NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


NOTIMP 169/2018 - 16/06/2018

Publicado: 16/06/2018 - 08:26h
JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO

JORNAL O GLOBO

REVISTA ÉPOCA

REVISTA ISTO É

PORTAL G1

PORTAL DEFESANET

MINISTÉRIO DA DEFESA

JORNAL CORREIO DO ESTADO (MS)

OUTRAS MÍDIAS

JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


O que se espera(va) da intervenção militar na segurança do Rio?


Carlos Guimar Publicado Em 16/06/2018 - 04h00

Decretada há quatro meses com o intuito de diminuir os índices de criminalidade, a estratégia de intervenção militar no Rio de Janeiro, antes de tudo, deve ser revista e ter a velocidade reprogramada. Tudo é muito urgente quando vidas estão em perigo.

As Forças Armadas, que já vêm atuando desde meados de 2017, quando foi instituída a Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e, em seguida, com a efetivação da intervenção militar em fevereiro de 2018, fecha os primeiros meses de atuação apresentando pequena redução nos números de violência no Estado, devido a todo o contexto envolvido podemos entender como ínfimo.

Vale ressaltar também que embora os números mostrem aparente redução ou manutenção em relação a 2017, ainda estão muito acima do que ocorreu em anos anteriores, como em 2015 ou 2016.

Contudo, a ideia de ficar ‘enxugando gelo’ ou demonstrar força, como no caso da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio, deve ser abandonada de imediato e não pode ser direcionada para outros lugares, pois sempre haverá recursos para a reposição pelos marginais, enquanto a cadeia logística do crime permanecer ativa.

Ao mesmo tempo em que se luta por recursos financeiros, a altura do problema, que jamais chegarão, e tiverem que se virar com o mínimo disponível, os criminosos seguem juntando fortunas com o tráfico de drogas, armas, cargas roubadas, cobrança de pedágios, sinais de TVs e transporte clandestinos.

Hoje, estamos vendo uma amostra de gestão pelo Comando Militar responsável, mas vale lembrar que o buraco é muito mais fundo e, ainda, que será necessário manter toda essa estrutura depois. A regra de instalar e operar sempre foi seguida do manter.

Muito se fala da inteligência e sua forma direta de se traduzir na produção de um conhecimento, entretanto, é importante salientar que é preciso velocidade nas ações, pois este conhecimento tem que ser oportuno. O crime é organizado e se movimenta constantemente, inclusive, com ações estratégicas. Um exemplo é a nova formação de grupos ‘narcomilicianos’, em que há união de milícias e demais facções criminosas.

A expectativa está em quando será quebrada a gestão e a cadeia de suprimentos do crime. É de conhecimento que nos presídios estão os ‘cabeças’, ou os ‘chefes’, e que as estradas, aeroportos, portos e outros atracadouros clandestinos são os locais por onde chegam os suprimentos. Então, por que ainda não se ocupou os presídios? E por que ainda não se está sufocando por terra, céu e mar? Ficam as perguntas diante de uma realidade na qual a intervenção tem validade.

Combater o crime é inevitável e urgente, não sendo apenas uma ação de governo e, sim, de Estado.

A questão está em como ficará a situação em breve e quando acabará este último suspiro.

*Carlos Guimar é sócio-diretor da ICTS Security, consultoria e gerenciamento de operações em segurança, de origem israelense

 

JORNAL O GLOBO


Um `motorista´ do além

Polícia vai checar se esqueleto, colocado dentro de carro que não sai do lugar, é de verdade

Felipe Grinberg Publicado Em 16/06/2018

A polícia do Rio vai investigar a origem de um esqueleto colocado dentro de um Ômega 1998 permanentemente estacionado na Avenida João Luiz Alves, na Urca. O marinheiro Giovani Soares, de 53 anos, diz que o comprou de um amigo, conforme informou o colunista Ancelmo Gois, do GLOBO. Investigadores da 10ª DP (Botafogo) foram encarregados de checar se o conjunto de ossos é verdadeiro e de descobrir quem o vendeu.

Enquanto o mistério não é desfeito, crianças e adultos não se cansam de tirar fotos do estranho “motorista” do Ômega. De acordo com Giovani, ele foi montado com ossos de várias pessoas. O marinheiro não deu o nome do suposto vendedor, mas conta que o esqueleto se chama Stela.

— Meu amigo me falou que chegou a receber uma oferta de mil reais pelo esqueleto, mas a recusou. Ele não queria se desfazer da Stela. Mas, como estava precisando muito de um bote, acabou topando fazer uma troca comigo — diz Giovani.

O marinheiro afirma ainda que seu amigo comprou Stela de usuários de drogas que tinham achado os ossos perto de uma faculdade de medicina:

— Cada um pegou um braço, uma perna, uma cabeça e, no fim, montaram. É isso que eu soube.

Stela foi colocada no carro como forma de protesto. Giovani reclama que há três anos espera o pagamento de uma indenização, hoje estimada em R$ 9 mil, referente a um acidente de trânsito supostamente provocado por um carro da Aeronáutica, que causou a perda total de seu Ômega.

Na manhã de 3 de novembro de 2015, Giovani dormia em seu barco, ancorado na Urca, quando ouviu um estrondo. Ele diz que, na hora, adivinhou o que havia acontecido e gritou: “Ai, meu carro!”. Pegou um bote e remou até a Praia da Urca, onde viu o Ômega imprensado entre dois veículos, após um carro da Aeronáutica bater em um deles.

Mecânicos fizeram uma avaliação do estrago no carro de Giovani e decretaram perda total: o conserto sairia mais caro que a compra de um outro Ômega. Mas o marinheiro não abriu mão de continuar com o veículo, pelo qual afirma ter um grande amor.

— Meu sonho é voltar a dirigir meu Ômega novamente. Não sei se conseguiria deixá-lo do jeito que estava antes da batida; infelizmente, já não existem muitas peças para ele no mercado. Mas, se eu conseguir o dinheiro da indenização, vou tentar reformá-lo — afirma Giovani, acrescentando que colocou o esqueleto no carro com o objetivo de chamar a atenção para o caso.

Em nota, o comando da Aeronáutica informa que aguarda a decisão do Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro, onde tramita o processo. E, enquanto ela não sai, Stela, de acordo com o marinheiro, continuará ao volante do Ômega, fazendo a alegria de quem quer tirar fotos.

No entanto, nem todo mundo que passa pela Avenida João Luiz Alves acha graça no esqueleto. Há quem prefira atravessar a rua quando o vê.

— Não gosto de chegar perto, posso ficar assustado e não conseguir dormir à noite — reclama um morador da Urca.

Porém, algumas pessoas acham que tudo não passa de uma brincadeira.

— É um esqueleto de plástico. O dono é marinheiro, ou seja, é uma típica história de pescador — afirma um rapaz que trabalha perto da avenida.

 

Conheça `Stela´, a esqueleto motorista que está fazendo sucesso na Urca

Após repercursão, `Stela´ virou protesto de seu dono para receber idenização da Aeronáutica

Felipe Grinberg Publicado Em 15/06/2018 - 16h19

RIO - Há três dias, na Avenida João Luiz Alves, na Urca, em frente ao número 33, um Ômega 1998 azul-marinho chama a atenção de curiosos, como revelou o colunista Ancelmo Gois. Crianças e adultos não cansam de tirar fotos da estranha "condutora" do veículo. O nome dela é Stela, um esqueleto montado com ossos de diferentes pessoas que o marinheiro Giovani Soares, de 53 anos, comprou de um amigo:

— Ele disse para mim que já tinham oferecido até mil reais, mas ele não topou. Não queria se desfazer dela de jeito nenhum. Mas como estava precisando muito de um bote, fizemos do esqueleto a troca pelo meu equipamento — conta.

