NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


NOTIMP 204/2018 - 21/07/2018

Publicado: 21/07/2018 - 09:17h
TV GLOBO - JORNAL NACIONAL

REDE GLOBO

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TV RECORD

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AGÊNCIA REUTERS

PORTAL BBC

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JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE

TV GLOBO - JORNAL NACIONAL


Instabilidade no sinal do radar faz aeroportos de SP suspenderem voos

Por três vezes em um período de 12 horas, o radar que controla os voos nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos apresentou problemas.

Publicado em 20/07 - 21h03

Passageiros de pelo menos 500 voos sofreram atrasos, nesta sexta-feira (20), nos três principais aeroportos de São Paulo por causa de falhas em um radar. Cinquenta viagens foram simplesmente canceladas. No intervalo de cinco semanas, foi a segunda pane no mesmo equipamento.

Por três vezes em um período de 12 horas, o radar que controla os voos nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos apresentou problemas. O resultado foi voos cancelados, confusão, filas e dúvidas.

Imagem“A gente já tinha viagem, passeio. Tudo marcado para amanhã. Combinado, pago. Agora vamos ficar a ver navios”, disse o engenheiro ambiental Wesley Rebelo. “Não sei o que vai acontecer, mas acho que vamos ter que voltar para casa”, afirmou a engenheira Vanessa Rebelo.

O problema começou de madrugada, quando o aeroporto ainda estava fechado. Pela manhã, a Infraero suspendeu todos os voos por quase uma hora - a mesma situação que aconteceu há pouco mais de um mês com uma falha no mesmo radar.

O motivo no mês passado foi, segundo a Aeronáutica, a troca de uma placa de telecomunicações. Dessa vez explicou que houve instabilidade na visualização do radar em três momentos - às 23h30 de quinta-feira (19) e às 4h30 e às 10h30 desta sexta -, por causa de uma transição do fornecimento de energia elétrica do abastecimento comercial para o do gerador próprio e que a energia elétrica foi normalizada às 12h. A Aeronáutica afirma que não há relação entre os dois episódios.

O compromisso da estudante Duane Chesa era em Porto Alegre: “O nosso voo está atrasado e até agora a gente não conseguiu resolver”.

“Era à uma hora, passou para 4h20 e, mesmo assim, não tem previsão. Eu não sei o que eu faço, se eu volto para casa ou se eu aguardo, né?”, contou a professora Ane Moura.

A Eletropaulo, que é a companhia de energia elétrica de São Paulo, declarou que não detectou falha no fornecimento de energia no endereço do radar. A Infraero informou que os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e o Santos Dumont, no Rio, vão estender o funcionamento até a 1h deste sábado (21) pra normalizar os voos.

 

REDE GLOBO


Apagão em radar causa transtornos nos aeroportos de São Paulo


Sptv 2 | Publicado em 20/07

Uma falha no fornecimento de energia tirou do ar o radar que controla o tráfego aéreo dos três dos maiores aeroportos de São Paulo. Em Congonhas, foram 113 atrasos e 21 cancelamentos.

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PORTAL UOL


Pane em voos em 24 h equivale a 1/3 do impacto de greve de caminhoneiro

Falha afetou 107 voos e deixou aéreas em alerta; para Aeronáutica, foi pontual

Publicado em 21/07 - 00h12

As principais companhias aéreas do Brasil sentiram em menos de 24 horas um impacto equivalente a um terço do golpe acumulado com a suspensão de voos na paralisação dos caminhoneiros, que deixou aeroportos sem combustível. Desta vez, a razão foi uma instabilidade na visualização de radares nos aeroportos de São Paulo.

Somadas as três maiores linhas aéreas brasileiras (Latam, Gol, Azul), foram cancelados 107 voos nesta sexta-feira (20) devido a um problema que, segundo a Aeronáutica, foi provocado por questões ligadas à energia elétrica.

Dois meses atrás, após a paralisação das estradas, as três companhias reportaram um total de 332 cancelamentos.

Entre os dias 25 e 30 de maio, a Latam teve 151 voos cancelados —ou seja, uma média diária de 25 cancelamentos. Só nesta sexta, a pane obrigou a empresa a cancelar 55 voos — ou seja, mais que o dobro do impacto diário sentido na paralisação dos caminhoneiros.

 Na Azul, que teve 169 voos cancelados durante os protestos nas rodovias do país entre os dias 24 e 27 de maio (média de 42 cancelamentos por dia), o impacto desta sexta-feira foi de 33 cancelamentos.

As instabilidades aconteceram às 23h30 de quinta-feira (19), às 4h30 e às 10h30 de sexta (20) e atingiram toda a APP-SP, que é a Área de Controle Terminal de São Paulo, ou seja, o principal ponto de conexões de voos do país.

O abastecimento de energia elétrica foi normalizado às 12h, segundo a Aeronáutica, mas os cancelamentos e alterações de destinos se desenrolaram até o fim da tarde.

O caso tem sido visto com preocupação pelas empresas aéreas, que estão calculando os prejuízos desta sexta. Durante a greve dos caminhoneiros, a Azul anunciou perdas em torno de R$ 50 milhões. Na Latam o registro foi de US$ 13 milhões (R$ 49 milhões) pelos dias de estradas paradas. Além dos prejuízos à malha aérea, as empresas têm custos com os passageiros em solo, como hospedagem e remarcação de viagens.

Internamente, as empresas avaliam o caso como alarmante porque se trata de uma infraestrutura básica e envolve a segurança dos voos. Executivos das linhas aéreas listaram outros problemas semelhantes que aconteceram recentemente e consideraram insuficiente a resposta da Aeronáutica, que tratou a questão como um caso pontual.

Há menos de um mês, a Abear (associação das empresas do setor) divulgou nota comentando sobre outro problema elétrico na alimentação do sistema de radares do controle de tráfego aéreo de São Paulo —que, em junho, foi responsável por atrasar e cancelar dezenas de voos nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Campinas (Viracopos).

Segundo a Abear, os radares servem para fornecer informações de localização, altitude, velocidade, direção de deslocamento e meteorologia, ou seja, “informam precisamente ao piloto e ao controle de tráfego a posição de uma aeronave no espaço aéreo”.

Em maio, houve um outro caso que ficou mal explicado na percepção de membros de companhias aéreas. Ele voltou a ser comentado pelas empresas nesta sexta-feira.

Na ocasião, o chamado ILS (Instrument Landing System), o sistema de aproximação para pouso de precisão, do aeroporto de Guarulhos, apresentou falhas e precisou passar por avaliação.

Pilotos e engenheiros chegaram a cogitar, naquele momento, que poderia haver interferência magnética com sistemas dos trens da linha 13-jade da CPTM, entregue pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) para ligar a capital paulista ao aeroporto de Cumbica. Na época, CPTM, Aeronáutica e concessionária do aeroporto negaram a versão. O problema foi atribuído a um nevoeiro.

