NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


TV GLOBO - JORNAL NACIONAL


Disputa judicial impede satélite de levar internet a regiões remotas

Empresa amazonense diz que foi preterida no processo de chamamento público; Telebrás escolheu americana para operar 70% do satélite.

Publicado em 15/05 - 21h29

Uma disputa judicial suspendeu o uso de um satélite para um programa que deveria levar internet rápida às áreas mais isoladas do Brasil.

O SGDC é o primeiro satélite integralmente controlado pelo Brasil. Foi colocado em órbita há um ano ao custo total de quase R$ 2,8 bilhões. É uma parceria entre o Ministério da Defesa e a Telebrás.

As Forças Armadas ficam com 30% da capacidade do satélite para conectar suas instalações militares, como postos mantidos nas fronteiras.

A empresa americana Viasat foi escolhida pela Telebrás para operar os restantes 70%, que são destinados a fornecer banda larga de conexão de dados a diversos órgãos do governo federal e ao programa Internet para Todos, que pretende levar o serviço às regiões isoladas do país.

A Telebrás tinha previsão de instalar oito mil postos até o fim de 2018 e quinze mil até março de 2019.

Mas o programa está parado por causa de uma disputa judicial. No fim de março, a empresa Via Direta Telecomunicações conseguiu na Justiça do Amazonas uma liminar para suspender o acordo entre a Telebrás e a Viasat: alega que a escolha da empresa americana foi irregular.

A Telebrás manteve por oito meses um processo de chamamento público em busca de interessados no serviço. Nenhuma empresa se apresentou. A Telebrás, então, passou a receber propostas individuais, privadas, no começo de 2018. Escolheu a Viasat, que até então não atuava no país.

A empresa amazonense Via Direta Telecomunicações disse que foi preterida do processo depois de iniciar as negociações para operar parte da capacidade do satélite. A Telebrás afirma que a Via Direta sequer apresentou proposta para participar do negócio.

No pedido à Justiça, a Via Direta também lançou dúvidas sobre a soberania do Brasil, já que uma empresa estrangeira operaria um satélite que também atende às Forças Armadas brasileiras.

O Ministério da Defesa nega que a soberania nacional esteja em risco e defende o programa.

A Advocacia-Geral da União recorreu da decisão da Justiça do Amazonas. O caso está nas mãos da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia.

A Procuradoria-Geral da República se manifestou para manter o contrato suspenso.

O presidente da Telebrás alega que se trata de uma disputa comercial e afirma que o impasse jurídico causa prejuízo diário de R$ 800 mil ao país.

“Desde quando foi suspenso o processo nosso de entrega e ativação, nós já perdemos R$ 25 milhões. É um projeto que já foi assinado uma parceria com mais de quatro mil prefeituras e nós vamos levar banda larga para mais de 50 mil povoados que tenham, pelo menos, 50 casas. Tem povoados com cinco mil brasileiros que não têm nada de banda larga”, disse o presidente da Telebrás, Jarbas Valente.

 

REVISTA ISTO É


Ibama multa garimpos ilegais no Pará em R$ 49,4 milhões


Estadão Conteúdo | Publicado em 15/05 - 14h48

O Ibama multou em R$ 49,4 milhões uma série de garimpeiros que exploravam ouro ilegalmente dentro da terra indígena munduruku e da Floresta Nacional (Flona) do Crepori, no sul do Pará.

Ao todo, foram aplicados 33 autos de infração contra os garimpeiros. A ação de combate ao garimpo ilegal foi realizada em parceria com a Polícia Federal, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Polícia Militar do Pará.

Além das multas, foram destruídas oito escavadeiras hidráulicas e um trator usados nas operações na floresta. Por meio de nota, o Ibama informou que a destruição de equipamentos foi determinada pela Justiça após denúncias de lideranças indígenas.

Por lei, é proibido explorar ouro em terras indígenas demarcadas ou unidades de conservação. A terra indígena munduruku tem 2,3 milhões de hectares, onde vivem cerca de 3,3 mil indígenas, segundo o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Flona do Crepori, criada em 2006, possui 740,6 mil hectares.

 

JORNAL VALOR ECONÔMICO


Parceria entre Embraer e Uber deve ter 1º voo experimental em 2020


Patrick Brock | Publicado em 15/05 - 17h07

NOVA YORK, PARA O VALOR - O presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, disse que a subsidiária de tecnologias disruptivas da fabricante brasileira de aviões, a Embraer X, deve começar a apresentar os primeiros resultados em 2020 com um voo experimental.

A empresa vem cooperando com a Uber para desenvolver um veículo elétrico capaz de decolar na vertical - conhecido pela sigla em inglês eVTOL - e espera iniciar operações comerciais em 2023, disse Souza e Silva. A Embraer X também está estudando aviões híbridos (movidos a combustível fóssil e eletricidade) e autônomos.

O executivo, que participou da reunião do conselho consultivo internacional da Fundação Dom Cabral, em Nova York, não quis comentar as negociações para uma possível aquisição ou joint venture com a Boeing.

Souza e Silva disse também que estão bastante avançadas as negociações com o governo português para a venda do avião cargueiro KC-390, cuja primeira entrega para a Força Aérea Brasileira está prevista para o final do ano, logo após a certificação. Segundo ele, a empresa não atualizou as atuais previsões para o mercado internacional e espera um ano positivo em termos de vendas.

