NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL O GLOBO


Juiz nega recurso e mantém depoimento de Lula para quinta-feira

Ex-presidente será ouvido, na condição de réu, em processo da Operação Zelotes

Mateus Coutinho Publicado Em 18/06 - 20h06

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, negou nesta segunda-feira o pedido para adiar um interrogatório por videoconferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para a próxima quinta-feira, na ação penal em que ele em que ele é réu, no âmbito da Operação Zelotes, por supostas irregularidades em negociações que levaram o governo brasileiro a comprar 36 caças da empresa sueca Saab.

Também serão ouvidos um dos filhos do ex-presidente, Luís Cláudio Lula da Silva, e o casal de empresários Mauro Marcondes Machado e Cristina Mautoni Marcondes Machado, todos na condição de réus. Os depoimentos de Lula e do casal estão marcados para 9h. Já o de Luís Cláudio irá ocorrer no dia 29 de junho, às 10h. Os depoimentos já foram sido adiados duas vezes.

A defesa de Mauro Marcones havia solicitado que o interrogatório só ocorresse depois que fossem ouvidas todas as testemunhas do processo que moram no exterior. Já o filho de Lula alegou que não foi intimado pessoalmente.

“Destaco que a inquirição das testemunhas na Suécia não impede a realização do interrogatório, pois os pontos considerados relevantes para a defesa poderão ser apresentados ao juízo na data da audiência, uma vez que, como denota a petição apresentadas, a defesa tem acompanhado os atos rogados”, assinalou Vallisney, pontuando ainda que já foram enviadas as cartas rogatórias para autoridades do Reino Unido e da França para ouvir as testemunhas arroladas pelos réus naqueles países.

Além disso, o juiz acatou o pedido das defesas de Lula e de Luis Cláudio para que o Departamento de Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça informe o andamento das cartas rogatórias encaminhadas ao exterior. As cartas rogatórias são os documentos por meio do qual a Justiça brasileira encaminha o pedido para as testemunhas de outros países serem ouvidas. Como são enviadas pelo Ministério da Justiça e dependem de uma resposta das autoridades estrangeiras, as cartas rogatórias costumam demorar para serem respondidas.

Segundo o MPF, os crimes foram cometidos entre 2013 e 2015, quando Lula já era ex-presidente e, de acordo com os promotores, prometeu influência junto ao governo para beneficiar empresas do setor automotivo e a companhia sueca Saab, fabricante dos caças Gripen NG, que venceram uma concorrência para fornecer aeronaves de combate à FAB.

Essas empresas eram, segundo o MPF, clientes da Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia (M&M), empresa cujos donos Mauro Marcondes e Cristina Mautoni também foram denunciados pelos procuradores. Em troca da influência de Lula, os donos da M&M teriam repassado 2,5 milhões de reais ao filho do ex-presidente.

"As investigações realizadas por integrantes da Força-Tarefa da Operação Zelotes revelaram que, ao todo, a M&M recebeu da Saab 1,84 milhão de euros, sendo 744 mil euros apenas entre 2011 e 2015. A explicação para esse reforço nos pagamentos está, segundo os investigadores, no fato de os lobistas Mauro e Cristina terem convencido os suecos que possuíam proximidade com o ex-presidente e que poderiam contar com a sua influência junto ao governo para assegurar uma vitória na disputa", disse o MPF em nota.

"O MPF enviou à Justiça documentos que não deixam dúvida quanto à estratégia adotada pela M&M para convencer os parceiros da Saab que poderia contar com o prestígio do ex-presidente para interferir na decisão governamental. Entre as provas, estão cartas endereçadas a Lula em, pelo menos, duas ocasiões."

O governo brasileiro anunciou no final de 2013 a escolha do Gripen NG para equipar a FAB. O caça sueco superou na disputa o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, e o Rafale, da francesa Dassault. O contrato para a compra dos caças suecos foi assinado em 2014.

 

Alckmin quer apoio da sociedade civil para impulsionar candidatura

Tucano também encontrou comandante do Exército

Cristiane Jungblut Publicado Em 18/06 - 19h42

O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, pretende lançar no início de julho um "movimento suprapartidário" de apoio à sua candidatura, reunindo apoios de fora dos partidos, como intelectuais e outros segmentos da sociedade civil. A ideia é dar mais "vitalidade" à campanha, de acordo com o coordenador político da candidatura, o ex-governador Marconi Perillo.

— Ficou acertado o lançamento de um movimento suprapartidário e da sociedade civil pró-Alckmin para o início de julho — disse Perillo ao GLOBO.

A estratégia foi discutida em reunião entre Alckmin, Perillo e José Aníbal, ex-parlamentar pelo PSDB, e Pimenta da Veiga, ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso. Esse é o chamado núcleo duro da campanha.

Depois de aplacar as críticas dentro do PSDB, ao nomear Perillo como coordenador político, Alckmin acelerou as negociações com o PSD. O tucano jantou na noite de domingo com a cúpula da legenda, em São Paulo, na residência do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab. O encontro contou ainda com as presenças de Perillo e do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, João Doria, além do ex-senador Jorge Bornhausen, ex-DEM e ligado a Kassab.

Alckmin ouviu dos aliados do PSD que a aliança está bem encaminhada. Dentro do partido, ninguém aposta na pré-candidatura de Guilherme Afif Domingos, que deixou o comando do Sebrae para se colocar como alternativa. O próprio Afif, na semana passada, admitiu que não tem o apoio de Kassab, presidente licenciado da sigla, mas que dá as diretrizes.

Bornhausen disse que as conversas com Alckmin estão muito bem e que deverão ganhar novo ritmo durante a Copa do Mundo. O ex-senador ressaltou que o jantares deste tipo sempre ocorrem na residência de Kassab.