Procuradas para comentar a pane desta sexta, as assessorias de imprensa das companhias evitaram entrar em detalhes. Informaram apenas os números de voos perdidos e as orientações para que seus passageiros que tenham viagens marcadas de ou para São Paulo verifiquem a situação de seus voos antes de se dirigirem aos aeroportos.

Em nota, a Aeronáutica afirmou que o CGNA (Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea) adotou nesta sexta as medidas necessárias para regularizar o fluxo aéreo e que em nenhum momento a segurança foi comprometida.

As instabilidades, diz, “decorreram da transição do fornecimento de energia elétrica do abastecimento comercial para o do gerador próprio”.

Uma das medidas adotadas foi a ampliação do horário das operações dos aeroportos Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP) nesta sexta.

Segundo a Aeronáutica, não há relação entre o fato desta sexta, envolvendo o fornecimento de energia elétrica, com a instabilidade de 16 de junho, quando uma das placas de telecomunicações precisou ser substituída.

 

TV RECORD


Falha em radares atrasa voos em aeroportos de São Paulo


Jornal Da Record | Publicado em 20/07 - 22h03

A primeira informação da FAB (Força Aérea Brasileira) foi de que na noite de quinta-feira (19) houve uma instabilidade no sinal do radar que monitora o tráfego aéreo em São Paulo. O problema foi normalizado na madrugada desta sexta (20).

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TV BANDEIRANTES


Roraima inaugura o décimo abrigo para venezuelanos


Jornal Da Band | Publicado em 20/07

Mais um grupo de 600 venezuelanos foi retirado das ruas e está agora morando em abrigos em Boa Vista. Uma força-tarefa do Exército ajudou na remoção das famílias, que ganharam casas temporárias para morar.

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PORTAL G1


Falha em radar que afetou voos de SP nesta sexta foi causada por `transição´ em fornecimento de energia, diz FAB

Problema ocorreu durante mudança do fornecimento de energia elétrica do abastecimento comercial para o do gerador próprio, segundo a FAB. Causas não têm relação com problemas registrados em junho.

Tahiane Stochero | Publicado em 20/07 - 18h08

A Aeronáutica informou nesta sexta-feira (20), por meio de nota, que a falha no radar que afetou voos nos aeroportos de São Paulo foi provocada por instabilidades causadas pela "transição do fornecimento de energia elétrica do abastecimento comercial para o do gerador próprio".

Mais de 200 voos atrasaram e mais de 20 foram cancelados, afetando aeroportos em várias cidades do país. Por conta da falha e das filas no Aeroporto de Congonhas, que permaneciam até o início da noite, o terminal deverá funcionar até 1h da madrugada de sábado (21). O Aeroporto Santos Dummont, no Centro do Rio, também vai estender o horário de funcionamento.

Segundo a nota da Aeronáutica, as instabilidades foram registradas às 23h30 de quinta-feira (19), às 4h30 e às 10h30 desta sexta-feira (20). "O abastecimento de energia elétrica foi normalizado ao meio-dia", diz a Aeronáutica.

A Eletropaulo informou que não detectou falha no fornecimento de energia no endereço do radar.

O radar já havia registrado falhas no último 16 de junho, que provocoram transtorno a passageiros nos terminais de Cumbica e Congonhas. A Aeronáutica citou o caso na nota divulgada nesta sexta, informando que os dois casos não tem relação.

Naquela ocasião, em Congonhas, uma peça de um gerador de energia ligado ao sistema de controle do radar queimou, provocando uma pane inesperada e sem precedentes no gerenciamento dos voos, que durou das 8h15 às 9h20. 

Nesta sexta, as falhas causaram a paralisação de voos nos aeroportos de Cumbica, em Guarulhos, de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, e Viracopos, em Campinas. Outros aeroportos do país, como os internacionais de Brasília e de Belo Horizonte foram afetados com atrasos ou cancelamentos (veja detalhes abaixo).

No início da noite, o balanço de atrasos e cancelamentos apontava:

Em Cumbica:

605 voos programados
297 sofreram atrasos
25 foram cancelados

Em Congonhas:

113 atrasados
21 cancelados

Atrasos pelo Brasil

Outros voos com destino à São Paulo também tiveram atrasos e cancelamenos durante a tarde desta sexta-feira (20).

Segundo a Infraero, no Rio de Janeiro, até o meio-dia, quatro voos tinham sido cancelados, e outros três atrasados, no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio. Já no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Galeão, um voo estava atrasado. O Rio Galeão não registrou problemas no terminal.
Em Campinas, um voo foi desviado para Navegantes (SP), devido à falha no radar.
De acordo com a Inframerica, o Aeroporto Internacional de Brasília registrou nove atrasos e dois cancelamentos.
No Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, a assessoria informou que ao menos seis voos para São Paulo sofreram atrasos.
Em Curitiba, no Aeroporto Afonso Pena, um voo com destino a Guarulhos atrasou três horas.

Falhas de junho

Em 16 de junho, quando ocorreu a falha em Congonhas, uma peça de um gerador de energia ligado ao sistema de controle do radar queimou, provocando uma pane inesperada e sem precedentes no gerenciamento dos voos, que durou das 8h15 às 9h20.

Por mais de uma hora, foram tomadas “ações de contingenciamento entre as aeronaves nas áreas de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Curitiba”.
 

Enquanto isso, no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, estava sendo registrado uma falha no controle de aproximação de aeronaves quando não há visibilidade, chamado de ILS (Instrument Landing System).

O ILS consiste em um conjunto de sistemas e programas, com rádios, câmeras e softwares e possui várias categorias de uso e controle. O sistema é acionado para ajudar o piloto a realizar o pouso e a decolagem de aviões quando há chuva, nevoeiro ou em condições de degradação, quando não é possível para o piloto realizar as operações com visibilidade da pista, e possui várias categorias de controle.

O maior problema concentrava-se em uma das 4 cabeceiras da pista, a cabeceira 09R, onde o sistema de aproximação para pouso de precisão só voltou a operar totalmente quatro dias depois, em 19 de junho, segundo a FAB.

Investigação sobre interferência em sistema

A investigação começou quando pilotos começaram a relatar interferências no ILS e o sistema era desligado quando as interferências eram notadas. Uma das suspeitas era que os trens da Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), recém-inaugurada para ligar São Paulo a Guarulhos, poderia estar interferindo no controle de pousos no aeroporto.

A hipótese, no entanto, foi descartada após testes. Entre 16 e 19 de junho, aviões-laboratório da FAB, chamados de IU-50 e coordenadas pelo Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), fizeram testes e voos de inspeção em Guarulhos, tentando descobrir as causas do problema.

