NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO


Israel quer pacto de segurança para elevar cooperação científica com Brasil

Estado judaico quer garantias de que ganhos tecnológicos não parem nas mãos de seus inimigos

Carolina Vila-nova Publicada 03/03/18 - 02h24

Israel quer expandir a cooperação em matéria de ciência e tecnologia com o Brasil, incluindo a possibilidade de transferência de tecnologia de defesa, e afirma estar nos últimos passos de negociação de um acordo de segurança com o governo brasileiro.

Mas quer garantias de que eventuais ganhos tecnológicos brasileiros, como armas e equipamentos militares, não vão parar nas mãos de países inimigos de Israel.

Deseja ainda um apoio político mais claro do país em âmbitos multilaterais.

O titular da pasta de Ciência e Tecnologia, Ofir Akunis, esteve no Brasil nesta semana na primeira visita oficial de um ministro israelense.

Em Brasília, assinou com o ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) o que disse ser o primeiro acordo bilateral de ciência, tecnologia e inovação. A meta é ampliar o trabalho conjunto em áreas como tecnologia limpa, água, espaço e satélites.

"A presença é boa, mas queremos que o futuro seja excelente", afirmou à Folha. Akunis esteve acompanhado do diretor de relações exteriores da Agência Espacial Israelense, Leo Vinovezky. Juntos, visitaram a Embraer, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) do Parque Tecnológico, em São José dos Campos (SP).

O Brasil é o quinto maior importador de armas israelenses, segundo o Instituto Internacional de Estocolmo para a Pesquisa da Paz. Tem presença no país, por meio de subsidiárias, a agência aeroespacial, a autoridade para o desenvolvimento de armamentos, empresas de tecnologia de segurança e outros.

"A cooperação em tecnologia de defesa já existe. E queremos muito mais", disse. "Estamos entre os ´top 10´ em matéria de tecnologia espacial e de satélite. E sabemos que há muito interesse do Brasil nessa área", citou.

O acordo de segurança desenvolvido com o Ministério da Defesa sob Raul Jungmann (agora na Segurança Pública) está prestes a ser assinado, disse o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley.

Há conversas ainda sobre um acordo de salvaguardas para uso do Centro Nacional de Alcântara (MA) para o lançamento de satélites.

A questão da transferência de tecnologia é algo sensível. Armamentos brasileiros já foram encontrados no Iêmen —país árabe sob embargo de armas da ONU que vive uma "guerra por procuração" entre Arábia Saudita e Irã, dois países que são considerados inimigos de Israel.

Segundo Akunis, o governo israelense vai analisar a cooperação caso a caso para impedir tais problemas.

"Vender armas para países que declaram que querem destruir Israel é ruim. Por exemplo, o Irã é hoje a força mais poderosa contra o mundo livre. Não são apenas contra Israel, mas contra todas as democracias, e o Brasil também é uma democracia."
 

NEGOCIAÇÕES

Akunis vê um novo momento nas relações entre Brasil e Israel. "Sou muito otimista. Não apenas pelo acordo de ciência e tecnologia; acho que algo aconteceu entre Brasil e Israel", diz. "A atmosfera melhorou muito, e acredito que isso vai incentivar empresas a fazerem negócios."

O presidente Michel Temer se reuniu com o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, às margens da última Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Quatro ministros brasileiros estiveram em Israel, entre eles o chanceler Aloysio Nunes, recebido pelo premiê em Jerusalém nesta semana.

Está em negociação uma visita de Netanyahu ao Brasil, provavelmente em junho.

"Espero que, por causa da melhora nas relações bilaterais e em nome desse futuro melhor que antevejo o Brasil também vote com a gente, por exemplo, na ONU, quando os palestinos pedem decisões contra Israel", disse Akunis.

"Esperamos que Brasil se alie a nós na defesa da verdade, e a verdade é que Jerusalém é nossa capital há 3.000 anos. Não é algo da nossa imaginação, mas um fato. Fico feliz de saber que nas últimas quatro votações o Brasil se absteve. É uma melhora. Está no caminho certo, mas queremos que o governo brasileiro vote conosco."

A posição histórica do governo brasileiro é o apoio à solução de dois Estados, reconhecendo a reivindicação tanto de israelenses quanto de palestinos por Jerusalém.