Stela foi colocada no carro como forma de protesto. Ele espera o pagamento de uma indenização, estimada entre R$ 8 e 9 mil, devido a um acidente provocado por um carro da Aeronáutica há três anos, que causou perda total em seu Ômega 1998.

Segundo Giovani, esse amigo comprou a Stela de usuários de drogas, que tinham achado as partes dos esqueletos perto de uma faculdade de medicina:

— Cada um pegou um braço, uma perna, uma cabeça e, no fim, montaram — disse.

Giovani inicilamente levou o esqueleto para seu barco, mas, recentemente, fez uma limpeza geral na embarcação e teve que tirar Stela. Como não tinha onde colocar, deixou-a como "motorista" de seu Ômega, e ela logo fez sucesso na rua. Não há quem passe pelo carro sem rir ou se assustar com a presença do esqueleto.

— Não vou nem chegar muito perto para não me assustar e conseguir dormir a noite — brincou um senhor que passava pela rua

Apesar do susto e estranheza que ela pode causar nas pessoas, para o marinheiro a Stela tem um significado muito mais profundo:

— O final da vida é isso. Todo mundo é igual. — conta

ÔMEGA: PERDA TOTAL APÓS ACIDENTE

Na manhã do dia 3 de novembro de 2015, enquanto dormia em seu barco, Giovani Soares ouviu um forte estrondo e já pressentiu o que havia acontecido: “Ai, meu carro”, pensou na hora. Pegou seu bote e foi em direção à praia da Urca, quando confirmou o que tinha sentido: seu xodó, o Ômega 1998 tinha acabado de ser prensado entre dois veículos, após um carro da Aeronáutica colidir com um deles.

Uma avaliação feita por mecânicos, decretou perda total. O valor de uma possível reforma sairia mais caro que comprar um carro novo, que segundo Giovani estava avaliado em R$ 18 mil. Mas havia um problema, já que a relação entre o marinheiro e o ômega era muito mais profunda que apenas uma relação entre um dono e seu carro. E apesar de também ser seu carro de trabalho, havia muito valor sentimental envolvido

— Ele era minha ferramenta de trabalho. Deixei de pegar muito serviço porque não tinha carro pra fazer. Mas o principal era carro de família. O tio do meu sócio era o dono, que deixou o carro pra ele. Como eu gostava muito, ele me vendeu praticamente de graça.— conta

Segundo o advogado de Giovani, o processo de indenização pelos danos está parado na Justiça, apesar de a Aeronáutica já ter admitido a culpa no acidente. Para o marinheiro, a repercusão e a fama que Stela trouxe, pode acelerar os trâmites do processo.

— Seria um sonho conseguir colocar o carro novamente. Não sei se vou conseguir reforma-lo do jeito que ele estava. Infelizmente não existem muitas peças mais para ele no mercado. — desabafou Giovani.

O Comando da Aeronáutica afirmou, em nota, que aguarda a decisão do Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro, onde tramita o referido processo.

"Demais questionamentos, sugerimos entrar em contato com a Advocacia-Geral da União (AGU), responsável por representar a União perante a Justiça". 

 

REVISTA ÉPOCA


Governo do Espírito Santo pede a suspensão da privatização do aeroporto de Vitória


Coluna Murilo Ramos Publicado Em 15/06/2018 - 13h31

O governo do Espírito Santo encaminhou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) uma carta em que pede a suspensão da privatização do aeroporto de Vitória. O governo capixaba não é contra a concessão do aeroporto - mas sim do modelo que o governo federal pretende usar. Esse modelo prevê a privatização do aeroporto de Vitória em conjunto com o aeroporto da cidade de Macaé (RJ). De acordo com o governador capixaba, Paulo Hartung, a privatização em bloco prejudicará o aeroporto de Vitória, entre outros motivos porque acabaria tendo de sustentar a operação do aeroporto menor, o de Macaé.

 

REVISTA ISTO É


Brasil Confidencial


Coluna Rudolfo Lago Publicado Em 15/06/2018 - 18h30

Perto do caos

O governo federal vislumbrou um cenário de caos completo caso a greve dos caminhoneiros entrasse por mais uma semana. Blecaute em Roraima e Rondônia por falta de combustível para as termelétricas. Alto risco sanitário pela mortandade de aves e suínos. Falta de tratamento de água em diversos municípios por carência de produtos químicos. Ausência de insumos e medicamentos vitais em diversos hospitais. Após a decretação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), o alvo passou a ser evitar tais possibilidades, garantindo os abastecimentos. O trabalho principal, então, foi escoltar os caminhões que levavam tais produtos impedindo que eles ficassem parados nos pontos de bloqueio.

Desbloqueio

Outra ação importante destacada pelo governo foi o trabalho da Polícia Rodoviária para evitar o bloqueio de todas as principais rotas de transporte do país. O que ainda intriga as autoridades foi a capacidade dos manifestantes na estratégia que usaram para fechar as estradas. Se havia dispersão na hora de retornar, como se uniram de forma tão eficiente no momento de parar o país?

Hipóteses

De acordo com fonte do Planalto, três hipóteses são investigadas: uma total conjugação das empresas de transporte dos diversos setores; a ajuda de técnicos do setor que atuaram em governos anteriores, ou a colaboração de militares que estudam tais estratégias em planos de segurança. Acham provável a associação das três hipóteses.

Caserna tranquila

Antes de efetivar o general Silva e Luna, do Exército, no Ministério da Defesa, o Palácio do Planalto sondou se isso traria problemas com as demais forças, Aeronáutica e Marinha. Chegou à conclusão de que isso não aconteceria. Os quarteis, garante o Planalto, estão tranquilos e sentindo-se fortalecidos.

 

PORTAL G1


Justiça suspende multa de R$ 5 milhões por Telebras não entregar contrato de satélite bilionário

Acordo assinado entre estatal e a Viasat para operação de satélite que custou R$ 2,78 bilhões é contestado na Justiça.

Publicado Em 15/06/2018 - 14h20

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu a multa de R$ 5 milhões aplicada a Telebras e Viasat por não entregarem o contrato firmado pelas duas para operação do satélite brasileiro.

A decisão foi emitida nesta segunda-feira (11) pelo desembargador federal Souza Prudente e representa uma rara vitória para a estatal. A última decisão havia sito do Supremo Tribunal Federal (STF), que manteve a suspensão do acordo entre Telebras e Viasat.

As duas empresas foram obrigadas a entregar o contrato assinado pela Telebras com a Viasat para que a empresa norte-americana operasse o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O documento entregue, no entanto, foi um documento com partes cruciais do negócio omitidas por tarjas pretas.

Agora, Souza Prudente acolheu o argumento da Telebras e resolveu suspender a cobrança da multa até que mérito da ação judicial fosse julgado. O acordo entre Telebras e Viasat foi parar na Justiça após uma empresa concorrente da norte-americana, a Via Direta, reclamar de ter sido preterida.

Ele também exigiu que as antenas já instaladas para receber sinal do satélite deveriam ser retiradas. Inicialmente, fixou multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. Agora, elevou o valor para R$ 200 mil. As duas empresas, no entanto, já cumpriram a determinação.

Ao custo de R$ 2,78 bilhões, o satélite é o primeiro operado pelo Brasil e tem seu uso compartilhado entre militares e civis. O Exército usa 30% da capacidade do equipamento para conectar suas instalações, como postos da fronteira. Já a Telebras, que é uma empresa de capital misto, usa o restante para fornecer conexão contratada por diversos órgãos do governo federal.

