NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


Avião faz pouso de emergência em milharal no interior de SP

Aeronave com duas pessoas sofreu pane logo depois decolar em Jundiaí; instrutora de voo ficou levemente ferida, segundo Corpo de Bombeiros

José Maria Tomazela E Ivan Marcos Machado Publicada Em 14/01 - 10h09

JUNDIAÍ - Um avião fez um pouso de emergência em uma plantação de milho próximo do aeroporto estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí, interior paulista, após sofrer uma pane na manhã deste domingo, 14.

A aeronave Cessna 145, prefixo PR SKK, pertence à Escola de Aviação de Jundiaí e levava duas pessoas, uma instrutora de voo e um aluno. Ao atingir a plantação, o avião tombou, ficando com as rodas para cima. De acordo com o Corpo de Bombeiros, apenas a instrutora sofreu ferimentos leves no rosto, mas não houve necessidade de atendimento hospitalar.

A área em que aconteceu o pouso pertence à Escola Técnica Estadual (Etec) Benedito Storani, no Jardim Aeroporto. De acordo com a empresa responsável pela gestão do aeroporto, a aeronave decolou por volta das 8 horas e perdeu sustentação, obrigando a instrutora a fazer procedimento de pouso emergencial.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado e enviou técnicos para o local. A escola de aviação informou que o avião está com a documentação em ordem e as revisões em dia, mas vai aguardar o laudo da perícia a ser emitido pelo Cenipa.

 

Governo Federal prolonga presença das Forças Armadas no Rio até fim do ano

Forças Armadas participaram de 15 operações integradas no Rio no ano passado; as ações envolveram 31 mil militares e gastos de R$ 43 milhões

Constança Rezende Publicada Em 12/01 - 14h46

RIO - A União e o governo do Rio assinaram a renovação da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio com validade até o final deste ano.

O acordo que permite a presença das Forças Armadas no Rio foi oficializado nesta sexta-feira, 12, em cerimônia do Palácio Guanabara, sede do governo estadual, na zona sul do Rio.

O documento foi assinado pelos ministros da Defesa, Raul Jungmann, da Justiça, Torquato Jardim, de Desenvolvimento Social, Osmar Terra, e de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, e pelo governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB).

As Forças Armadas participaram de 15 operações integradas no Rio no ano passado. As ações envolveram 31 mil militares e gastos de R$ 43 milhões. Os dados foram divulgados pelo ministro da Defesa, depois da reunião. Jungmann também declarou que a operação de GLO no Rio é a mais longa desde a Constituição de 1988.

"Isso quer dizer o interesse e a preocupação do presidente Michel Temer com o Estado do Rio. Quer dizer também o compromisso do governo federal em reverter essa situação em parceria com o governo estadual", afirmou.

Torquato Jardim disse que o acordo simboliza apoio técnico e financeiro ao Rio. "É compartilhar experiência e não significa, em hipótese alguma, inibição do trabalho local. A segurança pública é uma responsabilidade local. Ninguém conhece a cidade melhor do que as polícias Militar e Civil. É uma atividade de suporte financeiro e técnico", disse o ministro da Justiça.

Pezão disse que o acordo vai deixar "um grande legado" e que vai ser um tema de grande debate na campanha eleitoral.

"Vai ser um piloto que vai servir para o País inteiro, cada vez mais, essa integração. Essa integração vai ser o grande debate, além da economia, e de tudo que se tem num debate eleitoral. Um dos temas predominantes vai ser a segurança pública. Esse é um grande legado que vamos deixar. Nesse ano de crise e dificuldade que tivemos, se nós não tivéssemos esse apoio, dificilmente nós conseguiríamos os resultados", disse.

Osmar Terra também anunciou que repassará recursos para Saúde e para atividades culturais em favelas e áreas críticas do Rio. Segundo Jungmann, essa ajuda deve ser de cerca de R$ 41 milhões.

 

REVISTA VEJA


A ameaça das fake news

No ano de uma eleição presidencial imprevisível, 83% dos brasileiros já se preocupam com a enxurrada de notícias falsas que circulam na internet

Daniel Bergamasco, Thiago Bronzatto E Eduardo G. Publicada Em 12/01 - 06h00

A Pepsi superou a Coca-Cola em vendas porque a imagem de Jair Bolsonaro passará a estampar as latinhas de refrigerante da marca. A “notícia”, publicada em 4 de dezembro no site News Atual, foi replicada em cinco páginas do Facebook com um total de 1,8 milhão de seguidores. Em poucos dias, ela teve mais de 20 000 curtidas e um número considerável de compartilhamentos. Era, obviamente, falsa — uma genuína fake news. Mas, como se vê, muita gente não só acreditou como passou a mentira adiante para depois, pelo menos em alguns casos, morrer de vergonha. Pesquisa exclusiva feita a pedido de VEJA pela consultoria Ideia Big Data, com 2 004 pessoas ouvidas por telefone entre 9 e 10 de janeiro, mostra que 83% dos entrevistados temem compartilhar notícias falsas em suas redes sociais e grupos de WhatsApp.