O tucano ainda se reuniu nesta manhã de segunda-feira com o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, em São Paulo. O comandante do Exército fez questão de registrar o encontro nas redes sociais, publicando inclusive uma foto. Atuante nas redes sociais, Villas Bôas já se reuniu com os pré-candidatos Jair Bolsonaro (PSL), Álvaro Dias (Podemos) e Marina Silva (Rede).

Interlocutores disseram que o general demonstrou interesse em discutir os assuntos ligados Ministério da Defesa com todos os pré-candidatos. A ideia dos encontros tem partido do general. Alckmin disse que foi "tomar um café" com o general.

— Falar sobre a questão das Forças Armadas, Defesa e Segurança. É mais (um encontro) institucional, mas é sempre importante. Meu pai foi do Exército. O general é um grande brasileiro, e o comportamento das Forças Armadas é exemplar — disse Alckmin.

Por meio de nota enviada ao GLOBO, o comando do Exército informou que o general "tem recebido diversas autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, para tratar de assuntos de interesse da Força Terrestre".

No Twitter, o general comentou: "Hoje recebi o senhor Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência da República. Nesses contatos, tenho mostrado a importância de discutirmos os temas defesa e segurança, iluminando-os para a sociedade, e (tenho) destacado as dificuldades orçamentárias que impactam negativamente as Forças Armadas".

O general já se reuniu com Marina Silva, na semana passada, no QG do Exército, em Brasília. O encontro também foi registrado com fotos no seu Twitter. "Recebi a senhora Marina Silva em nosso QG", escreveu. No dia 05 de junho, o encontro foi com Bolsonaro. Na ocasião, a foto foi publicada pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), nas redes, afirmando que a conversa foi "ótima".

 

PORTAL UOL


Bolsonaro compara militares em eventual governo a Neymar na seleção


Mirthyani Bezerra Publicado Em 18/06 - 16h54

Um dia após o empate do Brasil com a Suíça na estreia da Copa do Mundo, o deputado federal Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL à Presidência da República, afirmou que seu eventual governo à frente do Palácio do Planalto terá militares no comando de ministérios, comparando oficiais das Forças Armadas com o craque da seleção brasileira Neymar Jr.

"A gente tem que botar o Neymar lá na frente, não embaixo do gol. No meu ministério terei, sim, muitos militares. Os governos anteriores botaram guerrilheiros, terroristas, corruptos e ninguém falava nada", disse, arrancando aplausos de uma plateia formada por empresários do setor sucroalcooleiro que participam do Unica Forum 2018. Bolsonaro voltou a afirmar que quer o astronauta Marcos Pontes, que é coronel da Aeronáutica, como ministro da Ciência e Tecnologia caso arruma a presidência em janeiro de 2019.

"Quero colocar por exemplo no ministério da Ciência e Tecnologia, dessa pasta tão importante, um coronel da Aeronáutica Marcos Pontes, que é o nosso astronauta. Se tiver alguém melhor qualificado do que ele, a gente conversa", disse afirmando "não ter ambição pelo poder". "Eu não tenho ambição pelo poder, entendo que isso seja uma missão de Deus. E nós com essa independência temos que colocar as pessoas certas nos lugares certos", disse.

Ainda fazendo analogia com o futebol, Bolsonaro disse ser como um "goleiro" que ninguém lembra quando o time é campeão, respondendo a críticas sobre não ter conseguido aprovar nenhum projeto de lei. "Eu, que fui tão criticado nas redes sociais por não ter aprovado nada, ou quase nada, mas no meu caso ninguém lembra do goleiro quando o time é campeão", afirmou.

Bolsonaro brincou com o mediador do evento William Waack, ex-âncora que foi demitido da TV Globo após polêmica envolvendo racismo, convidando-o a compor junto com militares o seu corpo de ministros, caso seja eleito. Ele chamou o jornalista de "pessoa excepcional". "Essa é a primeira cantada pública que recebo na vida. Jair, eu continuo jornalista e assim permanecerei", disse, divertindo a plateia.

Centrão x independência

Durante seu discurso, o ex-militar afirmou ser um político independente e a prova disso é que, apesar de ter em torno de 20% nas pesquisas de intenções de voto, não fechou alianças com o "centrão". "Temos que chegar de forma independente. Se fosse qualquer outro na situação que me encontro, apesar de não acreditar em pesquisas, tenho em torno de 20%, já estaria fechada a fatura. O centrão já estaria acomodado, todo mundo já teria via negociação, que é de praxe, ter conseguido seu lugar ao sol", disse.

Ele disse ainda que não seria demais falar que "está tudo errado no Brasil", que o país se assemelha a um paciente que "que temos que deixar o dedo e cortar o corpo" e que os problemas se resolvem com "ordem e progresso".

Bolsonaro disse que já está na sétima reunião com possíveis aliados e que há 60 parlamentares que "querem, sim, o bem do Brasil" e que esse número vai chegar a 100. "Apesar de todas as críticas que recebem e merecem receber, boa parte [dos parlamentares] não quer continuar a fazer essa política do "toma lá, dá cá", disse.

Ao ser questionado por jornalistas, no entanto, Bolsonaro não detalhou quem seriam alguns dos seus apoiadores no Congresso Nacional.

Posse de armas, "com critérios"

No seu discurso, Jair Bolsonaro falou de bandeiras polêmicas levantadas por ele, como o direito ao porte de arma. "Mais do que defender a vida de um cidadão, a arma defende a liberdade de uma nação", afirmou à plateia.

Mas, do lado de fora, a jornalistas, minimizou a declaração, afirmando que a posse de arma de fogo tem que "ser direito, com alguns critérios, do cidadão de bem". "Hoje não se tem paz nem dentro de casa, se for dormir desarmado. Então eu quero dar esse direito ao povo brasileiro", disse. Ao ser questionado que critérios seriam esses, respondeu: "Tem o fator psicológico, a idade, antecedentes criminais, residência fixa, emprego e talvez mais um outro ai", disse.