Para operar sua parte do satélite, a Telebras contratou a Viasat após manter um processo de chamamento público aberto por oito meses e não encontrar interessados. A empresa amazonense Via Direta Telecomunicações entrou na Justiça alegando que foi preterida do processo depois de iniciar as negociações para operar parte da capacidade do satélite e conseguiu decisão suspendendo o contrato entre a Telebras e a Viasat.

A Telebras afirma que a Via Direta sequer apresentou proposta para participar do negócio. Após a Telebras recorrer e perder na segunda instância, o processo subiu para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) que o encaminhou ao STF porque, além da questão contratual, a Via Direta questionou se o acordo colocaria a soberania do país em risco.

 

Em protesto, homem coloca esqueleto dentro de carro na Zona Sul do Rio

Marinheiro apelou para o bom humor para reclamar da demora no pagamento da indenização após uma batida em seu carro. Segundo ele, a `ossada´ é de resina e foi trocada por um bote inflável.

Bruno Albernaz Publicado Em 15/06/2018 - 13h06

Há aproximadamente um mês, um carro antigo estacionado na Rua Dr. Xavier Sigaud, na Urca, Zona Sul do Rio, chama a atenção de quem passa pela calçada. Em forma de protesto, um esqueleto humano foi colocado sentado no banco do motorista. Tudo para reclamar da demora no pagamento de uma indenização, que se arrasta há quase três anos.

Apesar de muita gente se assustar com o "motorista" do Ômega 1998, o marinheiro e proprietário do veículo, Giovani Soares, de 53 anos, garante que o esqueleto é de mentirinha.

"É de resina. Eu troquei com um amigo por um bote inflável. Ele era usado numa universidade para estudo do corpo humano e estava no lixo. O cara queria trocar comigo, achei a ideia legal", conta.

A novela

Tudo começou em novembro de 2015, após um acidente de trânsito.

"Um carro da Aeronáutica bateu nele. Era meu carro de trabalho e acabou virando essa lata-velha. Estou esperando há três anos para receber o dinheiro do seguro", lamenta. Parado, o Ômega virou lar do esqueleto.

"Eu não tinha onde guardar e aí coloquei no meu carro. Tomara que chame a atenção da seguradora", continua. "Pode ser que eu vire um esqueleto e receba o seguro e meu carro de volta", brinca o marinheiro.

Para o guardador de carros Joselmo Sobrinho, de 46 anos, o esqueleto já ganhou fama no bairro. "Algumas pessoas se assustam, depois voltam e tiram foto. Aí acaba virando brincadeira, né? As emoções são variadas. Tem gente que tem medo, outros acham graça. Já virou piada", explica ele.

Os professores de Educação Física Bruno Dias e Gabriel de Souza acharam divertida a crítica do marinheiro. “Fez jus ao carro. O veículo está abandonado, né? Parado aí tanto tempo, que o cara ficou ali para sempre. Uma boa crítica", contou Gabriel. O amigo também aprovou o bom humor do proprietário do carro. “É uma caveira dirigindo um carro velho. Está certo. Muito maneiro”, diverte-se Bruno.

Para o marinheiro, seu carro era uma raridade antes da batida. "Na época ele custava R$ 8 ou R$ 9 mil, preço de mercado de um Ômega 98. Meu carro era um carro intacto, não tinha nada para fazer, era uma raridade. Para mim ele possui mais valor sentimental do que valor de mercado. E, depois de três anos, acho que fica mais difícil conseguir peça para ele. Ele estava em ótimo estado. Era um carro de trabalho", relembra o marinheiro.

Em nota, o Comando da Aeronáutica informou que "aguarda a decisão do Juizado Especial Federal do Rio de Janeiro, onde tramita o referido processo".

Ainda segundo a nota, a Advocacia-Geral da União (AGU), responsável por representar a União perante a Justiça, poderá ser consultada no caso de novos questionamentos sobre o caso.

 

Jungmann defende a extensão da intervenção federal na segurança do RJ

Na avaliação do ministro, os futuros governantes agiriam "de bom senso" se prolongassem a intervenção por ao menos um ano.

Marco Antônio Martins Publicado Em 15/06/2018 - 18h36

O ministro extraordinário da Seguranca Publica, Raul Jungmann, defendeu nesta sexta-feira (15) que a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro vá até 2019 e não acabe em dezembro deste ano, como está previsto.

Segundo ele, a intervenção começará a apresentar resultados. "Dado o avanço que vai acontecer, os futuros governantes do Rio de Janeiro agiria de bom senso em prolongar, pelo menos, por mais um ano essa intervenção", afirmou o ministro Jungmann.

Nesta sexta-feira, relatório do ISP indicou que o Rio teve aumento de 46% em mortes durante ações policiais quando comparados os meses de maio de 2017 e 2018. O relatório também indica aumento do indicador de letalidade violenta (homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial). O número de roubo de veículos, assalto a pedestres e de roubo de cargas caiu - este pelo segundo mês seguido.

Raul Jungmann visitou, na tarde desta sexta-feira (15), o Comando de Operações Navais da Marinha, no Centro do Rio.

Segundo o ministro da Segurança, até dezembro de 2019, é o tempo "necessário para concluir o planejamento".

A decisão de prolongar a intervenção só pode acontecer caso o novo governador do RJ a ser eleito este ano decida pedir a renovação do prazo a partir de sua posse em janeiro de 2019.

O ministro apresentou o projeto piloto do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (território marítimo brasileiro). Entre um dos pontos de monitoramento está a Baía da Guanabara.

 

PORTAL DEFESANET


ARP - II Seminário Nacional sobre Aeronaves Remotamente Pilotadas em Combate

ARP - II Seminário Nacional sobre Aeronaves Remotamente Pilotadas em Combate, bem como os Sistemas e as Tecnologias Associadas.

Publicado Em 15/06/2018 - 12h00

A Universidade da Força Aérea – UNIFA, por intermédio do seu Centro de Estudos Avançados – CEA, promoverá, nos dias 20 e 21 de junho de 2018, o II Seminário NACIONAL de ARP em combate, ocasião em que serão debatidos os Sistemas e as Tecnologias Associadas ao emprego do equipamento.

O Seminário reunirá alunos, professores, pesquisadores e especialistas oriundos das instituições de ensino e pesquisa da Marinha, Exército e Aeronáutica, assim como, as Universidades e Institutos Federais e Estaduais do Rio de Janeiro, Niterói, São José dos Campos e São Paulo, além de representantes e empresários da Indústria Nacional de Defesa.

