NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Previdência


Publicado Em 24/05/18

O trabalhador da TV, do jornal, do prédio, da agricultura, da indústria, ele não pode ganhar mais que R$ 5.000 e na média a aposentadoria é R$ 1.391. No setor público, você tem benefício de R$ 42 mil pago pelo trabalhador de menor renda. Um Robin Hood às avessas. Defendo regime único de Previdência, regime geral. Já fiz em SP e ganhei a eleição em primeiro turno. Com uma exceção. Forças Armadas. Não vai ficar fora da reforma. Eles sabem disso, não pode continuar esse modelo, mas no mundo inteiro não é um regime único.

 

Justiça aceita pedido de recuperação judicial de Viracopos

Solicitação foi feita no início deste mês e envolve dívida superior a R$ 2,8 bilhões

Joana Cunha Publicado Em 23/05 - 18h49

O pedido de recuperação judicial protocolado pela concessionária do aeroporto de Viracopos no início do mês foi aceito pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo nesta quarta-feira (23).

Na decisão, a juíza Bruna Marchese e Silva, da 8ª Vara Cível de Campinas, reitera a argumentação da concessionária de que a demanda de passageiros e cargas de fato registrada após o início da concessão, em 2013, ficou muito abaixo do que havia sido previsto nos estudos da Anac durante a licitação.

"O interesse privado dos credores deve ceder ao interesse público e social representado pelo atingimento dos objetivos desse tipo de processo. Daí que a solução global da crise empresarial apresenta-se como uma possibilidade para se garantir o sucesso do processo de recuperação", escreve a juíza.

Como administrador judicial foi nomeada a Deloitte.
 
A dívida a ser reestruturada supera os R$ 2,8 bilhões, fora as outorgas, cujos valores são questionados pela concessionária. As outorgas são uma espécie de aluguel que a concessionária paga por ter vencido o leilão.

Formado pelas construtoras UTC, Triunfo e a minoritária Egis (com 51%), além da estatal Infraero (49%), o consórcio vinha tentando alternativas para contornar a crise que se instalou no aeroporto nos anos seguintes ao leilão, quando foi arrematado com ágio de 160%, por R$ 3,8 bilhões.

A recessão que veio em seguida provou que os cálculos de demanda foram otimistas demais na ocasião do leilão. Foram previstos 18 milhões de passageiros para 2017, mas voaram só 9,3 milhões no ano. Em carga, a previsão eram 409 mil toneladas ao ano, mas em 2017 só 208 mil toneladas foram movimentadas.

Envolvida na Lava Jato, a UTC passou a enfrentar restrições de crédito. Endividada, a Infraero também não acompanhou o ritmo do investimento. A Triunfo ficou sobrecarregada, tendo de honrar compromissos no lugar dos sócios e também entrou em dificuldades.

 

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Bolsonaro vira Jair em versão suave nas redes

Bolsonaro molda discurso e vira apenas ‘Jair’ nas redes sociais

Felipe Frazão Publicada Em 24/05/18

Para ampliar o eleitorado, o ex-capitão Bolsonaro moldou o discurso e virou apenas Jair nos grupos de redes sociais que defendem sua campanha ao Planalto. “Vou continuar atirando, mas agora com silenciador”, disse o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) ao Estado na tarde de anteontem. A estratégia partiu de uma equipe de parlamentares aliados de Bolsonaro que busca “suavizar” a imagem do pré-candidato à Presidência e dissociálo de discussões envolvendo temas como racismo, homofobia, machismo e tortura.

Bolsonaro disse que pretende atender aos apelos da equipe que formula sua candidatura e adotar um estilo mais conciliador, técnico e moderado, levando em conta as primeiras pesquisas de marketing que chegaram ao seu grupo. O deputado, no entanto, deixou clara sua preocupação com a espécie de pacto que fez com seus seguidores mais radicais, na internet e nas esferas militares: “Tenho pelo menos cem mil marqueteiros pelo Brasil”.

O presidenciável sofreu um revés logo no primeiro teste do esforço em demonstrar “pé no chão” em assuntos que costumam ter efeitos colaterais no debate eleitoral, como responsabilidade fiscal. Acostumado aos aplausos de seus fiéis seguidores, ele foi vaiado quando tentou juntar frases de compromisso com as finanças públicas e declarações divertidas ao responder a perguntas sobre saúde, educação e saneamento básico durante a tarde de ontem, na Marcha dos Prefeitos. Minutos depois das críticas, ele desabafou a pessoas próximas: “Se querem o Jairzinho paz e amor, não vão ter. Eu não pago marqueteiro”.