Durante as verificações, não houve nenhuma interferência no avião laboratório e uma investigação ainda está em andamento para tentar descobrir o que provoca o problema. Entre as suspeitas estão rádios piratas e até a qualidade da energia recebida em Guarulhos. Oficialmente, as apurações ainda estão em andamento.

 

Plano estratégico de Segurança diz que corrupção no governo reflete na violência do RJ

Documento é divulgado cinco meses depois do início da intervenção federal do Rio na segurança pública.

Publicado em 20/07 - 13h00

O comando da Intervenção Federal da Segurança no Rio divulgou, nesta sexta-feira (20) o Planejamento Estratégico da pasta no Estado. No documento, o comando afirma que os altos índices de corrupção e o aparelhamento da máquina estatal tiveram reflexos diretos nas políticas de segurança do Estado.

As Forças Armadas, que estão no controle da Intervenção, afirmam que foram chamadas apenas para combater as consequências do crime, pois as causas da violência não foram combatidas e se agravaram.

Entre os objetivos da intervenção, estão a diminuição dos índices de criminalidade, através da recuperação da capacidade operacional das Polícias Civil e Militar.

O governo do Estado afirmou que não vai comentar o planejamento estratégico de segurança.

Críticas às UPPs

As Unidades de Polícia Pacificadora, que começaram processo de desmobilização neste ano, sofreram críticas no documento. "O alto custo das operações militares como força de pacificação refletiu negativamente na parte econômica do governo e em alguma parcela da sociedade, onde já há algum consenso da inviabilidade desse tipo de operação", le-se no texto.

O documento afirma ainda que as forças de intervenção não possuem liberdade de ação e são questionadas, por questões "político eleitorais, ideológicas ou de viabilidade técnica".

A intervenção federal na área de segurança segue no Rio até dezembro de 2018, com verba estimada em mais de R$ 1 bilhão. Nesse período, no entanto, os crimes aumentaram, e pouco da verba foi utilizada.

 

Oito aeronaves foram apreendidas com mais de 2,5 toneladas de drogas neste ano em MT

Somente nesta semana foram duas grandes apreensões em Jaciara e em Pontes e Lacerda.

G1 Mt | Publicado em 20/07 - 11h46

Oito aeronaves foram apreendidas carregadas com entorpecente entre os meses de janeiro a julho deste ano em ações policiais contra o tráfico internacional de drogas em Mato Grosso.As apreensões resultaram em mais de 2,5 toneladas de diversos tipos de droga.

Somente nesta semana foram duas grandes apreensões.

Na segunda-feira (16), um dominicano e um boliviano foram presos com 340 kg de droga depois de fazerem um pouso forçado na zona rural de Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá. De acordo com a Polícia Civil, a droga avaliada em R$ 5 milhões era trazida da Bolívia.

Avelino Astácio Santana, de 59 anos, nacional da República Dominicana, e o boliviano José Arias Aguirre, de 47 anos, devem responder por tráfico internacional de drogas e associação criminosa.

As diligências em busca da aeronave começaram após boatos da suposta queda do avião a cerca de 60 km da zona urbana do município.

Os policiais foram até o local indicado e encontraram a aeronave de pequeno porte abandonada. O avião tinha a bandeira da Bolívia pintada. Sete sacos com cocaína, foram encontrados.

Outro caso, dessa vez na terça-feira (17), resultou na apreensão de um avião carregado de maconha. A aeronave fez um pouso forçado em uma fazenda na região de Jaciara, a 142 km de Cuiabá.

Segundo informações da Polícia Militar, o piloto e um passageiro estavam na aeronave. Houve tiroteio entre os suspeitos e o piloto acabou detido. Dentro da aeronave os policiais encontraram 132 tabletes de maconha guardados em várias mochilas. A carga ultrapassou 150 kg de maconha.

Outros casos

Em junho deste ano, uma aeronave que transportava aproximadamente 420 kg de cloridrato de cocaína proveniente da Bolívia foi apreendida pela polícia após pousar em uma pista clandestina em Denise, a 208 km de Cuiabá.

Segundo a polícia, o piloto abasteceria a aeronave no local antes de seguir com a droga para o Porto de Santos (SP). Na sequência, a droga seguiria para a Europa. Um suspeito foi baleado e morreu nessa situação.

No começo do mesmo mês, outra aeronave que transportava cocaína proveniente da Bolívia foi interceptada por pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) na região da Serra Tapirapuã, próximo a Tangará da Serra.

 

Para além do aviador: Espaço Cultural Unifor expõe acervo de Santos-Dumont

A exposição Santos-Dumont – Coleção Brasiliana Itaú revela outras facetas do inventor: esportista, designer, empreendedor, personagem de referência em seu tempo, leitor voraz, criador diversificado de caráter tenaz e conturbado. Com mais de 500 peças, a mostra traz detalhes não somente de suas excepcionais invenções, como também de sua personalidade. A abertura acontece no dia 2 de agosto, às 19h, no Espaço Cultural Unifor. No dia seguinte, 3 de agosto, ocorre palestra da curadora Luciana Garbin, às 9h30, no Teatro Celina Queiroz.

Unifor | Publicado em 20/07 - 15h00

ImagemNos livros escolares, ele é um herói nacional. Inventor do aparelho aéreo mais pesado que o ar, primeiro a alçar voo sem a necessidade de rampa para lançamento. Nas “fotos oficiais”, um homem sisudo, de colarinho alto e chapéu panamá amassado. Mas Alberto Santos-Dumont foi muito mais que isso. Um bon vivant risonho, que conviveu com nobres, artistas e grandes inventores. Um inventor determinado, que inovou em áreas além da aviação. Um homem melancólico e com destino trágico, profundamente desapontado com os usos bélicos de seu maior invento.

Estes e outros aspectos da personalidade de Alberto Santos-Dumont, praticamente esquecidos pela repercussão do aeroplano 14 Bis – cujo primeiro voo acaba de completar 110 anos – serão exibidos ao público cearense na Mostra Santos-Dumont – Coleção Brasiliana Itaú. A exposição fica em cartaz até 9 de dezembro de 2018, no Espaço Cultural Unifor, localizado no prédio da Reitoria da Universidade de Fortaleza.

“Orgulhosamente, um brasileiro concretizou o sonho de milhões de pessoas pelo mundo. Não do modo poético, com asas de Ícaro, mas por meio de modelos que envolvem muito mais engenharia. E foi com a mente nas nuvens e as mãos firmes na terra que Santos-Dumont projetou, construiu e fez voar o primeiro avião do mundo”, destaca Lenise Queiroz Rocha, presidente da Fundação Edson Queiroz.

Com mais de 500 peças, a curadoria é da jornalista Luciana Garbin e do Itaú Cultural. A linha curatorial se sustenta em pilares que marcam a trajetória do inventor, como inovação, ciência e empreendedorismo. Um dos destaques da mostra é a réplica, em tamanho original, da aeronave Demoiselle, considerada sua obra-prima.