O levantamento, feito em 37 cidades das cinco regiões do país, mostra ainda que o cuidado em confirmar a veracidade das informações varia de acordo com a renda e a idade dos entrevistados. Nas classes mais altas, A e B, 52% e 46% afirmaram checar (muito ou sempre) se as notícias que divulgam nas suas redes são reais. Esse porcentual cai drasticamente, para 24% e 13%, nas classes D e E. Considerando-se o total dos entrevistados, sem levar em conta níveis de renda específicos, 63% das pessoas ouvidas afirmaram não se preocupar em checar a veracidade das notícias antes de compartilhá-las, ainda que a esmagadora maioria tenha receio de cair no conto do vigário. Por fim, o estudo mostrou que 45% dos brasileiros nunca ouviram falar em fake news — o que, evidentemente, não significa que não as tenham consumido.

Há dois tipos de propagadores de fake news à solta: militantes empenhados em atacar a reputação dos adversários políticos de seus candidatos e empresas ou indivíduos que fabricam notícias falsas com o intuito de ganhar dinheiro por meio dos anúncios — sobretudo vindos do Google AdSense, braço de publicidade do Google. Em resumo, tirando malucos e gente que não tem o que fazer, as fake news são disseminadas por pessoas interessadas em colher dividendos políticos ou pecuniários. VEJA examinou o conteúdo de doze sites conhecidos por difundir inverdades. Depois de analisar 534 notícias comprovadamente falsas divulgadas por esses sites, VEJA constatou que os alvos prediletos das mentiras são, pela ordem, o ex-presidente Lula, o presidente Michel Temer e o juiz Sergio Moro.

No ramo argentário, o site Sociedade Oculta é um exemplo de como o mecanismo das fake news opera — e prospera. A página, criada no ano passado pelo paranaense Fabricio Iachaki, divulgou algumas das notícias falsas mais compartilhadas do país. Entre elas estava uma em que o juiz Sergio Moro aparecia numa foto sentado em uma cadeira e curvado sobre a mesa. O texto dizia que o juiz estava debruçado sobre a Bíblia depois de ter anunciado a condenação de Lula — a foto era real, mas a intenção do magistrado com o gesto era bem outra: ele procurava uma tomada sob a mesa para recarregar seu laptop.

A VEJA, Iachaki disse que, originalmente, criou a página com o intuito de divulgar notas de grande apelo popular, mas que, quando experimentou publicar notícias falsas, sua audiência explodiu. O site chegou a ter, segundo ele, 12 milhões de acessos mensais. Graças aos anúncios do Google atraídos por sua alta audiência, Iachaki declarou ter chegado a faturar de 2 000 a 3 000 dólares por mês. Hoje, com a investida do Google e do Facebook para reduzir o alcance de páginas propagadoras de fake news, Iachaki afirma ter mudado seu “modelo de negócio”, começando por contratar um “jornalista profissional”. “Quero trabalhar com notícias sensacionalistas, mas reais”, diz. Em tempo: o nome Iachaki, apesar da semelhança com “e achaque”, é uma piada involuntária.

Punir um propagador de fake news ainda é uma tarefa complicada no Brasil. Na véspera das eleições de 2014, uma notícia da internet gerou um enorme burburinho no Espírito Santo. Um site que mimetizava um dos portais de notícias mais conhecidos do estado publicou o resultado de uma suposta pesquisa em que o então candidato à reeleição ao governo do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), aparecia com 52,3% dos votos enquanto seu concorrente, Paulo Hartung (MDB), corria atrás com 39,8%. Todas as outras pesquisas indicavam o contrário. A notícia falsa logo se alastrou pelas redes sociais. No dia seguinte, antes da votação, a equipe de Hartung desmentiu os boatos sobre a suposta virada e fez um comunicado de crime às autoridades. O caso virou uma investigação da Polícia Federal — uma das primeiras do país a envolver eleições e fake news. O inquérito, ao qual VEJA teve acesso, foi concluído apenas três anos depois, em junho do ano passado, com o indiciamento de um empresário apontado como o responsável pela notícia mentirosa e pela página que a difundiu. Ele foi indiciado por dois crimes eleitorais: divulgação de pesquisa fraudulenta e obstrução do exercício do voto. Se for condenado, poderá pegar até um ano e seis meses de prisão e receber multas que podem chegar a 100 000 reais.

