NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO


´Forças Armadas não têm projeto de retomada de poder´

Para pesquisadora, intervenção no Rio é ´circunstancial´ e militares podem pagar caro caso ideia do governo fracasse

Roberta Pennafort Publicada Em 04/03 - 05h00

RIO - As Forças Armadas não querem poder, analisa a cientista política Maria Celina D’Araújo, em entrevista ao Estado. Para a pesquisadora, os militares poderão pagar um preço alto por estar à frente da segurança do Rio caso a intervenção fracasse. Ela vê como apenas circunstancial o protagonismo militar no País, na esteira da ação no Estado e da nomeação do primeiro militar para ministro da Defesa em 20 anos. 

Maria Celina afirma que Temer dá uma “resposta-espetáculo” recorrendo às Forças Armadas, que, para ela, “têm a credibilidade que ele não tem”, diz Celina, que é doutora em Ciência Política, professora da PUC-Rio e tem entre seus temas de pesquisa a ditadura brasileira e as relações entre civis e militares. “Elas estão cumprindo uma missão que foi dada pelo poder político, que é parte do sistema de corrupção. Têm sido desmoralizadas em muitas ocasiões: chegam e o bandido já foi, a arma sumiu. Não creio que seja um papel que as Forças Armadas brasileiras queiram para si.”

O ministro interino da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, afirmou ao Estado que os militares não buscam esse protagonismo, que é mera circunstância.

Concordo com ele. O envolvimento das Forças Armadas com a segurança pública no Rio não pode ser permanente, segundo a Constituição. Eles têm que sair. E tem os outros Estados dizendo ´eu também quero´. Além disso, não creio que haja um projeto político das Forças Armadas de retomar as rédeas do poder.

Então, o que explica o protagonismo militar no atual governo?

O protagonismo se acentuou com a intervenção na segurança. O ministro da Defesa é interino, não é definitivo, mesmo porque Marinha e Aeronáutica não aceitam um ministro do Exército. Um civil voltará. O (ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio) Etchegoyen não é novidade. O que tem de novo é que a rubrica mudou, não é mais GLO (Garantia da Lei e da Ordem), é intervenção. E com isso muda também a responsabilidade das Forças Armadas.

A manutenção de um militar no Ministério da Defesa não seria um passo atrás?

Seria. Mas, por enquanto, é um interino. De qualquer forma, o ministro civil não significa subordinação das Forças Armadas ao poder civil. Elas estão afastadas de um projeto de tomada do poder, isso é verdade, mas elas continuam tendo voz própria para defender seu sistema de pensões, seu orçamento. Não tem um ministro que os convença que eles vão entrar nas reformas, por exemplo.

O que pode decorrer de um eventual fracasso da atuação das Forças Armadas na segurança no Rio?

Se os militares forem desmoralizados, a quem se vai recorrer? Qual vai ser a solução? Eles são vistos pela população como o recurso final. Temos uma intervenção com grande probabilidade de fracassar, porque os militares têm o melhor serviço de inteligência sobre o tráfico, mas isso não significa necessariamente fazer bom uso da informação.

O que explica os militares ainda sejam vistos como solução no Brasil mesmo após a ditadura?

Para a maioria da população, os militares não estão associados com a ditadura. Não se considera sequer que tenha sido um momento tão importante da história. Nós gostamos de esquecer, de passar a mão na cabeça. E também a escala da violência não atingiu todas as famílias. Existe ainda a ideia de que os militares são moralmente superiores, não corrompem e não são corrompidos. A gente vê grupos pedindo a volta deles, mas são ciclos: às vezes acham que tem que ter mais abertura e liberdade, e, nos momentos de explosão da violência, que é preciso usar mais força.

Militares podem fazer bem o papel de polícia?

Acho que até podem, se forem treinados para isso. Fala-se muito da militarização da polícia, mas o mais importante é entender que há uma policialização dos militares. O limite entre o que é segurança pública e o que é defesa nacional está ficando cada vez mais diluído.