Bolsonaro afirmou à reportagem que há mais de um ano busca diálogo com setores diversos da sociedade – empresários, economistas e lideranças sociais. Um aliado do deputado no Congresso relata que, no fim de março, em uma reunião em Brasília para discutir a campanha, houve uma certa “queda de braço”, entre os apoiadores do pré-candidato na discussão sobre a necessidade de uma mudança gradual nos discursos. Venceu a turma que pediu mais discursos técnicos e moderados, voltados especialmente ao público feminino.

Dificuldade. A presença de Bolsonaro no encontro com os prefeitos expôs a sua dificuldade em se apresentar para públicos diferentes da tradicional plateia de terminal de aeroporto, que grita “mito” toda vez que o pré-candidato brada contra “bandidos”. Bolsonaro usou parte do seu discurso ontem para defender ruralistas e atacar ambientalistas. Os prefeitos, porém, demonstraram indiferença com os temas tradicionais do presidenciável. Em busca de socorro financeiro, os chefes municipais se irritaram quando Bolsonaro puxou da manga uma brincadeira e disse que “se a pessoa tiver emprego ela não precisa ir para o hospital”.

Ali, segundo um interlocutor, Bolsonaro também demonstrou dificuldades em levar ao palanque as ideias do seu principal conselheiro na área econômica. Nas últimas semanas, o economista Paulo Guedes tem discutido com o pré-candidato a questão das restrições orçamentárias em análises que incluem reformas trabalhista, tributária e previdenciária. Guedes é um dos que já seguem à risca o uso apenas do primeiro nome do presidenciável.

No caso do principal discurso de Bolsonaro, o endurecimento de medidas de combate à criminalidade, a ideia é dar embasamento técnico a declarações que soaram polêmicas e radicais como a da promessa de dar fuzil a fazendeiro para enfrentar o crime no campo. Agora, o pré-candidato ressaltará a necessidade de armas de cano longo e facilidade no porte de armas em algumas situações.

No momento em que ensaia a adoção de uma estratégia adotada pelo tucano Geraldo Alckmin, que na eleição de 2006 tirou o sobrenome da campanha, Bolsonaro só não quer copiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que deixou de lado a imagem de radical para ultrapassar os 30% do eleitorado. Também se irrita quando o comparam ao ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL), por achar que avançará no processo eleitoral sem acusações de corrupção. “Não me comparem ao Lula nem ao Collor”, reagiu na conversa com a reportagem.
 

JORNAL O GLOBO


Falta de combustível prejudica as operações de aeroportos

Terminal de Brasília reduz atividade; Santos Dumont está no limite

Manoel Ventura E Glauce Cavalcanti Publicado Em 24/05/18

Brasília e Rio- A greve dos caminhoneiros afetou o abastecimento de combustível em alguns dos principais AEROPORTOs do país, aumentando a preocupação do governo. A Inframerica, concessionária que administra o AEROPORTO de Brasília, informou ontem que decidiu restringir as operações por conta da falta de querosene de aviação. O abastecimento foi prejudicado porque caminhões com combustível não passam nos bloqueios. Pousarão em Brasília somente aeronaves com capacidade para decolar sem necessidade de reabastecimento.

Segundo a Inframerica, o combustível para aviação disponível ontem era "insuficiente para a manutenção da operação regular" do AEROPORTO, o terceiro maior do país e um dos principais centros de conexão. Até o fim da tarde de ontem, não havia registro de atrasos ou cancelamentos por causa disso. Segundo a concessionária, o AEROPORTO recebeu cinco caminhões com 45 mil litros de querosene de aviação, mas a situação de alerta e o contingenciamento foram mantidos.

Em Recife, a Justiça Federal determinou que os grevistas garantissem a passagem dos caminhões com combustível para abastecer o terminal, que teve voos internacionais prejudicados.

No Rio, o Aeroporto do Galeão não foi afetado porque é abastecido por dutos, não por caminhões. Já o Santos Dumont tem combustível garantido para o funcionamento até hoje. Segundo a Infraero, esse é o caso também de outros cinco terminais: Palmas (TO), Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE) e Congonhas, em São Paulo, o aeroporto mais movimentado do país. A estatal não quis dar mais detalhes sobre o estoque para os outros dias.

A Agência Nacional de Aviação Civil orientou os passageiros a buscarem as companhias aéreas para ter mais informações sobre a situação dos voos.

A Latam informou que isentará os consumidores da taxa de remarcação de passagem e oferecerá reembolso integral em caso de cancelamento de voo, até que se normalize o abastecimento do combustível. A empresa disse que vai informar os passageiros se houver mudança nos voos. A Azul disse que está acompanhando a situação para determinar quais os impactos em suas operações. Gol e Avianca ainda não se posicionaram.
 