O caso capixaba será utilizado como referência pela força-tarefa criada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater as fake news nas eleições presidenciais deste ano. Até março, o TSE pretende baixar uma norma que estabelece punições para quem fabricar fake news ou propagá-las com o intuito de influenciar os eleitores. As regras ainda não foram definidas, mas a equipe do tribunal quer mirar em robôs que disseminam notícias falsas sobre candidatos, na publicidade direcionada nas redes sociais para espalhar informações difamatórias e em perfis falsos usados para popularizar posts negativos. Recentemente, a PF fez um pedido de cooperação ao FBI para que especialistas venham ao Brasil nos próximos meses compartilhar a experiência das eleições americanas de 2016 — em que um esquema de propagação de informações falsas, supostamente fabricadas por agentes do serviço secreto da Rússia, atuou contra a candidata democrata Hillary Clinton.

Nos Estados Unidos, a tentativa de controlar o contágio da internet por conteúdo falso foi deixada a cargo da tecnologia. O Google criou um selo para indicar “notícias confiáveis” e mudou regras para evitar que sites propagadores de notícias mentirosas continuem lucrando com o AdSense. Já o Facebook desenvolveu algoritmos para reconhecer conteúdos compartilhados por robôs, aperfeiçoou o sistema para identificar e remover contas falsas e passou a exibir dicas contra fake news na linha do tempo de seus usuários. Nada disso, porém, é muito eficaz.

Na Europa, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou que enviará ao Congresso um projeto de lei para conter as notícias falsas. Macron fala em dar aos juízes o poder de derrubar conteúdos falsos ou bloquear o acesso aos sites não confiáveis. Um órgão estatal ficaria encarregado de vigiar as transmissões para detectar tentativas desestabilizadoras controladas ou influenciadas por outros países. Mas quem tiver o poder de retirar conteúdos do ar o fará de forma isenta? Qual o risco de que essa prática esbarre na censura pura e simples? O governo francês, é óbvio, não sabe dizer. Além do risco, há o perigo de que reportagens e posts verdadeiros sejam confundidos com notícias falsas e deletados.

O caso da pesquisa eleitoral do Espírito Santo, por exemplo, envolvia uma notícia clara e propositalmente mentirosa. Mas a classificação de “falso” nem sempre é tão objetiva assim — e aí o problema se torna mais complexo. Embora haja muitos sites dedicados a fabricar mentiras, predomina nas redes sociais o compartilhamento de sites que exageram ou distorcem informações. “São sites engajados politicamente que trabalham para promover sua posição com imprecisão maliciosa, exagero ou especulação apresentada como fato, além, evidentemente, da mentira pura e simples”, diz Pablo Ortellado, professor do curso de gestão de políticas públicas e coordenador do Monitor do Debate Político no Meio Digital, ambos da Universidade de São Paulo (USP). Ortellado acrescenta: “Nem sempre é simples determinar o que é erro de apuração e o que é uma mentira criada maliciosamente”.

Também virou moda chamar de fake news o que simplesmente incomoda. Na semana passada, depois que o jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem mostrando que o patrimônio imobiliário da família Bolsonaro subira para 15 milhões de reais, o deputado Jair Bolsonaro reagiu dizendo que se tratava de “mais uma mentira da esquerda desesperada”. Pode até existir desespero de esquerda, mas a informação não era mentirosa: documentos oficiais obtidos pelo jornal revelam que Bolsonaro e seus três filhos, apesar da dedicação à política nos últimos vinte anos, conseguiram enriquecer. Afinal, até em Mônaco um patrimônio de 15 milhões de reais — o equivalente a 5 milhões de dólares — é coisa de rico. Só falta explicar por que a notícia verdadeira incomodou tanto o deputado. Se o patrimônio é lícito e o dinheiro também, a família merece aplausos por seu notável tino comercial. Bolsonaro seria o único exemplo conhecido no Brasil de um militar que, depois de trocar a farda pela política, conseguiu, honestamente, chegar aos 62 anos com alguns milhões de dólares no bolso.

Bolsonaro é único em outro aspecto. Talvez seja um raro exemplo de político que pode se beneficiar da avalanche de fake news. No levantamento de VEJA, ele aparece em sétimo lugar na lista dos mais citados em notícias falsas, mas fica em primeiro quando se computa o conteúdo positivo das mentiras. Cerca de 70% das notícias falsas a seu respeito servem para engrandecer sua biografia. Entre as notícias falsas que lhe jogam confete aparecem coisas assim: RedeTV! ultrapassou a Globo em audiência ao entrevistar o deputado. (O programa em questão registrou, na verdade, pouco mais de 1 ponto no Ibope.)