A respeito da sugestão do presidente palestino, Mahmoud Abbas, de que o Brasil integre as negociações de paz, Akunis disse preferir conversas diretas, sem mediador. "Mas a primeira coisa é que eles [palestinos] venham para a mesa de negociações."

 

JORNAL O GLOBO


Ministra diz que não há controvérsia em mandado para ´áreas delimitadas´ e condena termo ´coletivo´

Advogada-geral da União se reuniu com o procurado-geral do Estado do Rio, Claudio Roberto Pieruccetti

Bruno Alfano Publicada Em 02/03 - 15h37

A ministra Grace Mendonça, advogada-geral da União, diz que não controvérsia no uso de mandados de busca e apreensão que definem áreas nas quais quais as forças de segurança podem entrar em qualquer casa delimitadas dentro daquele perímetro. Ela também afirmou que o Governo Federal vai destacar três advogados para auxiliar o interventor General Braga Netto durante a intervenção federal.

— Todos nós sabemos que num ambiente de comunidade não se tem precisão em torno daquele endereço ou sequer tem o endereço. Os mandados de busca e apreensão vem bem delimitados em torno daquela extensão que se dará a operação. Então, não enxergamos qualquer tipo de controvérsia — defendeu.

Em nota, a AGU afirmou que "a advogada-geral da União disse que não há controvérsia no uso de mandados, e rechaçou o uso do termo ´coletivo´. Ainda ressaltou que todas as ações serão realizadas em total respeito aos direitos constitucionais. Ela também lembrou que todos os mandados que vem sendo expedidos têm respeitado os princípios constitucionais".

O mandado de busca e apreensão é uma autorização dada pela Justiça para que a polícia vasculhe um determinado endereço ligado ao suspeitos — como, por exemplo, a casa dele. Esses documentos são, normalmente, expedidos determinando o nome do acusado e o local onde a polícia poderia entrar para buscar provas.

Há, no entanto, os mandados de busca e apreensão que apontam apenas áreas em que os agentes de segurança podem entrar em qualquer residência. Esses têm sido chamados de mandados de apreensão coletivos. Grace, no entanto, condena o uso do termo "coletivo".

— Há um equívoco muito claro em relação a expressão. Não se tem um mandado de busca e apreensão coletivo. Não se tem uma imprecisão em torno do ambiente em que dará detrerminada operação. Os mandados de busca e apreensão que têm sido de fato exarados, e com isso as operações tem sido viabilizadas, historicamente tem respeitado a Constituição da República e os direitos fundamentais — afirmou Grace.

Essa é uma posição que causa controvérsia na mundo jurídico. A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio (OAB-RJ) estuda meios legais para impedir que sejam aprovados e expedidos os mandados coletivos de busca e apreensão para as forças de segurança, na intervenção federal do Rio de Janeiro. Segundo a OAB-RJ, esses mandados representam “grave ameaça aos direitos e garantias dos cidadãos do Rio de Janeiro”.

Reunião com interventor

A ministra Grace Mendonça se reuniu nesta sexta-feira com o procurador-geral do Estado do Rio de Janeiro, Claudio Roberto Pieruccetti Marques, para definir as responsabilidades jurídicas da União e do Estado durante a intervenção federal. O encontro foi no Comando Militar do Leste com a presença do interventor do estado, o general Braga Neto.

No memorando, ficou definido que as duas instituições devem buscar, sempre que possível, atuar em conjunto. E que a cooperação jurídica ocorrerá sempre que necessária e envolverá, entre outros aspectos, o fornecimento dos subsídios técnicos e jurídicos úteis para o trabalho de assessoramento e representação.

O texto prevê que as duas instituições devem indicar representantes que ficarão responsáveis pela troca de informações no âmbito da cooperação. No caso da AGU, serão os três advogados da União já indicados para prestar assessoramento direto ao general Braga Netto durante a intervenção. Por fim, o documento ressalta que a cooperação não afeta as respectivas competências constitucionais e legais da AGU e da PGE-RJ e que eventuais dúvidas sobre tais competências deverão ser solucionadas em comum acordo entre as instituições.

 

PORTAL G1


Temer discute com aliados o nome de um civil para comandar Ministério da Defesa


Andréia Sadi Publicada Em 02/03 - 11h08

O presidente Michel Temer afirmou nos últimos dias a aliados que busca nome de um civil para comandar o Ministério da Defesa. Desde a saída de Raul Jungmann, Temer nomeou interinamente Joaquim Silva e Luna para a vaga.