JORNAL ZERO HORA


Concurso público: com vagas no Estado, Força Aérea Brasileira seleciona médicos

Inscrições têm taxa de R$ 130 e podem ser feitas até 12 de junho

Publicado em 15/05 - 17h

A Força Aérea Brasileira (FAB) está com inscrições abertas para o Exame de Admissão do Curso de Adaptação de Médicos da Aeronáutica (Camar). São oferecidas 104 vagas. No Estado, há três oportunidades em Santa Maria, para pediatria, clínica médica e ginecologia/obstetrícia, além de cinco vagas divididas entre as especialidades de anestesiologia, medicina de família e comunidade e radiologia, que serão destinadas para Canoas ou Porto Alegre — a definição será no final do curso, conforme a necessidade do Comando da Aeronáutica.O concurso terá prova escrita, verificação de dados biográficos e profissionais, parecer da Comissão de Promoções de Oficiais, para candidatos militares da aeronáutica, inspeção de saúde, teste de avaliação do condicionamento físico, exame de aptidão psicológica, prova prático-oral, procedimento de heteroidentificação complementar e validação documental. No Estado, a prova escrita será aplicada em 29 de julho, em Canoas ou Porto Alegre (a definição será de acordo com o número de inscritos). A inspeção de saúde e o teste físico serão realizados em Canoas.Os aprovados serão matriculados no Curso de Adaptação de Médicos da Aeronáutica, que terá duração aproximada de 17 semanas e será realizado em Minas Gerais. No momento da matrícula, o candidato será declarado Primeiro-Tenente Estagiário. O aluno que concluir o curso com aproveitamento será nomeado Primeiro-Tenente e incluído no Quadro de Oficiais Médicos (QOMed) na especialidade para qual realizou o exame, com remuneração de R$ 8.245. As inscrições têm taxa de R$ 130 e podem ser feitas até 12 de junho.

Vagas para o Rio Grande do Sul

Canoas/Porto Alegre: anestesiologia (1), medicina de família e comunidade (3), radiologia (1)

Santa Maria: clínica médica (1), ginecologia e obstetrícia (1), pediatria (1)

Nível: superior com especialização na área pretendida

Prazo: 15h de 12 de junho

Taxa de inscrição: R$ 130

Prova: escrita em 29 de julho

 

PORTAL G1


Voo da FAB leva mais 29 venezuelanos de Boa Vista para Cuiabá

Aeronave levou grupo de venezuelanos na manhã desta terça-feira (15).

Emily Costa, G1 Rr | Publicado em 15/05 -9h41

ImagemUm avião da Força Aérea Brasileira (FAB) levou mais 29 venezuelanos de Boa Vista para Cuiabá, na manhã desta terça-feira (15).

O voo decolou do Aeroporto Internacional de Boa Vista Atlas Brasil Cantanhede às 8h (9h de Brasília), segundo a Força Tarefa Logística e Humanitária, que cuida das ações relacionadas aos imigrantes venezuelanos em Roraima.

Os venezuelanos que foram transferidos estavam vivendo nos abrigos Jardim Floresta, Tancredo Neves, Nova Canaã, São Vicente e Santa Tereza. Todos ficam em Boa Vista.

Segundo o Tenente-Coronel Sousa Filho, assessor da Força Tarefa Logística e Humanitária, o transporte dos venezuelanos foi feito a pedido da Casa Civil.

Esse é o quarto voo do chamado processo de interiorização que consiste em distribuir venezuelanos que chegam a Roraima para outros estados, onde ficam em abrigos por um prazo determinado.

"Para realizar esta nova fase do processo de interiorização, o governo aproveitou a ida do Boeing 767 da Força Aérea Brasileira de Brasília para Boa Vista com suprimentos para a operação", informou a Força Tarefa.

"Como parte deles já conseguiu emprego e moradia, novas vagas foram abertas no Centro de Pastoral para Migrantes, possibilitando a nova viagem", detalhou.

Os voos são custeados pelo governo federal e os imigrantes que aceitam ser transferidos têm que se regularizar no Brasil por meio de solicitação de refúgio ou residência temporária, passar por exame de saúde, ser imunizados, e abrigados.

Os venezuelanos vão sem emprego garantido nos destinos finais, mas podem permanecer nos abrigos por até três meses. Caso não consigam trabalho nesse período, o prazo de permanência pode ser revisto.

O processo de interiorização dos imigrantes é uma tentativa de lidar com o intenso fluxo de venezuelanos que cruzam a fronteira do país por Roraima fugindo do regime de Nicolás Maduro.

A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que por dia pelo menos 800 imigrantes entram no país. A Força Tarefa Humanitária, que agora coordena as ações do governo federal relacionadas à imigração venezuelana, diz que são 450. Na capital já há 40 mil venezuelanos, conforme a prefeitura.

 

Brasil participa de reuniões para proteção da Antártica; nova estação de pesquisa fica pronta em 2019

Na Argentina, país vai apresentar retorno sobre controle de dejetos. Base de pesquisa brasileira na região funciona em módulos emergenciais desde que incêndio atingiu estação em 2012.

Até sexta-feira (18), o Brasil estará em Buenos Aires (Argentina) para apresentar um retorno sobre as ações feitas na Antártica para demais signatários do Protocolo de Madrid, tratado vigente desde 1998 com ações de proteção e pesquisa na região.