“A mostra sobre Santos-Dumont identifica-se profundamente com a Universidade de Fortaleza não só pelo aspecto cultural, mas sobretudo em vista da trajetória desse grande inventor brasileiro, pautada pela ciência, inovação e empreendedorismo, pilares que também fazem parte da atuação da Unifor. Esperamos que o público visitante, em especial crianças, adolescentes e nossa comunidade acadêmica, inspire-se nos ideais e realizações de Santos-Dumont, cujo legado permanece em nossa sociedade até hoje”, afirma o prof. Randal Pompeu, Vice-Reitor de Extensão da Unifor.

Como ocorre em toda abertura de exposição da Unifor, a curadora fará uma palestra no Teatro Celina Queiroz, no dia 3 de agosto, 9h30, no Teatro Celina Queiroz. Direcionada para todos os públicos, a apresentação se estende sobre a mostra, detalhando os espaços, a cronologia e a escolha dos arquivos, documentos, objetos e fotos. A exposição foi apresentada em São Paulo, em 2016, e em Cuiabá, no ano passado, antes de chegar a Fortaleza.

Perfil múltiplo

Além de “pai da aviação”, Santos-Dumont foi esportista, designer e um criador de tendências no modo de vestir e usar o chapéu, uma de suas marcas registradas. Também serão expostas criações até hoje pouco conhecidas do público, como o Conversor Marciano, que servia para ajudar esquiadores a subir as montanhas nevadas. O nome vem de sua ideia de reproduzir a gravidade de Marte e reduzir o peso.

São de sua invenção ainda um dispositivo de tração para o coelhinho que serve de chamariz em corridas de galgos – raça de cães considerada a mais rápida do mundo. E o Canhão Paradoxal, uma espécie de catapulta para lançar boias salva-vidas para banhistas que estivessem em perigo no mar. Entre as fotos exibidas, duas são do criador testando o Canhão Paradoxal em uma praia.

Muitas dessas imagens eram transformadas em cartões-postais, um dos modismos da época, ao qual o próprio Dumont aderiu com fervor e cuja coleção será apresentada. Entre eles, o visitante pode ver uma série de cartões carinhosos e saudosos enviados para uma moradora de Fortaleza, Hersilia Burlamaqui Freire, moradora da Rua Formosa, 59, por um admirador, identificado como Heitor.

A exposição

ImagemEntrando no espaço expositivo, o público encontra documentos, objetos e imagens conservadas por ele próprio e herdadas por membros de sua família, organizados na curadoria compartilhada de Luciana, em parceria com os núcleos Itaú Cultural de Inovação, Acervo e Enciclopédia, Artes Visuais, Produção e Centro de Memória, Documentação e Referência (CMDR).

Além de peças originais e pessoais, a exposição resgata fotografias históricas. São registros de voos dos balões e aeroplanos, retratos pessoais tirados pelos maiores fotógrafos do mundo ou publicadas nas tiragens originais guardadas no arquivo pessoal do homenageado. Alguns objetos pessoais completam o acervo, como um binóculo, uma luneta e outros instrumentos científicos usados por Santos-Dumont.

Há também um grande número de cartas, documentos pessoais, correspondências, patentes originais de alguns inventos, publicações da época, livros de sua biblioteca pessoal ou de sua autoria, oferecidos com dedicatória. Entre os documentos, encontram-se telegramas da princesa Isabel, felicitando a mãe de Santos-Dumont pelos feitos do filho, e uma carta escrita por ele a um parente sobre um telegrama que recebeu de Alberto, rei da Bélgica.

A mostra apresenta, ainda, um desenho feito pelo inventor um mês e cinco dias antes de seu suicídio. O sobrinho Jorge Dumont Villares escreveu que foi o último e anotou a data de 18 de junho de 1932. É importante porque mostra que ele seguia preocupado com a mecânica poucas semanas antes de sua morte, em um hotel no Guarujá.

Acessibilidade

ImagemUma das preocupações da mostra é garantir o acesso pleno a pessoas com necessidades especiais. Ao entrar, o visitante encontra uma porta de hangar, onde faz o check-in, responde a três perguntas sobre seus conhecimentos a respeito de Santos-Dumont e recebe uma espécie de cartão de embarque, com uma gravura extraída de um antigo jornal com o retrato dele. O “passageiro” pode levar o bilhete para casa, que também tem impressão em braile.

Tablets, adaptados tanto para videntes quanto para cegos, disponibilizam capas de jornais e reportagens nacionais e estrangeiras, da própria coleção de Dumont para que o visitante possa folheá-los eletronicamente. O material impresso, como livros e documentos, ficará também disponível em braile. Um funcionário com deficiência visual orienta o público e auxilia os leitores. Ainda sobre os recursos de acessibilidade, todos os audiovisuais possuem tradução simultânea em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

SERVIÇO

Mostra Santos-Dumont – Coleção Brasiliana Itaú

Com exibição em tamanho natural da aeronave Demoiselle

Abertura: 2 de agosto, às 19h

Visitação: 3 de agosto a 9 de dezembro

Terça a sexta-feira das 9h às 19h;

Sábados e domingos das 10h às 18h.

Indicada para todas as idades

Entrada gratuita

Espaço Cultural Unifor, campus da Universidade de Fortaleza

Av. Washington Soares, 1321

Mais informações: (85) 3477.3319

www.unifor.br

Palestra da curadora Luciana Garbin

3 de agosto (sexta-feira), às 9h30

Duração: aprox. 1h30 de duração

Local: Teatro Celina Queiroz - Campus da Unifor

Av. Washington Soares, 1321

Capacidade: 330 lugares

Mais informações: (85) 3477.3319

www.unifor.br

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Falhas nos aeroportos de SP causam cancelamentos e atrasos


Jornal Das Dez - Globo News | Publicado em 20/07

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AGÊNCIA REUTERS


Embraer entrega 28 jatos comerciais e 20 executivos e encerra 2º tri com US$17,4 bi em pedios firmes


Publicado em 20/07 - 8h51

A Embraer entregou 28 jatos comerciais e 20 jatos executivos no 2º trimestre, encerrando o trimestre com pedidos firmes a entregar (backlog) de 17,4 bilhões de dólares, informou a empresa nesta sexta-feira.

Dos 28 jatos de aviação comercial entregues de abril a junho nos Estados Unidos, Europa e Ásia Pacífico, 20 foram do modelo E175.

No segmento de aviação executiva, das 20 unidades entregues no trimestre, 15 eram jatos leves e cinco jatos grandes.

A empresa destacou a entrega do primeiro jato E190-E2 de série para a companhia noueguesa Wideroe no início do abril, e o cancelamento do pedido da Air Costa para a 50 E-Jets. “Esse ajuste no backlog não tem impacto na produção do E2, nem no cronograma de entregas de 2018 ou 2019”, disse a empresa.