“Há um ano, a maioria das pessoas nem sequer saberia o que é notícia falsa”, diz Maurício Moura, diretor da Ideia Big Data e coordenador da pesquisa feita para VEJA. “Só agora vemos a preocupação com a disseminação das fake news acontecer em todos os estratos da sociedade.” Os primeiros estudos sobre o impacto do fenômeno apenas começam a vir à tona. Nesse contexto, as perspectivas sobre o poder de fogo das notícias falsas e seu efeito real na política podem não ser tão sombrias como se supunha. Uma pesquisa das universidades de Dartmouth, Princeton e Exeter mostrou que o consumo de notícias mentirosas nos Estados Unidos, por exemplo, é um fato: durante a eleição presidencial, um em cada quatro americanos leu conteúdo falso. Isso, porém, não significa necessariamente que as inverdades foram relevantes para a tomada de decisão dos eleitores. Apesar do alcance das fake news, eles continuam se informando com muito mais frequência pelos veículos da imprensa profissional, diz o estudo. O que os pesquisadores verificaram, no fim, foi que as fake news circularam com mais força nas extremidades do espectro político, em que a decisão de voto já está tomada e a notícia falsa serve apenas como “viés de confirmação”.

Não existe bala de prata contra as fake news. Apenas o monitoramento de conteúdo e a punição dos propagadores das mentiras não serão suficientes para debelá-las. Para boa parte dos estudiosos do fenômeno, a solução passa, sobretudo, pela educação da população. “Não se pode proibir as pessoas de mentir e de compartilhar coisas falsas. E muitas vezes essas pessoas são nossos pais, tios e irmãos, que fazem isso inadvertidamente”, diz Francisco Rolfsen Belda, professor e pesquisador do programa de pós-graduação de mídia e tecnologia da Unesp. Com otimismo, é possível supor que daqui a um tempo disseminar notícia falsa pela internet será como atirar lixo na rua, uma prova de falta de civilidade e inteligência — e, a depender da qualidade da “notícia”, também de compaixão pelo próximo.

 

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


O avanço estrangeiro

Empresa austríaca de pistolas semiautomáticas conquista espaço no mercado brasileiro de armas a partir de contratos firmados sem licitação com corporações policiais. Compradores dizem que produto é exclusivo

Renato Souza Publicada Em 14/01 - 08h00

Uma série de contratos firmados sem licitação por órgãos de segurança pública com a austríaca Glock destinam uma fatia significativa dos recursos do mercado nacional de armas para a empresa. Desde que vendeu o primeiro lote de pistolas semiautomáticas para uma instituição brasileira, em 2005, a multinacional tem avançado no comércio interno e nos últimos três anos fechou negócios que chegam ao patamar de R$ 21 milhões.

Levantamento realizado pelo Correio, com base em publicações do Diário Oficial, aponta que desde a primeira transação entre a companhia e o setor público os recursos envolvidos ultrapassam os R$ 31 milhões. Os dados revelam a abertura do Brasil para a indústria internacional de armas e a quebra de um monopólio que durou 90 anos para os fabricantes nacionais. A briga pelo mercado pode aumentar o lobby para mudanças e até eventual queda no Estatuto do Desarmamento, a partir da pressão da indústria.

Os números que movimentam esse mercado milionário seguem desconhecidos, já que desde a fusão da Taurus com a Companhia Brasileira de Armas (CBC), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deixou de divulgar o montante referente ao setor. O último dado levantado pelo IBGE é de 2014. De acordo com dados do órgão, entre 2012 e 2014, a produção e comercialização de armas de fogo movimentaram cerca de R$ 350 milhões por ano.

Os contratos realizados pela Glock se aproximam de 10% deste valor. Somente para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), como o Correio revelou em reportagem de 17 de dezembro, a Glock firmou contrato de R$ 18 milhões para a venda de 10 mil pistolas calibre 9x9mm para serem usadas pelos agentes da corporação.

O primeiro contrato da companhia austríaca com uma instituição brasileira foi com a Polícia Federal, em 2005, para a aquisição de 5 mil armas, sendo 4 mil pistolas do modelo G-17. Na época, a empresa recebeu o montante de R$ R$ 5,1 milhões. Neste mesmo ano, a Glock apresentou ao Exército Brasileiro um pedido para implantar uma fábrica em território nacional. O contrato e o interesse no mercado interno coincidiram com o momento em que os brasileiros iam às urnas para decidir sobre o comércio de armas de fogo. Ao longo dos anos a empresa foi escolhida para fornecer armamento para instituições de diversos estados.

