NOTIMP - NOTICIÁRIO DA IMPRENSA

Capa Notimp Acompanhe aqui o Noticiário relativo ao Comando da Aeronáutica veiculado nos principais órgãos de comunicação do Brasil e até do mundo. O NOTIMP apresenta matérias de interesse do Comando da Aeronáutica, extraídas diretamente dos principais jornais e revistas publicados no país.


PORTAL UOL


Israelenses deixaram mapas para ajudar bombeiros a achar mais corpos em MG


Luis Kawaguti Do Uol, No Rio | Publicada em 03/02/2019 04:00

A equipe de resgate israelense que trabalhou na busca por vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho (MG) produziu e entregou a autoridades brasileiras dezenas de páginas de mapas com indicações que podem ajudar no resgate de corpos na região atingida pela lama.

Os israelenses apontaram os locais onde acreditam que há maior probabilidade de que corpos sejam encontrados, segundo afirmou ao UOL um participante do esforço de resgate que atua em função de coordenação de apoio e pediu para não ter o nome revelado.

Os mapas foram produzidos com base em cálculos de deslocamento da lama, que foram cruzados com dados obtidos por meio de drones e equipamentos que rastreiam prováveis corpos por sonar, por calor e pelos últimos sinais emitidos por equipamentos eletrônicos das vítimas.

Os documentos trazem estimativas de onde podem estar os corpos de parte das pessoas desaparecidas - principalmente as que se encontravam em um escritório e em um refeitório da mineradora Vale, em ônibus que se deslocavam pela região e em uma pousada atingida pela lama.

Equipe de resgate israelense busca por vítimas de desastre de Brumadinho Imagem: Divulgação

"Ciúmes" entre equipes de Israel e Brasil?

Os 136 militares da Unidade Nacional de Resgate das Forças de Defesa de Israel chegaram a Minas Gerais no domingo (27), enviados pelo premiê israelense Benjamin Netanyahu. O rompimento da barragem de rejeitos de mineração ocorreu no dia 25 de janeiro. As relações diplomáticas entre Brasil e Israel têm se intensificado desde a eleição de Jair Bolsonaro.

Eles participaram das buscas até quinta-feira (31) e auxiliaram no resgate de 35 corpos de vítimas. Acomodações e a logística necessária ao trabalho deles foram fornecidas pelo Exército brasileiro. Mais de 100 corpos foram encontrados na região do desastre, porém mais de 200 permanecem desaparecidos. 

O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Eduardo Ângelo, chegou a afirmar no início da semana que os equipamentos levados pelos israelenses ao local seriam ineficientes. O embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, disse na ocasião que haveria pessoas com "ciúmes" da eficiência dos israelenses e que o país tem todos os equipamentos necessários para salvar vidas.

No entanto, dois militares que atuaram na área do desastre disseram ao UOL que os israelenses trabalharam de forma integrada e harmônica com militares e bombeiros de Minas Gerais -- apesar da polêmica sobre os equipamentos. Segundo eles, não houve "ciúmes" ou qualquer tipo de desentendimento entre as equipes, pois os israelenses deixaram para os brasileiros todo o levantamento de inteligência que realizaram. Os dois militares preferiam não se identificar por questões hierárquicas.

A embaixada de Israel no Brasil afirmou por meio de nota que autoridades de seu país e do Brasil decidiram em conjunto que os israelenses encerrariam sua participação na quinta-feira (31).

Por que as Forças Armadas do Brasil não foram usadas em massa no resgate?

Após a tragédia em Brumadinho, o presidente Jair Bolsonaro colocou cerca de 1.000 militares das Forças Armadas de prontidão para atuar junto com bombeiros e policiais do estado, mas o governo de Romeu Zema (Novo) não requisitou o apoio.

O Exército e a Aeronáutica aturam em contingentes limitados que deram apoio aos israelenses, ajudaram na logística e forneceram helicópteros.