 

PORTAL BBC


Governo Temer corre para tentar acordo com EUA sobre base de Alcântara: o que está em jogo?

Se acordo com os EUA prosperar, acesso a determinadas áreas do centro de lançamento será restrito

Mariana Schreiber | Publicado em 20/07 - 09h00

São quase quarenta anos de promessas desde que, em 1979, a ditadura militar lançou a Missão Espacial Completa Brasileira prevendo a criação de um centro espacial no país. Após três tentativas frustradas de lançamento de foguetes VLS (veículos lançadores de satélites), umas dais quais resultou em 21 mortes, o governo do presidente Michel Temer busca tornar a proposta realidade por meio de um controverso acordo com os Estados Unidos ainda este ano.

O objetivo é viabilizar o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no litoral do Maranhão, o que em outras palavras significa gerar recursos alugando a base para países e empresas colocarem seus satélites em órbita. O CLA pertence ao Estado brasileiro e é gerido pela Aeronáutica.

ImagemO local - escolhido nos anos 80 em detrimento de outra região no Amapá por influência do então senador maranhense José Sarney, depois presidente da República - é celebrado como uma das melhores zonas de lançamento do mundo, já que sua localização muito próxima da linha do equador permite uma economia de cerca de 30% no combustível necessário para essas operações. O Brasil, no entanto, nunca conseguiu por meios próprios realizar lançamentos para colocar satélites em órbita. Já uma parceria com a Ucrânia consumiu desde 2007 R$ 480 milhões sem alcançar seu objetivo.

Um primeiro acordo de salvaguarda, cujo objetivo é evitar que a tecnologia de um país seja roubada por terceiros, foi firmado com os EUA em 2000, mas a iniciativa não foi pra frente devido às acusações de ameaça à soberania nacional. O texto previa espaços de acesso restrito aos americanos, entrada de contêineres lacrados que não sofreriam inspeção e também proibia que determinados países laçassem foguetes do Brasil.

O governo negocia agora um texto mais palatável que possa superar as resistências políticas, já que o acordo só entrará em vigor se aprovado no Congresso Nacional. O Brasil enviou uma sugestão para os EUA em 2017 e recebeu uma contraproposta em maio. Agora, diversos órgãos como Itamaraty, Agência Espacial Brasileira e Aeronáutica trabalham em uma nova versão. Há expectativa de um acordo final ainda neste ano.

Os documentos estão em sigilo - autoridades envolvidas ouvidas pela BBC News Brasil reconhecem que os americanos mantêm diversas exigências que geraram controvérsia no início da década passada, mas sustentam que houve avanços principalmente de "redação", de modo a explicar melhor as intenções do acordo e gerar menos "sensibilização política".

"Hoje nós temos um texto que consideramos melhor que aquele dos anos 2000", afirma o diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Braga Coelho, no comando da instituição desde a administração Dilma Rousseff.

Defensores da proposta na AEB e na Aeronáutica dizem que é "impossível" viabilizar o uso comercial de Alcântara sem o acordo com os Estados Unidos, porque o país domina boa parte da tecnologia espacial. É comum que outros países usem componentes americanos em seus lançadores e satélites - sem o acordo de salvaguarda, eles não poderiam acessar o espaço a partir de Alcântara.

Esses entusiastas querem que os recursos usados com a comercialização do centro sirvam para desenvolver o programa espacial brasileiro, hoje bem atrás do de países como China, Índia e Argentina, que há algumas décadas estavam em estágio semelhando ao nosso. Durante as entrevistas, eles pediram que a reportagem procurasse usar o termo "centro de lançamento" ao invés de "base de Alcântara", preocupados em dissipar a imagem de projeto militar.

ImagemEles afirmam ainda que acordos de salvaguarda entre países são praxe nessa área e negam que comprometam a soberania nacional. Sua esperança é que, passados 18 anos da primeira tentativa de entendimento com os EUA sem que o programa espacial brasileiro tenha apresentado desenvolvimento relevante, a oposição ao acordo arrefeça.

"Em aviação, a gente costuma dizer: se você quer um risco zero, não decole, porque, se você decolar, é baixa a probabilidade (de acidente), mas pode acontecer. Então, a soberania hoje em Alcântara é 100%, não tem ninguém lá, mas não tá acontecendo nada", afirma o presidente da Comissão de Coordenação e Implantação de Sistemas Espaciais (CCISE), órgão responsável pela implantação dos sistemas espaciais de Defesa, o major-brigadeiro do ar Luiz Fernando de Aguiar.

Pontos polêmicos do acordo com os EUA

Entre os pontos polêmicos do acordo, Aguiar diz que há avanços por exemplo na entrada dos componentes americanos no Brasil, que, segundo o texto de 2000, poderiam ingressar em contêineres lacrados, sem qualquer inspeção.

"Saberemos o que está sendo transportado. `Ah, está sendo transportado um pedaço de um satélite?` Confere o satélite. `Ah eu quero ligar esse satélite e ver em que frequência ele opera´. Infelizmente isso no acordo de salvaguarda tecnológica não é previsto. `Mas eu não estou trazendo uma bomba, algo diferente do que esta reportado no relato de importação´. `Ok, conferido, obrigado´", exemplificou.

Por outro lado, a atual negociação mantém a previsão de que os EUA terão acesso restrito a algumas áreas do centro, onde estiver sendo operada tecnologia americana. Durante esse processo, pessoas não autorizadas pelos americanos não poderão ingressar no local.O presidente da AEB, Braga Coelho, argumenta que isso ocorreria temporariamente, não representando uma cessão definitiva de território brasileiro aos americanos.

Também foi alvo de críticas em 2000 o artigo que proibia o uso de recursos gerados pelo centro de Alcântara no desenvolvimento de lançadores (foguetes) brasileiros. Braga Coelho explica que o governo americano tem regras internas que o proíbem de investir em foguetes de outros países e por isso não é possível retirar esse ponto. Ele diz, porém, que "dinheiro não tem cor" e, como os recurso iriam para o Tesouro (caixa comum da união), poderiam depois ser destinados para qualquer área. A Agência Espacial Brasileira também estuda no momento modelos de negócios para exploração comercial do centro - uma das possibilidades é fazer uma operação em parceria com o setor privado e, nesse caso, não há restrição para que empresas invistam os recursos em foguetes, afirma ele.

ImagemOutro ponto que gerou resistência e que deve ser mantido no novo acordo é a restrição para que a base de Alcântara seja usada por países considerados terroristas ou que não tenham aderido a um acordo internacional chamado MTCR (Missile Technology Control Regime), cujo objetivo é evitar o desenvolvimento "sistemas de distribuição não tripulados capazes de entregar armas de destruição em massa".