 

JORNAL O GLOBO


Comitês da Ação da Cidadania se reúnem para discutir a Intervenção Militar em suas comunidades

Entre os pontos destacados estava o pedido por iniciativas sociais e planejamento para combater o desemprego

Carolina Callegari Publicada Em 03/03 - 18h47

RIO - O encontro realizado na manhã deste sábado na ONG Ação da Cidadania à fim de escutar moradores das áreas ocupadas pela Intervenção Militar no Rio foi além de opiniões sobre quem é contra ou a favor da medida, iniciada em fevereiro. Cerca de 200 comitês se reuniram na Saúde, no Centro da cidade, no galpão que sedia a ong, fundada em 1993 pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Entre os principais pontos levantados estão a influência da corrupção na política e em forças de segurança e a falta de implementação de medidas sociais, como projetos de educação para crianças e adolescentes e de capacitação e de geração de emprego.

A troca de experiência entre os comitês participantes de diferentes pontos da região metropolitano do Rio e de diversos municípios do estado apontaram pensamentos em comuns, como os anseios pelo fim da violência e do tráfico de armas, e divergentes, como os moradores de cada comunidade encaram a chegada dos militares e a forma de abordagem pelo qual passam. O debate partiu de três pontos. A escuta dos moradores das áreas ocupadas, organizada por meio de grupos com mediadores voluntários de organização parceiras como Casa Fluminense, Meu Rio, Movimento Humanista e COEP (Comitê de Entidades no Combate à Fome e Pela Vida). Realizar uma pesquisa para acompanhar a mudança de opinião ao longo do tempo, através de formulários. E criar uma rede de monitoramento. ligada à Rede de Resistência para denunciar abusos.

O diretor-executivo da Ação de Cidadania, Kiko Afonso, conta que o resultado "esperado era inesperado" do encontro, dada a participação de moradores com diferentes visões e vivências. A recepção desses comitês teve a proposta de serem apresentados os prós e os contras na percepção dos que estão inseridos nestes locais.

- Aqui ouvimos famílias falando da ausência do Estado na visão deles, sem qualquer tipo de suporte. E o Exército é a representação desse Estado chegando. Para eles, isso é necessário. Aqui nós acabamos debatendo outras saídas, como a medidas da saúde e da educação. Mas, para essas pessoas, muitas vezes é utópico pensar nessas estruturas sendo implementadas - observa Afonso.

A troca de experiências e de vivências, apesar de serem diversas, apontava para a expectativa de melhoria semelhantes. Uma das surpresas para participantes, como a adjunta de uma creche comunitária de Sepetiba, Ana Claudia Loredo, foram as condições básicas que moradores de pontos como a Rocinha, na Zona Sul da cidade, apontavam além dos episódios de violência.

- Fiquei assustada ao ouvir os relatos. Na nossa comunidade é mais tranquilo. Para estar hoje aqui no Centro viemos com medo. É como se tivéssemos perdido nosso direito de ir e vir. Escutamos as pessoas contando ainda das dificuldades quanto a serviços básicos. Enquanto isso, uma das nossas preocupações é a educação porque nós passamos necessidade na creche para manter as mais de 120 crianças que atendemos. Há profissionais sem receberem salários e, por vezes, o que recebemos para manter cada criança em tempo integral não é o suficiente para pagar todas as contas - conta Ana Claudia.

O coordenador da Casa Fluminense, Henrique Silveira, foi um dos mediadores presente no encontro. Ele salienta a clareza com que os participantes à frente dos comitês veem a importância do papel da organização comunitária para buscar a construção da cidadania. Ele observa como o modo de refletir sobre a Intervenção Militar em pontos do Rio de Janeiro trouxe ideias em comuns apesar de pontos de vista aparentemente contrários.

- O grupo o qual participei via que a intervenção teve um caráter político, e vejo isso como o ponto forte da discussão. As questões se desdobravam para as garantias de direitos. O que deve vir junto com a segurança, como políticas estruturantes para melhorar não só a segurança, como a condição de vida - diz Silveira.

Alguns dos participantes a favor da intervenção consideram o modelo em andamento como um paliativo enquanto não houver a criação de projetos sociais nestas áreas. A coordenadora do Comitê Servo do Senhor, Edir Dariux, de Santa Cruz, aponta a falta de segurança como efeito para demais problemas.