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


Mudanças na segurança do Rio são irrisórias, avaliam especialistas

Para alguns deles, mesmo após a intervenção militar, o Rio de Janeiro ainda vive contexto preocupante, marcado por homicídios, morte de policiais e denúncias de violações de direitos humanos

Gabriela Vinhal Publicado Em 22/05 - 14h52

Pouco mais de três meses após o início da intervenção militar no Rio de Janeiro, novo levantamento publicado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) revela pouca mudança nos números de segurança pública do estado carioca. Nos diferentes aspectos analisados, a alteração foi praticamente irrisória, avaliam especialistas. Para os pesquisadores, ainda é cedo para classificar os desdobramentos da ação do Exército, que tem prazo para terminar em 31 de dezembro deste ano. 

De acordo com a publicação, houve uma redução de 5,6% no número de homicídios dolosos registrados entre março e de abril de 2018 - de 503 casos para 475 - foram 28 homicídios dolosos a menos. Se comparados aos números do mesmo período de 2017, quando o estado não estava sob intervenção, houve um crescimento de 8,9% - foram registrados 436 casos contra 475 - 39 homicídios dolosos a mais.

Em relação a homicídio decorrente de oposição à intervenção policial - dado referente às mortes decorrentes de confrontos que envolvem civis e policiais ou militares - houve uma redução de oito casos entre os meses de março e abril de 2018. No primeiro mês, foram 109 casos. Em abril, 101. Contudo, na comparação dos “homicídios decorrentes de oposição à intervenção policial” entre os meses de abril de 2017 e abril de 2018, foram registrados 80 casos - um acréscimo de 26,3%.

Antônio Testa, sociólogo da Universidade de Brasília (UnB), com especialização em segurança pública, pontua que, embora seja cedo para comemorar mudanças significativas no setor, a intervenção motivou uma “mudança no sistema de segurança pública” da cidade. “Até o fim do ano, os números devem continuar como estão. Mas acredito que essa mobilização vai mudar o sistema de segurança pública do Rio, um dos mais corruptos do Brasil. Caso haja essa manutenção, mesmo com o fim da intervenção, terá resultados mais efetivos”, considerou. 

Silvia Ramos, cientista social, coordenadora do Observatório da Intervenção, Universidade Candido Mendes, afirma, por sua vez, que após três meses da intervenção, o Rio de Janeiro ainda vive em um “contexto preocupante, marcado por homicídios, mortes de agentes, denúncias de corrupção e violações”. Para a cientista social, os dados publicados pelo ISP não evidenciam mudanças estruturais no estado. “Além de falta de comando e direção, a impressão que prevalece é de que a intervenção não tem programa, não tem metas e está sem rumo. Não tem transparência, não se comunica com a sociedade”, completou.

“As operações policiais violentas continuam, as chacinas aumentaram. A morte de Marielle não foi elucidada ainda. Por enquanto, apesar das promessas, nenhuma ação foi feita contra a corrupção policial. Não mudaram nem comandante dos batalhões mais problemáticos”, critica Silvia.

Tiroteios, homicídios e agressões
Segundo dados do Observatório, as comunidades que mais foram alvo de operações da intervenção foram a Rocinha, seguida da Vila Kennedy, a Cidade de Deus, o Complexo do Links e a Vila Aliança. Foram registrados, três meses após a intervenção, 2.309 tiroteios - 197 a mais no trimestre pré-intervenção. Entre violações e denúncias durante os três meses, foram notificadas 28 casos de bala perdida, 12 de execução e homicídio, 10 de agressão física, três de cerceamento do direito de ir e vir, dois de abuso de poder, dois de excesso do uso da força, duas de negligência policial e uma de agressão verbal.

Para Helcimara Telles, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) de Ciência Política, a intervenção militar não é uma medida que vá converter o estado de violência no qual vive o Rio de Janeiro. Ela explica que o problema é crônico e, para resolvê-lo, é preciso ter um projeto que aumente o investimento na área de segurança pública sem esquecer do lado social. “É estranho que em um estado democrático tenha que lidar com problemas crônicos produzidos pelo caos administrativo e setores corruptos do estado. A principal causa da violência no Rio é a extrema desigualdade. No país, há uma criminalização da pobreza cuja culpa é sempre dos pobres. Políticas públicas sociais e de segurança precisam caminhar juntas”, acrescentou.