O evento terá como foco o estudo das tecnologias que permitem o uso eficaz, eficiente e efetivo de um sistema de ARP e terá a seguinte programação:

Palestras nos dia 20 e 21 junho

1 - Comando e Controle com informações em tempo real
2 - Necessidades de infraestrutura de TI para suportar a coleta de dados de ARP
3 - Análise de vulnerabilidades cibernéticas na operação remota
4 - Enlace de dados e interoperabilidade
5 - Estudos de ARP ISTAR executando Ações de Força Aérea
6 - Estudos de ARP nas missões do Exército Brasileiro
7 - Independência tecnológica na produção de ARP
8 - Bases da Política de obtenção dos produtos de defesa e ações decorrentes

Apresentação de Trabalhos Científicos no dia 21 de junho (tarde)

1 - O Uso de Aeronaves Remotamente Pilotadas em Operações de Não-Guerra
2 - Aspectos Jurídicos do Emprego de Aeronaves Remotamente pilotadas
3 - A Influência da Utilização de ARP na Tomada de Decisão como Suporte às Operações Conjuntas em Área Urbana
4 - Desenvolvimento de uma Plataforma para SARP com Alocação Dinâmica para Coberturas de Áreas em Tarefas de monitoramento Persistente
5 - Acurácia da Navegação Autônoma por Imagens de ARP
6 - Seleção Automática de Marcos Baseada em Agrupamento de Atributos para Navegação Autônoma Visual de Veículos ARP
7 - O Emprego de Árvores de Decisão para Identificação e Classificação de Zonas de Lançamento (ZL) e Zonas de Pouso de Helicóptero (ZPH) com Imagens Obtidas por ARP
8 - ARP sob Ameaça de Armas de Energia Dirigida

O evento reunirá, alunos, professores, pesquisadores, especialistas, promovendo uma discussão plural, sob vários pontos de vista, estimulando a troca de conhecimentos, fomentando novos trabalhos e produtos científicos, direcionados para Indústria Nacional de Defesa.

Nesse contexto, o II SEMINÁRIO NACIONAL SOBRE ARP será um importante instrumento de qualificação, avaliação, atualização de saberes sobre este importante aspecto do Poder Aeroespacial, bem como o estimulo ao aumento das cooperações com outras instituições acadêmicas de ensino e pesquisa.

 

Airbus apresenta as mais avançadas soluções de Observação da Terra em Simpósio em Brasília


Publicado Em 15/06/2018 - 10h00

A Airbus Defence and Space, em colaboração com a Força Aérea Brasileira, reuniu mais de 100 operadores governamentais brasileiros no Dia de Observação da Terra para analisar as mais avançadas soluções na área. A empresa também apresentou as inovações espaciais mais recentes e uma ampla variedade de serviços que dão mais autonomia de decisão aos usuários.

O evento de dois dias aconteceu em Brasília e foi aberto pelo Ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. Ao longo de uma série de conferências e demonstrações da Airbus e convidados - como a Agência Espacial Francesa (CNES) e a Agência Espacial Peruana (CONIDA) - os participantes puderam conhecer os benefícios do uso duplo (civil e militar) de recursos como futuros programas de Observação da Terra brasileiros.

Com 22 milhões de km² para monitorar, controlar, proteger e explorar, sistemas espaciais são a opção natural para o governo brasileiro conduzir missões de observação bem-sucedidas. Frente a essa situação, soluções de Observação da Terra são extremamente valiosas, não apenas para aplicações de defesa, mas também para muitas atividades civis, como segurança pública, gerenciamento de terrenos, mapeamento, agricultura, silvicultura, prospecção de petróleo e gás, mineração, energia e marítima.

“Após décadas de experiência, podemos confirmar que a versatilidade de satélites de Observação da Terra permite que os consumidores os utilizem para propósitos extremamente diferentes, sejam civis ou militares”, disse Christophe Roux, diretor da Airbus Defence and Space na América Latina. “A Airbus não somente é capaz de construir e lançar um satélite em menos de dois anos, como também oferece treinamento específico, que permite aos consumidores gerenciar um satélite independente em tempo recorde. Ao mesmo tempo, a Airbus oferece uma grande variedade de serviços, usando os mais avançados satélites de suas frotas em órbita e fornecendo informação a alcance de um clique, sempre de acordo com a necessidade do consumidor”.

 

Indústria discute viabilidade dos combustíveis sustentáveis alternativos para aviação internacional em evento em São Paulo

Setor se comprometeu a neutralizar crescimento das emissões de GEE de suas operações a partir de 2020; no Brasil, RenovaBio pode atrair investimentos de até R$ 5 bilhões em refinarias.

Publicado Em 15/06/2018 - 09h30

Diante de um gradativo crescimento da demanda global por combustíveis sustentáveis, representantes do setor de diversos países se reúnem no próximo dia 19 de junho, em São Paulo, para debater a viabilidade e perspectivas dos biocombustíveis para a aviação no Brasil. Em quatro painéis serão discutidas as melhores práticas internacionais, a visão da indústria nacional, as pesquisas e desenvolvimentos sustentáveis, e as políticas públicas para o setor.

O encontro internacional é uma realização do Centro de Pesquisa e Tecnologia da Boeing (BReT-B), Embraer, União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) e Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis de Aviação (RBQAV), com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Plural e Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR).

A iniciativa busca dar continuidade aos esforços globais da indústria da aviação para a redução das emissões de gases do efeito estufa no planeta. Nesse sentido, a aviação busca soluções sustentáveis para se descarbonizar e cumprir os acordos internacionais, garantindo sustentabilidade ambiental e econômica.

A aviação responde atualmente por 2% das emissões mundiais de carbono. Apesar de relativamente baixas, as emissões do setor são alvo de importante programa de metas para redução. Um expressivo grupo de empresas de aviação de 192 países, incluindo as que atuam no Brasil, se comprometeram a neutralizar o crescimento das emissões de gases de efeito estufa de suas operações internacionais a partir de 2020, em uma iniciativa pioneira da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO, sigla em inglês). Até 2050, a expectativa é reduzir em 50% os níveis em relação ao ano de 2005.

O entendimento é que as melhorias devam partir de um trabalho conjunto que incluem operação do transporte aéreo, desenvolvimento de aeronaves e a busca por combustíveis sustentáveis alternativos para o cumprimento dos objetivos.

No Brasil, a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) sancionada em dezembro do ano passado busca criar mecanismos de incentivo para o desenvolvimento das cadeias produtivas de todos os biocombustíveis nacionais, como a de geração de certificados de descarbonização (CBIOs), inclusive para o bioquerosene.

O debate em torno do tema busca concretizar um plano de longo prazo para o desenvolvimento desse setor no país, que atrairia investimentos de até R$ 5 bilhões em refinarias, com a geração de 60 mil empregos diretos nos próximos anos, segundo estimativa apresentada pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) durante a estruturação da política.

A Boeing é a maior empresa aeroespacial do mundo e líder na fabricação de aviões comerciais, sistemas de defesa, espaço e segurança, e fornecedora de serviços de suporte pós-venda. Como a maior exportadora de produtos manufaturadas dos Estados Unidos, a empresa oferece suporte para clientes -companhias aéreas e governos aliados - em mais de 150 países.

Os produtos e os serviços sob medida da Boeing incluem aeronaves comerciais e militares, satélites, armas, sistemas eletrônicos e de defesa, sistemas de lançamento, sistemas avançados de informação e comunicação, logística e treinamento.

Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa e Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

A União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) é uma associação sem fins econômicos que representa nacionalmente toda a cadeia produtiva desses biocombustíveis. Desde sua criação, em 2007, a entidade lidera o segmento e atua como interlocutora entre sociedade e governo para mobilizar e unir esforços, recursos e conhecimentos na busca pelo desenvolvimento do setor.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) foi criada, em 2012, pelas cinco principais companhias aéreas brasileiras - AVIANCA, AZUL, GOL, LATAM e TRIP (hoje integrada à AZUL) -, com a missão de estimular o hábito de voar no Brasil. Objetivando tratar de questões institucionais do setor aéreo, as estratégias de atuação da ABEAR compreendem planejar, implementar e apoiar ações e programas que promovam o crescimento da aviação civil de forma consistente e sustentável, tanto para o transporte de passageiros como para o de cargas.

Além de contribuir para o fortalecimento de toda a cadeia produtiva da aviação, a entidade atua em constante relacionamento junto aos setores público e privado, entidades de classe e consumidores.