Em 2017, de acordo com publicações oficiais, a Glock vendeu quatro lotes de armas para órgãos públicos. A maior compra foi realizada pela Polícia Militar do Paraná, que adquiriu 850 pistolas por
R$ 1.383.219,34. A PM do Distrito Federal fez a compra de 250 pistolas por R$ 410 mil. No Rio de Janeiro, em 2015, a Polícia Militar pagou R$ 715 mil por pistolas que foram distribuídas para agentes que fazem o patrulhamento urbano e combate ao crime organizado. A corporação não informou a quantidade de equipamentos comprados. O Ministério Público do DF comprou 30 pistolas da Glock, no valor de R$ 46 mil.

O avanço das empresas estrangeiras no mercado nacional ficou mais evidente com a edição da legislação que trata do setor de armas. Uma mudança na portaria R-105, do Exército Brasileiro, que está sendo avaliada pela Casa Civil permitirá a importação de revólveres, espingardas e pistolas para órgãos de segurança pública. A mudança que colocou em prática a abertura de mercado para companhias do exterior veio por meio da Portaria 841, de 4 de setembro de 2017, em que o governo autorizou a Ruag Indústria e Comércio de Munições Ltda, da Suíça, a atuar no território nacional.

Essa mudança representou o fim do monopólio da CBC, que durou 90 anos por conta da proibição de exportar produtos do exterior quando existe oferta na indústria nacional. O que pesou nesta alteração da lei foram as falhas identificadas nas pistolas 24/7 da Taurus, que, de acordo com o Ministério Público, disparavam sozinhas e apresentaram defeitos de fabricação.

Com a entrada de gigantes estrangeiras do setor de armas, o lobby para mudanças e até a queda em leis que restringem o comércio de armas podem aumentar. De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a entrada de armas em circulação vem crescendo no país. Em 2004, cerca de 5 mil armas entraram em circulação por meio do porte concedido para cidadãos. Em 2014 esse número se aproximou de 50 mil, apresentando um crescimento de 1000%.

A compra de armas pelos órgãos de segurança pública é autorizada pela Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército (DFPC). Na falta de uma agência reguladora, a diretoria funciona para monitorar e definir regras para aquisição de armas. A DFPC também é responsável por autorizar a importação de qualquer tipo de armamento por parte de instituições nacionais. À reportagem, a DFPC informou que “não possui nenhuma responsabilidade no processo administrativo de compra das armas, somente na permissão para a aquisição”. Em novembro do ano passado, um acordo entre deputados permitiu a votação de projetos de lei voltados para a segurança pública. Entre as intenções estava a de votar a revogação do Estatuto do Desarmamento. No Senado Federal tramita o projeto 175/2017, que prevê a realização do plebiscito no mesmo dia das eleições de 2018 com a finalidade de propor a queda da lei que restringe o porte de armas.

Outro lado

Consultadas pela reportagem, as instituições citadas alegaram que “a compra de armas da Glock ocorre por conta da ausência de produto similar na indústria nacional”. As PMs do DF e do Rio de Janwiro responderam que as armas da Glock são padronizadas para o Bope. A arma adquirida “trata-se de um equipamento diferenciado, de qualidade e operacionalidade reconhecida internacionalmente e utilizado por diversas forças especiais e policiais no mundo, inclusive a SWAT, nos EUA”. A Polícia Rodoviária informou que “o processo de compra seguiu as formalidade legais exigidas, estando o processo de compra de acordo com a legislação vigente”.

O MP do DF afirma que a inexibilidade de licitação ocorreu por conta da inviabilidade de competição, prevista no artigo 25 da Lei nº 8.666, “uma vez que a pistola é o único produto a possuir um sistema de segurança, conhecido por Sistema de Ação Segura”. Segundo a nota, “isto é atestado por meio de laudos e pelo Instituto Nacional de Criminalística, que destacaram que o sistema é exclusivo das pistolas Glock e objeto de patentes”. O MP disse que a empresa apresentou preço “muito abaixo do praticado no mercado para este mesmo modelo”, além do baixo custo de manutenção, o que “significa economia de recursos no longo prazo”.

 

PORTAL G-1


Jovem de 19 anos passa em 1º lugar no ITA e soma aprovações em outros vestibulares

Foto de Misael Cavalcanti viralizou e seguidores passaram a pedir dicas de estudo nas redes sociais. Ele foi aprovado em seis vestibulares em 2017.

Publicada Em 14/01 - 09h05

O esforço nos estudos tem mostrado um resultado mais que satisfatório na vida do jovem Misael Cavalcanti, 19. Ele acumula seis aprovações, entre elas o 1º lugar nas vagas privativas do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), destinadas a quem tem interesse em seguir a carreira militar como Oficial Engenheiro da Aeronáutica. A instituição é uma das mais concorridas do país.

Além do ITA, o jovem foi aprovado na Escola Naval, Instituto Militar de Egenharia (IME), Academia de Força Aérea (AFA), Escola de Formação de Oficias da Marinha (EFOMM) e Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx).