A informação foi antecipada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O blog também apurou que Silva e Luna não permanecerá no posto.

Oficialmente, o governo nega que a decisão de indicar um civil tenha sido tomada por conta das reações à nomeação de um general para a Defesa. É a primeira vez que um militar ocupa o posto desde que o ministério foi criado.

A aliados, Temer afirmou que Luna sempre foi interino. Na avaliação do Planalto, a decisão de nomear um militar também esbarraria no fato de que o presidente teria de optar por alguém de uma das Três Forças Armadas – o que poderia desagradar as demais.

O presidente não tem restrição a um parlamentar para a vaga, mas ainda não achou o perfil ideal e busca o novo titular em conversas com assessores.

A intenção de Temer é fazer a troca junto com a reforma ministerial dos demais auxiliares que deixarão pastas na esplanada para disputar as eleições, preferencialmente ainda em março.

O prazo para se descompatibilizar é abril.

 

Bimotor arremete enquanto avião de Michel Temer taxiava no aeroporto de Sorocaba

Morador que estava em hangar para ver o presidente gravava um vídeo da aeronave presidencial quando bimotor se aproximou. FAB disse que não houve ocorrência anormal durante a operação no aeródromo da cidade.

Eduardo Ribeiro Jr Publicada Em 02/03 - 19h43

Um bimotor que se aproximava do aeroporto de Sorocaba (SP) arremeteu enquanto o avião de Michel Temer (MDB) estava taxiando na pista na manhã desta sexta-feira (2). O presidente, junto de uma comitiva, esteve na cidade para entregar ambulâncias do Samu para várias cidades do país.

Um morador que estava em um hangar para ver o presidente gravava um vídeo da aeronave presidencial na pista quando um bimotor se aproxima. No vídeo, é possível ver que o avião de pequeno porte passa por cima do aeroporto e algumas pessoas falam: "arremeteu".

Um piloto que utiliza o local, e pede para não se identificar, disse à equipe da TV TEM que como o aeroporto de Sorocaba não tem torre de controle, mesmo com uma grande movimentação de aviões, se o piloto do bimotor não tivesse visto o avião da presidência poderia ter ocorrido um acidente.

"Nós teríamos dois riscos: ou ele pousar e ter uma colisão sobre a pista, ou a manobra que ele fez de arremetida. Se nós tivéssemos uma torre, ela como órgão de controle de tráfego aéreo coordenaria essa separação entre as aeronaves pra gente ter segurança na operação. Se ele não visse e pousasse era iminente uma colisão no solo."

A assessoria de imprensa da Força Aérea Brasileira (FAB) disse que não houve risco. "A Força Aérea Brasileira informa que não houve nenhuma ocorrência anormal durante a operação da aeronave presidencial no aeródromo de Sorocaba. As operações foram coordenadas por meio da frequência de rádio do aeródromo. Ressaltamos que os procedimentos de pouso e decolagem foram realizados de acordo com as normas de segurança do tráfego aéreo."

O Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) disse que não tem registro de nenhuma ocorrência nesta sexta-feira no Aeroporto Bertram Luiz Leupolz.

Sobre a falta da torre de controle em Sorocaba, o Daesp informou que "a primeira etapa das obras foi entregue em junho de 2017 e realizada com investimentos de mais de R$ 13,8 milhões do Governo do Estado de São Paulo. Já a segunda etapa, na qual serão instalados os equipamentos de navegação, está em processo de licitação. A implantação será realizada em convênio com o Governo Federal, por meio da Secretaria da Aviação Civil (SAC). Os investimentos estão previstos em R$ 8,2 milhões".

 

Marun vê ´patriotismo´ em general ministro da Defesa e diz que ele contribuirá na ´guerra contra o banditismo´

General Luna e Silva é o primeiro militar a comandar Defesa. Ele foi nomeado em substituição a Raul Jungmann, transferido para o recém-criado Ministério da Segurança Pública.

Guilherme Mazui E Roniara Castilhos Publicada Em 02/03 - 17h18

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, divulgou vídeo nesta sexta-feira (2) no qual elogiou o “patriotismo” do general Joaquim Silva e Luna, que assumiu de forma interina o Ministério da Defesa.