Na quinta-feira, o comandante militar do leste, general-de-exército Walter Souza Braga Netto, visitou o local do desastre e voltou a afirmar que 950 militares continuavam de prontidão. Depois de fazer um reconhecimento da área, ao lado do governador Zema, Braga Netto disse que apesar dos militares estarem disponíveis, eles ainda não foram acionados.

"O terreno é uma área de operações muito restrita. Então, com um excesso de pessoas naquela área, você em vez de ajudar iria tumultuar ainda mais o local de trabalho. É um trabalho muito especializado, as Forças Armadas já estão apoiando naquilo que é necessário e no que está sendo demandado", disse.

O UOL apurou que o Exército até poderia enviar homens para fazer a segurança no terreno e evitar saques, mas o efetivo de cerca de 400 policiais militares de Minas Gerais está conseguindo realizar a tarefa sem dificuldade.

Outro fator que explica o motivo de contingentes numerosos de tropas não serem usados é a natureza do resgate. As equipes devem se concentrar em procurar corpos em áreas como as apontadas pelos mapas israelenses - onde se acredita haver maior possibilidade de encontro de vítimas. E o número de pessoas que podem atuar nessas áreas é limitado.

Por outro lado, não há planos para revirar toda a área atingida pela lama em busca de vítimas. "Não é possível cavar toda a área, mesmo com efetivos muito maiores, seria como procurar uma agulha num palheiro. Até o momento a ideia é continuar procurando nesses locais onde havia maior concentração de pessoas na hora do acidente", disse o integrante do esforço de resgate ao UOL.

Autoridades estaduais afirmaram que não há risco de contaminação para os membros de equipes de resgate que atuam na região da tragédia. O Exército estuda porém um cenário menos provável - porém possível -, no qual tenha que fornecer roupas especiais e equipes de descontaminação para atuar no local, caso o processo de putrefação de matéria orgânica venha a oferecer risco para as equipes de trabalho.

Reabertura dos trabalhos legislativos ocorre nesta segunda-feira


Da Redação/opera Mundi | Publicada em 02/02/2019 20:07 | Atualizado em 02/02/2019 20:47

A reabertura dos trabalhos legislativos está marcada para esta segunda-feira (4), às 15h. Câmara e Senado se reunirão para uma sessão solene, como forma de marcar a abertura da primeira Sessão Legislativa da 56ª Legislatura. A sessão especial será realizada no Plenário da Câmara dos Deputados.

A Constituição Federal estabelece que o Congresso deve se reunir, anualmente, na capital federal, a partir do dia 2 de fevereiro, para inaugurar a sessão legislativa. Como em 2019 a data cai em um sábado, a sessão de abertura ocorrerá no dia útil seguinte. A presença do presidente da República no evento não é obrigatória. Por razões médicas, o presidente Jair Bolsonaro não deverá comparecer.

Normalmente, o Palácio do Planalto envia uma mensagem por meio do chefe da Casa Civil, cargo ocupado atualmente pelo ministro Onyx Lorenzoni. A mensagem do Executivo irá trazer um panorama das metas e das perspectivas para o primeiro ano de governo e é considerada uma sinalização de boa convivência com o Congresso Nacional. A sessão deve contar também com a presença do vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

Depois de lida a mensagem presidencial, será a vez do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, fazer sua apresentação para 2019. Em seguida, deve falar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A sessão solene será encerrada com o discurso do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que também preside as sessões do Congresso. A eleição para o comando da Câmara ocorreu na sexta-feira (1º) e para o do Senado ocorreu neste sábado (2).

Solenidade e segurança

De acordo com o coordenador-geral de Relações Públicas do Senado, Cefas Gonçalves Siqueira, haverá quase 150 servidores envolvidos com o evento, apenas na parte cerimonial. Esse número inclui servidores do Senado e da Câmara dos Deputados, além de pessoas contratadas especificamente para a ocasião.

A segurança também vai receber atenção especial. Além da Polícia Legislativa, haverá o apoio de policiais militares e das Forças Armadas. As áreas mais próximas da parte externa do Congresso Nacional, inclusive as da Chapelaria, serão isoladas, sendo proibido estacionar nesses locais.