Ação das Forças Armadas

Atualmente, há, no Rio de Janeiro, duas ações diferentes que envolvem as Forças Armadas. Iniciada em julho de 2017, a operação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) teve início em julho do ano passado e tem como função exercer o papel de policiais na cidade. Já a intervenção, que teve início em fevereiro de 2018, tem como objetivo controlar todas as ações de segurança pública do Rio.

Coordenada por generais do exército brasileiro, esta é a primeira intervenção federal realizada em um estado brasileiro desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. Apesar das medidas, a Polícia Militar e a Polícia Civil continuam atuando, normalmente, no estado. No entanto, quem coordena essas atividades é o general Walter Souza Braga Netto, que responde diretamente ao presidente Michel Temer.
 

Aeroportos sob risco de parar


Publicado Em 24/05/2018

Devido à greve dos caminhoneiros, pelo menos 11 aeroportos do país tiveram problemas de abastecimento devido às paralisações. De acordo com a estatal Infraero, quatro só tinham combustível para operar até ontem e outros sete só conseguirão manter as atividades até amanhã. A lista não leva em conta aeroportos gerenciados por empresas privadas, como o de Brasília, que precisou restringir o recebimento de aeronaves com pouco combustível no terminal.

Após a Inframerica, concessionária do Aeroporto de Brasília, ter anunciado pela manhã que só haveria querosene de aviação até o fim da tarde, cinco caminhões, cada um com 45 mil litros do produto, chegaram ao terminal. O combustível saiu de Betim (MG) e veio escoltado pela Polícia Rodoviária Federal. O volume, entretanto, não foi suficiente. Como o terminal gasta, em média, 20 caminhões por dia, o estado ainda é de alerta.

O contingenciamento continua em vigor, com caminhões de querosene ainda retidos no entorno do Distrito Federal. Até ontem à noite, só podiam pousar no terminal aeronaves com capacidade para decolar sem a necessidade de reabastecimento, “a fim de minimizar o impacto para os passageiros”, informou a assessoria da Inframerica. Os aviões sem combustível suficiente estão sendo orientados a voltar ou a mudar a rota.

Diante da incerteza sobre a duração da greve, a recomendação da Infraero, que administra aeroportos como Santos Dumont (Rio de Janeiro) e Congonhas (São Paulo), e da Inframerica é de que os passageiros consultem as companhias aéreas sobre a situação dos voos.

O comerciante Felipe Bornier, 39 anos, comprou nova passagem para antecipar seu voo, que originalmente era hoje às 15h30, para a noite de ontem, por acreditar que, hoje, o movimento nos aeroportos será prejudicado pela falta de combustível. “Já vi que em três estados a situação estava mais complicada e eu tenho compromissos importantes amanhã (hoje) no Rio de Janeiro. Não queria correr o risco de o voo atrasar ou ser cancelado”, disse.

Para minimizar os impactos para os passageiros, a Latam anunciou que deixará de cobrar a taxa de remarcação de passagens e oferecerá a opção de reembolso integral do bilhete, sem multas, até que a situação se normalize. (Colaborou Anna Russi)

 

PORTAL G-1


MPT cobra do governo garantia de proteção ao emprego no Brasil em acordo entre Embraer e Boeing

Fusão é discutida entre as duas empresas desde dezembro do ano passado e precisa do aval da União. Fabricantes de aeronaves também foram notificadas pela Procuradoria.

Por G1 Vale Do Paraíba E Região Publicada Em 23/05/2018 As 17h37

Ministério Público do Trabalho (MPT) notificou a União, na última segunda-feira (21), para que condicione a transferência de parte do controle acionário da Embraer à norte-americana Boeing à garantia de manutenção dos empregos no Brasil. Além disso, a Procuradoria quer assegurar que a fabricação e montagem final das aeronaves seja mantida no país.

O órgão tem manifestado preocupação quanto à manutenção do patamar de empregos no Brasil, caso a parceria seja fechada. A preocupação com a possibilidade de demissões também é manifestada pelo Sindicato dos Metalúrgicos.

Além da recomendação para que a União, que tem que dar o aval ao negócio, mantenha o nível de empregos, a procuradoria quer garantias relacionadas à manutenção da fabricação e montagem final das aeronaves no Brasil.

A Embraer tem mais de 10 mil empregados em São José dos Campos e é uma das maiores empregadoras do município. A empresa tem cerca de 18 mil funcionários no país, segundo o sindicato.

Um prazo de 15 dias foi dado ao governo federal, cuja negociação de fusão conta com participação do Ministério da Defesa, para prestar informações sobre o cumprimento da recomendação

Antes, no dia 2 de maio, a Embraer e a Boeing também foram notificadas pelo MPT sobre a manutenção do patamar de empregos da fabricante brasileira.