Segundo Marun, o militar vai “contribuir” na “guerra ao banditismo”, que se tornou umas das prioridades do governo do presidente Michel Temer.

“O Brasil decidiu declarar guerra ao banditismo. Essa é hoje uma prioridade do nosso governo, e o general Luna, com a sua competência e o seu patriotismo, certamente tem muito a contribuir com isso”, disse Marun no vídeo.

General da reserva, Silva e Luna é o primeiro militar a comandar o Ministério da Defesa desde a criação da pasta, em 1999. Ele assumiu o posto de forma interina em razão da transferência de Raul Jungmann da Defesa para o recém-criado Ministério Extraordinário da Segurança Pública.

A nomeação de um general para comandar a Defesa agradou às Forças Armadas, mas também motivou críticas ao presidente Michel Temer, entre as quais do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Desde 1999, quando foi criado no governo FHC, o ministério era comandado por um civil. Segundo informou o blog de Andréia Sadi, Temer já busca um civil para ocupar o posto. Nesta sexta, Temer se encontrou com Fernando Henrique em São Paulo.

No vídeo, Marun, que responde pela articulação política do Palácio do Planalto, declarou que Temer e o governo “reafirmam” a “confiança” no trabalho do general e destacou a competência do militar.

“O presidente Temer e o governo brasileiro reafirmam de forma categórica, de forma peremptória, a sua certeza e a sua confiança na capacidade, no patriotismo, na competência e no brilhantismo do general Luna nesse momento especial em que ele exerce a função de ministro da Defesa”, afirmou.

Militares e segurança pública

Militares das Forças Armadas têm atuado em estados que passam por crises na segurança pública. Um dos casos é o Rio de Janeiro, onde participam de operações desde julho de 2017. O emprego das Forças Armadas é viabilizado por meio de decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Desde meados de fevereiro a segurança pública passou a ocupar espaço prioritário na agenda do governo federal. Na quinta (1º), Temer reuniu governadores para uma reunião, na qual ofereceu R$ 42 bilhões em financiamento, pelos próximos cinco anos, para investimentos em segurança nos estados.

Há duas semanas, Temer decretou intervenção federal na área de segurança no estado do Rio e escolheu como interventor o general do Exército Walter Souza Braga Netto. O militar responde pelas forças de seguranças estaduais, o que inclui polícias Civis e Militar, Corpo de Bombeiros e o sistema penitenciário fluminense.

Em pronunciamento após assinar o decreto de intervenção, Temer comparou o avanço do crime organizado no Rio a uma "metástase que se espalha pelo país". Ele afirmou que o governo dará "respostas duras" para encarar os criminosos.

"Tomo esta medida extrema porque as circunstâncias assim exigem. O governo dará respostas duras, firmes e adotará todas as providências necessárias para enfrentar e derrotar o crime organizado e as quadrilhas", disse Temer na ocasião.

 

Ministro Gilberto Kassab e prefeito assinam adesão de Ribeirão Preto a programa ´Internet para todos´

Representante da Ciência e Tecnologia e Duarte Nogueira (PSDB) formalizaram participação do município em projeto que leva sinal via satélite a áreas sem cobertura. Antenas serão instaladas a partir de maio.

Publicada 02/03/18 - 18h24

O ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, e o prefeito Duarte Nogueira (PSDB) assinaram nesta sexta-feira (2) a adesão de Ribeirão Preto (SP) ao programa "Internet para Todos", que visa ampliar a área de cobertura do sinal via satélite em todo o país e democratizar o acesso à banda larga, com a oferta do serviço a preços reduzidos.

Com isso, a cidade é uma das que vão instalar, a partir de maio, novas antenas para a captação dos sinais do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégias (SGDC), tecnologia do governo federal orçada em R$ 3 bilhões em funcionamento desde maio do ano passado.

A Prefeitura ainda deve fazer um levantamento das áreas que não contam com cobertura de internet que serão atendidas.

"Hoje já passam de 100 mil pontos identificados. Evidente que todos eles serão cobertos pelo programa. Com certeza, as prefeituras agora, com suas equipes, com mais capacidade, conhecendo melhor a cidade, vão nesse levantamento adicional identificar outros pontos", afirmou o ministro.

De acordo com o prefeito, 85% dos municípios da Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP) também demonstraram interesse em aderir ao programa. No interior de São Paulo, cidades como São Carlos já aderiram ao programa.