O Ministério do Meio Ambiente informa que o país deve apresentar resultados sobre o manejo ambiental da Estação Antártica Comandante Ferraz, que está em reconstrução desde incêndio em 2012 e deve ficar pronta em 2019 (veja abaixo).

ImagemFuncionando em módulos de emergência, a estação realiza tratamentos de dejetos de todo o lixo produzido.

Ainda, em conjunto com a Polônia, o Brasil apresentará proposta que considera a Baía de Almirantado, onde está localizada a estação brasileira, a primeira Área Antártica Especialmente Gerenciada (AAEG). Lá, também está localizada a estação Henryk Arctowski, de controle da Polônia.

De acordo com a pasta, o propósito da AAEG é assegurar o planejamento e coordenação das atividades em uma área especifica, tendo autonomia para redução do impacto ambiental.

O país é signatário do Protocolo de Madrid, vigente desde 1998, que estabelece ações de proteção na região que é a maior reguladora térmica do planeta e a maior em extensão em áreas silvestres.

Incêndio e nova estação

Em fevereiro de 2012, um incêndio afetou 70% das instalações da Estação Antártica Comandante Ferraz, base da pesquisa brasileira na Antártica, deixando dois mortos: os tenentes Carlos Alberto Vieira Figueiredo e Roberto Lopes dos Santos.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a nova estação de pesquisa brasileira deve ficar pronta em 2019.

A empresa chinesa Ceiec é a responsável pelas obras, que tem um custo de US$ 99,6 milhões. Pelas condições climáticas, o projeto foi montado na China e transportado por navio até a Antártica (veja vídeo acima)

Instalada em 1984, a estação faz parte do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criado em 1982 para desenvolver pesquisas em áreas como oceanografia, biologia, glaciologia e meteorologia.

Os pesquisadores brasileiros são levados à Antártica durante o verão da região (outubro a março) por meio de navios da Marinha e de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

Na Antártica, o Brasil investiga reflexos das alterações ambientais globais percebidas na região, com estudos integrados da atmosfera, do gelo, do solo e do oceano e investigações sobre a variabilidade climática no passado.

O país ainda monitora parâmetros físicos, químicos e biológicos que caracterizam o ambiente atual, possibilitando a compreensão e o detalhamento do papel da região como controladora das condições ambientais no Hemisfério Sul.

 

Um mês depois da chegada de cerca de 70 venezuelanos, Cuiabá recebe mais 29 refugiados

Imigrantes são acolhidos pela Pastoral do Migrante e recebem apoio da comunidade. Alguns dos que chegaram em abril, já conseguiram emprego e casa para morar.

Lidiane Moraes, G1 Mt | Publicado em 15/05 - 20h53

Um grupo de 29 venezuelanos desembarcou em Cuiabá nesta terça-feira (15). Eles vieram de Roraima (RR) em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e foram acolhidos pela Pastoral do Migrante, no Bairro Carumbé.

Os imigrantes buscam refúgio no Brasil para fugir da crise econômica e política que se instalou na Venezuela, assim como do regime do presidente Nicolás Maduro.

Esse é o segundo grupo de venezuelanos que chegam em Cuiabá.

Em abril, quase 70 refugiados foram recebidos em Cuiabá. De acordo com a pastoral, muitos deles já conseguiram emprego e estão morando em casas alugadas, na capital.

Outros foram para Santo Antônio de Leverger, Jaciara e Nova Ubiratã para trabalhar em fazendas.

Há venezuelanos instalados em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. Porém, estes não vieram por intervenção da pastoral. Contaram com o apoio de um conterrâneo que mora no Brasil há 30 anos.

De acordo com a auditora fiscal do trabalho, Marilete Mulinari, não há nenhum impedimento para que os refugiados possam migrar para as cidades do interior, desde que tenham carteira de trabalho regular e atuem de forma legalizada no mercado.

Para se habilitar ao deslocamento, os venezuelanos foram imunizados contra doenças, como sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, difteria, tétano e coqueluche.

Imigração

O processo de interiorização dos imigrantes é organizado pelo governo federal numa tentativa de lidar com o intenso fluxo de venezuelanos. Estima-se que 400 refugiados entram por dia no Brasil.

De acordo com o governo federal, a interiorização não tem custo para os imigrantes. As viagens são bancadas pelos R$ 190 milhões liberados ao Ministério da Defesa por meio da Medida Provisória 823/2018.

 

JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE


Grupo constrói foguetes em Fortaleza

O Grupo de Desenvolvimento Aeroespacial começou por iniciativa de alunos e hoje é um projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC)

Jacqueline Nóbrega | Publicado em 14/05

Ainda que a engenharia espacial seja uma realidade distante em Fortaleza, o Grupo de Desenvolvimento Aeroespacial (GDAe) nasceu com o intuito de estudar a ciência e construir foguetes. A ideia surgiu em 2015, quando alguns alunos da Universidade Federal do Ceará (UFC) criaram um grupo para discutir o assunto. Em 2017, sob a orientação do professor e físico por formação Claus Wehmann, virou projeto de extensão. Com 22 integrantes, todos estudantes de cursos de engenharia da instituição, o GDAe funciona dentro de uma casa feita de plástico, localizada no campus do Pici, e que anteriormente abrigava outro projeto.