- Se existe insegurança é porque há desemprego. As pessoas querem trabalhar e não tem como. Hoje me preocupo com os jovens por estarem em meio a esse cenário - conta Edir, citando a preocupação com a chegada de armamentos. - As mudanças no combate à corrupção deveriam começar em Brasília. Se existe arma é porque a porta está aberta.

Para Guilherme Pimentel, coordenador do DefeZap (um serviço para denunciar casos de violência de Estado contra a população), a preocupação em comum entre os participantes do encontro é quanto a qualidade de vida. O anseio dos moradores destes locais é de uma mudança em todos os setores sociais, atingidos diretamente pela violência.

- Temos escolas fechadas porque há confrontos nas comunidades, o que prejudica as crianças. Na saúde, vemos o crescimento de pessoas diagnosticadas com hipertensão e diabetes, doenças ligadas diretamente ao estresse. A economia é impactada no comércio local por precisar ficar fechado devida à insegurança. Os eventos culturais são realizados longe dessas áreas, ou quando estão inseridos são desmobilizados pela polícia. Por isso apontamos a cidadania como forma de transformação. E não há saída sem escutar as pessoas que estão nesses ambientes - observa Pimentel.

O DefeZap faz atendimento somente via WhatsApp (99670-1400), atendendo a casos ocorridos na região metropolitana do Rio de Janeiro. A equipe orienta os denunciantes, mantidos sob sigilo, e encaminham as provas para órgãos competentes para solucionar as ocorrências.

 

Exército levará ação social às favelas, diz general

Novo secretário de Segurança defende o fim dos confrontos

Elenilce Bottari/gabriela Goulart Publicada Em 04/03/18

Em sua primeira entrevista, o novo secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, trocou a farda por terno e gravata, defendeu o fim dos confrontos e anunciou que os militares farão ações sociais nas comunidades. “Se os índices de criminalidade de uma área estão controlados, é o momento de atrair a atuação do Estado”. Nunes citou a Vila Kennedy como exemplo de futuras ações. Ontem, a comunidade foi alvo de mais uma operação do Exército para retirada de barricadas, a primeira sem policiais. O secretário descartou novas ocupações militares e cobrou mobilização contra a receptação de carga roubada.

“Estamos no mesmo barco. Ou nos unimos para resolver isso ou vamos ficar reclamando eternamente” “O enfrentamento, para mim, é quase uma lei de ação e reação. É um círculo vicioso, que precisa ser rompido” “Chegamos à conclusão que as ocupações não produzem resultado, só desgastam um efetivo enorme”

“A gente tem que saber a hora de vestir o uniforme", disse o general Richard Fernandez Nunes, ao justificar a troca da farda camuflada por um terno bem cortado, na entrevista exclusiva concedida ao GLOBO na sexta-feira. O oficial ainda se acostuma ao novo local de trabalho, a sede da Secretaria de Segurança. Por ora, nada mudou na sala recém-ocupada nem nos principais postos sob seu comando, mas, como dá a entender, “tudo pode".

A previsão é de que o general fique no cargo durante os dez meses da intervenção federal no Rio. Depois disso, uma foto dele segue para a galeria de ex-secretários que decora o quarto andar do prédio da Central do Brasil e que já contabiliza 16 nomes — e existem molduras vazias já instaladas à espera de mais cinco. Nunes, porém, quer deixar mais do que uma foto na parede. Prepara o que considera uma missão das mais difíceis: levar ações sociais para as favelas. Prevista na concepção das UPPs, a iniciativa foi abandonada ou sequer começou em muitas comunidades.

Dono de um discurso conciliador e otimista, o general descarta a ocupação militar de comunidades e quer diminuir os confrontos armados: “As causas serão resolvidas nos planos econômico, social e político".