Terminou a participação no fórum insistindo na brincadeira com Waack e dizendo que adora "fazer piada", criticando o politicamente correto. "Nós perdemos com o politicamente correto esse espírito. Eu exagero as vezes na brincadeira, por isso sou réu no STF (Supremo Tribunal Federal), mas vamos mudar isso, se Deus quiser", finalizou. O ex-militar é réu por incitação ao estupro, após afirmar que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada por considerá-la "muito feia".

 

REVISTA ISTO É


Não seria demais falar que quase tudo está errado no Brasil, diz Bolsonaro


Publicado Em 18/06 - 18h07

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, criticou o atual governo e fez propostas como a escalação de militares para compor seus ministérios caso seja eleito. “O Brasil precisa de ordem e progresso”, afirmou Bolsonaro durante o fórum realizado nesta segunda-feira, 18, em São Paulo pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). “Não seria demais falar que quase tudo está errado no Brasil”, disse. “As lideranças funcionam como líderes sindicais, cujo líder põe a faca na boca”, afirmou.

Bolsonaro afirmou que já conta com o apoio de cerca de 60 parlamentares à sua candidatura e que em breve chegará a 100. Ele falou que pretende construir um primeiro escalão com muitos militares. Como exemplo, ele citou o astronauta Marcos Pontes para assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia. Ele ressaltou que o foco é um governo honesto, que crê em Deus e com um presidente cristão e patriota. “Vamos fazer um governo com a menor interferência do Estado”, disse, mas se reafirmou contra a privatização da Petrobras.

Sobre o agronegócio, Bolsonaro disse que não se pode abrir mão da segurança alimentar e que “não podemos vender nossas terras para capital de fora”. A questão de venda de terras para estrangeiro é um dos temas debatidos pelo setor recentemente que divide opiniões. Ele fez coro aos demais pré-candidatos e elogiou o RenovaBio. “O Brasil precisa de menos decreto, mas essa é uma boa, ainda mais para atender o compromisso assinado pelo País na França”, disse.

Bolsonaro citou também alguns temas polêmicos que têm norteado sua campanha como a liberação do porte de armas. “Mais do que defender a vida de um cidadão, a arma defende a liberdade de uma nação”, afirmou.

O deputado foi questionado pelos participantes do debate como governaria sendo um governo minoritário. “Sempre fui independente”, disse, acrescentando que vai buscar apoio das bancadas que tiverem interesse em cada tema.

Bolsonaro também foi questionado ao seu apoio à greve dos caminhoneiros, que culminou no tabelamento dos preços do frete. O candidato respondeu que foi a favor, mas contra a obstrução de vias, como ocorreu. No entanto, não abordou a questão do tabelamento e disse que o governo atual não consegue se antecipar aos problemas.

 

Bolsonaro: até agora nenhum partido me procurou (para aliança), PSL está sozinho


Publicado Em 18/06 - 16h26

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) deve ir para a disputa eleitoral sem o apoio formal de nenhum outro partido, segundo ele próprio declarou em entrevista coletiva nesta segunda-feira, 18. Após participar do Fórum Unica 2018, em São Paulo, o parlamentar afirmou que nenhuma legenda tem lhe procurado para compor uma chapa.

“Por enquanto nenhum, eu duvido que me procurem. Mas se quiserem me procurar na frente de vocês (jornalistas), eu posso fechar um acordo com qualquer partido”, disse o deputado, respondendo em seguida que o PSL “está sozinho” nas eleições.

O parlamentar declarou ainda que seria um “esculacho” se o Supremo Tribunal Federal (STF) concedesse liberdade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba e condenado na Operação Lava Jato. A Segunda Turma do STF deve julgar um novo pedido de liberdade da defesa do petista. “No meu entender, seria um esculacho da Justiça Brasileira colocar em liberdade o senhor Lula”, disse Bolsonaro.

Reformas

Questionado sobre pautas econômicas, o parlamentar fluminense afirmou que teria votado contra a reforma da Previdência proposta pelo governo do presidente Michel Temer. O problema da proposta, segundo ele, é colocar mudanças como a idade mínima “de imediato” para regras em vigor há muito tempo. Ele afastou a possibilidade de defender uma reforma para os militares.

“Se vocês nos derem o direito de greve, sindicalização, hora extra, fundo de garantia, trabalho noturno, entre outros. Pode colocar o militar na Previdência”, declarou. Perguntado sobre o regime militar, Bolsonaro disse que durante o governo militar a corrupção era menor. “Nenhum general saiu rico de lá.”

Bolsonaro reforçou que votou favorável à reforma trabalhista e ao teto de gastos propostos pelo governo Temer. Ele também criticou a política de preços da Petrobras e disse que é necessário acabar com o “monopólio” da estatal, “abrindo geral” para que outras empresas explorem o petróleo no Brasil.

Impeachment

Durante palestra no fórum, Bolsonaro chegou a dizer que os militares ajudaram a garantir o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Ele afirmou que tem informações de que a presidente, na época, tinha rascunhado um decreto do estado de defesa no País e provocado reações no Exército.

Na versão de Bolsonaro, Dilma teria recebido informações do então ministro da Defesa, Aldo Rabelo, de que o Exército não aceitaria o suposto decreto planejado pelo governo. Segundo ele, “algo de anormal tinha que acontecer para ser decretado o estado de defesa” e o comandante da Força Nacional de Segurança teria pedido demissão no meio do processo de impeachment.

“Então no Exército, pelo que eu levantei, fiquei sabendo, o comandante não aceitaria o estado de defesa no Brasil artificial”, comentou. O deputado não esclareceu, no entanto, como o Exército teria influenciado o impeachment nesse cenário.