Outro lado

A União foi procurada, por meio da assessoria de imprensa do Ministério da Defesa, e informou que tem um grupo de trabalho com profissionais da área para analisar o andamento das negociações entre as duas empresas.

A Embraer informou que tem mantido entendimentos, inclusive por meio do grupo de trabalho do qual o governo brasileiro participa, para avaliar possibilidades para potencial combinação de negócios.

"Entretanto, até o momento não há definição acerca da estrutura de participação da Embraer e tampouco da governança de possível nova sociedade que venha a ser criada caso venha a ser implementada a referida combinação de negócios".

A empresa reforça ainda que, quando e se definida a estrutura para combinação de negócios, sua eventual implementação estará sujeita à aprovação não somente do governo, mas também dos órgãos reguladores nacionais e internacionais e dos órgãos societários das duas companhias.
 

Cinco primeiros meses de 2018 já têm mais mortes em acidentes com aviões de pequeno porte no AM que 2017

Seis pessoas morreram em 2018, enquanto ano passado teve registro de duas mortes.

Por G1 Am Publicado Em 24/05 - 00h30

O número de mortes em acidentes aéreos no Amazonas, entre os meses de janeiro e maio já é maior que o registrado durante o todo o ano de 2017. Segundo dados apurados pela Rede Amazônica junto ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), somente no início deste ano, foram registrados cinco acidentes e um incidente com aviões de pequeno porte no estado.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (23). Nas ocorrências deste ano, seis mortes foram contabilizadas. Em todo o ano de 2017, foram registradas duas mortes em acidentes aéreos.

O primeiro acidente fatal envolvendo aviões em 2018 ocorreu no dia 22 de fevereiro. De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave de matrícula PT- VKR decolou do aeródromo de Flores, Zona Centro-Sul de Manaus, com destino ao município de Borba, no interior do estado. Após a decolagem, por volta de 9h30 (local), a aeronave caiu próxima ao aeroporto. Quatro pessoas morreram e uma ficou ferida.

Já no dia 16 de maio, uma aeronave que saiu de Itaituba (PA) com destino a Manaus desapareceu ao sobrevoar o município de Itacoatiara, no interior do Amazonas. O avião foi encontrado no início da noite do dia 17. Duas pessoas morreram.

Os relatórios gerados a partir da investigação destes acidentes não possuem prazo para serem entregues, pois sua finalidade é apenas a prevenção aeronáutica, segundo o Cenipa.

Ocorrências

Na terça-feira (22), a aeronave de pequeno porte PT-FLW caiu nas proximidades do Aeródromo de Flores, situado na Zona Centro-Sul de Manaus, por volta das 9h30. O piloto ficou ferido. A aeronave saiu de São Gabriel da Cachoeira, no interior do estado, depois de fazer um frete. Pousou no aeroporto Eduardo Gomes, na capital, e seguia voo de translado para o aeródromo.

Um hidroavião caiu em uma área de floresta perto da comunidade Cristo Rei, no município de Nova Olinda do Norte, a 135 km de Manaus, no dia 30 de abril. Duas pessoas que estavam na aeronave sobreviveram. O piloto do hidroavião teria tentado pousar no rio, mas precisou arremeter após perceber que no local havia embarcações. Chovia no momento do acidente.

Também em abril, no dia 17, um avião teria saído da pista durante a decolagem. O piloto não se feriu.

No dia 24 de fevereiro, um avião que seguia de Tabatinga para Manaus teve problemas com o trem de pouso na chegada ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. O piloto e os cinco passageiros saíram ilesos. Esse é o único caso de 2018 com investigação finalizada pelo Cenipa.

Infraero alerta que aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e os de Recife, Palmas, Maceió e Aracaju só têm combustível para esta quarta-feira

Outros sete aeroportos têm combustível para no máximo dois dias, entre os quais Santos Dumont (RJ). Anac recomenda procurar companhias aéreas.

Por Ricardo Gallo, G1, São Paulo Publicada Em 23/05/18 - 16h59

Um relatório da Infraero de 11h09 aponta que os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e os de Palmas (Tocantins), Recife (Pernambuco), Maceió (Alagoas) e Aracaju (Sergipe) têm combustível suficiente para abastecer as aeronaves até esta quarta-feira (23), em razão da greve de caminhoneiros e do bloqueio às distribuidoras.

Congonhas é um dos três aeroportos mais movimentados do país. É nele que fica a rota de maior circulação de passageiros do Brasil, a ponte aérea Rio-São Paulo.

Outros sete aeroportos têm combustível para um ou no máximo dois dias (Santos Dumont-RJ, Goiânia-GO, Teresina-PI, Campo Grande-MS, Ilhéus-BA, Foz do Iguaçu-PR e Londrina-PR).