"Tudo começou no 2º semestre de 2015. Eu e uns amigos estávamos conversando porque nos interessava essa área de engenharia espacial, só que não tinha nada na UFC sobre o assunto, nenhum núcleo de estudo. O grupo surgiu para estudar foguetes. Foi quando descobrimos que precisávamos chamar um professor, para ser nosso orientador, e indicaram o professor Claus. Ele até já tinha um grupo, que era menor, que já estava fazendo alguns projetos nessa área. Nós pedimos para ele abrir o grupo para todas as engenharias. Nem tinha um nome ainda, depois que surgiu a ideia do nome Grupo de Desenvolvimento Aeroespacial", explica Renan Capistrano, ex-integrante do grupo.

Do ponto de vista do orientador, a ideia desde o início era fomentar essa área de pesquisa, já que ela não existe formalmente na Universidade. "E ainda aproveitar algumas características da nossa região. Nós temos uma base de lançamento em Natal, por exemplo, que tá, de certa forma, um pouco ociosa, e também apareceu bastante estudante interessado no assunto. Da minha parte, o grupo começou porque eu tive algumas experiências na minha formação, principalmente na área espacial, com algumas equipes da Universidade Técnica de Munique (Alemanha). Eu conheci uma equipe lá basicamente formada por estudantes que desenvolvia foguetes e achei interessante trazer a mesma proposta pra cá".

"No Brasil a gente não tem um programa espacial bem desenvolvido. Desde que eu me dedico a essa área, percebo que existe uma necessidade do nosso País de desenvolver essa ciência. O GDAe não visa só estudar foguetes, mas discutir tudo que está por trás disso. Acredito que quando o grupo foi criado, o intuito era estudar e desenvolver nosso próprio método, utilizando o que já existe, de teorias a livros, pra gente fazer algo brasileiro que seja relacionado à área espacial", comenta ainda Emanuel Santos, estudante de engenharia mecânica. Quando oficialmente se tornou projeto de extensão, a equipe do GDAe passou a divulgar em eventos universitários o programa. O fato de no início não terem um local para se reunir dificultou para colocar as ideias em andamento. Eles ganharam um espaço físico somente este ano, e colocaram literalmente a mão na massa para transformar o lugar em "lar do projeto". Parte da reforma foi resultado de um crowdfunding. No entanto, mesmo com pouco tempo de vida, já participaram de eventos como a Competição Brasileira Universitária de Foguetes (COBRUF). "Apesar de participarmos de eventos, a proposta que eu faço ao grupo é o desenvolvimento da tecnologia em si. O GDAe não é uma equipe de competição e, sim, organizada para disseminar o conhecimento da área espacial. É para ser também uma semente para o desenvolvimento na área aqui na Universidade", pontua Claus.

Cogitou-se construir um centro de lançamento no Ceará

Existem dois centros de lançamento de foguetes no Brasil, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), em Alcântara (MA), e o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim (RN). Atualmente, não existe dentro da Força Aérea Brasileira (FAB) projeto para a construção de um novo centro no País. No entanto, na década de 1970, quando se estudou a construção de um novo sítio de lançamento em complemento às atividades do centro do Rio Grande do Norte, o município de Jaracati (CE) chegou a ser cogitado como um dos possíveis locais. Entretanto, as condições de Alcântara se mostraram mais favoráveis para a implantação do centro de lançamento.

Centro de Lançamento de Alcântara (CLA)

O Centro de Lançamento de Alcântara foi criado em 1983 para atender as atividades de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais e de coleta e processamento de dados e a execução de testes e experimentos de interesse do Comando da Aeronáutica relacionados com a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais. Por meio dos lançamentos realizados em Alcântara, a indústria nacional, institutos de pesquisa e instituições de ensino passaram a ter acesso ao ambiente de microgravidade, por exemplo, realizando estudos e pesquisas essenciais para o desenvolvimento de novos produtos e aperfeiçoamento de tecnologias.

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  FOTOS: Sgt Rezende / Força Aérea Brasileira / Agência Força Aérea / Sgt Johnson
 

Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI)

O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado no litoral do Rio Grande do Norte, é uma organização da Força Aérea Brasileira (FAB) criada em 1965 com a missão de preparar e rastrear engenhos aeroespaciais lançados pelo próprio CLBI e também provenientes dos centros de lançamento em Alcântara e na Guiana Francesa, da França. Sua estrutura inclui um centro de meteorologia, uma casamata, antenas de comunicação e telemetria, um centro de preparação de foguetes, plataformas de lançamento e estruturas de apoio, que atendem pesquisadores e militares durante as campanhas de lançamento.
 
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Projetos do GDAE

Ao longo desses meses de trabalho, o grupo desenvolveu dois projetos. Um deles é o Thunder, um foguete mais simples que usa um motor de propulsão sólida. O outro é chamado de Projeto Hermes, um foguete híbrido capaz de atingir 5.000 metros de altitude, e tido como projeto principal da equipe no momento.

Com o projeto do foguete em mãos, eles também pensam em uma missão. A Missão Dragão do Mar foi pensada para o foguete Hermes. "Geralmente as pessoas criam uma missão relacionada ao objetivo desse foguete. E a nossa missão é basicamente lançar um foguete que use tecnologia híbrida, atinja um apogeu de 5 quilômetros e seja lançado do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno. Acho que a gente não vai levar nenhuma carga paga dentro do foguete. A missão se resume a lançar o foguete mesmo, porque, em termos universitários, já é um feito muito grande". A ideia é que a Missão seja finalizada, com o lançamento, ainda em 2018, segundo o relato de Emanuel.