A abertura do ano legislativo também conta com um cerimonial que vem desde os tempos da inauguração da República. Cefas Siqueira informa que haverá passagem da tropa em revista, com a presença dos Dragões da Independência na rampa do Congresso, uma salva de 21 tiros de canhão, além da recepção de autoridades e a execução do Hino Nacional. Duas bandas militares estarão responsáveis pela execução do hino: uma na parte externa e outra dentro do Plenário.

PORTAL G1


Aeronáutica de Fernando de Noronha tem mudança de comando

Capitão Márcio Vieira foi substituído pelo capitão Erlem Ferreira Vieira. Aeronáutica deve transferir área para o governo estadual para construção de moradias, segundo brigadeiro

Ana Clara Marinho | Publicada em 02/02/2019 13:09

O Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Fernando de Noronha tem novo comandante. O capitão Márcio Vieira passou o cargo para o também capitão Erlem Ferreira Vieira, durante cerimônia realizada na sexta-feira (1º) na sede da Aeronáutica na ilha.

Participaram da solenidade militares, conselheiros distritais, representantes do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio); o administrador da ilha, Guilherme Rocha; e o comandante do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo, brigadeiro Walcyr Josué de Castilho Araújo.

Durante o evento, os ritos militares foram seguidos, com execução dos hinos e juramento. O ex-comandante de Noronha falou das ações de sustentabilidade ambiental desenvolvidas na ilha se emocionou na despedida.

“Quero ser lembrado como a pessoa que passou pela ilha e fez o dever. Está difícil deixar Fernando de Noronha, a ilha está no meu coração, vou voltar sempre”, afirmou o capitão Márcio Vieira.

O novo comandante da Aeronáutica na ilha quer garantir a segurança, já que o número de voos tem aumentado em Noronha. “Com o crescimento da chegada de aeronaves e o desenvolvimento econômico da ilha, nós queremos realizar cada vez mais os melhores serviços de segurança para manter essa infraestrutura”, disse o capitão Erlem Ferreira.

Recursos

O brigadeiro Walcyr Josué de Castilho Araújo garantiu investimentos na ilha. “Nós vamos fazer investimentos nas instalações e vamos automatizar alguns serviços, já fazemos o controle do tráfego aéreo, que funciona remotamente com segurança, e agora o investimento será na área de meteorologia. Nós temos restrições de recursos para Noronha”, contou.

Terrenos para a comunidade

O brigadeiro reuniu-se com Guilherme Rocha para discutir a cessão de terreno para construção de casas para os moradores da ilha, um dos pleitos da comunidade local.

“Deverá sair em breve um acordo, assinado pelo governo federal e pelo governo do estado, para viabilizar algumas áreas. Em contrapartida, devem ser feitas algumas obras no valor desses terrenos. A negociação está bem avançada”, disse Walcyr Araújo.

Após desistência de Renan e duas votações, Davi Alcolumbre é eleito presidente do Senado em 1º turno

Senador do Amapá recebeu 42 votos, um a mais que o mínimo necessário para vencer no 1º turno. Com o resultado, DEM passa a deter o comando de Senado e Câmara.

Gustavo Garcia, Guilherme Mazui E João Claudio Net | Publicada em 02/02/2019 19:06

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), 41 anos, se elegeu presidente do Senado neste sábado (2) ao obter 42 votos, um a mais que os 41 necessários para um candidato ganhar no primeiro turno. Dos 81 senadores, votaram 77.

É a segunda vez que o MDB perde uma eleição para a presidência do Senado desde o fim da ditadura. Renan Calheiros (MDB-AL) buscava se tornar presidente da Casa pela quinta vez. Mas abandonou a candidatura durante a eleição por entender o processo "deslegitimado".

Com a vitória de Alcolumbre, o DEM passa a comandar o Senado Federal e a Câmara dos Deputados – nesta sexta-feira (1º), Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito presidente da Câmara, também em primeiro turno.