Nascido na Paraíba, Cavalcanti chegou em Alagoas aos 7 anos de idade. O jovem diz que sua educação é alagoana e que deve tudo ao que aprendeu no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do estado (Ifal).

“Eu já sonhava em estudar engenharia no ITA desde o fim do ensino fundamental. No 9º ano, meus pais me incentivaram a fazer o concurso para entrar no Ifal. Passei e fiz o curso de Edificações”, conta ao G1.

Do momento em que foi aprovado, Cavalcanti participou de diversas olímpiadas de astronomia, matemática e física. Entre as competições que ganhou, pôde conhecer o ITA em 2014 e representar o Brasil na Bulgária.

O jovem teve também a oportunidade de entrar em um curso preparatório em Fortaleza. “Em 2016, um amigo passou o meu contato e pediram o meu currículo. Eles gostaram e me convidaram para fazer o cursinho”, explica.

E então Cavalcanti, junto a um grupo de quatro alunos do Ifal, passou um ano estudando. Mas a aprovação não chegou de primeira. “Isso mostra que a aprovação nesses cursos não vem fácil. Tive que persistir”, coloca.

Já no segundo ano de curso, o jovem se sentiu mais tranquilo e a recompensa foi maior do que o imaginado. “Não estudei para todos, só focava no ITA. Acredito que as outras aprovações foram consequentes”.

Após oito horas diárias de aula, Cavalcanti chegava em casa e aprofundava os assuntos sozinho estudando por três ou quatro horas. Filho de pastor e de uma estudante de música, ele valoriza muito a religião e diz que não vive sem isso.

“Estudava de segunda a sexta, mas nos fins de semana parava um pouco. Assisto às séries de televisão que gosto, jogo futebol e todo domingo vou à igreja”, relata.

A foto com o número de aprovações de Cavalcanti viralizou em uma rede social e chamou a atenção de milhares de pessoas que foram até ele pedir conselhos ou dicas de estudo.

“Isso foi muito estranho. Um cara aleatório viu e compartilhou. Mas no que posso ajudar, eu ajudo. Quero inspirar todos a não desistirem para então mudarmos o país”, fala.

Ele se apresenta ao ITA neste domingo (14) para dar início à nova etapa da sua vida.

 

Aprovados no vestibular são recebidos no ITA em São José

Candidatos receberam instruções sobre próximas etapas para admissão. Cerca de 11,3 mil candidatos se inscreveram para as 110 vagas oferecidas.

Publicada Em 14/01 - 18h21

Os candidatos aprovados no vestibular 2018 do ITA foram recepcionados neste domingo (14) para prosseguir no processo de admissão na instituição em São José dos Campos.

Recebidos em um auditório pelo vice-reitor, Prof. Cláudio Jorge Pinto Alves, eles participaram de uma chamada e foram informados sobre as próximas etapas, como a realização do exame médico de admissão a partir desta segunda (15).

Ao todo, cerca de 11,3 mil candidatos se inscreveram para as 110 vagas oferecidas, sendo 25 para área militar e 85 para civil. O ITA oferece seis cursos de graduação: aeroespacial, aeronáutica, civil-aeronáutica, de computação, eletrônica e mecânica-aeronáutica.

 

AGÊNCIA CÂMARA


Câmara retomará debate sobre inclusão digital e qualidade da internet


José Carlos Oliveira Publicada Em 12/01 - 15h25

Propostas em tramitação na Câmara dos Deputados tentam superar o desafio do País quanto à qualidade da internet e à inclusão digital da população. Alguns projetos de lei são polêmicos. É o caso da proposta (PL 5319/16) que transfere para o regime público a execução do serviço da internet de banda larga, mais rápida do que as demais.

Pelo texto do relator, deputado Rodrigo Martins (PSB-PI), as operadoras, que hoje exploram esse serviço em livre concorrência, ficariam sujeitas à reversibilidade de bens, regime de concessão e controle tarifário.

Alguns parlamentares, no entanto, fazem críticas ao projeto. "A gente tem que separar regime público de política pública. Hoje, é impensável que venhamos a ter a internet única e exclusivamente pelo regime público, até porque, em sua maior parte, ela já é em regime completamente privado”, disse o deputado André Figueiredo (PDT-CE).

“O que precisamos é determinar metas de cobertura: onde se tem ambiente altamente competitivo, não se discute ter um regime público para banda larga porque as operadoras já competem entre si e já levam internet de qualidade; e onde não se tem, define-se uma política pública adequada com metas de atingimento da população”, afirmou André Figueiredo.

