último dia mencionado (horário de Brasília – DF). A taxa de inscrição é de R$ 130,00.

Para participar dos exames de admissão de Dentistas, Engenheiros e Farmacêuticos, os candidatos não podem completar 36 anos até o dia 31 de dezembro de 2019. Para participar do exame de admissão ao Estágio de Adaptação de Oficiais de Apoio, os candidatos não podem completar 32 anos até o dia 31 de dezembro de 2019. Para o exame de admissão ao Estágio de Instrução e Adaptação para Capelães, os candidatos devem ter entre 30 e 40 anos de idade até 31 de dezembro de 2019.

Os processos seletivos são compostos de provas escritas (língua portuguesa, conhecimentos especializados e redação), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, prova prático-oral (somente para dentistas e farmacêuticos) e validação documental.

As provas escritas ocorrerão no dia 06 de maio de 2018. Se aprovado em todas as etapas, o candidato fará o curso/estágio no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG), durante aproximadamente 17 semanas. Após a conclusão do curso/estágio com aproveitamento, o aluno será nomeado Segundo-Tenente, no caso dos capelães, e Primeiro-Tenente, no caso das outras especialidades.

Detalhes concurso FAB:

Concurso: Força Aérea Brasileira
Banca organizadora: O próprio órgão
Cargos: Oficiais de Apoio
Escolaridade: Nível superior
Número de vagas: 54
Remuneração: Até R$ 10 mil
Inscrições: Entre 1º e 28 de fevereiro de 2018
Taxa de inscrição: R$ 130
Data da prova objetiva: 06 de maio de 2018

 

TV JORNAL (PE) - Globocop operava em condições de regularidade, diz ANAC


Por Tv Jornal Publicado Em 26/01 - 10h10

ImagemA Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) divulgou dados que comprovam que o helicóptero que caiu no mar, na última segunda-feira (22), em Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife, operava em condições de regularidade. Os dados da aeronave, segundo a ANAC, estavam todos corretos.

No acidente, duas pessoas morreram e uma ficou gravemente ferida. As vítimas fatais foram o piloto Daniel Galvão e a 1ª sargento da Aeronáutica Lia Maria Abreu de Souza. O sobrevivente é Miguel Brendo Pontes Simões, de 21 anos. Ele está internado, em estado grave, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife, e respira com a ajuda de aparelhos.


Entenda o caso

Um helicóptero que se envolveu em um acidente, na manhã dessa terça-feira (23), na praia de Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife. Duas pessoas morreram no acidente, que aconteceu por volta das 6h, e uma ficou ferida e foi socorrida para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife. A aeronave era o Globocop, helicóptero da empresa Helisae, que presta serviços há 15 anos para a Rede Globo Nordeste.

 

JORNAL PÁGINA 3 (SC) - Coração para transplante foi levado a Navegantes em 11 minutos


Publicado Em 26/01 - 15h39

Hoje de manhã a PM de Balneário Camboriú forneceu escolta para levar o coração de um paciente que faleceu no Hospital Municipal Ruth Cardoso até o aeroporto de Navegantes e o trajeto de 17 quilômetros, por dentro de Itajaí, foi vencido em apenas 11 minutos.

No aeroporto um avião da FAB aguardava para levar o órgão a Brasília. O prazo para transplantar um coração é de quatro a seis horas, por isso o transporte rápido é essencial. No deslocamento o comboio teve apoio dos agentes de trânsito de Balneário e de Itajaí; guarnições do 1º Batalhão PM de Itajaí e do Ferryboat que ficou esperando para fazer a travessia do rio.

O Ruth Cardoso e o Hospital Marieta, de Itajaí, são destaques estaduais na captação de órgãos para transplante.

 

EM TEMPO (AM) - Parque Olímpico da Barra terá Museu do Esporte a partir do 2º semestre

O acervo do colecionador Roberto Gesta de Melo - ex-presidente de Confederação Brasileira de Atletismo

Estadão Publicado Em 26/01 - 22h41

Manaus - O Parque Olímpico da Barra irá abrigar um museu dedicado ao esporte nacional a partir do segundo semestre. O local ocupará uma área de até 1.200 m² no Velódromo e custará pouco mais de R$ 5 milhões no primeiro ano. A intenção da Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo), que gere quatro arenas, é que o museu seja financiado em grande parte com recursos privados.

O local será batizado de e-Museu Nacional do Esporte, e poderá ser visto também por meio da internet. Haverá até a possibilidade de se ter acesso ao acervo do museu do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Museu Olímpico de Barcelona. Segundo Bianca Gama, uma das idealizadoras do projeto, a ideia é "transcender os muros do Parque Olímpico".

O total de objetos que ficará exposto não está definido, mas "é bastante grande", assegura o presidente da Aglo, Paulo Márcio Dias Mello. O acervo do colecionador Roberto Gesta de Melo - ex-presidente de Confederação Brasileira de Atletismo e apontado como um dos maiores colecionadores de artefatos esportivos do mundo - fará parte do local. Objetos das Forças Armadas, do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e do Museu Cidade Olímpica deverão compor o espaço. Atletas e ex-atletas olímpicos serão convidados a contribuir.

O museu será instalado em salas que, até o fim do ano passado, abrigavam a representação do Ministério do Esporte no Rio e a própria Aglo - agora, funcionam na Arena Carioca 1. Ao final do tour, o visitante sairá em meio ao Velódromo e terá a chance de dar voltas de bicicleta na pista.

O custo estimado do projeto é de cerca de R$ 5,1 milhões. "O valor engloba R$ 3,1 milhões para a implantação e R$ 2 milhões para a manutenção por 12 meses", explica Dias Mello. "Estamos tentando buscar apoio da iniciativa privada. Se houver necessidade de complementação, tenho certeza de que o Ministério da Cultura poderá abraçar o projeto, ou mesmo a Aglo."

A intenção é que o e-Museu Nacional do Esporte esteja em funcionamento em junho, para aproveitar a Copa do Mundo. "A ideia é fazer uma programação junto com o museu e trazer a população para assistir aos jogos do Brasil no Parque Olímpico", revela Dias Mello.