 

PORTAL AIRWAY


Embraer KC-390 está “97% desenvolvido”, afirma FAB

Certificação da aeronave para missões militares será concluída até o final de 2019

Publicada 02/03/18

O Embraer KC-390, nova aeronave multimissão de transporte militar do Brasil, já está “97% desenvolvida” e, neste primeiro semestre, concluíra a fase de testes de voo, apontou a Força Aérea Brasileira (FAB), em reportagem publicada na revista Aerovisão, editada pela própria FAB. Segundo a corporação, as duas primeiras unidades serão recebidas pela Ala 2, em Anápolis (GO), neste ano. Ao todo, o governo brasileiro encomendou 28 aeronaves, que serão entregues pela Embraer no decorrer dos próximos 12 anos.

Segundo a FAB, os dois protótipos do KC-390 construídos para a campanha de testes somam aproximadamente 1.500 horas de voo e mais de 40.000 horas de testes em laboratórios. Esse período de ensaios já garantiu a aeronave a “Capacidade Inicial de Operação” (IOC na sigla em inglês), certificação que assegura as condições mínimas para o início das operações do avião. O novo cargueiro da Embraer também obteve um certificado de tipo provisório da ANAC, atestando a adequação do projeto aos requisitos de homologação para aeronaves de transporte.

A conclusão do processo de certificação será realizado em duas etapas; uma delas estabelece a homologação do KC-390 no âmbito da aviação civil, que já foi conquistado na IOC. A certificação final da ANAC contempla itens básicos para operações militares, como características fundamentais para o voo, atestando segurança, qualidade de voo, possibilidade de reabastecimento em voo, transporte de cargas e lançamento. A outra etapa prevê a integração de todos os sistemas de uso militar, que será iniciada a partir da entrega dos primeiros KC-390 para a FAB este ano.

Em entrevista a revista da FAB, o Coronel Samir Mustafá, gerente do Programa na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), afirmou que os terceiro e quarto protótipos estão na linha de montagem e serão entregues à força aérea em junho deste ano.

“As duas unidades vão ser entregues com capacidade inicial, com condições de cumprir variadas missões, como transporte aerologístico, lançamento de fardos e paraquedistas, tanto pela rampa quanto pela porta, entre outras”, disse o Coronel Mustafá. O militar ainda relembrou que participar das suas etapas (ensaios e linha de montagem) garante também que a linha de produção da aeronave seja certificada – o KC-390 é finalizado na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (SP).

Ainda de acordo com o Coronel, os dois protótipos que serão recebidos pela FAB serão utilizados pela própria corporação para alcançar a certificação da aeronave em missões militares, que deve ser completada nos próximos dois anos. Estão previstas certificações complementares de reabastecimento em voo (REVO), operação de sistemas de guerra eletrônica e lançamento de cargas pesadas. Com essas etapas finalizadas, o KC-390 vai atingir a Capacidade Final de Operação (Final Operational Capability – FOC), atendendo às demandas de operadores civis e militares.

Mais testes

Para completar a certificação de operação, o KC-390 ainda precisa ser testado em todas as tarefas para as quais foi projetado. Uma dessas exigências é a capacidade de operar na Antártica, que reúne condições climáticas adversas e submete a aeronave a situações extremas. Segundo a FAB, testes em ambiente com gelo e neve serão realizados ainda nos primeiros meses deste ano. Em situações opostas, de forte calor, o jato já foi aprovado: o avião esteve nos Emirados Árabes e na Arábia Saudita em 2017, onde enfrentou temperaturas de até 49 graus Celsius.

Também é previsto para o final deste a ano a fase final de testes de reabastecimento aéreo, que serão realizados no Rio de Janeiro. Até o momento, o KC-390 executou somente “contatos secos” com caças F-5, sem completar a transferência de combustível em voo. O próximo passo é concluir o protocolo de testes e abastecer outras aeronaves – os próximos ensaios de reabastecimento aéreo serão realizados com o caça-bombardeiro A-1 e o helicóptero H-36 Caracal.

De acordo com a FAB, o KC-390 em missão de reabastecimento aéreo pode transportar até 23,2 toneladas de combustível, quase o limite de carga da aeronave, projetada para carregar até 26 toneladas. Além de abastecer aviões e helicópteros, o novo avião da Embraer também poderá ser reabastecido por aeronaves abastecedoras, como o KC-130 Hercules ou mesmo outro KC-390.