 

MINISTÉRIO DA DEFESA


Entrega da Medalha da Ordem do Mérito da Defesa marca os 19 anos do MD


Publicado Em 15/06/2018 - 18h13

Brasília, 15/06/2018 – O ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, presidiu, nesta sexta-feira (15), no Clube da Aeronáutica, em Brasília (DF), a cerimônia de imposição da medalha Ordem do Mérito da Defesa, o evento ápice das comemorações do aniversário do Ministério.

Em seu discurso, Silva e Luna disse que, nesses 19 anos de existência, o Ministério da Defesa (MD) vem contribuindo progressivamente para um trânsito mais fluido dos assuntos de defesa no cerne da sociedade, melhorando sua percepção no campo político, no crescimento da nossa base industrial de defesa e na diplomacia de defesa. “Entendemos que temos sido interlocutores efetivos”, destacou o ministro.

Silva e Luna destacou, ainda, que as estruturas físicas, o arcabouço jurídico e documentação estratégica e gerencial, por si só, não têm vida: “são os nossos servidores – civis e militares – quem dão vida a tudo isso. E mais que vida, dão alma ao nosso MD”.

Por fim, o ministro reconheceu a contribuição de todos que ajudaram a construir e consolidar a Pasta: “aos integrantes do MD, agradeço pela dedicação, comprometimento, entusiasmo e alegria que demonstram a cada dia, todos os dias; sacrificando, por vezes, tempo de lazer e de presença junto aos familiares, para o bom cumprimento das nossas missões”.

Emocionada, Maria Augusta de Paula, a mãe da capitão de mar e guerra Ana Claudia de Paula, da Secretaria de Pessoal, Ensino, Saúde e Desportos (SEPESD) do MD, agraciada com a medalha no grau de cavaleiro, disse que ver a filha ser homenageada lhe enche de orgulho, pois cada medalha que a oficial recebe lhe traz um sentimento indescritível.

Acompanhado da família, o servidor Matusael Jorge de Almeida, da assessoria de Comunicação do MD, falou da satisfação por receber esta homenagem. Para ele, a comenda é uma confirmação de que seu desempenho contribui para que as Forças Armadas e o Ministério da Defesa cumpram com sucesso sua missão constitucional.

Compareceram à cerimônia o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira; o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas; o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato; e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho; e autoridades eclesiásticas; do Executivo, Legislativo e do Judiciário; ministros do Superior Tribunal Militar (STM); secretários do MD, oficiais generais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica; embaixadores, membros do corpo diplomático; e adidos acreditados no Brasil. Além de praças das Forças Armadas, familiares e convidados dos agraciados.

A medalha

A medalha Ordem do Mérito da Defesa, criada em junho de 2002, por meio do Decreto nº 4.263, é concedida a civis e militares, brasileiros ou estrangeiros, que tiveram destaque no exercício da profissão. Também às organizações militares e instituições civis que prestaram relevantes serviços ao MD e às Forças Armadas no desempenho de missões constitucionais.

 

JORNAL CORREIO DO ESTADO (MS)


Ministério de Segurança Pública desloca Força Nacional para Caarapó

Militares irão auxiliar no combate ao tráfico de drogas, armas e contrabando

Coluna Leandro Abreu Publicado Em 15/06/2018 - 13h32

O Ministério de Segurança Pública deslocou militares da Força Nacional para o município de Caarapó, no sul de Mato Grosso do Sul, para o combate ao tráfico de drogas, armas, munições, contrabando e outras ações criminosas na zona de fronteira com Paraguai.

A portaria que determina o deslocamento das tropas foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (15) e assinada pelo ministro Raul Jungmann.

Conforme a publicação, a Força Nacional deve atuar em Caarapó pelo período de 180 dias e poderá ter o prazo estendido, se for necessário.

 

OUTRAS MÍDIAS


PODER AÉREO - Além do Gripen – parte 2: conversa com piloto de provas da Saab e atualizações sobre o programa

Em 9 de maio, o Poder Aéreo cobriu a apresentação das instalações da Saab Aeronáutica Montagens – SAM – em São Bernardo do Campo / SP. Hoje publicamos a segunda parte da matéria, com mais informações e conversa exclusiva com piloto de ensaios em voo da Saab

Fernando Nunão De Martini Publicado Em 15/06/2018

No mês passado, mostramos o andamento dos trabalhos para implantar a Saab Aeronáutica Montagens – SAM – a nova instalação industrial instalada numa área de cerca de 5 mil metros quadrados que o grupo sueco de defesa Saab, fabricante do caça Gripen, apresentou na cidade de São Bernardo do Campo – SP. Na ocasião, também compartilhamos informações de apresentações de executivos da Saab sobre o andamento do programa do caça Gripen para o Brasil, e que ao final de suas palestras responderam a perguntas da imprensa.

Sugerimos aos leitores que vejam a parte 1 desta matéria, que traz diversos detalhes sobre a SAM e como ela se insere numa série de decisões que vão além do Gripen: segundo os executivos da Saab e empresas parceiras, trata-se de uma perspectiva de longo prazo de transferência de tecnologia e capacitação para o parque industrial aeronáutico brasileiro, o qual poderá se inserir com maior presença na cadeia de fornecedores globais do grupo sueco, não apenas para a produção do caça supersônico, mas em outras oportunidades de negócio (tanto em produtos civis como militares).

Nesta parte 2, o foco é trazer atualizações sobre o programa Gripen para o Brasil, em especial o andamento do desenvolvimento do caça, dos offsets (compensações) e da transferência de tecnologia, além de um bate-papo que tivemos com o piloto de ensaios em voo Hans Einerth, da Saab, que atualmente voa a aeronave de testes de sistemas 39-7.

A fase atual e os passos anteriores Mikael Franzén, chefe da Unidade de Negócios Gripen Brasil, afirmou em sua apresentação de 9 de maio que, até o momento, os engenheiros brasileiros envolvidos no programa estavam dedicados ao desenvolvimento do Gripen E e F para o Brasil em conjunto com engenheiros suecos, em especial o modelo biposto F (até o momento encomendado apenas pela Força Aérea Brasileira, mas que poderá interessar potenciais compradores do Gripen E, monoposto). Já agora, além das atividades de desenvolvimento, que desde o final de 2016 envolvem também o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (Gripen Design and Development Network – GDDN) inaugurado em novembro daquele ano pela Saab e Embraer em Gavião Peixoto – SP, esse pessoal passa a participar de uma nova fase: a engenharia de produção.

A implantação da SAM para a fabricação de aeroestruturas, assim como o envolvimento de fornecedores locais para a fábrica, se inserem nessa etapa voltada à produção dos caças: das 36 aeronaves da encomenda brasileira, 15 serão produzidas no Brasil (incluindo as partes estruturais fabricadas na SAM), sendo 7 delas do tipo biposto (o primeiro Gripen F, biposto, dos 8 encomendados pela Brasil, será produzido na Suécia). A montagem final desses 15 caças será realizada nas instalações da Embraer em Gavião Peixoto. Espera-se a encomenda de um novo lote de caças pela FAB para a continuidade da produção da SAM, assim como o fornecimento de aeroestruturas fabricadas no Brasil para parte dos caças Gripen da encomenda da Força Aérea Sueca (que encomendou 60 caças Gripen E).