O alerta foi dado pelo Núcleo de Acompanhamento e Gestão Operacional (Nago), no "relatório de monitoramento da mobilização dos caminhoneiros".

O relatório diz respeito apenas aos aeroportos administrados pela Infraero; os gerenciados por empresas privadas não entram na lista. Brasília, por exemplo, restringiu, também nesta quarta-feira (28), o recebimento de aeronaves com pouco combustível no terminal.

Pelo 3º dia seguido, nesta quarta-feira (23), caminhoneiros continuam protestando em rodovias federais e estaduais, além de vias importantes em 23 estados do país mais o Distrito Federal. Alguns atos ocorrem diante de refinarias, impedindo a saída de caminhões-tanque.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) disse recomendar aos passageiros "com voos marcados para os próximos dias que consultem as empresas aéreas antes de se deslocarem para os aeroportos até que a situação se normalize".

Veja a situação específica dos aeroportos da Infraero:

Têm combustível apenas até esta quarta-feira - 5 aeroportos:

Congonhas (SP) - "As carretas da BR Distribuidora foram bloqueadas e não conseguiram chegar no aeroporto. A Shell conseguiu trazer 4 das 10 carretas previstas"
Recife (PE) - "Chegaram quatro carretas do Rio Grande do Norte e, com contingência aplicada pelas companhias aéreas, temos estoque até as 18h de hoje [quarta]"
Aracaju (SE) - "Querosene suficiente até esta quarta e gasolina até quinta. Há caminhões parados em Feira de Santana/BA, distante 300 km de Aracaju, ou quatro horas)";
Palmas (TO) - "Caminhão da BR parado em Gurupi-TO. Previsão de estoque até meio-dia. O da Shell está parado em Paulínia-SP";
Maceió (AL) - Shell tem estoque apenas para hoje. BR tem estoque para dois dias. Solicitado apoio da Polícia Rodoviária Federal para liberar caminhão preso em barreira".

Combustível para mais um dia ou dois - 7 aeroportos

Santos Dumont (RJ) - Tem combustível para mais um dia, até 24/5;
Goiânia (GO) - "Combustível atende a aviação até o dia 24";
Teresina (PI) - "Autonomia até 25/5";
Campo Grande (MS) - "Estoque até sexta 25/5";
Ilhéus (BA) - "Em função das carretas não conseguire passar no bloqueio em Cruz das Almas, caso não chegue até amanhã às 08:30, o abastecimento do aeroporto estará comprometido";
Foz do Iguaçu - Mesmo usando todo o estoque da BR, teremos combustível somente até amanhã".

 

OUTRAS MÍDIAS


RONDONIAOVIVO - Apuração: Autoridades desconhecem queda de avião com empresários em Ji-Paraná

O Rondoniaovivo buscou informações com a Força Aérea Brasileira, Corpo de Bombeiros e nada foi confirmado, no entanto havia a suspeita do ocorrido, que gerou o alarde.

Publicada Em 23/05/2018 As 11h44

Uma notícia na manhã de hoje, se espalhou nas redes sociais e nos veículos de comunicação do Estado é desconhecida por parte das autoridades. Nas matérias veiculadas, jornalistas relatam a queda de um avião que vinha do Rio Grande do Sul transportando dois empresários para a Feira de Agronegócios que está acontecendo em Ji-Paraná, a 7ª Edição do Rondônia Rural Show.

O Rondoniaovivo buscou informações com a Força Aérea Brasileira, Corpo de Bombeiros e nada foi confirmado, no entanto havia a suspeita do ocorrido, que gerou o alarde.

O órgão responsável da Aeronáutica em desastres aéros, que fica em Manaus/AM, também informou que até o momento não recebeu nenhum tipo de alerta sobre aeronaves desaparecidas ou acidentes aéreos.

Tanto o Corpo de Bombeiros como a Polícia Militar, em Ji-Paraná, também não receberam nenhum chamado desta natureza. Existe a possibilidade de ter havido uma confusão de informações, baseadas no desaparecimento de uma aeronave na região de São Miguel do Guaporé – RO, onde destroços foram localizados.

O Rondoniaovivo continua apurando as informações com seus correspondentes em todo o estado.

PODER AÉREO - O principal concorrente do KC-390 (PARTE 3)

Conheça a história do desenvolvimento do C-130J Super Hercules e as dificuldades enfrentadas pelo projeto

Guilherme Poggio Publicado Em 23/05

O principal concorrente do jato de transporte KC-390 da Embraer tem nome e número: C-130 Super Hercules. Não há novidade nisso e mesmo cidadãos brasileiros sem familiaridade com o setor aeronáutico conhecem ou já ouviram falar dele. O que poucos conhecem é a história do projeto do C-130J, objeto do presente texto.