O resultado da eleição no Senado foi o seguinte:

Davi Alcolumbre (DEM-AP) - 42 votos

Esperidião Amin (PP-SC) - 13 votos

Angelo Coronel (PSD-BA) - 8 votos

Reguffe (sem partido-DF) - 6 votos

Renan Calheiros (MDB-AL) - 5 votos

Fernando Collor (Pros-AL) - 3 votos

Logo após o anúncio da vitória, Davi Alcolumbre assumiu a cadeira de presidente. Ele cumprimentou todos os concorrentes, inclusive Renan Calheiros. Disse que dará ao rival o mesmo tratamento conferido aos demais colegas.

"Quero dizer ao senador Renan Calheiros que terá dessa presidência o mesmo tratamento que todos os partidos devem ter", afirmou.

O novo presidente do Senado destacou a importância de "reunificar" a Casa e afirmou que não conduzirá os trabalhos com “revanchismo”. Segundo ele, a condição de adversários é "passageira", enquanto as instituições são permanentes.

"Deixo claro também que não conduzirei um Senado de revanchismo. Os meus adversários terão, todos eles, de minha parte, pujante disposição para o diálogo e cooperação", declarou.

Alcolumbre declarou que, a depender da condução dele, a sessão na qual se elegeu presidente terá sido a "derradeira sessão do segredismo, do conforto enganoso do voto secreto".

O parlamentar afirmou que na Casa não haverá senadores de alto ou de baixo clero. “Todos serão tratados com a mais absoluta deferência e respeito”, garantiu.

Alcolumbre pediu "desculpas pelos ultrajes que apequenaram o Senado" e disse que terá "grande espírito público" na função de presidente.

"Espero deixar esta Casa com o país retomando os trilhos, enfrentando as reformas complexas com a urgência que nosso país reclama", declarou.

Em entrevista à GloboNews, Alcolumbre disse que a agenda econômica será prioridade no Senado e defendeu a reforma da Previdência.

Indagado sobre a suspeita de fraude na eleição à presidência do Senado, ele afirmou que vai determinar a apuração sobre o que aconteceu.

Ele atribuiu a vitória à renovação política resultante das eleições de outubro. "A mudança que vem das urnas aconteceu hoje no plenário do Senado Federal", disse.

Perguntado sobre o compromisso dele com medidas de combate à corrupção, o novo presidente do Senado disse que "a Mesa Diretora e os líderes vão definir a pauta, não será uma decisão exclusiva do presidente".

E acrescentou: "Eu tenho que tratar todos os projetos que forem encaminhados para o Senado com a celeridade e a urgência que eles merecem. Como eu me propus a ser um presidente que vai dividir o poder, eu quero dar essa resposta para você a partir do momento em que os partidos indicarem todos os líderes, e os líderes definirem a pauta".

A sessão se iniciou na tarde de sexta-feira, mas foi suspensa à noite após um tumulto motivado pelo debate sobre voto aberto ou fechado e pela contestação à presença de Alcolumbre – que era um dos candidatos – na condução dos trabalhos. Ele assumiu a presidência porque, embora suplente, foi o único dos integrantes da Mesa Diretora da legislatura anterior que se reelegeu.

Enquanto presidiu a sessão, Alcolumbre colocou em votação uma questão de ordem sobre voto aberto para a eleição, aprovada por 50 votos a 2 e uma abstenção – 28 senadores não votaram.

Aliados do senador Renan Calheiros (MDB-AL) – também candidato – se insurgiram contra a decisão, sob o argumento de que a votação violava o regimento do Senado, que prevê voto secreto.

Por proposta do senador Cid Gomes (PDT-CE), aprovada por votação simbólica, a sessão foi suspensa pouco depois das 22h e remarcada para a manhã deste sábado. Alcolumbre concordou em deixar a presidência da sessão desde que o resultado da votação sobre o voto aberto fosse respeitado.

Mas, na madrugada, os partidos Solidariedade e MDB ingressaram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a votação conduzida por Alcolumbre e impedir que candidatos a presidente do Senado comandassem a sessão.