Já o foguete Thunder utiliza nitrato de potássio e açúcar como combustível. A ideia do grupo é que ele seja lançado entre maio e junho, em uma área isolada da Fazenda Experimental Vale do Curu, da UFC, em Pentecoste. Para que o lançamento aconteça, o grupo precisa de uma autorização da Força Aérea Brasileira (FAB).

"Nesse primeiro lançamento testaremos os pequenos sistemas, como o de recuperação e o de controle de altitude. Na segunda fase, ele vai ser aprimorado, e colocaremos uma carga útil, que é um experimento de outro professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Depois de testados, esses sistemas serão colocados no Hermes. O Thunder funciona como uma validação", reforça Claus.

Os alunos utilizam variados tipos de material para construir os foguetes, desde cano PVC a aço inox. Para construir o paraquedas, eles usam tecido e barbante comum. Uma impressora 3D, que o professor comprou para uso pessoal, também é utilizada. "O projeto não tem um financiamento oficial. Boa parte das coisas que existem aqui foram compradas à base de rifa ou nos juntamos para comprar ou foram doadas", explica ainda o professor.

"Também tem a parte eletrônica, que precisa ser validada, que são alguns sensores como altímetro, acelerômetro, etc", acrescenta o estudante Davi Mendes. Em média, eles levam nove meses para construir um foguete.

No Ceará, o GDAe é pioneiro em sua proposta. Como antes não tinham uma oficina, eles aproveitavam a parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) para desenvolver peças do foguete em espaços da instituição. Com isso, alunos do IFCE quiseram montar seu próprio grupo e o intitularam de Baladeira e Rocket Time. "Fizemos uma palestra lá, devido a parceria, e apresentamos o projeto do nosso grupo. Tiveram muitos interessados no assunto e o professor Claus manteve contato com os professores, por isso o grupo acabou surgindo. Como todo começo, é complicado por conta da falta de apoio. A gente mantém a troca de ideia e acabou se tornando uma espécie de tutor deles", conta Davi. 

Mercado de trabalho

O grupo assume que no Ceará o mercado é zero para engenharia espacial. "Na verdade, minha opinião pessoal sobre o assunto é que a área espacial brasileira se resume muito aos institutos, como o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, onde fica o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA); o Instituto de Aeronáutica e Espaço e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. E eles, assim como a Universidade, têm sofrido com a falta de financiamento. O Programa Espacial Brasileiro tem sofrido com o corte de verbas. O engenheiro que quer lidar com essa área aeroespacial tem que se vincular a esses projetos. Existem algumas empresas, como a Avibras, que desenvolvem algumas coisas porque lidam com foguetes com foco em armamento, mas não é voltado pra área espacial. Atualmente o desenvolvimento espacial já saiu do âmbito do governo há muito tempo. Quem sabe, esse pessoal saindo da Universidade... Existem ex-alunos que pensam em fazer uma startup na área espacial", explica Claus.

Quando se trata de referência, Estados Unidos é o nome citado por eles na área. "A Índia é um caso à parte porque eles têm um apoio enorme do governo e o engraçado é que conseguem fazer as coisas com uma verba relativamente menor que os Estados Unidos ou a China. Eles conseguiram desenvolver muitas coisas com um orçamento mais modesto", diz ainda o professor. Apesar disso, o projeto pode ajudá-los em qualquer segmento da profissão que optarem. "A gente se preocupa em capacitar todos os membros para saber gerir. O engenheiro, no final da carreira dele, é um gerente. No começo a gente pensava só na parte técnica, mas chegou o momento que sentimos a necessidade de deixar o GDAe mais profissional, transformá-lo numa empresa. Foi quando nos reorganizamos, e montamos núcleos como o marketing, gestão de pessoas, etc", comenta Davi.

"O engenheiro tem que solucionar problemas com os recursos que, às vezes, são escassos e no melhor tempo possível. Mesmo que eu não vá para a área espacial, seja lá pra onde formos, a gente vai poder usar o que aprendeu", completa Emanuel.

A cada semestre um processo seletivo é feito para novos integrantes entrarem no grupo. Agora em maio, nos dias 16 e 17, também acontece a I Jornada Cearense de Foguetes, organizada pelo GDAe em parceria com o órgão Seara da Ciência. Podem participar do evento estudantes dos níveis fundamental, médio e superior do Ceará.

As equipes que obtiverem no lançamento alcance acima de 100 metros serão classificadas para participar da 13ª Jornada de Foguetes, evento realizado pela Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog), que ocorrerá em novembro, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro.

O objetivo da jornada é divulgar de forma lúdicas as áreas de astronomia, engenharia espacial, física e astronáutica. O evento ainda terá exposições e palestra com o professor João Canalle, coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica.

Serviço
Grupo de Desenvolvimento Aeroespacial
ufc.gdae@gmail.com
@gdaeufc


 

PODER360 (DF)


Lei de Acesso completa 6 anos com 613,5 mil pedidos ao governo federal


Dyelle Menezes | Publicado em 15/05 - 07h

Desde 2011, a Lei de Acesso à Informação (lei 12.527, de 2011) garante o acesso dos cidadãos a dados públicos no Brasil. Já foram realizados 613,5 mil pedidos de informação para o governo federal. Só em 2017, foram registrados 121,5 mil questionamentos, o maior número para 1 único ano.