Para viabilizar a inclusão digital, Figueiredo defende ações como a reversão de multas aplicadas às operadoras em investimento em fibra óptica para regiões mais remotas e as operações efetivas do satélite SGDC, da tecnologia 5G e dos projetos de cidade inteligente, com foco no uso intensivo das novas tecnologias no planejamento urbano.

Recursos do Fust

Já a advogada do Comitê Gestor da Internet, Flávia Lefèvre, cobra investimentos em infraestrutura para suporte às conexões da internet de banda larga. Ela ressalta que o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) recolhe R$ 2,5 bilhões por ano, mas apenas 1% dos valores investidos desde 2001 foi, de fato, em universalização.

Flávia Lefèvre lembra que hoje apenas 52% dos domicílios brasileiros são conectados à internet. E, desse total, só 28% têm banda larga. "Também ficamos preocupados com a baixa atuação do Ministério da Ciência e Tecnologia, que teria condições, de acordo com o que está previsto na Lei Geral de Telecomunicações, para estender o regime público para a infraestrutura de banda larga e não faz. E, há muitos anos, resiste a adotar essas medidas, que seriam fundamentais porque, automaticamente, os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações estariam liberados para novos investimentos em infraestrutura", afirmou.

A advogada também manifestou preocupação com algumas propostas, segundo ela, vantajosas apenas para as grandes operadoras. É o caso do polêmico projeto de lei (PL 3453/15) que reformula o modelo de telecomunicações. O texto teve tramitação conclusiva nas comissões e já foi aprovado na Câmara e no Senado. Chegou a ser enviado à sanção presidencial, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu mandado de segurança de alguns senadores que querem uma votação definitiva no Plenário do Senado.

 

PORTAL SPUTNIK BRASIL


Brasília e Moscou expandem comércio na área de helicópteros

A Agência Federal de Transportes Aéreos (Rosaviatsiya, no acrônimo russo) da Rússia e a Agência Nacional de Aviação Civil do Brasil (ANAC) expressaram o interesse mútuo em celebrar em breve um memorando de entendimento visando expandir as exportações de helicópteros russos.

Publicada Em 14/01 - 06h44

Segundo comunicou a agência russa nesta sexta-feira (12), o respectivo memorando foi entregue pela parte brasileira nesse mesmo dia de manhã.

"A Agência Federal de Transportes Aéreos e a ANAC confirmaram seu interesse mútuo em um acordo rápido e na celebração de um memorando dirigido ao apoio das exportações de equipamentos aeronáuticos russos, particularmente os helicópteros Ansat e Mi-171А2, bem como à intensificação do trabalho conjunto na área de certificação e apoio à aeronavegabilidade da aviação civil", diz-se no comunicado da entidade russa.

Hoje em dia, o memorando está sendo discutido com as autoridades interessadas e as respectivas empresas aeronáuticas, adianta-se no documento.

Os lados também determinaram os passos necessários para o conhecimento mútuo dos procedimentos de certificação em ambos os países.

A aeronave Kazan Ansat é um helicóptero multifuncional que entrou em serviço em 2013. O Mi-171А2, por sua vez, efetuou seu primeiro voo em 2014. Este helicóptero é um análogo do Mi-8/17, equipado com soluções tecnológicas inovadoras.

 

PODER360 (DF)


Governo não venderá controle da Embraer à Boeing, afirma ministro

Ministro defendeu parceria entre empresas

Publicada Em 14/01 - 20h05

O ministro da Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, disse na 6ª feira (12.jan) que o governo não venderá o controle da Embraer à norte-americana Boeing. Etchegoyen afirmou, porém, que deve haver uma parceria entre as duas empresas.

“O governo não cederá o controle acionário da Embraer. Como vai ser a parceria, ainda não sabemos”, disse o ministro durante 1 evento de segurança no Rio de Janeiro.

Segundo Etchegoyen, a intenção do governo federal é “garantir o interesse nacional”. “A partir daí xenofobia não vale à pena porque de repente a gente perde o bonde da história. E pode perder uma boa oportunidade”, disse.

O ministro disse que o governo deveria manter o controle da empresa, mas se associar com a norte-americana Boeing “naquilo que nos for conveniente e sintonizado com o interesse nacional”.

As duas partes conversam sobre uma possível aquisição da empresa brasileira. Boeing e Embraer aguardam avaliação do governo brasileiro sobre a assinatura de 1 eventual acordo. O aval positivo do governo é necessário em razão de uma ação de classe especial, chamada de “golden share”, que dá poder de veto em decisões estratégicas da Embraer. Isso porque a empresa era uma estatal, que foi privatizada nos anos 90.

Uma eventual fusão entre as duas empresas criaria uma gigante global de aviação mundial, com forte atuação nos segmentos de longa distância e na aviação regional.