 

JORNAL ESTADO DE MINAS


Bombeiros encontram corpos de vítimas do acidente de helicóptero

Aeronave bateu em uma montanha em Espirito Santo Dourado, no Sul de Minas, no sábado, e corpos só foram encontrados nesta manhã

Cristiane Silva / Gabriel Ronan / Simon Nascimento Publicado Em 18/06 - 12h56

Foram encontrados na manhã desta segunda-feira os corpos do piloto Luiz Gustavo Soares e do empresário Márcio Bissoli, que estavam no helicóptero PR-JMB que caiu na noite de sábado no Sul de Minas Gerais. 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, os corpos foram encontrados após um trabalho de escavação no ponto em que a aeronave bateu, em Espírito Santo Dourado.

Os dois corpos foram localizados entre 10h e 11h, e serão encaminhados para o Instituto Médico Legal de Belo Horizonte.

Os bombeiros buscavam os corpos desde o início da manhã, depois do encerramento da perícia do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), por meio do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III). Os técnicos atuaram na região na tarde de domingo e recolheram materiais para análise.

Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros Ivan Neto, que esteve no local da queda, o helicóptero se chocou de frente com uma montanha, abrindo uma cratera. Os trabalhos de busca foram iniciados logo após a queda, ainda no sábado, e a suspeita é de que os corpos estivessem presos embaixo da carcaça da aeronave.

A aeronave partiu de Nova Lima, na Grande BH, às 17h30 de sábado, com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Teria apresentado problemas mecânicos durante o voo, entre Pouso Alegre e Espírito Santo do Dourado, no Sul de Minas, onde ocorreu a queda.

O aparelho modelo A 109S, fabricado pela empresa italiana Agusta e de prefixo PR-JMB, está alienado por uma instituição bancária e, de acordo com o Registro de Aeronavegabilidade Brasileiro (RAB), era operada pela Brauminas Logística e Transporte. Anteriormente, o Grupo JBS era o operador, mas teria arrendado o aparelho, cuja sigla do prefixo JMB seria referência ao nome do empresário Joesley Mendonça Batista.

 

PORTAL G1


Aterro de Mogi Guaçu é classificado como inadequado pela Cetesb e funciona sem licença

Aterro de Mogi Guaçu é classificado como inadequado pela Cetesb e funciona sem licença

Publicado Em 18/06 - 11h55

O aterro de Mogi Guaçu (SP) recebeu nota baixa (6,9) na avaliação da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e está em situação inadequada, sendo considerado fonte altíssima de contaminação. Apesar disso, continua funcionando irregularmente. O aterro não tem licença do órgão desde 2016.

O terreno do aterro tem aproximadamente 140 mil metros quadrados e recebe 95 toneladas por dia de lixo. Moradores do entorno também reclamam da situação do local.

A classificação foi divulgada este mês no Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Urbanos de 2017. Ao todo foram fiscalizados 645 aterros no estado, sendo 39 nas cidades das regiões de Campinas (SP) e de Piracicaba (SP).

Em SP foram 25 aterros irregulares ao todo. Na região, apenas o de Mogi Guaçu recebeu nota abaixo de 7,1 - limite mínimo para se enquadrar em condições adequadas com total controle da poluição.

A Prefeitura de Mogi Guaçu informou à EPTV, afiliada da TV Globo, que está buscando uma licença de operação do aterro sanitário.

As cidades que tiveram as maiores notas na região foram: Águas de São Pedro (SP), Elias Fausto (SP), Monte Mor (SP), Rafard (SP) e Piracicaba (SP), com 9,8. As demais cidades tiverma notas a partir de 7,6.
 

Longe do ideal

De acordo com a Cetesb, o aterro de Mogi Guaçu não tem mais vida útil, e não é de hoje. Em 2016 a Prefeitura apresentou um plano de adequação, mas ele não foi cumprido integralmente. Desde então, o local não possui licença ambiental.

Os principais problemas encontrados pelo órgão foram:

- Não tem frente de operação, ou seja, não cobrem o lixo depositado com terra;
- Parte do local não tem impermeabilizante;
- Falta de canalização do chorume, que se espalhou por todo o aterro;
- Mosca, odor e grande número de aves e urubus.

"A área tem que estar bem impermeabilizada, você tem que ter uma drenagem adequada do chorume, você tem que ter a drenagem dos gases que são gerados pela deposição do lixo. O chorume pode alterar a qualidade do solo e vai afetar a qualidade da água subterrânea também. E a área pode ser classificada como área contaminada", afirma o gerente da Cetesb na cidade, José Bezerra de Sousa.

Em março deste ano, uma nova visita dos técnicos da Cetesb apontou que a nota, atualmente, é menor do que a registrada em 2017, porque a situação piorou. De 6,9 caiu para 3,5, com ainda mais áreas de lixo descoberto.
 

Multas sem resultado

Desde 2016 o órgão aplica multas de cerca de R$ 8 mil, e em setembro de 2017 a punição chegou a ser diária. É a última instância de penalização antes de uma interdição. Um novo plano de recuperação foi apresentado, mas não teve resultados práticos.

Segundo a Cetesb, a área ainda pode ser recuperada, mas novas punições podem ser aplicadas, se nada for feito. Inclusive, pode ser determinada a interdição do aterro.

"Já foi aplicada uma advertência por conta da exposição irregular de resíduos no solo. Foi uma notificação falando que a Cetesb não tem condições de dar mais prazo por conta da falta de licenciamento ambiental pra área, e podem ser aplicadas novas sanções administrativas, que podem, sim, culminar com uma possível interdição", diz o gerente do órgão.

A Prefeitura alegou à EPTV que há um impasse com o comando aéreo, por causa de uma pista de pouso e decolagem a menos de 8 km do aterro, e que não está com a situação regularizada. A administração municipal segue nas tratativas com a Cetesb para adequar o aterro e atender às normas exigidas. Disse, ainda que não recebeu, oficialmente, informação sobre multas.

Sobre o comando aéreo, a EPTV solicitou posicionamento, mas não teve retorno.