Mercado

O KC-390 foi desenvolvido pela Embraer a pedido da FAB para substituir a antiga frota de cargueiros turbo-hélice C-130 Hercules e ainda superar suas capacidades e desempenho. Além de atender as demandas do Brasil, o jato militar fabricado do Brasil tem potencial para receber aproximadamente 300 pedidos de forças militares do mundo todo no próximo ano, o que pode representar uma injeção de até US$ 20 bilhões na economia brasileira.

Como se trata de propriedade intelectual desenvolvida no Brasil, a cada jato vendido pela Embraer, o Governo Brasileiro vai ter um retorno financeiro que pode ser novamente enxertado na economia. A expectativa é de que R$ 2,34 bilhões de royalties sejam gerados e R$ 2,4 bilhões em impostos.

“Esperamos que essa aeronave tenha sucesso comercial digno do esforço que foi feito para desenvolvê-la. Em termos de produto, ela é uma aeronave que supera a expectativa de qualquer cliente. Isso foi constatado nas nossas viagens de demonstração da aeronave tanto em 2016 quanto em 2017, quando todos os potenciais clientes da aeronave se encantaram com suas capacidades e se surpreenderam positivamente”, acrescenta o Coronel Samir.

 Fonte: Força Aérea Brasileira

 

MINISTÉRIO DA DEFESA


Defesa condecora civis e militares com a Medalha Mérito Desportivo Militar


Alexandre Gonzaga Publicada Em 02/03 - 18h03

O Ministério da Defesa agraciou nesta sexta-feira (02), no Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais, na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro, 157 personalidades, entre civis e militares, com a Medalha Mérito Desportivo Militar. A Academia de Futebol Pérolas Negras, que possui instalações no Haiti e no Brasil, também foi homenageada com a medalha.

O ministro interino da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, presidiu a cerimônia e destacou o poder da transformação por meio do desporto: "A medalha Mérito Desportivo Militar é um símbolo que nos faz refletir sobre as nossas conquistas atléticas e também mostra como o desporto pode transformar vidas, elevando pessoas de condições humildes a verdadeiros exemplos, inspirando jovens de todo o nosso o País."

Silva e Luna também destacou o trabalho incansável dos profissionais das escolas militares. "É motivo de orgulho o trabalho, especialmente, na organização de tradicionais eventos tais como a NAVAMAER, a NAE, a MAREXAER, os Jogos da Amizade e as Olimpíadas das Escolas de Aprendizes Marinheiros, onde se revelam grandes atletas", acrescentou o ministro.

Envergando uniformes históricos, originários da Brigada Real da Marinha de Portugal, fuzileiros navais da Marinha do Brasil entraram no pátio do Comando carregando as bandejas com as medalhas. Em 1808, a Brigada Real da Marinha desembarcou no Rio de Janeiro acompanhando a família real portuguesa em sua transmigração para o Brasil. O Corpo de Fuzileiros preserva o uniforme como manifestação cultural.

Ainda em seu discurso, o ministro da Defesa ressaltou o Programa Forças no Esporte, que beneficia cerca de 24 mil crianças em situação de vulnerabilidade em todo o País, reinicia este mês suas atividades anuais esportivas, culturais e de reforço escolar.

O Programa de Atletas Militares de Alto Rendimento, cujo os integrantes alcançaram 13 das 19 medalhas conquistadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016, também foi lembrado por Silva e Luna. "Precisamos estar focados na preparação do Brasil para os 7º Jogos Mundiais Militares, que acontecerá na China, em 2019, e nos Jogos Olímpico de Tóquio, em 2020."

Ao final, o ministro Silva e Luna fez questão de cumprimentar e conversar com as crianças do Profesp, que participaram da solenidade.

Estiveram presentes no evento o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira; a deputada e presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Bruna Furlan; o chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Ilques Barbosa Júnior; o comandante-geral do Pessoal da Aeronáutica, brigadeiro Antônio Carlos Moretti Bermudez; o chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, general Mauro Cesar Lourena Cid; o comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Alexandre José Barreto de Mattos; secretários do Ministério da Defesa; oficiais generais da Marinha, Exército e Aeronáutica; oficiais generais membros do Almirantado, do Alto Comando do Exército, do Alto Comando da Aeronáutica; e familiares dos agraciados.