Às 3h45, o ministro Dias Toffoli, presidente do tribunal, declarou nulo o processo de votação da noite de sexta-feira, determinou votação secreta e mandou comunicar a decisão ao senador José Maranhão (MDB-PB), que, conforme "anunciado publicamente", iria comandar a sessão por ser o mais idoso. A decisão foi tomada por Toffoli porque o tipo de ação apresentada é de competência do presidente do Supremo.

"Estou convencido da nulidade do resultado da questão de ordem, que operou verdadeira metamorfose casuística à norma do art. 60 do RISF [Regimento Interno do Senado Federal], pois, ainda que tenha ocorrido por maioria, a superação da norma em questão, por acordo, demanda deliberação nominal da unanimidade do Plenário, o que não ocorreu naquela reunião meramente preparatória", escreveu o ministro na decisão.

Ele também apontou na decisão "conflito de interesses" se um candidato conduzir o processo de votação.

"A conclusão lógica a que se chega é de que, por imperativo constitucional e regimental, candidato declarado à Presidência do Senado, como na espécie, não pode presidir reunião preparatória, já que interesses particulares não devem se sobrepor às finalidades republicanas das reuniões preparatórias. Há inegavelmente verdadeiro conflito de interesses", afirmou.

Embora a votação tenha sido secreta, muitos senadores favoráveis ao voto aberto criticaram no plenário a decisão do presidente do STF e declararam o voto no microfone ou exibiram a cédula de papel antes de introduzi-la na urna.

Antes de se iniciar o processo de votação, nove candidatos discursaram no plenário. Nessa etapa, três senadores – Alvaro Dias (Pode-PR), Major Olímpio (PSL-SP) e Simone Tebet (MDB-MS), que havia se lançado de forma avulsa – renunciaram às candidaturas e manifestaram apoio a Alcolumbre.

Com isso, mantiveram-se na disputa, além de Renan Calheiros e Alcolumbre, os senadores Fernando Collor (Pros-AL), Reguffe (sem partido-DF), Angelo Coronel (PSD-BA) e Esperidião Amin (PP-SC).

Concluída a votação, iniciou-se a etapa de apuração dos votos. Mas identificou-se que a urna continha 82 votos – os senadores são 81. Havia 80 envelopes com uma cédula cada um e duas cédulas sem envelopes. Imagens feitas pela TV Globo revelaram que os votos destas duas cédulas sem envelopes haviam sido dados para Renan Calheiros.

Decidiu-se, então, anular a primeira votação e se iniciar um segundo processo. Enquanto a votação transcorria pela segunda vez, Renan Calheiros foi ao microfone e anunciou que retirava a candidatura. Isso provocou nova interrupção e outro debate sobre a continuidade ou não daquele segundo processo de votação. A decisão foi por prosseguir.

GAZETA DO POVO


A privatização dos aeroportos fortalece a aviação brasileira

Com o crescimento do transporte aéreo, a entrada da iniciativa privada no setor é fundamental para a expansão do serviço

Shailon Ian | Publicada em 03/02/2019

A aviação comercial brasileira se prepara para novos voos com a privatização dos aeroportos. Desde 2008, o modal vem passando por profundas transformações. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o setor do transporte aéreo respondia por 43,9% das viagens interestaduais contra 56,1% do rodoviário. Em 2017, as viagens pela aviação comercial já respondiam por 67,5% de participação nesse mercado contra 32,5% do transporte rodoviário.

A tendência é de crescimento dessa indústria, que alcançou aproximadamente 115 milhões de passageiros em 2018. Esse novo panorama coloca o Brasil como o terceiro maior mercado de transporte aéreo do mundo, superado apenas pelos EUA (cerca de 1 bilhão de passageiros/ano) e a China (quase 550 milhões/ano). Os norte-americanos lideram essa indústria, que passou por profundas mudanças no final da década de 1970. Nesse período, foram estabelecidas as regulamentações que hoje chegam ao mercado brasileiro. A elevada renda da população e a menor opção de modais de transporte terrestre também contribuíram para alavancar a aviação comercial nos Estados Unidos.