 

"Queremos liderar a internet via satélite no Brasil", diz executivo da operadora do satélite da Telebras

Parceria entre Telebras e a norte-americana é contestada na Justiça. "Quando um concorrente muito forte entra, todos ficam preocupados", diz Kevin Cohen, gerente da Viasat.

Helton Simões Gomes Publicado Em 19/06 - 05h00

Os problemas compartilhados por Telebras e Viasat começaram muito antes de a Justiça brasileira suspender o acordo que as duas fecharam para operar o satélite brasileiro que custou R$ 2,78 bilhões e está há mais de um ano no espaço, mas impedido de levar banda larga a qualquer lugar do Brasil.

No ano passado, uma greve de trabalhadores da Guiana Francesa atrasou o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que só acabou ocorrendo em maio de 2017.

“Essa greve também nos feriu um pouco”, afirmou ao G1 Kevin Cohen, gerente geral da Viasat para a América Latina. "Depois do SGDC, o próximo satélite da fila era o nosso. Tínhamos marcado a data e não deu certo.” O cruzar de braços fez a norte-americana postergar o lançamento de seu quarto satélite, o Viasat 2, somente levado ao espaço em julho.

Quase um ano depois, Telebras e Viasat estão no centro de outra paralisação: uma ação judicial, que foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no começo do mês, suspendeu a parceria entre as duas. Isso congelou dois importantes programas do governo federal criados para levar banda larga móvel a lugares remotos: o Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão (Gesac) e o Internet para Todos.

O processo judicial foi movido pela Via Direta, uma empresa amazonense que diz ter sido preterida durante o processo privado que levou a Telebras a contratar a Viasat.

“Nós sabíamos que o Brasil é bem complicado e difícil de entrar. Mas, como o Brasil é o maior mercado da América Latina, nós já planejávamos vir e ficar por um longo prazo.”

Em conversa com o G1, Cohen contou como a possibilidade de operar o SGDC surgiu como um atalho para a Viasat chegar ao Brasil. Já estava nos planos da norte-americana aportar no país, mas somente em 2020. Nesse ano, a companhia pretende lançar o primeiro de uma constelação de satélites, chamada de Viasat 3, e o equipamento inaugural já será capaz de cobrir todo o continente americano.

Para Cohen, a insatisfação gerada entre as empresas preteridas ocorre porque a entrada de um novo concorrente costuma pressionar os preços para baixo. Ele diz também que, ainda que os desdobramentos na Justiça não sejam favoráveis, nem pensa em encerrar a parceria com a Telebras. A aposta, diz, é virar líder em internet via satélite no Brasil.

“Quando um concorrente muito forte entra, todos ficam preocupados. Nosso plano é de captar muito da participação de mercado por aqui e crescer. Nosso objetivo é ser primeiro em internet satelital no Brasil”, diz Cohen.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista, concedida pelo executivo em São Paulo:

G1 - Vocês pensavam que seria assim tão difícil chegar ao Brasil?
Kevin Cohen - Nós sabíamos que o Brasil é bem complicado e difícil de entrar. Mas, como o Brasil é o maior mercado da América Latina, nós já planejávamos vir e ficar por um longo prazo.

G1 - A Telebras vem enfrentando problemas com esse satélite desde sua concepção. Por que vocês escolheram um projeto de uma outra empresa para começar a operar no Brasil?
Cohen - Com 32 anos desenvolvendo tecnologia satelital, temos 4 satélite no espaço. Fazemos do satélite até as antenas e estações terrestres, além de operamos o serviço. Usam os nossos serviços 19 empresas aéreas. Enquanto você está lá em cima, nosso serviço permite fazer streaming de vídeos e todas as coisas que feitas no chão.

Há sete anos, lançamos nosso terceiro satélite, o ViaSat 1, com capacidade de 140 Gigabits por segundo e com cobertura para EUA, Canadá e norte do México. Em junho passado, lançamos o Viasat 2, que cobre América Central e Caribe e tem capacidade de 260 Gbps. A certas zonas, pode fornecer conexão de até 100 Mbps.

Em 2020, teremos uma constelação de satélites chamada ViaSat 3, que terá mais de 1 Terabit por segundo de capacidade. Esses três satélites terão cobertura de um terço do globo; o primeiro vai cobrir as Américas e o segundo, Europa e Oriente Médio.

Nosso plano de expansão não era ficar só nos EUA, mas entrar em outros países, como fizemos no México. Já sabíamos que o Brasil é um país muito grande, tem muita oportunidade e tem milhões de pessoas que estão desatendidas, em comunidades e vilarejos remotos.

Uma parceria com uma empresa como a Telebras nos ajudaria a entrar no mercado, porque nós planejamos ficar e crescer. Foi muito atraente. Por isso, entramos no Brasil antes do ViaSat 3. Queríamos aprender. O mercado do Brasil é tão grande que não queríamos perder a oportunidade.

G1 - O Brasil está saindo de uma crise econômica, mas ainda muito lentamente. Vale a pena entrar no país ainda que nessas condições e ainda mais oferecendo banda larga, que, apesar de onipresente e popular, não é um serviço essencial?
Cohen - Eu diria que a internet é um direito humano básico, como eletricidade, água, comida e casa. A conectividade melhora a educação. Como nós já estamos levando um serviço de conexão a preços acessíveis para quem mora em aldeias no México, nosso objetivo é atender esse mercado desatendido, de milhões de brasileiros.

O Brasil está em crise, mas, como ficaremos aqui por muito tempo, sabemos que o mercado está aqui.

G1 - Vocês esperavam que as dificuldades nascessem da concorrência?
Cohen - Sempre que entramos em um mercado, sabemos que vamos mudar o negócio. Por exemplo, com o aumento de capacidade para satélite, os preços para backhaul de celular estão caindo. Por isso, já com o SGDC, os preços iriam cair ainda mais e a velocidade seria ainda melhor. Alguns concorrentes não querem abraçar a redução dos preços.