 

OUTRAS MÍDIAS


AEROFLAP - FAB faz reuniões com a SAAB e Boeing sobre projetos da Embraer


Publicada Em 14/01/2018

Perto do final de semana a Força Aérea Brasileira (FAB) fez duas reuniões com as fabricantes Saab, Boeing e Embraer para esclarecer melhor o futuro dos projetos de defesa da Embraer, caso a fabricante americana compre parte da empresa.

A primeira reunião foi realizada na quinta-feira (11/01) com representantes da Saab, a pauta da FAB foi sobre a compra de parte da Embraer pela Boeing. De acordo com uma publicação da Revista Época, a informação vazada sobre a Saab é sobre a indignação da empresa sobre as negociações da Boeing com a Embraer, isso porque a fabricante brasileira está dentro do projeto do Gripen NG, com transferência tecnológica para o Brasil. Com a compra de parte da Embraer pela Boeing, essa transferência poderia acabar na mão dos americanos.

A Saab também está preocupada com o futuro do programa Gripen NG, visto que a Boeing poderia não ter interesse em prosseguir com a linha de montagem da aeronave no Brasil.

Já a outra reunião foi realizada no final da última sexta-feira (12/01) também em Brasília, entre representantes da Boeing e FAB, além do Ministro da Defesa Raul Jungmann.

A diretoria da Boeing compareceu em peso nessa reunião no gabinete do ministro Raul Jungmann. O Chief Financial Officer (CFO) da Boeing, Greg Sullivan; O Vice-Presidente de cooperação estratégica da Boeing, Ray Conner; O Vice- Presidente de desempenho empresarial e estratégico, Travis Sullivan; E até mesmo o Presidente da Boeing para a América Latina, Donna Hrinak, estavam entre os presentes.

A FAB também estava presente nessa reunião com uma grande representação estratégica.

O ministro afirmou depois da reunião que mantém uma boa perspectiva sobre uma possível colaboração da Boeing com a Embraer no setor militar, mas que o controle acionário da companhia não pode ser drasticamente modificado. Do mesmo modo os produtos militares da Embraer não serão autorizados a se tornar “produtos Boeing”.

 

JORNAL DO COMÉRCIO (RS) - Boeing e governo brasileiro discutem parceria na Embraer


Publicada Em 14/01 - 21h11

A Boeing fez na sexta-feira o primeiro contato oficial com o governo brasileiro acerca de sua intenção de formar algum tipo de parceria com a Embraer que envolva aquisição de ações da empresa brasileira.

Os norte-americanos saíram da reunião com uma lista de questionamentos sobre aspectos sensíveis das negociações, como o futuro dos programas militares da Embraer. E ouviram o que já era sabido: o governo usará o seu poder de veto para evitar a perda de controle nacional da fabricante de aviões paulista.

No encontro, os americanos não expressaram detalhes da proposta que pretendem fazer. Segundo a reportagem apurou, a impressão do governo foi a de que eles queriam mais ouvir do que falar.

O ministro da Defesa Raul Jungmann, acompanhado do comandante da Força Aérea, Nivaldo Rossato, e de assessores, recebeu os executivos da Boeing. Jungmann reafirmou o interesse do governo brasileiro no negócio, ressaltando as ressalvas relativas a soberania.

A negociação da Boeing foi anunciada no fim do ano passado, sendo vista como uma resposta de mercado à aquisição da linha de jatos regionais da canadense Bombardier por sua rival europeia Airbus. A Embraer domina o nicho, que não é atendido por produtos da Boeing. Além disso, interessa aos norte-americanos a carteira de defesa da brasileira.

 

COMUNIDADE CULTURA E ARTE - Embraer contrata bancos dos EUA para facilitar negócio com Boeing


Prazeres Matos Publicada Em 14/01/2018

Os americanos saíram da reunião com uma lista de questionamentos sobre aspectos sensíveis das negociações, como o futuro dos programas militares da Embraer.

O ministro da Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, igualmente se posicionou contra a venda do controle da Embraer para a Boeing, porém se manifestou pela parceria entre as empresas.

No encontro, os americanos não expressaram detalhes da proposta que pretendem fazer.

O ministro Raul Jungmann (Defesa), acompanhado do comandante da Força Aérea, Nivaldo Rossato, e de assessores, recebeu os executivos da Boeing.

A negociação da Boeing foi anunciada no fim de 2017, sendo vista como uma resposta de mercado à aquisição da linha de jatos regionais da canadense Bombardier por sua rival europeia Airbus.

O modelo de parceria comercial entre a Embraer e a Boeing ainda não foi revelado. Neste caso, as resistências no governo e Forças Armadas por conta da área de Defesa, a empresa norte-americana segregaria a divisão em uma subsidiária em que o poder público mantivesse o direito a veto em pontos estratégicos, como acontece atualmente pela golden share.