Designado para ser uma atualização do lendário C-130 Hercules, o desenvolvimento do programa sofreu em função do excessivo otimismo, das limitações da célula anterior e de inesperadas surpresas que poderiam ter sido previstas. Por se tratar de uma iniciativa privada, o programa foi totalmente custeado pela fabricante em seu início e algumas etapas do processo foram encurtadas para se economizar tempo e dinheiro.

O que se viu posteriormente foi uma sequência de atrasos e duplicidade de testes e ensaios. Felizmente (para a companhia) o que salvou o programa foi a reputação do projeto original e a ausência de outra aeronave no mercado Ocidental com características semelhantes.

ATUALIZAÇÃO

No início da década de 1990 o C-130H Hercules vendia bem, a Lockheed Martin tinha uma boa carteira de encomendas e a concorrência era praticamente nula no Ocidente. A linha de produção entregava cerca de três aeronaves por mês (o que dá uma fantástica produção anual de 36 aeronaves!).

Mesmo diante de uma posição confortável no mercado, os executivos da Lockheed Martin sabiam que o mundo estava em transformação e a tecnologia aeronáutica evoluía a passos largos.

Com o fim da divisão dos países em dois blocos geopolíticos, aeronaves que anteriormente eram exclusividade das nações alinhadas com a União Soviética passaram a ser oferecidas ao Ocidente. Dentre estas aeronaves estavam aquelas que ocupavam o mesmo nicho de mercado do C-130.

Além disso, naquela época o mundo dava os seus primeiros passos rumo à navegação por satélite de forma generalizada e os painéis “glass cockpit” começavam a permear as cabines de muitos aviões (civis e militares).

Como base nas informações coletadas junto aos usuários do C-130, a fabricante da aeronave entendeu que deveria manter a robustez da estrutura, atualizar o grupo propulsor e reprojetar um novo cockpit com painéis e sistemas (principalmente de navegação e comunicação) de última geração.

Por mais que a iniciativa de atualização da aeronave pela empresa tenha sido muito bem recebida pelos operadores de C-130, nenhum deles se levantou para bancar o projeto. Mas a empresa acreditava na ideia e resolveu, por conta própria, financiar o projeto de atualização do Hercules.

CERTIFICAÇÃO CIVIL

Por se tratar de uma iniciativa particular (uma vez que não havia clientes militares naquele momento), a Lockheed teve que se submeter às regras de certificação e aeronavegabilidade do órgão civil de aviação dos Estados Unidos, a FAA (Administração Federal de Aviação em tradução livre).

Em tese esta não era uma novidade para a empresa, que no passado havia certificado uma versão do Hercules (L-100) para o mercado civil. Só que desta vez não haveria uma versão do Hercules civil, apenas um Hercules de uso militar com certificação civil. (recentemente a Lockheed decidiu produzir uma versão exclusiva da aeronave para o mercado civil denominada LM-100J).

Aparentemente não há dificuldades numa certificação civil para uma aeronave que será usada por forças militares, certo? Errado. A primeira delas, no caso do C-130, estava relacionada ao painel tipo glass cockpit.

A maioria das aeronaves com glass cockpit daquela época possuía seis telas sendo duas para cada piloto e outras duas mostrando dados dos motores e sistemas. Este era o padrão aceito para a FAA.

O painel que a Lockheed projetou para o Hercules II (nome original da aeronave, posteriormente trocado para “Super Hercules”) possuía quatro telas (sendo apenas uma para cada piloto), além de dois HUD. A grande dificuldade foi provar para a FAA que o HUD seria uma das telas primárias de dados de voo, pois até então não existiam aeronaves civis certificadas desta maneira.

O C-130J foi a primeira aeronave com certificação civil da FAA a empregar o HUD como tela primária de voo. FOTO: USAF

Uma das exigências da FAA era a duplicidade dos dados mostrados em cada um dos HUD. Ambos os HUD estão vinculados ao mesmo barramento 1553B (barramento padrão militar) e, portanto, podem atuar independentemente. A Lockheed simplesmente introduziu um switch que permite ao segundo piloto ver o que o primeiro piloto está monitorando caso ele deseje. Desta maneira o C-130J tornou-se o primeiro avião certificado pela FAA a usar o HUD como tela primária de dados de voo.