A China, que é parceira do Brasil desde os anos 80 em um programa de desenvolvimento de satélites, não aderiu a esse acordo. Por isso, o Brasil não poderia lançar de Alcântara esses satélites, os Cbers.

"Esse acordo a princípio não nos permitiria, a não ser que a gente tivesse uma discussão entre Brasil e Estados Unidos que autorizasse o lançamento. Mas poderíamos continuar lançando da China, que tem várias centros", ressaltou Coelho.

Ministro das Relações Exteriores durante todo o governo Lula (2003-2010) e da Defesa no primeiro mandato da Dilma (2011-2014), Celso Amorim continua crítico do acordo. Segundo ele, durante sua gestão, o uso de Alcântara nunca foi uma prioridade trazida pelos americanos para a agenda bilateral. De acordo com o ex-chanceler, a demanda partia mais de setores técnicos do governo brasileiro que viam o uso comercial de Alcântara como forma de gerar recursos para investir no programa espacial brasileiro. Na sua avaliação, porém, o setor deve ser desenvolvido a partir de investimentos do Estado, sem que isso signifique acordos que "firam a soberania brasileira".

"Durante a minha época não houve nenhum avanço, eu mesmo me encarreguei de barrar. Nunca houve uma formulação que me satisfizesse do ponto de vista da preservação da soberania nacional", contou à BBC News Brasil.

"Um acordo que diz que não podemos lançar nosso satélite (desenvolvido com os chineses) de Alcântara, isso é um absurdo total. Há valores mais altos do que o ganho imediato comercial que você possa ter. E você não deve ceder nenhum espaço do território brasileiro. Começa ali em Alcântara, depois vai pra Amazônia", criticou ainda.

Amorim ressaltou também que o acordo não prevê qualquer transferência de tecnologia. As autoridades envolvidas na atual negociação reconhecem isso e enfatizam que o acordo serve exatamente para proteger os investimentos tecnológicos feitos pelos americanos, o que argumentam ser algo natural. Sustentam, porém, que o uso do centro após esse acordo pode criar oportunidades de futuras parcerias.

Imagem"Esse não é o melhor acordo do mundo, mas é um acordo bom. O melhor acordo do mundo seria: eu ganho tecnologia, eu ganho tudo, não pago nada, eles pagam muito, isso não existe. Tecnologia não se dá de graça, você tem que gramar", afirma o major-brigadeiro do ar Luiz Fernando de Aguiar.

Os entusiastas da negociação com os americanos argumentam ainda que acordos do tipo são comuns no mundo, e citam tratados dos EUA com Rússia e Nova Zelândia, por exemplo.

A BBC News Brasil comparou os textos desses acordos com aquele negociado em 2000. O acordo com a Rússia, de 2006, é diferente já que não trata de lançamentos em território russo, mas do desenvolvimento de um centro marítimo, para lançamentos do meio do oceano, desenvolvido por empresas da Noruega, Ucrânia, Rússia e Estados Unidos. Nesse caso, o texto prevê as garantias de proteção da tecnologia russa, já que o centro ficava ancorado na costa da Califórnia. O acordo não previa, por exemplo, a entrada de contêineres lacrados nos EUA, permitindo que os americanos, sempre em conjunto com os russos, realizassem a inspeção do material.

Já o acordo firmado com a Nova Zelândia em 2016 para uso de um centro de lançamento no país tem termos parecidos com os negociados com o Brasil, estabelecendo áreas cujo acesso é controlado pelos americanos, por exemplo.

Qual o potencial da base de Alcântara?

Após anos tentando desenvolver um foguete VLS (Veículo de Lançamento de Satélites), o Brasil abandonou esse projeto. Foram três tentativas frustradas de lançá-lo de Alcântara - na última delas, em 2003, o foguete explodiu em solo e provocou 21 mortes.

O governo decidiu focar então no desenvolvimento do VLM (Veículo Lançador de Microsatélite), que hoje apresenta potencial comercial mais promissor e cuja conclusão está prevista para até 2020. Mais baratos, os satélites menores tem se tornado cada vez mais importantes para a produção de imagens da terra, vigilância, navegação por GPS e comunicação por internet.

O Space Enterprise Council, que representa a indústria espacial norte-americana, estima que até 2022 podem ocorrer até 600 lançamentos de satélites de até 50 quilos e que o Centro de Lançamento de Alcântara poderia abocanhar 25% desse mercado.

Apesar disso, as autoridades brasileiras dizem que não é possível ainda estabelecer qual o potencial econômico do centro da Alcântara. Michele Melo e Carolina Pedroso, analistas em Ciência e Tecnologia da AEB, estão estudando quais os modelos de negócios possíveis. Elas explicaram à BBC News Brasil que não há hoje uma base de lançamento no mundo focada em microsatélites que possa servir de parâmetro para o brasileiro.

ImagemSegundo as analistas, hoje, a infraestrutura de lançamentos em Alcântara está quase pronta para ser explorada comercialmente, graças aos investimentos feitos na época do acordo com a Ucrânia e dos lançamentos de foguetes de treinamento e de satélites suborbitais com experimentos científicos curtos (89 nos últimos dez anos) que são realizados para manter a estrutura do centro funcionando. A parte logística, porém, exigirá investimento em um novo porto, melhoria do aeroporto e da rede hoteleira. Algumas estruturas da época do acordo com a Ucrânia ficaram incompletas e estão "abandonadas", segundo lideranças quilombolas da região.

Resistência contra novas remoções

Além da polêmica em torno do possível acordo com os Estados Unidos, outra questão delicada envolvendo o centro de Alcântara é o impacto sobre comunidades tradicionais locais. A região foi ocupada no período colonial por produtores de cana-de-açúcar e algodão que usavam mão de obra escrava - após o declínio dessas atividades, os ex-escravos tomaram posse das terras e fundaram os quilombos.

Quando o CLA foi criado, 312 famílias de 24 povoados que viviam da pesca foram removidas da costa e fixadas no interior em agrovilas, o que modificou completamente seu modo de vida. Agora o governo diz que precisa realizar novas remoções para ampliar o potencial de uso do centro de lançamento.

Segundo Danilo da Conceição Serejo Lopes, representante do Movimento dos Atingidos pela Base Espacial de Alcântara (Mabe), as lideranças não foram formalmente comunicadas sobre a intenção do governo de expandir o centro. Ele diz que as comunidades acompanham com "apreensão" a retomada das negociações com os EUA e afirma que nenhuma família foi indenizada na primeira remoção.

"Houve toda uma desestruturação cultural e social das famílias removidas. Não existe nenhuma possibilidade de sair (mais famílias agora), não tem negociação", afirmou, criticando ainda a intenção de "entregar a base para os estrangeiros".