Vale a pena rememorar passos anteriores do processo para entender a nova fase, voltada à engenharia de produção: em 18 de dezembro de 2013, o governo brasileiro anunciou (após anos de postergação de uma decisão) que o Gripen de nova geração era o vencedor do programa F-X2 da Força Aérea Brasileira, para a aquisição de 36 caças, incluindo transferência de tecnologia. Passou-se a uma fase de negociação, cujos marcos foram 27 de outubro de 2014, quando a Saab anunciou a conclusão do contrato com o Brasil para o desenvolvimento e produção das 36 aeronaves, e a entrada em vigor do mesmo em setembro de 2015, quando todas as condições solicitadas foram cumpridas. No mês seguinte, foi iniciado o programa de transferência de tecnologia, com o envio dos 50 primeiros engenheiros e técnicos das principais empresas brasileiras parceiras do programa, Embraer, Akaer, Atech e AEL, para absorverem conhecimentos tanto teóricos quanto práticos, participando efetivamente das atividades de desenvolvimento do caça (on the job training – treinamento realizando trabalho). Em novembro de 2016, como já mencionado, a Embraer e a Saab inauguraram o GDDN no Brasil e, um ano depois, o número de engenheiros trabalhando nele somava 110 profissionais (90 brasileiros e 20 suecos).

Perspectivas do GDDN em Gavião Peixoto O Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN) em Gavião Peixoto é considerado, como a SAM, parte das compensações de offset do contrato dos 36 caças para a FAB, compensações que são investimentos da parte contratada (Saab) do programa e que deverão ultrapassar 9 bilhões de dólares. Parte desse investimento se dá no mencionado treinamento na Suécia de profissionais brasileiros. Como já mencionado na primeira parte dessa matéria, até 2024 cerca de 350 engenheiros, operadores, técnicos e pilotos do Brasil participarão de cursos e treinamentos na Suécia, num total de 3,5 milhões de horas de treinamento e troca de conhecimento, segundo Mikael Franzén. Isso está permitindo, conforme a Saab, que habilidades e conhecimentos sejam adquiridos pela indústria brasileira, num programa de transferência de tecnologia composto por mais de 50 projetos-chave, com duração de até 24 meses.

Até o momento 140 profissionais já passaram por esse processo, e parte dessas pessoas está trabalhando distribuída pelas empresas parceiras do programa, e parte está concentrada no GDDN: a perspectiva é que daqui a alguns anos o número de profissionais no centro de desenvolvimento em Gavião Peixoto passe dos atuais 110 para cerca de 280 especialistas. Material da Saab distribuído no evento de 9 de maio destacou que “o GDDN foi implantado com a missão de ser o eixo central de grande parte do desenvolvimento tecnológico do novo caça do Brasil pela Saab e pela Embraer junto a outras empresas e instituições parceiras”, sendo considerado “a base para a transferência de tecnologia” num “compromisso de longo prazo”. O centro contribuirá para a autonomia desejada pela FAB para o suporte logístico da aeronave e sua evolução com o tempo, de forma que a Força Aérea tenha independência na manutenção e integração de armamentos e sistemas.

Os engenheiros brasileiros que trabalham no centro têm se dedicado ao desenvolvimento do Gripen E /F, especialmente deste último (biposto), num ambiente de conexões seguras entre a sede da Saab, na Suécia, e os parceiros industriais do programa Gripen no Brasil. Trabalhando de forma conectada, o fluxo de decisões assim como os projetos de desenvolvimento são otimizados e, segundo a empresa, isso também se dará nos testes e verificação dos caças e de seus sistemas de suporte: futuramente o GDDN abrigará um Centro de Ensaios em Voo.

Uma conversa com Hans Einerth, piloto de provas da Saab – Falando em Centro de Ensaios em Voo, o Poder Aéreo reencontrou na apresentação da SAM o piloto Hans Einerth, que na ocasião da visita do site às instalações da Saab em Linköping, na Suécia (em maio de 2016, quando da apresentação do protótipo do Gripen E), foi um dos cicerones da visita ao hangar de aeronaves de testes da empresa. Na ocasião, o hangar abrigava o jato 39-7, chamado pelos pilotos de “dash seven” (traço sete). Trata-se do ex-demonstrador do Gripen NG (avião biposto remodelado a partir de um Gripen D para demonstrar as mudanças da geração seguinte da aeronave) e hoje aeronave de testes de sistemas, justamente o avião que Einerth pilota no programa de desenvolvimento do Gripen de nova geração.

Em 2016, a visita da imprensa especializada ao hangar de aeronaves de teste em Linköping foi dividida em duas turmas, e o Poder Aéreo foi guiado por outro piloto de provas, Marcus Wandt – piloto que atualmente voa o protótipo do Gripen E (aeronave 39-8) cuja apresentação foi feita naquela semana. Ao final desta matéria, falaremos mais dos voos do jato 39-8. Como em 2016 acabei conversando muito mais com Wandt do que com Einerth, devido à separação das turmas de jornalistas, a presença deste no evento de apresentação da SAM foi uma oportunidade para saber mais sobre os testes de sistemas realizados na aeronave 39-7, além de diversos outros assuntos.

Radar e peso máximo de decolagem – Uma das questões referiu-se ao radar Raven ES-05 AESA (varredura eletrônica ativa) do Gripen E/F, com antena reposicionável, fornecido pela Selex / Leonardo. A pergunta sobre como estava caminhando a integração do radar ao caça foi feita na coletiva de imprensa ao final da apresentação dos executivos, à qual Hans Einerth estava presente. O piloto respondeu que era ele mesmo o responsável pelos testes em voo com o equipamento, instalado no jato 39-7. Esclareceu que no momento se está trabalhando bastante com o radar, e que os testes estão de acordo com a capacidade esperada, com o radar desempenhando muito bem. Frisou também que ele equipará tanto os jatos Gripen encomendados pelo Brasil quanto pela Suécia.

Além de outras questões já apresentadas na primeira parte desta matéria, o Poder Aéreo aproveitou a coletiva para questionar um detalhe frequentemente lembrado pelos leitores do site, sobre o peso máximo de decolagem do Gripen E. Reparei que no material distribuído à imprensa, com características do caça, não estava divulgado esse item, mas apenas o peso vazio de 8 toneladas. Como é recorrente o questionamento sobre o peso máximo de decolagem ser, eventualmente, aumentado durante o desenvolvimento do caça para compensar a ampliação do peso vazio (que no início do desenvolvimento da nova geração do caça era estimado na faixa de 7,5 toneladas), perguntei qual o motivo da ausência desse dado no material e se havia possibilidade do peso máximo de decolagem ser aumentado. Einerth respondeu que não se está trabalhando com outro valor para o peso máximo de decolagem, e que este continua como divulgado anteriormente: 16,5 toneladas.

Ex-piloto de Viggen – Durante o coquetel que se seguiu às apresentações e à coletiva de imprensa, aproveitei que o piloto estava sozinho junto à réplica em tamanho real do Gripen E, que adornava parte do chão de fábrica ainda vazio da SAM, para uma conversa mais descontraída. Nesse diálogo, feito em inglês, pude descobrir que Einerth foi piloto de caça da Força Aérea Sueca por 17 anos, antes de se tornar piloto de ensaios em voo da Saab, há 5 anos, trabalho que ele pretende continuar fazendo até se aposentar. Fazendo as contas desse tempo voando jatos de alto desempenho, veio a pergunta inevitável: se ele voou o Saab Viggen antes do Gripen. Ele confirmou que sim.

O Viggen existia em versões distintas para emprego ar-solo (AJ37), ar-ar (JA37)e reconhecimento (SF/SH37), pois não era um jato multifuncional como o Gripen, mas uma plataforma da qual derivavam versões específicas. Assim, a questão seguinte foi se, como piloto de Viggen, sua especialização era como piloto de ataque, de reconhecimento ou de caça. “Air to air” (ar-ar) foi a resposta, e a conversa logicamente fluiu para as diferenças de pilotagem do Viggen e do Gripen em manobras de combate aéreo.