Há um recrudescimento da violência em comunidades que contam com Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Ao tomar posse como secretário de Segurança, o senhor declarou que fará um redirecionamento do projeto. Como isso acontecerá? Vamos fortalecer as UPPs que têm relatórios positivos. Temos que consolidá-las e garantir que não haverá retrocesso. Como isso vai ser feito? É necessária uma ação política. Se os índices de criminalidade estão controlados, é o momento de atrair a atuação do poder público e de agências sociais. Faremos isso, por exemplo, na Vila Kennedy. Levaremos as ações sociais do Exército, com a participação de outras instituições. As UPPs que têm possibilidade de melhoria com incremento da atuação policial serão reaparelhadas. Já as unidades que tornariam contraproducente qualquer ação serão desativadas. Não vamos investir em algo que não dará resultado. Precisamos ter foco. Faremos ações que mostrem à sociedade que vamos quebrar essa tendência (de recrudescimento da violência), para que possa haver otimismo. E, a partir daí, realizaremos ações de reestruturação de longo prazo.

Como fazer com que a população se sinta otimista em relação à segurança pública? Estamos no mesmo barco. Ou nos unimos para resolver isso ou vamos ficar reclamando eternamente. Precisamos partir para ações concretas, com diálogo entre as instituições. Não há processo de pacificação calçado na expressão militar do poder. É só uma face da solução. Quando uma ocupação se restringe à atuação militar, não resolve as causas do problema, mas os efeitos. As causas serão resolvidas nos planos econômico, social e político.

Muito já se falou nos últimos anos sobre a implantação de ações sociais para a contenção da violência. Algum passo já foi dado nesse sentido? Eu acabei de falar com a direção dos Correios. Convidei diretores da empresa a virem aqui (na sede da secretaria, no Centro) porque estamos tentando criar um mecanismo de reversão de uma expectativa altamente negativa semeada no Rio. Qualquer cidadão se sente prejudicado pela questão dos roubos de encomendas dos Correios, dos assaltos a carteiros. Trata-se de uma profissão emblemática, roubar um carteiro é algo que impacta a vida de todos. Então, qual é a ideia? Vamos baixar os índices desse crime porque, agora, estamos integrados. Isso facilitará o combate. Estamos falando de um crime federal, de atribuição da Polícia Federal, mas agiremos juntos para que informações cheguem detalhadas a todos e possamos trabalhar bem nos locais de maior incidência. Fizemos uma proposta para que a empresa recue sobre a taxa extra ( deR$3 ) criada em razão dos roubos no estado. A criação da taxa foi uma péssima notícia para o Rio. Pedi que reavaliassem a análise de risco, porque ela foi baseada em uma média retrospectiva. A gente tem que gerar confiança, convencer a todos que os resultados virão.

Os autos de resistência (mortes decorrentes de intervenção policial) bateram recorde em janeiro. Segundo o Instituto de Segurança Pública, foram 154 casos. Essa política de enfrentamento será mantida? Política é quando a gente, dentro de um determinado cenário, define um objetivo e traça uma estratégia para atingi-lo. O enfrentamento, para mim, é quase uma lei de ação e reação. É um círculo vicioso, que precisa ser rompido. Meu papel é trabalhar junto às polícias de modo que, com uma capacitação mais aprimorada, com equipamentos mais adequados, possamos garantir maior proteção para o policial, o que, de certa forma, reduz sua exposição aos riscos. Obviamente, estando menos suscetível a esse tipo de ação, a reação dele não será tão intensa. Acompanhei pessoalmente esse problema, estive três meses no Complexo da Maré. Diariamente, entrava em vielas com meu pessoal. Muitas vezes, um suspeito é preso, um menor é flagrado atirando em um agente da lei, e, depois de uma semana, ele está lá de novo. Isso cria um mecanismo psicológico na tropa. É como se o militar se perguntasse: “De que adianta prender esse indivíduo se, daqui a uma semana, ele será solto e vai atirar em mim de novo?”. Para quem fica pouco tempo numa comunidade, como eu fiquei, é uma coisa. Mas para quem vive nesse ambiente por causa da profissão de agente de segurança é difícil, a vida dele está em jogo a todo momento.