Os números são consolidados pela CGU (Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União) e refere-se às solicitações recebidas de maio de 2012, quando a legislação entrou em vigor, a abril de 2018.

Qualquer pessoa pode realizar pedido de informação no site do governo federal que centraliza as demandas. O prazo para resposta é de 20 dias, que podem ser prorrogáveis por mais 10 dias. Se a resposta for considerada inadequada ou o pedido negado, é possível entrar com recurso.

A administração federal considera que 99,6% dos pedidos foram respondidos. No percentual encontram-se 430,3 mil pedidos concedidos e 52,4 mil informações negadas. As informações podem não ser fornecidas quando envolvem dados pessoais, sigilo, demandas genéricas ou incompreensíveis, por exemplo.

O tempo médio de resposta no governo federal é de cerca de quase 14 dias, menos da metade do período máximo estipulado pela lei.

Para a CGU, os resultados desses 6 anos de implementação e monitoramento da LAI demonstraram que o país avançou de maneira considerável no que concerne o acesso a informações públicas, em especial no âmbito do Governo Federal.

“Grandes conquistas podem ser evidenciadas como a mudança de cultura nos órgãos federais, que passaram a ter o acesso como regra e o sigilo como exceção, além de propiciar uma melhoria na gestão de documentos e melhor qualidade de respostas entregues aos cidadãos“, aponta o órgão.
 

PERFIL DOS SOLICITANTES

Ao todo, 306,4 mil solicitantes já pediram dados públicos à administração federal, sendo que 54,8% se declararam do sexo masculino e 39,5% são mulheres. Do total de pedidos, 95,2% partiram de pessoas físicas.

Dentre os solicitantes que informaram a profissão, 15,4% são empregados do setor privado e 10,4% são estudantes. Os jornalistas somam apenas 1,22% dos solicitantes.

A maior parcela das solicitações partem de paulistas: 68,3 mil pedidos foram realizados por pessoas de São Paulo.
 

PROBLEMAS

Apesar de representar avanço, a LAI ainda apresenta entraves na implementação. Um relatório da ONG Artigo 19, que promove o acesso à informação em todo o mundo, divulgado nesta 3ª feira (15.mai.2018), concentrou a análise em 1 dos maiores problemas na efetivação da legislação: a imposição de dificuldades por conta da identidade do requerente.

O trabalho “Identidade Revelada – entraves na busca por informação pública no Brasil” narra 16 casos em que a identidade dos requerentes acarretou reações inadequadas por parte de servidores públicos, criando uma série de dificuldades para a obtenção de dados. Na lista estão a sonegação de informações, episódios de constrangimento e até mesmo casos de perseguição.

Um deles é o das jornalistas Kátia Brasil e Elaíze Farias, fundadoras da agência de jornalismo Amazônia Real. As duas foram alvo de uma notificação extrajudicial feita pela concessionária de saneamento básico Manaus Ambiental, que havia sido citada em uma reportagem publicada no site da agência. Antes, porém, a empresa se negou a responder diversos pedidos de informação encaminhados pelas jornalistas.

Sob o pretexto de finalmente conceder as respostas aos pedidos, e de posse do endereço da Amazônia Real, a concessionária enviou à sede da agência um oficial de Justiça exigindo a retirada do ar, em até 72 horas, da reportagem na qual era citada. Para Brasil e Farias, a medida representou uma clara tentativa de intimidação.

A diretora-executiva da organização, Paula Martins, esses fatos mostram que a “cultura de sigilo” ainda não foi derrotada. “É imprescindível que o Estado brasileiro tome medidas no sentido de incidir sobre a forma como os dados pessoais de requerentes são compartilhadas entre servidores, bem como sobre o comportamento destes diante da realização de solicitações por dados públicos”, afirma.
 

DADOS REVELADOS

Ao longo desses 6 anos, a possibilidade de obter informações pela LAI rendeu a divulgação de dados importantes. Ficaram conhecidos, por exemplo, por meio da transparência ativa, os dados de salários de servidores públicos.

O Poder360 realizou nos últimos anos relatos extensos sobre o direcionamento dos recursos de propaganda do governo federal para veículos jornalísticos brasileiros. Os dados eram anualmente solicitados via LAI, mas deixaram de ser centralizados e organizados após a extinção do IAP (Instituto de Acompanhamento da Publicidade). Agora, é necessário pedir individualmente a cada órgão da administração pública a discriminação dos dados.

Em 2013, o jornal O Globo revelou que 7 garçons do Senado Federal recebiam remuneração de até R$ 15 mil por mês. Todos foram contratados de uma só vez, em 2001, pelo então diretor-geral do Senado, Agaciel Maia.

Por meio de pedido realizado na Lei de Acesso, a Folha de S. Paulo publicou que o custo da campanha publicitária da reforma da Previdência no governo Michel Temer era de R$ 100 milhões.

Em abril de 2018, a Agência Sportlight mostrou com dados obtidos via Lei de Acesso que a Eletrobras pagou quase R$ 2 milhões para ser mal falada. Sem licitação.