De acordo com Lopes, em 2008 houve um acordo, mediado pelo Ministério Público Federal, com a Advocacia Geral da União (AGU), que reconhecia os territórios quilombolas e interditava novas remoções. Questionada pela BBC Brasil, a Casa Civil, órgão que está responsável pela questão das comunidades, disse por email que "em 2008 foi aberto via AGU um canal de diálogo com as comunidades quilombolas locais" e que "tal processo não resultou em maiores definições até o presente momento".

"O governo federal está estudando medidas envolvendo políticas públicas e questões sociais na região de forma concomitante", ressaltou ainda a Casa Civil.

 

AGÊNCIA BRASIL


Embraer fecha segundo trimestre com US$ 17,4 bilhões em encomendas


Daniel Mello | Publicado em 20/07 - 11h33

A Embraer fechou o mês de junho com uma carteira de US$ 17,4 bilhões em pedidos, segundo informações divulgadas hoje (20) pela empresa. As encomendas somam um total de 360 aeronaves.

Ao longo do segundo trimestre do ano, a companhia entregou 20 jatos de aviação executiva, sendo 15 unidades leves e cinco grandes. Na aviação comercial, foram entregues 28 aeronaves de abril a junho. Nos primeiros seis meses de 2018, a companhia entregou 78 unidades de aviação executiva e comercial.

Na segunda-feira (16), a Embraer anunciou a assinatura de um contrato para venda de 25 jatos E175 para a norte-americana United Airlines, por US$ 1,1 bilhão. As entregas do modelo de 70 assentos devem começar no primeiro trimestre de 2019.

No Brasil, a companhia aérea Azul tem uma encomenda de 30 jatos 195-E2.

Boeing

No início do mês, a Embraer anunciou a formação de uma joint venture com a Boeing, que vai abarcar todos os negócios e serviços de aviação comercial da empresa brasileira. A companhia norte-americana vai pagar US$ 3,8 bilhões para ter 80% de controle da nova operação, estimada em um valor total de US$ 4,7 bilhões. A fabricante brasileira terá 20% da parceria.

A expectativa é que a transação seja concluída em um prazo de 12 meses a 18 meses, sendo finalizada até o final de 2019. As empresas precisam acertar os detalhes operacionais e financeiros do negócio, que deve ainda passar por aprovação dos acionistas e dos órgãos reguladores. O governo brasileiro também tem o poder de interromper a parceria por ter mantido a chamada golden share (ações especiais que dão direito a veto) após a privatização da empresa em 1994.

 

Aeronáutica é um dos pilares da defesa da soberania, diz comandante


Yara Aquino | Publicado em 20/07 - 12h27

Civis e militares receberam hoje (20) a medalha Mérito Santos-Dumont em cerimônia na Base Aérea de Brasília, com a presença do presidente Michel Temer. Em mensagem lida na solenidade, o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, disse que “os desafios do Brasil são tão grandes quanto as suas dimensões” e registrou que a Força Aérea Brasileira (FAB) é um dos pilares da defesa da soberania quando o país passa por dificuldades. A solenidade comemora o 145º aniversário do marechal do ar, Alberto Santos Dumont.

"Consciente das dificuldades que passa o país, a FAB, como um dos pilares da defesa da soberania, tem feito o seu trabalho, navegando na rota do possível e focada no futuro da nação”, diz a mensagem do Comandante da Aeronáutica.

O comandante Nivaldo Luiz Rossato citou como projetos estratégicos da Aeronáutica o jato Gripen NG, o avião da Embraer KC-390 e o Programa Estratégico de Sistemas Espaciais, que, segundo o militar, colocará o Brasil em uma condição competitiva na área espacial, gerando empregos e agregando conhecimento tecnológico ao país.

O Gripen NG, fabricado pela empresa sueca Saab, é a nova aeronave de caça da FAB. O Embraer KC-390 é uma aeronave para transporte tático/logístico fabricado pela Embraer Defesa e Segurança, subsidiária do grupo brasileiro Embraer.

Agraciados

Na lista de agraciados civis estão os deputados federais José Sarney Filho (PV-MA) e Arlindo Chinaglia Júnior (PT-SP) e o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Raimundo Carreiro Silva. A honraria é concedida a militares que se destacaram no exercício da profissão e cidadão que tenham prestado notáveis serviços à Aeronáutica.

 

MINISTÉRIO DA DEFESA


Força Aérea comemora 145º aniversário de Santos Dumont, patrono da aviação


Publicado em 20/07 - 17h40

 Na manhã desta sexta-feira (20), militares das Forças Armadas e convidados civis participaram da cerimônia em homenagem ao 145º aniversário de Alberto Santos Dumont. O pai da aviação é, também, patrono da Força Aérea Brasileira (FAB).

ImagemA celebração ocorreu no pátio de solenidades da Ala 1 (Base Aérea de Brasília) e contou com as presenças do presidente República, Michel Temer, do ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, e outras autoridades.

O comandante da Força Aérea, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, enalteceu as contribuições tecnológicas deixadas por Santos Dumont. Ele destacou que homens e mulheres deram prosseguimento ao legado deixado pelo aviador, tanto que o Brasil é referência mundial em tecnologia aeronáutica. “Exemplo de dedicação, perseverança, desprendimento, generosidade e idealismo. Ele foi, acima de tudo, um sonhador. Com persistência e entusiasmo transformou a história da aviação e da humanidade”, declarou.

Para o brigadeiro Rossato, muitos foram os ícones de bons exemplos e de inspiração para as instituições militares, e todo país precisa dar prosseguimento a esse legado. “Os desafios do Brasil são tão grandes quanto às suas dimensões. Perseverantes e determinados, como Alberto Santos Dumont, seguimos fortes no nosso papel de manter sólido o arcabouço moral construído por nossos antecessores, contribuindo com a edificação de um Brasil melhor”, afirmou.

Após o canto do Hino dos Aviadores, o evento prosseguiu com a solenidade de imposição da medalha "Mérito Santo Dumont". Ao todo, 162 personalidades foram agraciadas.

ImagemA condecoração foi criada durante as comemorações do cinquentenário do voo do 14-Bis, em 1956. Podem recebê-la militares que se destacaram no exercício da profissão, cidadãos brasileiros e estrangeiros que tenham prestado notáveis serviços ao país.

Agraciada com a medalha, a servidora da Assessoria de Comunicação do Ministério da Defesa Adriana Fortes relatou a emoção ao receber a condecoração. “Meu pai nasceu no Dia do Aviador, então, além do reconhecimento, essa medalha também traz muitas recordações. E tão emocionante quanto receber a condecoração foram as felicitações que recebi dos diversos amigos que fiz na Força Aérea ao longo desses anos”, disse.

Após o desfile militar da Guarda de Honra, a cerimônia foi encerrada e os agraciados cumprimentados no Salão Nobre da Estação de Autoridades da Ala 1.