Mas o processo de adaptação para obter o certificado civil ia muito além da questão do HUD. Possivelmente o maior desafio da empresa nesse campo foi adaptar as 600.000 linhas de códigos do software de aviônicos para atender ao padrão civil (DO 178) e ao padrão militar (DOD-STD-2167A). Isto acabou gerando uma duplicidade de testes de software, alongando o tempo de desenvolvimento.

PROBLEMAS AERODINÂMICOS

Estruturalmente o C-130J é basicamente a mesma aeronave que entrou em operação na década de 1950 (Ver imagem acima mostrando aviões de versões anteriores – hélices de quatro pás). De certa forma isso acabou gerando contratempos para a empresa porque algumas das partes da aeronave não tinham documentação aprovada no sistema da empresa de tão antigas que eram.

Mas se a estrutura se manteve o mesmo não pode ser dito do grupo propulsor e controles associados a este. A Lockheed escolheu o turboeixo Allison AE2100D3 de 4.591 shp associado a uma hélice Dowty R391 de seis pás de material composto em forma de cimitarra.

Ao nível do mar a potência desenvolvida por esse novo grupo propulsor produz 25% mais empuxo do que o do C-130H. Há ganhos também em relação ao alcance, à velocidade máxima e à distância de decolagem.

A Lockheed não esperava grandes problemas aerodinâmicos provenientes da troca dos motores e das hélices. E em função disso criou um calendário de ensaios em voo muito otimista. Entre o primeiro voo do primeiro exemplar de produção (não foram produzidos protótipos) e a obtenção do certificado civil de aeronavegabilidade a empresa estimou um período de doze meses (ver detalhes sobre o programa de ensaios na próxima parte deste texto).

Porém, durante a parte dos ensaios em voo relacionados ao comportamento da aeronave em situações de estol, observou-se que o comportamento do C-130J era totalmente diferente dos seus irmãos mais antigos. O fluxo de ar sobre as asas gerado pelas novas hélices de seis pás era o responsável por estas mudanças no fluxo.

Os resultados dos ensaios mostraram que soluções aerodinâmicas satisfatórias foram encontradas para determinadas situações específicas, mas para outras não. Por exemplo, situações que envolviam ausência de potência ou potência máxima necessitavam de soluções diferentes que não atendiam a ambos os casos. Estas soluções envolviam o uso de geradores de votex, fendas nas asas e stall strips entre outras.

Em função da dificuldade de se encontrar soluções aerodinâmicas satisfatórias e dos atrasos no programa de ensaios em voo a Lockheed optou por instalar um dispositivo chamado stick pusher, muito comum em aeronaves comerciais.

O stick pusher é um sistema que monitora constantemente os parâmetros críticos de voo (como ângulo de ataque, velocidade e posição do flap), acionando automaticamente os controles da aeronave para que ela não entre em situação de estol.

No caso do C-130J os pilotos recebem avisos visuais no HUD e nas telas dos painéis, acompanhado de avisos sonoros quando a aeronave estiver quarenta nós acima da velocidade de estol. E se não houver interferência por parte do piloto o stick pusher automaticamente entra em ação.

A ideia era adotar o stick pusher como solução provisória para obter a certificação da aeronave e em seguida retomar o programa de ensaios em voo para encontrar uma solução definitiva. No entanto os clientes resolveram aceitar a solução com o stick pusher e assim a Lockheed deixou de buscar soluções aerodinâmicas para a questão.

Mas o comportamento do fluxo de ar sobre as asas não havia provocado modificações apenas nas condições de estol. Descobriu-se, nas etapas finais do processo de certificação, que o fluxo de ar proveniente da rotação das hélices modificava o processo de formação de gelo nas superfícies da aeronave. O caso mais agudo era na base da deriva. Para contornar este problema introduziu-se um dispositivo anti-gelo distinguível pela cor preta (ver imagem abaixo).

Na foto acima um CC-130J da Força Aérea Canadense estacionado na Academia da Força Aérea em Pirassununga. Observar a área preta na base da deriva. Ela é integrante do sistema anti-gelo da aeronave. O dispositivo foi instalado na após descobrir, durante os ensaios em voo, que o fluxo de ar sobre as asas alterava o processo de formação de gelo nas superfícies da aeronave. FOTO: Guilherme Poggio

O novo grupo propulsor também afetou o nível de vibração. As novas hélices de seis pás geram uma ressonância na frequência de 102 Hz. Esse problema foi detectado quando a aeronave já havia sido entregue para alguns clientes. Em função disso a RAAF (Real Força Aérea Australiana) impôs restrições no transporte de munições e explosivos, assim como equipamentos médicos de emergência em missões de evacuação. A solução veio com a mudança na parte do software que controla a sincronização das hélices.