G1 - Como a entrada de um novo concorrente faz os preços caírem?
Cohen - Se você pensar no modelo anterior do satélite, a prática era vender capacidade para sinal de TV, do tipo DTH. Mas com os novos satélites, como Viasat 1 e Viasat 2 e o de outros concorrentes que estão criando constelações satelitais, tem muito mais capacidade do que demanda para DTH. Então estamos vendendo capacidade com preços menores para poder, ao menos, fazer a venda. Há bastante capacidade e não tanta demanda nos negócios anteriores.

G1 - Por que vemos alguns lugares no Brasil sem conexão nenhuma?
Cohen - É uma questão econômica. Se você tiver que instalar uma torre de celular, seja de 3G ou de LTE, custa muito caro. E ela vai cobrir um raio de alguns quilômetros. Se fizer esse investimento para atender poucas pessoas e o poder aquisitivo delas for de R$ 10 por mês, não dá. O cálculo não fecha. Como não temos que instalar torres de celular, a diferença é que podemos levar internet de alta qualidade e a preços menores para comunidades isoladas geograficamente.

G1 - Como a Viasat pretende atuar aqui no Brasil?
Cohen - Nosso plano principal é primeiro atender o Gesac, que pretende de levar internet a 15 mil pontos, como escolas, centros de saúde, postos na fronteira etc. Além disso, teremos os planos de Wi-Fi comunitário, que faz parte do programa Internet para Todos.

Além de atender as comunidades desatendidas de classe baixa, também teremos outros serviços no futuro. Nos EUA, na Europa e na Austrália, por exemplo, temos serviço comercial para aviões. No Brasil, já assinamos um acordo com a Embraer para os jatos privados dela. Essa parceria não inclui o SGDC, e sim o Viasat 1, porque 80% dos aviões da empresa operam nos EUA.

G1 - Há a intenção de competir pelos consumidores de grandes centros no Brasil?
Cohen - Nosso objetivo é ficar nas áreas periféricas, não nas áreas urbanas centrais. Podemos levar um serviço de alta velocidade a um baixo preço para onde não tem nada.

G1 - Quanto isso custaria?
Cohen - O plano é levar internet em pacotes pequenos, por dados ou por hora. Eu diria que o preço seria o mesmo para comprar uma Coca-Cola ou um pacote de salgadinhos.

G1 - Quanto a Viasat vai investir no Brasil?
Cohen - Estamos investindo mais de US$ 50 milhões.

G1 - A Telebras diz que está perdendo dinheiro com a suspensão do acordo. O mesmo está ocorrendo com vocês?
Cohen - Primeiro, quem mais está perdendo é o povo brasileiro, porque já estaríamos em milhares de comunidades com o Wi-Fi comunitário e o Gesac. Estaríamos em escolas com conexões 10 vezes mais rápidos.

Segundo, um satélite só tem vida útil para 15 anos, e o SGDC já está no espaço há mais de 10 meses. Além disso, por não estarmos funcionando no Brasil, já perdemos milhões de dólares, mas não posso precisar quanto.

G1 - Concorrentes reclamam que começaram a negociar e foram preteridas no meio do processo. A forma como a Telebras escolheu a Viasat foi justa?
Cohen - A Telebras fez um chamamento público, não apareceram interessados. Depois disso, recebeu propostas de todos os concorrentes. Nós confiamos na Justiça e no processo, porque fizemos tudo direito.

G1 - A Viasat já se tornou operadora de um satélite de outra empresa em algum lugar do mundo?
Cohen - Sim, na Austrália, instalamos as estações terrestres e operamos o serviço, porque o país possui dois satélites próprios.

G1 - Em algum lugar do mundo, a Viasat já foi obrigada a retirar equipamentos que estávamos instalados?
Cohen - Essa é a primeira vez. Essa ideia de retirar os equipamentos foi muito chocante. Antes, as crianças tinham um serviço em que tinham de esperar. Cada um tinha de fazer sua tarefa para dar lugar a próxima criança. Depois, quando chegou o serviço do SDGC, eles podiam fazer as tarefas ao mesmo tempo. Esse serviço atendia a necessidade delas.

G1 - Há alguma chance de a Viasat desistir do acordo com a Telebras, já que os resultados na Justiça não têm sido nada favoráveis?
Cohen - Nós confiamos no processo e estamos aqui para ficar. Estamos confiantes de que poderemos recomeçar o trabalho com o SGDC.

G1 - Operando o SGDC, a Viasat já gerou um desconforto entre os concorrentes. Espera o mesmo quando o Viasat 3 entrar em operação?
Cohen - Quando um concorrente muito forte entra, todos ficam preocupados. Nosso plano é captar muito da participação de mercado por aqui e de crescer. Nosso objetivo é ser primeiro em internet satelital.

 

AGÊNCIA BRASIL


Interventor apresenta plano estratégico para comissão da Câmara


Vinícius Lisboa Publicado Em 18/06 - 15h55

O Gabinete de Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio de Janeiro entregou na manhã desta segunda-feira (18/6) durante uma reunião no Comando Militar do Leste um plano estratégico a deputados federais que fazem parte da comissão externa da Câmara dos Deputados que acompanha a intervenção federal. No encontro, que durou cerca de três horas, o interventor federal, general Walter Braga Netto, e o secretário de Segurança, general Richard Nunes, também fizeram um balanço dos 100 primeiros dias da intervenção federal.

A reunião foi fechada à imprensa e fez parte dos compromissos da comissão externa da Câmara. Coordenador do grupo, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ) disse que a comissão parlamentar agora vai fazer uma avaliação sobre o plano estratégico e deve marcar uma audiência ampla na Câmara dos Deputados, com a participação de autoridades fluminenses.