 

PORTAL DEFESANET


Cooperação internacional e Defesa Cibernética atuam juntos para enfrentamento das ameaças dessa natureza


Publicada em 15/05 às 09h

Com foco na cooperação mútua, teve início, nessa segunda-feira, 14 de maio, o 3º Estágio Internacional de Defesa Cibernética para Oficiais de Nações Amigas. Promovido pelo Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (CIGE), a atividade acontece em Brasília (DF) até o próximo dia 25 de maio, reunindo integrantes das três Forças Armadas e militares representantes de alguns dos países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas. A abertura ocorreu no auditório do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), no Quartel-General do Exército – Forte Caxias. Já as instruções do estágio serão realizadas no Forte Marechal Rondon, em Sobradinho, onde está localizado o complexo de organizações militares voltadas para as Comunicações, Cibernética e Guerra Eletrônica.

ImagemDentre os objetivos do estágio estão a capacitação de pessoal no desenvolvimento de ações de proteção de redes de computadores e sistemas de informação, a promoção de intercâmbio doutrinário e técnico, além do incremento da cooperação na área de Defesa Cibernética. As instruções serão conduzidas com o emprego de um Simulador de Operações Cibernéticas, incluindo exercícios práticos, e serão abordados aspectos como vulnerabilidades de sistemas operacionais e redes Wi-Fi, análise e engenharia reversa de códigos maliciosos, criptografia e técnicas de análise forense.

 A abertura oficial foi procedida pelo General de Exército Edson Leal Pujol, Chefe do DCT, que exaltou o aspecto da colaboração como preponderante para o enfrentamento das ameaças no campo cibernético. "Para fazer face à diversidade de desafios, que são extremamente difusos, é necessária a cooperação. E ela se dá não somente dentro do próprio País, com o trabalho conjunto entre civis e militares, mas também envolvendo outros países, porque as ameaças nunca se apresentam de forma explícita. A cooperação internacional é fundamental para aumentar a capacidade de defesa cibernética de uma nação", ressaltou.

A aula inaugural foi proferida pelo Comandante de Defesa Cibernética, General de Divisão Guido Amin Naves, que destacou o elemento humano como um dos pilares mais relevantes no gerenciamento da Defesa Cibernética. "Paradoxalmente, o recurso humano se apresenta como a maior vulnerabilidade e como o fator mais importante em todo o processo, pois é o operador que fará a diferença no enfrentamento dos ataques cibernéticos. Daí a importância de eventos como esse, que fomentam a colaboração e a troca de experiências entre os participantes", analisou.

Diversos países estão representados no estágio, que conta com a participação de militares da América, África, Ásia e Europa. O Capitão Julio Rodriguez, do Exército da Espanha, acredita que o intercâmbio de informações é determinante para o progresso no campo da Defesa Cibernética. "Essa é uma questão que atinge a todos. É importante trabalhar em conjunto na busca de soluções que ofereçam uma maior proteção contra as ameaças aos sistemas de segurança dos países", avaliou.

 

OUTRAS MÍDIAS


AVIATION WEEK - A-29, AT-6 Face Off For Light Attack Experiment Part II


Lara Seligman | Publicada em 14/05

Sierra Nevada- Embraer’s A-29 Super Tucano and Textron Aviation’s AT-6B Wolverine are facing off over the sands of Holloman AFB, New Mexico, for the second phase of the U.S. Air Force’s Light Attack Experiment. Over the next three months, pilots will fly the Super Tucano and AT-6B in a second evaluation designed to gather additional information about the aircraft’s capabilities in a light attack role, as well as interoperability with partner nations, the Air Force says. The event kicked off May 7.

The first phase took place in August 2017 at Holloman AFB, with four models of light attack aircraft, including the A-29 and AT-6 as well as Textron’s Scorpion jet and L-3-Air Tractor’s AT-802L Longsword. The goal of the high-profile experiment was to evaluate the four off-the-shelf aircraft for the light-attack counterterrorism mission ahead of a potential procurement.

Now the Air Force is taking the next step toward possibly buying a fleet of 100 aircraft or more to fight terrorists in the Middle East.

“This second phase of experimentation is about informing the rapid procurement process as we move closer to investing in light attack,” Lt. Gen. Arnie Bunch, the service’s top uniformed acquisition official, said in a statement. “If we can get light attack aircraft operating in permissive combat environments, we can alleviate the demand on our 4th and 5th generation aircraft, so they can be training for the high-end fight they were made for.”

Once this phase is completed, the Air Force plans to release a request for proposals for a light attack aircraft capability in the fall, according to an official with knowledge of the discussions. A contract award is expected six months later, the official said.

During the experiment, pilots will fly both night and day missions in air interdiction, close air support, armed overwatch, and combat search and rescue. Maintainers will focus on flight line and in-shop maintenance to inform sustainment and product support requirements.

The second phase will fill in some of the gaps remaining from the first experiment. It will also add a logistics evaluation to assess ground support and life cycle cost of the aircraft, Taco Gilbert, Sierra Nevada Corporation senior vice president, told reporters May 14. This event will involve demonstrations of more extensive maintenance practices, including engine replacement and servicing the ejection seat.

From a logistics perspective, the A-29 “performed beautifully” during the previous experiment, flying twice a day for almost three months straight. The team did not lose a single sortie due to logistics problems, Gilbert said.