Fazer operação numa comunidade onde um policial foi morto é algo que também será rompido? Não podemos entrar num clima de comoção. Para romper esse círculo vicioso, precisamos de um trabalho de conscientização, mostrar que não é possível viver assim. Hoje, a sociedade resolve pequenas questões com uma violência absurda, há um clima de intolerância em toda parte. Questões menores se transformam em atos violentos, com desfecho muitas vezes trágico. Precisamos fazer campanhas com o objetivo de desarmar o espírito porque, por trás de uma arma disparada, há um espírito conflagrado. É um fenômeno que contamina a sociedade como um todo, que passa até pelas crianças.

Mas como seria essa conscientização? Devemos entender o que a população quer de fato. Quer apenas que criminosos sejam presos? Quando um criminoso é preso e, dias depois, volta às ruas para cometer o mesmo crime, isso não é um problema de segurança pública, é algo que extrapola. Quando a gente acha que o receptador da carga roubada deve ter um tratamento diferente daquele que a roubou, não estamos tratando só de segurança pública. Cargas são roubadas porque pessoas as comercializam. Vamos continuar simplesmente prendendo quem rouba carga ou vamos atuar no conjunto?

O senhor defende o fim dos confrontos, mas propôs uma legislação especial para as ações militares. Acho que, para situações extraordinárias, deve existir flexibilidade para entendermos o que precisa ser modificado. Se a situação não fosse extraordinária, eu não estaria aqui. Uma força militar ocupando um complexo de comunidades na segunda maior cidade do país não é comum. Então, não posso submeter um soldado a um código legislativo inadequado para a situação. A operação não é policial, é militar. Assim, os atos desse soldado têm que ser apreciados pela Justiça Militar. Ninguém quer autorização para o soldado praticar um crime, mas, se for submetido a um julgamento, é necessário que haja essa percepção (de situação extraordinária).

A intervenção federal encontrou dois grandes problemas: a falta de efetivo e o sucateamento da frota das polícias. Como solucioná-los? Nossa prioridade imediata é reequipar as polícias. Já temos projetos em andamento, aguardamos o encerramento de um processo licitatório para a entrega de mil viaturas que já foram adquiridas pelo estado. Ou seja, boas notícias virão em curto prazo. Já havia iniciativas em andamento, e o que nos compete é ajustar processos à realidade que nós encontramos. Veremos que tipos de parcerias com órgãos federais podem resultar em benefícios para a segurança no Rio. De qualquer forma, as novas viaturas proporcionarão uma segurança grande para a implementação de ações nos primeiros meses da intervenção.

E a situação do armamento das polícias? Temos, no Exército, unidades de excelência no que diz respeito à manutenção de armas. Podemos, dentro de nosso setor especializado, fazer um trabalho de recuperação. Também vamos mexer no processo de aquisição de munição, que precisa ser permanente. Na logística, um dos aspectos fundamentais é o fluxo. Não adianta fazer uma grande compra, pontual, e depois passar um grande período sem novas aquisições. Deve haver um processo contínuo de substituição.

A corrupção nas polícias é apontada como um gargalo da segurança pública. Como enfrentá-la? Vamos fortalecer muito as corregedorias. Temos aqui, na secretaria, a Corregedoria Geral Unificada, e ainda há as corregedorias internas de cada órgão. Vamos fazer ações concretas para fortalecer, prestigiar e cobrar. A primeira coisa para fortalecer um órgão é conferir prestígio ao seu chefe, para que todos saibam a sinalização que foi dada. O segundo aspecto é proporcionar os meios necessários para que ele possa atuar, com plano de metas. O problema maior é a impunidade. Então, se conseguirmos punir de modo eficaz os casos de desvio de conduta, mostraremos que as corregedorias estão funcionando.

O senhor pensa em nomes extra quadros para as corregedorias? Eu não havia pensado nisso. Mas, pela experiência que tenho, é uma medida que nem sempre surte o efeito desejado. Porque é necessário conhecer por dentro. A auditoria precisa ser feita por quem conhece profundamente.

Havia uma expectativa de trocas nos comandos das polícias. Elas virão? Tudo pode. Estou estudando. Mas pode haver.