“Vamos nos debruçar para avaliar onde podemos colaborar com esse plano estratégico”, disse Hugo Leal. Para ele, houve mais avanços que retrocessos no período da intervenção. “Estamos falando de um pouco mais de 100 dias e começamos a sentir alguns resultados. Agora, resultados imediatos, com comparação de estatisticas, isso vem com o tempo”.

Deixar legado

A opinião de Hugo Leal não foi unânime na comissão. Alessandro Molon (PSB-RJ) também participou da reunião e avaliou que os 100 dias da intervenção apresentaram resultados aquém dos esperados pela população. “O pior é a preocupação de não conseguirmos ver realizadas as medidas estruturantes para que, de fato, seja deixado um legado para o Rio de Janeiro. Essa é nossa maior preocupação”, disse Molon.

O deputado disse que o Regime de Recuperação Fiscal está entre as dificuldades relatadas pelo secretário de Segurança Pública durante a reunião. O acordo com a União foi assinado por causa da crise fiscal do estado e previu algumas restrições, por exemplo, à realização de concursos públicos.

“Não é razoável que a gente tenha demandas urgentes que toquem em direitos fundamentais das pessoas do Rio de Janeiro, como segurança e saúde, no que diz respeito à proteção da vida. Não é possível que isso fique sujeito a números. É necessário garantir recursos pelo menos para essas áreas e a educação”.

  

JORNAL DIÁRIO CATARINENSE


"Vivemos a politização da Justiça e a judicialização da política", diz Aldo Rebelo


Publicado Em 18/06 - 15h16

Diferentemente dos demais pré-candidatos à Presidência da República, Aldo Rebelo tem uma agenda própria. Diz que segue ela desde o início da sua carreira política e que saiu do PCdoB, depois de 40 anos de militância, porque a esquerda mudou. Filiou-se ao PSB de Eduardo Campos, mas não concordou com o nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Sete meses depois, migrou para o Solidariedade. Na quarta-feira, conversou com a reportagem em Florianópolis, durante a passagem pelo Congresso dos Prefeitos. Aos 62 anos, o alagoano contou que acredita no nacionalismo, defendido por ele Brasil a fora nos últimos meses. Garante que prioriza o fortalecimento do país, o equilíbrio social e a democracia. Critica o que chama de judicialização da política e a politização da Justiça quando fala da prisão de Lula. 

Por que depois de 40 anos filiado, trocou o PCdoB pelo PSB?

Quando entrei no PCdoB, já tinha as minhas convicções. Era nacionalista e achava que o nacionalismo era uma coisa importante para o país, tendo em vista que todos os países do mundo defendem seus interesses próprios. Ser de esquerda era ser nacionalista, valorizar a questão social, a questão nacional e valorizar a luta pela democracia. Com os anos, a esquerda foi perdendo o vínculo com a questão nacional. Foi abraçando outras causas, que hoje são chamadas de politicamente corretas. A identidade ideológica foi sendo substituída pela identidade biológica. Mais importante do que você pensa é o que você é. Se você é preto, é branco, é homem, é mulher, ou seja, a biologia passou a ser determinante. Penso que, embora isso seja importante, não é mais importante do que a questão nacional. E isso foi me levando a um certo distanciamento dessa agenda, que eu chamo de multiculturalista, agenda identitária. As identidades que separam passam a ser mais importantes do que as que unem, ou seja, a igualdade passa a ser secundária em relação às diferenças. Fui convidado para ser candidato a presidente pelo PCdoB, mas achei que no debate da agenda nós íamos ter muitas divergências. Não aceitei o convite e me afastei. Acabei me filiando ao PSB porque tinha uma história de identidade, fui amigo de Miguel Arraes e Eduardo Campos. Mas, em um certo momento, o partido inclinou-se pela candidatura de Joaquim Barbosa (ex-ministro do Supremo Tribunal Federal). Respeitei, mas não estava disposto a colaborar.

O nome de Joaquim Barbosa não lhe agradava?

Eu entendo que a luta contra a corrupção é importante porque ajuda a democracia, mas as corporações que têm atribuições de fazer esse combate à corrupção não podem substituir a política. Não podem ter a pretensão de substituir a política. Nenhuma corporação pode substituir a política. A corporação mais competente que eu conheço, mais patriota, a que tem mais espírito público, que são as Forças Armadas, não deu conta de governar o país. Então, vamos dar essa atribuição para outra corporação? Achei que essa não era a minha agenda. Me afastei e recebi o convite do Solidariedade para ser candidato à presidência em torno dessas ideias. Já tinha recebido a adesão dos dirigentes do Solidariedade e da Força Sindical a um manifesto lançado em defesa da união nacional, pelo desenvolvimento, pela redução da desigualdade e pela democracia. Aceitei e aqui estou.

Sua passagem de sete meses pelo PSB foi um erro?

Não. Foi uma contingência. Eu tinha essa identidade, embora também já tivesse o convite do Solidariedade. Mas pelos laços pessoais eu achei que dava para fazer uma trajetória no PSB. Na verdade, houve essa escolha que não se concretizou porque o Joaquim Barbosa acabou não aceitando (concorrer) e fiz a opção pelo Solidariedade. Tinha uma identidade forte em torno da agenda, da economia, do crescimento, da luta pela democracia e direitos sociais.

O senhor teve uma atuação no início da sua carreira contra a ditadura militar. Como enxerga hoje a defesa pela intervenção?

Ainda bem que quem faz isso não são os militares. São civis ou desesperados por conta da situação difícil do país ou interessados em ter uma ditadura só para eles. Os militares não estão interessados nisso. Convivi com militares durante o período que fui ministro da Defesa e tenho convicção de que eles não estão interessados em ter protagonismo político. Estão interessados em cumprir a missão que eles têm, que já é muito difícil: ajudar o país e ajudar a construir o Brasil. Militares não são apenas os guardiões da nossa fronteira, do nosso espaço aéreo, do nosso mar territorial. Os militares são responsáveis por obras sociais importantes como ajudar os atingidos pela seca no Nordeste. Eles estão socorrendo os índios na Amazônia, onde o Estado brasileiro é praticamente ausente. Os militares atendem essas comunidades mais desassistidas. Ajudam a fazer as obras de transposição das águas do São Francisco, fizeram o programa nuclear, o programa espacial, o sistema de proteção de fronteira e os primeiros computadores do Brasil. Esse pessoal tem um papel importante e não quer ser protagonista da política. Alguns civis querem que eles voltem, mas esse não é o desejo dos militares.