“That speaks very highly to the life cycle cost of the aircraft,” Gilbert said.

The second phase will also focus on networking and interoperability with both U.S. and allied aircraft, as well as ground forces engaged in combat, Gilbert said. The aircraft will be required to demonstrate the ability to use a new international data link, he noted.

Both industry teams are participating in the experiment under Other Transaction Authority contract vehicles, which allows the Air Force and vendors to share the costs.

 

JORNAL DIÁRIO DO GRANDE ABC - SAM inicia contato com empresas fornecedoras da região

Fábrica, que irá produzir peças para aviões da FAB, deve concluir implantação até 2019

Yara Ferraz | Publicado em 14/05 - 22h14

A SAM (Saab Aeronáutica Montagens), empresa que vai produzir componentes para aviões-caça da FAB (Força Aérea Brasileira) no bairro Cooperativa, em São Bernardo, iniciou contato com empresas da região para o fornecimento indireto. A primeira etapa foi um workshop com 55 empresas, sendo 35 da região.

De acordo com o diretor-geral da SAM, Marcelo Lima, as empresas escolhidas vão atuar na fase de implantação da fábrica. “São empresas que podem oferecer material ferramental, equipamentos gerais, consumíveis, serviços gerais e materiais de manuseio”, conta. “Inicialmente, o intuito foi a aproximação com a comunidade industrial do Grande ABC. Tanto que pedimos ajuda da Prefeitura e do sindicato, que forneceram listas, o que ajudou a fazer seleção. Também focamos em empresas que já vendem para multinacionais.”

Do total, cerca de 80% foram identificadas como capacitadas para o projeto, mas há pelo menos outras duas etapas antes da escolha. “Após essa apresentação, mandamos um questionário em que a empresa detalha como ela é formada. Depois da cotação, será feita uma concorrência para cada pacote”, explicou Lima.

A fábrica tem previsão de iniciar a linha de produção de freios aerodinâmicos, cone de cauda, caixão das asas, a fuselagem traseira e dianteira dos caças em 2020. O processo de instalação dos escritórios da parte administrativa, que já começou, deve estar concluída com a mobília e uma sala de reunião até setembro deste ano. Já a implantação fabril deve ocorrer entre outubro e o fim do ano que vem.

A SAM já selecionou duas empresas prestadoras de serviço, uma delas de TI (Tecnologia da Informação) e outra para limpeza e jardinagem, as duas são de São Bernardo. Atualmente, há nove funcionários contratados, mas a previsão é chegar a 55 empregos diretos a partir do início das operações e 200 até 2024.

O processo de empresas diretas, ou seja, que podem fornecer para os aviões, ainda está em fase inicial. “Nossa estratégia é conversar com parceiros do projeto do Gripen brasileiro, já familiarizadas com o setor aeronáutico. Temos profissionais visitando algumas empresas, e provavelmente faremos outro evento para fornecedores diretos, que deve acontecer entre o fim de 2018 e o início de 2019”, disse Lima.

 

PODER AÉREO - Saab promove conferência para futuros fornecedores da fábrica de aeroestruturas


A Saab promoveu, no dia 10 de maio de 2018, uma conferência para fornecedores nas instalações da fábrica de aeroestruturas em São Bernardo do Campo, a Saab Aeronáutica Montagens (SAM), a fim de levantar e mapear os potenciais fornecedores da região.

Marcelo Lima, diretor-geral da SAM, apresentou os planos da fábrica, as etapas de contratação e montagem, além dos segmentos aeroestruturais que serão produzidos por lá como o cone de cauda, os freios aerodinâmicos, o caixão das asas, a fuselagem traseira e a fuselagem dianteira para a versão monoposto (um assento) e a versão biposto (dois assentos). Os representantes das empresas tiveram a oportunidade de ver de perto a réplica em tamanho real do caça Gripen.

“O evento hoje superou as nossas expectativas. Conhecemos empresas altamente qualificadas que podem atender as nossas necessidades futuras”, comenta Roberto Serra, gerente de suprimentos da SAM.

Mais de 50 empresas de diversos ramos de atividades e uma ampla gama de serviços se reuniram com o time da Saab para que pudessem apresentar seus serviços e ajudar a Saab a estruturar a futura carteira de fornecedores que poderão contribuir com a SAM quando as suas operações darem início.

O grande objetivo desse primeiro contato com as empresas locais foi alcançado e vai ajudar a Saab a encontrar o fornecimento certo para as próximas etapas de desenvolvimento da SAM.

“Nesse processo de recrutamento, pudemos abrir as portas da SAM para a comunidade local. Temos um grande interesse em nos vincularmos à região e dar continuidade às contribuições com o nosso conhecimento profundo em tecnologia na área de defesa” comenta Marcelo Lima.

Os serviços variam desde serviços de informática até serviços mais complexos como implantação fabril. Este empreendimento vai movimentar bastante a economia da região em diferentes aspectos, direta e indiretamente.

A Saab contou também aos presentes detalhes do Programa Gripen Brasileiro. A aquisição dos 36 aviões caças pela Força Aérea Brasileira representa um enorme salto tecnológico para a indústria brasileira, por meio de um extenso programa de transferência de tecnologia, que vai permitir que aviões supersônicos sejam desenvolvidos, produzidos e mantidos também aqui no Brasil.

DIVULGAÇÃO: Saab / MSLGROUP