Hans Einerth, com sua cabeça raspada, tem uma aparência um tanto sisuda (já mencionamos em matéria anterior que, num filme de Hollywood com combates aéreos, ele provavelmente faria o papel do vilão), e tende à economia com as palavras em algumas partes da conversa, e isso pode enganar o interlocutor à primeira vista. Porém, na hora de descrever essas experiências de voo, o sorriso ia aparecendo cada vez mais no rosto do piloto, e os gestos mais contidos ficavam mais espontâneos.

Hans Einerth descreveu em alguns minutos de diálogo como o Viggen era um avião bem mais pesado, tanto no aspecto físico quanto nos comandos, e como o manejo era bem mais trabalhoso que o seu sucessor. Com palavras e gestos falou do emprego do manche com bastante amplitude, que praticamente colava nas pernas nas curvas mais apertadas, exigindo esticar e puxar bastante o braço. Em comparação, o manche estilo “joystick” do Gripen, com comandos fly-by-wire, leva a aeronave a manobras de alta carga G apenas com leves toques. Essas manobras também eram feitas de forma muito diferente no Viggen em relação ao Gripen.

Uma curva apertada com o Gripen é feita de forma precisa, com o caça seguindo exatamente a trajetória que se quer fazer, pois ao mesmo tempo em que os comandos eletrônicos fazem a aeronave desempenhar ao máximo, eles também impedem que ela fuja dos limites estruturais e aerodinâmicos, mantendo-a sob controle. Já na descrição de uma curva apertada com o Viggen, o termo correto em inglês para o que acontecia com a aeronave fugiu, momentaneamente, tanto para o piloto sueco quanto para o brasileiro que o questionava. Apelou-se para as mãos, e ele descreveu, com o pulso, a traseira do avião fugindo da trajetória, ou “saindo de traseira”. Então lhe disse: “Like a car?” (como um carro?) “Yes!!! Like a car” (sim,como um carro), respondeu sorrindo enfaticamente. Só mais tarde alguns termos em inglês equivalentes a “derrapar com o carro”, ou “glissar com a aeronave” vieram à mente, como “drift”, mas os gestos e as metáforas bastaram para a ocasião e ambos nos fizemos entender: ele com a vasta experiência em voos reais, eu com a lembrança das oportunidades em que “voei” em simuladores do Gripen.

WAD – Como já mencionado, Einerth não voa o protótipo do Gripen E (jato 39-8 apresentado em maio de 2016 e que realizou o primeiro voo no ano seguinte), o que está a cargo de seu colega Marcus Wandt, então aproveitei a conversa para relembrar a configuração do jato biposto 39-7, que ele voa para testar os diversos sistemas da nova geração do caça, na qual o posto dianteiro é igual ao de um Gripen D (com as mesmas telas, comandos e sistemas da geração atual do caça) e o painel do posto traseiro é configurado como um Gripen E, no caso da versão sueca, com três telas multifunção. Falando em telas, perguntei se ele já havia experimentado, nos simuladores instalados em Linköping para desenvolvimento do Gripen E/F, a versão com tela única de grande área (WAD – Wide Area Display) que equipará o Gripen E/F da FAB, e suas impressões como piloto sobre sua utilização, comparado ao uso do painel com três telas do avião 39-7 que ele voa.

O piloto de ensaios em voo respondeu que sim, já experimentou, e elencou os aspectos positivos mais evidentes e os desafios, ou pontos negativos para quem está acostumado ao sistema mais tradicional, a vencer: a grande tela única (19 x 8 polegadas) permite uma visão do cenário tático muito mais abrangente que a permitida por telas separadas de menor tamanho, o que aumenta a consciência situacional. É possível elencar exatamente o que você quer priorizar em dado momento, e ampliar essa janela na tela com comandos “touch screen” (toque dos dedos) como o mapa do teatro de operações, a imagem do radar, do sensor infravermelho, entre diversas possibilidades.

Por um lado, isso é fácil e intuitivo de fazer. Por outro, pilotos acostumados a telas separadas tendem a padronizar, pela própria doutrina estabelecida e ainda que as telas sejam multifuncionais, o que cada uma vai apresentar (dados táticos, radar, informações de navegação, voo ou motor) conforme suas posições no painel e olhar rapidamente o que se deseja, de forma mais “amarrada” porém intuitiva. A tela única muda esse paradigma, e é preciso mais disciplina e padronização de atitudes para não abusar da abertura de telas, ampliação das mesmas e posicionamento das janelas abertas de informações na tela única, para que as informações que você resolveu priorizar sejam vistas rapidamente quando se desvia o olhar do ambiente externo para o painel. É uma nova forma de gerenciar as informações de combate, e doutrinas precisam ser estabelecidas para que toda a ampliação de consciência situacional seja aproveitada plenamente. Nas fotos abaixo, outras partes da cabine mostrada na réplica do Gripen E.

O WAD fornecido pela empresa AEL, que recentemente entregou o protótipo do modelo C do sistema, está passando por desenvolvimento e testes na Suécia, focados no momento na interface homem-máquina, segundo informações do executivo Mikael Franzén durante a coletiva de imprensa. Essa interface, além do uso do recurso touch screen, pode ser feita pelas teclas na moldura da mesma e do sistema HOTAS (hands on trottle and stick – mãos na manete e no manche). O modelo C é resultado, segundo a AEL, de evoluções e melhorias desenvolvidas a partir do modelo B, entre elas uma nova placa gráfica para aumentar a capacidade de processamento e desempenho na apresentação das imagens, acréscimo de funcionalidades ao software e ensaios de vibração e temperatura.

Expansão do envelope e protótipo brasileiro – Sobre o colega de Einerth, Marcus Wandt, este tem trabalhado bastante na expansão do envelope de voo do Gripen E, que é justamente a função da aeronave 39-8, enquanto o antecessor 39-7 testa os sistemas. Como a nova geração do Gripen tem os softwares / códigos fonte que controlam sistemas de missão separados dos que controlam o voo em si, essa separação de trabalho entre as aeronaves permite avançar com vários itens do programa de testes simultaneamente.

Durante a coletiva de imprensa, o executivo Mikael Franzén frisou que, no início do próximo ano, começarão os testes em solo do primeiro Gripen E destinado ao Brasil, atualmente em montagem final e integração de sistemas. A aeronave também realizará seu primeiro voo em 2019, juntando-se ao 39-7 e ao 39-8 na campanha de testes e certificação. Faltou perguntar a Einerth se, com a inclusão do avião da encomenda brasileira no programa de ensaios, ele e Wandt também se revezarão nas missões de voo com a aeronave, na Suécia. A pergunta ficará para uma próxima oportunidade, conversando com Hans, com Marcus, ou, quem sabe, com um piloto brasileiro de Gripen. A conferir!

 

AMAZONAS ATUAL (AM) - A oportunidade de mudar Brasil


Gina Moraes De Almeida Publicado Em 15/06/2018

O Brasil vive um momento de mudanças e a história nos dirá o alcance e a profundidade deste movimento. Por enquanto, o que se percebe nas redes sociais e nos debates do cotidiano é a insatisfação generalizada com a Democracia nos moldes fracassados da representação do interesse público. Essa mudança aparece, principalmente, na forma como as pessoas reagem a notícias diárias de escândalos com o dinheiro público e com a conduta dos políticos corruptos.