Medalha Mérito Desportivo Militar

Criada pelo Decreto nº 5.958, de novembro de 2006, a Medalha destina-se a agraciar os civis e militares brasileiros e estrangeiros, organizações militares e instituições civis nacionais e estrangeiras que tenham prestado relevantes serviços ao desporto militar do País ou apoiado o Ministério da Defesa no cumprimento de suas missões constitucionais.

 

PORTAL SPUTNIK BRASIL


Gripen E vs Su-57: mídia sueca analisa qual é melhor

"O Gripen E sueco contra o `superavião´ russo" é o título do artigo publicado no diário Aftonbladet dedicado à comparação das capacidades bélicas das aeronaves de combate mais modernas de Suécia e Rússia.

Publicada Em 02/03/18 - 12h49

Os artigos comparativos são muito populares entre os amadores da aeronáutica e temas militares, mas talvez seja pela primeira vez que o Su-57 russo é comparado com a última versão do Gripen, o Gripen E, da empresa SAAB.

O diário apresenta a informação-chave sobre o caça de quinta geração russo: o uso da tecnologia "stealth", o avançado radar de varredura eletrônica ativa (AESA na sigla em inglês) e os mísseis de longo alcance. Assim, ele considera que a aeronave é capaz de "desafiar o caça-interceptor mais avançado dos EUA, o F-22 Raptor".

"A meu ver, [o Su-57] é o melhor caça em produção hoje em dia e, provavelmente, tomando em conta a qualidade, é o segundo depois do F-22 em geral", comentou ao Aftonbladet o especialista do Instituto Sueco de Defesa (FOI na sigla em sueco) Anders Blom.

Blom adicionou que o Su-57 é um caça da quinta geração desenhado para reduzir a sua visibilidade perante os radares. Talvez neste âmbito não seja tão bom como o F-22, mas de "todos os modos é fantástico". Mas nos outros aspetos não cede nada ao Raptor, opina ele.

`Cartas na manga´ do Su-57 e Gripen E

Além da visibilidade reduzida, o caça russo se destaca pelos mísseis interceptores K-77M, cujo alcance supera o do seu análogo norte-americano, o AIM-120D.

O foco russo na supermanobrabilidade dos seus caças por meio do uso de motores vectoriais lhes oferece uma vantagem "provavelmente insuperável" em combate aéreo próximo, sublinha o diário.

"O Gripen E tem uma fantástica manobrabilidade e capacidade de viragem, mas desde o ponto de vista aerodinâmico o Su-57 seria o melhor avião do mundo", indicou o especialista sueco.

Mas o avião sueco também tem com que competir. Por exemplo, o míssil-interceptor Meteor tem alcance de 100 quilômetros e está equipado com um potente motor supersônico (scramjet em inglês) e um sofisticado sistema de guiamento.

O Gripen E terá também um moderno radar AESA e um sistema de detecção ótica IRST, mas "não está claro se será suficiente para detectar um Su-57".

É muito provável que o Su-57 "stealth" seja muito melhor que o Gripen E, reconhece a mídia, mas isso pode ser compensado se o custo dos avançados aviões russos não permita à Rússia comprá-los em grandes quantidades uma vez que sejam finalizados os testes.

Para concluir, a mídia sueca decidiu mesmo comparar os Gripen E com os pilares da Força Aérea russa — os Su-30SM, Su-35S e Su-34, e prevê "um resultado muito diferente" em uma competição hipotética com estas aeronaves, algo que até os especialistas norte-americanas não costumam presumir.

Detalhes alarmantes

A edição justifica a publicação deste tipo de artigo com o suposto "agravamento da luta pelo domínio sobre o mar Báltico". Assim, indiretamente faz parte das tentativas de fomentar uma atmosfera tensa em Estocolmo na hora de analisar as relações com a Rússia.

Os altos funcionários russos lamentam a hostilidade de Estocolmo em relação a Moscou e a intenção de "arrastar" o país escandinavo para a OTAN.

No âmbito da modernização da frota da Força Aérea Brasileira, em outubro de 2014 a companhia sueca Saab anunciou a conclusão do contrato com o governo brasileiro para a venda de 36 aviões Gripen NG. O contrato envolve, além dos próprios caças, o treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia, apoio logístico e a transferência de tecnologia para indústrias brasileiras.