Que lições a prisão de Lula deixou para o país?

Temos uma situação difícil porque você tem o líder das pesquisas eleitorais preso. O segundo colocado, deputado Jair Bolsonaro, tem um processo pesado para responder. Você tem uma judicialização da eleição no Brasil. A judicialização da política nós tivemos desde o começo da República. Floriano Peixoto chegou a nomear um engenheiro para o Supremo Tribunal Federal porque o Supremo dava habeas corpus a todos os inimigos da República. Nós vivemos a politização da Justiça e a judicialização da política e não é uma coisa boa para o país. Eu acho que dificilmente o ex-presidente vai poder concorrer. O PT está tentando a liberação. Mas acho que o mundo político já leu que isso não vai acontecer. Daí a pulverização que estamos vendo: todo mundo é candidato. Até o Temer (presidente, Michel), era candidato até poucos dias atrás.

A sua candidatura é para valer?

Agora que está começando a minha candidatura. Fui o último a lançar minha pré-candidatura. Ainda tenho um caminho a percorrer e vejo que meu nome, em um ambiente político polarizado, tem condições de unir amplas forças políticas sociais pela experiência que é grande. Tenho diálogo com os trabalhadores, empresários, comunidades científicas e com todo mundo. Tenho autoridade para buscar e encontrar um caminho para o Brasil. Vamos ter uma renovação muito pequena no Congresso, talvez a menor dos últimos anos, não sei se vai passar de 20%. O presidente eleito vai se deparar com esse desafio. Governar o Brasil com uma crise fiscal, previdenciária, de segurança, de energia e com moeda fragilizada. Esse presidente precisará ter muita força, autoridade, legitimidade para enfrentar os problemas, e ainda ter capacidade de diálogo. Se for um governo fraco, o país torna-se ingovernável.

O senhor diz que o seu nome pode aglutinar setores, mas pode aglutinar outros candidatos também?

Minha candidatura não tem muita semelhança com as demais. Tenho uma marca que é a questão nacional. O país tem que estar em primeiro lugar. Converso com todos os candidatos ou pré-candidatos que me procuram. Converso com o Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados, DEM) há muito tempo. Recebi um convite para ser candidato a vice dele, fiz a contraproposta de ele ser o meu candidato a vice. Sou mais experiente. Mas a conversa parou por aí. Cada um foi cuidar da sua pré-candidatura. Eu converso com Alckmin (Geraldo, PSDB), com quem precisar. Eu não me nego a dialogar com ninguém. Mas em primeiro plano está fortalecer e consolidar a minha pré-candidatura.

 

REVISTA EXAME


Boeing e Embraer: Grupo técnico do governo deve se reunir nesta semana

Segundo fontes, grupo formado por integrantes dos ministérios da Fazenda, da Defesa e de outros órgãos discutirá avanços de negociações entre as companhias

Rodrigo Viga Gaier Publicado Em 18/06 - 16h51

As negociações entre Embraer e a norte-americana Boeing tiveram avanços nos últimos dias e uma nova reunião para tratar da criação de uma joint venture global na área de aviação deve ocorrer esta semana, disseram três fontes à Reuters.
As negociações entre as duas empresas e o governo federal, que detém direito de veto sobre decisões estratégicas da fabricante brasileira de aeronaves, visam enfrentar uma parceria em aviação comercial que deve ser concluída em julho entre a canadense Bombardier e a européia Airbus.

Um grupo técnico foi criado dentro do governo federal para estruturar a parceria entre Boeing e Embraer e conta com a participação de integrantes dos ministérios da Fazenda, Defesa e outros órgãos.

“Vamos ter uma reunião essa semana para tratar dos avanços”, disse a primeira fonte próxima do assunto. A ideia é que a joint venture englobe os produtos de aviação comercial das duas empresas.

De acordo com uma segunda fonte próxima ao assunto pelo governo, a Boeing deve ficar com 80 por cento da nova empresa e a Embraer com 20 por cento. O Brasil, de acordo com esse segunda fonte, quer que os negócios na área militar da Embraer, como aviões de combate e sistemas de radar, fiquem com a empresa brasileira.

“Esse é o ponto mais importante da negociação para o Brasil e todos estão debruçados em cima disso. A ordem é manter o desenvolvimento da tecnologia no Brasil e esse é um ponto relevante”, afirmou a segunda fonte. “O que está faltando é resolver a questão de pesquisa e desenvolvimento. Queremos garantir que fique no Brasil”, disse a segunda fonte.

As fontes não indicaram quando a reunião vai ocorrer nesta semana ou quando um acordo poderia ser alcançado. O colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, publicou na véspera que as duas empresas devem fechar um acordo em 15 dias.

As ações da Embraer subiam 1 por cento às 15:37, horário de Brasília. Embraer e Boeing conversam desde o ano passado sobre uma eventual parceria, mas até agora não tornaram público nenhum dos termos das negociações.

Em maio, o ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, disse que estava otimista com o andamento das negociações e que esperava que as empresas acertassem um acordo ainda neste ano. Na ocasião, ele afirmou que “as empresas buscam um caminho de ganha -ganha entre elas. Esse caminho está sendo encontrado”, disse ele a jornalistas. “O que se busca é preservar o lado de Defesa da Embraer”, adicionou.

Consultadas nesta segunda-feira, a Embraer e Boeing não se manifestaram de imediato.