Nesse contexto, um fenômeno chama a atenção quando vemos lançamentos a pré-candidaturas de duas Instituições extremamente respeitadas pela população brasileira: Polícia Federal e Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica. De certa forma, isso ilustra um caminho que o País procura. Infelizmente, alguns segmentos pressionam, a seu modo, pela tentação totalitária do golpe armado, o que não resolveria nosso problema. O sintoma da mudança está na iniciativa da sociedade civil, do envolvimento direto dos cidadãos com seus deveres-te e obrigações.

Os exemplos de pré-candidatos no âmbito da Polícia Federal denotam – provavelmente, pela vivência de combate tão intensa da criminalidade na classe política – assunção de atitudes na direção de participar mais ativamente da mudança. Isso significa integrar-se a um Brasil ávido por transformações, onde o cidadão busca fazer parte diretamente das decisões que afetam sua vida e a de todos nós.

No decorrer da execução da operação Lava-Jato, a Polícia Federal sofreu muitos ataques e tentativas de interferência, como vários projetos de leis nada republicanos, com o claro objetivo de ‘engessar’ a atividade policial e dificultar a persecução criminal. Daí a clareza de que não bastava apenas atuar coercitivamente. Seria necessário assumir o sentido original do termo política, ordenar a vida social, ter representantes no Legislativo com capacidade de resguardar e fortalecer a importância da atividade policial enquanto instância responsável pela ordem, pela moral e pelos bons costumes.

Ora, se a ação policial somente pode ser bem desempenhada com o respaldo legal, há de se ter um segmento parlamentar que assegure o pleno exercício das ações e obrigações da instituição policial. Só assim a classe irá em busca da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional já existente e eternamente postergada a PEC 412/09, cujo objetivo é dotar a Polícia Federal de Autonomia Administrativa, Orçamentária e Financeira. E isso não interessa ao político corrupto.

Assim como os delegados federais, pelo menos 71 militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica lançaram pré-candidaturas a vagas no Congresso e no Executivo em 25 Estados e no Distrito Federal, cujo discurso tem como tema principal o combate à corrupção e o direito de militares se candidatarem a cargos eletivos. Até nosso estimado, respeitado e competente general, agora na reserva, Theóphilo Cals, credenciou-se a disputar o governo do Ceará.

A população cansada de sofrer, tenderá a receber com bons olhos essa sinalização de novos tempos e de engajamento político diferenciado. Hoje, o cidadão comum não se sente representado pelo Parlamento e esse desprezo à política levou o Brasil ao mar de lama em que vivemos. José Saramago, o admirável escritor português, considerado por muitos como a consciência da modernidade, assim se expressou: “Segundo a definição antiga, democracia é o governo do povo, para o povo e pelo povo, mas, na democracia de hoje, o que está ausente é o povo”. Porém, não adianta fugir da ilusão democrática. Só há um remédio para sobreviver ao caos: Participação ativa na política.

 

MONEY TIMES (SP) - Anac realiza hoje audiência sobre concessões de aeroportos


Publicado Em 15/06/2018 - 11h44

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realiza nesta sexta-feira (15), às 14h00, em Vitória (ES), a primeira das quatro audiências presenciais da 5º rodada de concessões de aeroportos, referente aos blocos (de aeroportos) das regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

O objetivo é coletar sugestões para o aperfeiçoamento de minutas de edital e de contrato de concessão da nova rodada.

 

MEON (SP) - São José ocupa o 1º lugar em ranking mundial do setor aeroespacial

Levantamento foi feito pelo jornal britânico The Financial Times

Publicado Em 15/06/2018 - 14h17

Um levantamento divulgado pela fDi Intelligence, revista especializada em mercado internacional do jornal The Financial Times, aponta São José dos Campos como a principal cidade do mundo no ranking de potencial estratégico para desenvolvimento no setor aeroespacial 2018/2019, a frente de cidades como Mississauga, no Canadá, e Cincinnati, nos Estados Unidos.

Através de ferramentas especializadas de marketing, a pesquisa leva em conta cinco aspectos: potencial econômico, desempenho do IED (Investimento Estrangeiro Direto), efetividade do custo, inovação, atratividade e conectividade. Além disso, foi levado em conta a presença da Embraer, proximidade dos aeroportos de Guarulhos/Campinas, o porto de São Sebastião, presença e trabalho realizado no CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e a cadeia local de fornecedores de peças e partes aeronáuticas.

De acordo com os dados levantados, a cidade conta com funcionários dedicados na promoção do setor aeroespacial internacionalmente, além de contar com o Cluster Aeroespacial Brasileiro, que incentiva a cooperação entre 100 grandes, médias e pequenas empresas. Para o secretário de Inovação e Desenvolvimento Econômico, Alberto ‘Mano’ Marques, as negociações entre Embraer e Boeing influenciam na busca de investimentos internacionais.

“Essa classificação é importante porque mostra um trabalho correto. A cidade de São José conta com o 3º maior cluster do mundo. Isso faz parte dos investimentos de médio e longo prazo. Com a negociação recente entre a Embraer e a Boeing, isso torna o ambiente propício para investimentos internacionais", afirma.

Outro ponto que é citado na publicação é o alto volume de terra para desenvolvimento do setor aeroespacial na cidade, o que inclui uma área próxima ao aeroporto de São José dos Campos. Segundo o fDi, o local é adequado para operações em grande escala, como manutenção, reparo e instalação de equipamentos aeroespaciais.

A revista também evidencia o Parque Tecnológico de São José, que tem 188 mil metros quadrados, conta companhias voltadas para a tecnologia, programas de treinamento em gestão e oportunidades para negócios e pesquisas.

 

MIDIA MAX (MS) - Santa Casa de Campo Grande capta segundo coração em 2018 que é levado a SP


Diego Alves Publicado Em 15/06/2018 - 21h09

A OPO (Organização de Procura de Órgãos) da Santa Casa de Campo Grande realizou mais uma captação de órgãos, realizada na última terça-feira (12). De acordo com o hospital, na oportunidade, foram captados o coração, pâncreas, fígado, rins e as córneas. Esta foi a 17ª captação de órgãos que pode beneficiar até sete pessoas que aguardam por transplantes.

O primeiro órgão retirado foi o coração, captado pelo médico Ronaldo Honorato, de São Paulo. Para que o coração chegasse a tempo de transplantar no Hospital do Coração (SP) foi disponibilizado um jato fretado e batedores do Corpo de Bombeiros.

De acordo com o cirurgião, esta foi mais uma captação realizada com sucesso que garantirá uma melhor qualidade de vida ao paciente receptor. “O receptor é um homem de 56 anos de idade com uma doença coronária muito avançada e que esperava este órgão por muito tempo. É importante lembrar e agradecer a família doadora em fazer questão de doar mesmo em meio ao processo tão difícil, que é a morte”, comentou o médico.

O fígado será encaminhado para o Acre e o pâncreas para São Paulo, para realizar o transporte de ambos os órgãos foi preciso a ajuda da Força Aérea Brasileira (FAB). Um dos rins do paciente foi encaminhado para São Paulo por meio de voo comercial e outro permanecerá na Santa Casa para ser transplantado em um paciente que sofria de uma doença crônica renal.

Ao sair do procedimento o cirurgião cardíaco também agradeceu à equipe do hospital e a direção pelo empenho de serem facilitadores do processo de doação de órgãos no Estado. “A Santa Casa, mesmo sem estar fazendo transplante de coração ainda, se mostrou muito preparada, oferecendo uma capacidade técnica muito boa para se captar órgãos. Parabéns ao envolvidos em mais uma ação do bem”, finalizou Dr. Ronaldo.