 

 

 

PORTAL JANES (Inglaterra)


Brazil details delivery schedules of KC-390, F-39 Gripen E/F aircraft


Victor Barreira | Publicado em 20/07

Key Points

-Brazil recently detailed its delivery schedule for the KC-390 and F-39 Gripen E/F
-The two programmes are the nation’s most important aircraft modernisations efforts

The Brazilian Air Force (FAB) recently detailed its delivery schedules for two of its most important modernisation programmes: the Embraer KC-390 transport aircraft and the F-39 Gripen E/F fighter.

Brigadier General Márcio Bruno Bonotto, the president of FAB’s purchasing organisation (COPAC), said the first serial production KC-390 will be delivered in late 2018. The FAB expects further deliveries through 2026: three aircraft in 2019, three in 2020, three in 2021, three in 2022, three in 2023, five in 2024, five in 2025, and the last two in 2026.

 

PORTAL PALÁCIO DO PLANALTO


Presidência da República condecora militares da Força Aérea Brasileira

Medalha Mérito Santos Dumont é reconhecimento oferecido a militares e civis que prestaram serviços notáveis à aeronáutica

Publicado em 20/07 - 15h28

Militares da Força Aérea Brasileira (FAB) que prestaram serviços notáveis ao País receberam, nesta sexta-feira (20), a medalha Mérito Santos Dumont. A condecoração, oferecida pela Presidência da República, é um reconhecimento pelo exercício da profissão em favor da aviação do Brasil.

A medalha foi instituída nos anos 1950 pela FAB, em homenagem ao primeiro voo da aeronave criada por Santos Dumont em 1906, o 14-Bis. Para o Comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, Santos Dumont transformou a história da aviação e foi exemplo de dedicação e perseverança. Além de homenagear militares que se destacaram, a comenda também é entregue a personalidades civis e que tenham prestado serviços importantes à aeronáutica.

 Imagem

 

JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE


560 vagas para o Exército, Marinha e Aeronáutica


Publicado em 21h07 - 04h42

As Forças Armadas do Brasil estão selecionando candidatos para, pelo menos, cinco concursos. Se você tem interesse em seguir carreira no Exército, na Aeronáutica ou na Marinha, então essa pode ser a sua chance.

Aeronáutica

Ainda não foi iniciado o prazo de inscrição para as 279 vagas para ingresso no curso de formação de sargentos, a ser realizado na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) em Guaratinguetá/SP, com início no segundo semestre de 2019.

As chances são para ambos os sexos, para atuação em âmbito nacional.

Interessados devem possuir diploma de conclusão de curso de ensino médio e idade entre 17 e 25 anos até a data de 31 de dezembro de 2019.

As inscrições serão recebidas no período das 10h do dia 12 de agosto às 15h de 10 de setembro. A ficha cadastral estará disponível nos sites do Comando da Aeronáutica e da Escola de Especialistas de Aeronáutica .

Será cobrada uma taxa de participação do concurso as Aeronáutica, no valor de R$ 60

Os concluintes do curso serão nomeados ao posto de terceiro-sargento e receberão a remuneração inicial de R$ 3.825.

Exército

O órgão das Forças Armadas responsável pelas operações em terra tem três concursos em andamento.

Até o dia 3 de agosto será possível se candidatar a uma das 31 vagas de nível superior para ingresso no quadro complementar de oficiais e no estágio de capelães militares. O cadastro pode ser feito pelo site www.esfcex.eb.mil.br, mediante pagamento da taxa de R$ 120.

Para o quadro complementar, há chances nas áreas de Administração, Direito, Estatística, Informática, Magistério (Alemão, Biologia, Francês e História), Enfermagem e Veterinária. A idade limite para participação é de 36 anos. Entre as oportunidades para capelão, duas são para sacerdote católico romano e uma para pastor evangélico. Os candidatos devem possuir entre 30 e 40 anos, além de curso de formação teológica.

Após a formatura, os militares do quadro complementar serão nomeados ao posto de primeiro tenente, enquanto os capelães obterão a graduação de segundo tenente, com vencimentos de R$ 8.245 e 7.490, respectivamente.

A segunda seleção do Exército visa preencher 122 vagas de nível superior no curso de formação de oficiais do serviço de saúde de 2019. As oportunidades são para médicos, odontólogos e farmacêuticos, em diversas áreas e especialidades.

Interessados devem possuir formação superior na área a que pretende concorrer, idade máxima de 36 anos, completados até 31 de dezembro, e altura mínima de 1,55m para as mulheres e 1,60m para os homens.

As inscrições serão recebidas até o dia 13 de agosto pelo site. O valor da taxa é de R$ 130.

Após concluir o curso com aproveitamento, o candidato será nomeado ao posto de primeiro-tenente do serviço de saúde, cuja remuneração inicial é de R$ 8.245.

Por último, o Exército Brasileiro recebe inscrições para formação de engenheiros no IME (Instituto Militar de Engenharia).

Os dois editais somam, juntos, 98 oportunidades. Do total, 74 são para oficiais da ativa e 24 para oficiais da reserva.

Dos interessados é exigido nível médio completo e altura mínima de 1,55m para as mulheres e 1,60m para os homens, além de ter idade entre 16 e 22 anos completados até 31 de dezembro do ano da matrícula, exceto para oficiais da reserva que exigem idade máxima de 21 anos.

A ficha cadastral ficará disponível no site até o dia 15 de agosto. O valor da taxa é de R$ 100. Ao concluir com aproveitamento o curso, o concludente será nomeado primeiro-tenente.

Marinha

A Marinha do Brasil oferta atualmente 30 vagas para ingresso no Quadro Técnico de Praças da Armada (QTPA), sendo seis reservadas a negros.

As chances são destinadas a homens com idade entre 18 e 25 anos (em 1º de janeiro de 2019) e formação técnica de nível médio.

Os aprovados receberão treinamento para trabalhar na operação e manutenção de submarinos e instalações nucleares.

Com taxa de R$ 70, as candidaturas devem ser registradas até as 23h59 de 3 de agosto, mediante o preenchimento de formulário no site www.marinha.mil.br.

O edital traz chances em duas áreas: eletroeletrônica e mecânica. A primeira admite candidatos com formação em automação industrial, eletroeletrônica, eletromecânica, eletrônica, eletrotécnica ou mecatrônica. No caso da segunda, a Marinha aceita diplomas de cursos de manutenção automotiva, mecânica, mecatrônica ou refrigeração e climatização.

O curso de formação é no Rio de Janeiro. Após a formatura, os militares serão nomeados ao posto de terceiro-sargento, com salário de R$ 3.825. Em seguida, farão os cursos de aperfeiçoamento e de subespecialização de submarino, com duração média e 25 e 24 semanas, respectivamente.