A nomeação de delegados e comandantes sob influência político-partidária muda com um general da ativa na Segurança? Totalmente. Eu não serei influenciado por qualquer pressão político-partidária. Estaria negando aspectos legais e, em termos éticos, jogando toda a minha vida profissional fora.

Por que ocupações militares foram descartadas? Chegamos à conclusão que não produzem resultado, só desgastam um efetivo enorme. Isso é o que a criminalidade quer: mil homens imobilizados numa área. As ações que estamos fazendo vão ter resultado um pouco mais adiante.

 

JORNAL CORREIO BRAZILIENSE


``Os resultados da intervenção vão aparecer´´


Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem
Imagem

 

OUTRAS MÍDIAS


MONEY TIMES - Fatia de 51% da Boeing em nova empresa com a Embraer faz sentido, aposta Credit Suisse


Gustavo Kahil Publicada Em 03/03/2018 - 21:43

A composição de uma nova empresa com a participação de 51% da Boeing em uma parceria com a Embraer (EMBR3) poderia resolver a vontade da americana em adentrar ao mercado aeroespacial comercial de jatos.

Essa solução, argumenta o Credit Suisse em um relatório enviado a clientes nesta sexta-feira (2), faria sentido dada a hesitação do governo brasileiro para dar a Boeing muito controle.

“A empresa separada resolve questões em torno do negócio da Defesa, já que o governo brasileiro se opôs a renunciar a qualquer controle desse bem estratégico para a Boeing. Funcionários do governo disseram que as próximas eleições gerais em outubro não afetarão as negociações”, pontua o banco.

Acordo

Segundo o CEO da fabricante brasileira, Paulo Cesar de Souza e Silva, as conversas sobre a combinação dos negócios tendem a ser encerrada ainda no primeiro semestre.

 

PORTAL MEON - Consultoria internacional faz seleção de jovens talentos em São José


Publicada Em 03/03/18 - 14h46

O BCG (The Boston Consulting Group) fará um processo seletivo em São José dos Campos para recrutamento de estudantes e recém-formados. A primeira etapa da seleção será realizada no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), no dia 12 de março, porém podem se inscrever estudantes de qualquer universidade ou curso.

A empresa oferece oportunidades para associates (formandos em 2018 e formados em 2017, 2016 ou anos anteriores), para estágios (formandos em 2019) e para summer interns (formandos em 2020).

Durante o processo seletivo no ITA serão realizadas dinâmicas presenciais, das 19h às 21h30. Os participantes terão a oportunidade de assistir a palestras de líderes do BCG e, na sequência, realizarão um teste de resolução de problema e um estudo de caso.

Com dez questões em inglês, o teste de resolução de problemas deve ser respondido em até 20 minutos e o estudo de caso (dez questões em inglês), em até 25 minutos.

Para participar, o candidato deve se cadastrar pelo site da empresa. As inscrições podem ser feitas até a data do evento.

“No BCG, o estagiário ou o associate serão desafiados diariamente a confrontar problemas reais da agenda do CEO, e pensar na transformação de negócios para algumas das maiores empresas brasileiras. É uma experiência fantástica!”, afirma Dan Reicher, diretor do BCG responsável pelo recrutamento de estagiários e recém-formados, em nota divulgada pela assessoria de imprensa da empresa.

Segundo a assessoria de imprensa da empresa, o BCG promove carreira acelerada e flexível, permite mobilidade internacional e patrocínio de MBA nas melhores escolas do mundo (Harvard, Stanford, Wharton, Chicago Booth, Kellogg, Michigan Ross, London Business School, Insead, entre outras).

Criada em 1963, a empresa está presente no Brasil há 20 anos e conta com 90 escritórios em 50 países. De acordo com a assessoria, o BCG está entre os líderes mundiais em estratégia de negócios e figura em quarto lugar entre as melhores consultorias para trabalhar em ranking da revista Fortune.

Serviço

Data: segunda-feira, 12/03
Horário: das 19h às 21h30
Local: Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) - Auditório B - Sala de Mecânica
Endereço: Praça Marechal Eduardo Gomes, 50, Vila das Acácias - São José dos Campos