O crescimento da aviação comercial regular vai impactar em outros setores, além de estimular a criação de novos serviços

O Brasil deve seguir a tendência mundial de crescimento, com projeções na casa de 5% de alta nas próximas décadas. Para sustentar esse crescimento alguns avanços são importantes, um deles é a desregulamentação em curso para o setor, derrubando barreiras que inibem a competição no território nacional. Algumas questões jurídicas precisam ser revistas para reduzir a insegurança, comprometendo a chegada de investidores.

Outro importante avanço começa a ser percebido pelo consumidor. As companhias aéreas low cost começam a chegar e mostram a possibilidade de oferecer passagens muito mais baratas diante da cobrança de cada item do preço do serviço. A composição e carga tributária no custo dos combustíveis é outro fator que traz impactos diretos no preço das passagens aéreas. O combustível representa mais de 20% dos custos operacionais diretos de um voo.

As privatizações da infraestrutura aeroportuária são essenciais para novos avanços. A entrada da iniciativa privada nesse setor é fundamental para a expansão desse serviço e alivia o governo federal da obrigação de investir nesse setor, liberando recursos preciosos na atual conjuntura. A privatização dos aeroportos é um caminho para oferecer um mercado aéreo saudável e com infraestrutura dotada de modernas tecnologias já presentes em diversos aeroportos internacionais. Além de ampliar a segurança de voos, esses instrumentos são fundamentais para aumentar a capacidade de pousos e decolagens em qualquer situação climática enfrentada pelo aeródromo.

O crescimento da aviação comercial regular vai impactar em outros setores, além de estimular a criação de novos serviços. O mercado regional deverá ser o próximo passo dessa indústria, como já ocorre hoje nos EUA, onde as companhias maiores respondem pelas viagens de longos percursos e as empresas regionais são parceiras na conexão de passageiros entre diversas localidades. Para se ter uma ideia dessas possibilidades, o território brasileiro conta com aproximadamente 2.500 aeródromos registrados pela Anac, mas quase 100% dos embarques e desembarques internacionais, nacionais e regionais ocorrem em apenas 65 aeroportos.

O crescimento dessa indústria deve trazer ainda outras boas oportunidades de negócios, a criação de milhares de novos empregos, aumento da arrecadação e a ampliação da malha aeroportuária. Com certeza, o brasileiro vai contar com muito mais opções de voos e serviços de melhor qualidade.

Shailon Ian é engenheiro aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), presidente da Vinci Aeronáutica e ex-tenente da Força Aérea Brasileira (FAB).

 

OUTRAS MÍDIAS


CAVOK - Lançada a segunda edição, ampliada e revisada, do livro “Northrop F-5 no Brasil”


Fernando Valduga | Publicada em 02/02/2019

Foi lançado recentemente a segunda edição, ampliada e revisada, do excelente livro “Northrop F-5 no Brasil”, baseada no livro lançado em janeiro de 2012, dos autores e amigos Leandro Casella e Rudnei Dias da Cunha.

O livro tem por objetivo resgatar a história do F-5 na Força Aérea Brasileira desde sua aquisição, em 1973, até os dias atuais, enfatizando dentre outros o projeto de modernização designado como F-5M e sua atual situação operacional. O F-5 é uma aeronave ímpar na FAB, tendo se tornado o caça mais longevo e mais importante de toda a história da Força Aérea Brasileira.

Dividido propositalmente em 5 capítulos (de F-5), a estrutura do mesmo começa com a história do F-5 no mundo, passando pelos três lotes distintos da aeronave adquiridos em 1973, 1988 e 2007 (capítulos 2, 3 e 4) e termina com o capítulo dedicado ao F-5 Modernizado.

Esta segunda edição tem mais 44 páginas (acréscimo de 25%) em relação a edição original, a fim de atualizar a história do emprego dessa aeronave nos últimos cinco anos, inclusive, trazendo a reequipagem do 1° GDA, a quarta unidade de F-5M, sediada em Anápolis.

Além de atualizar a trajetória da aeronave no Brasil, o que inclui novos perfis, fotos, dados sobre a frota, também trouxemos uma série de atualizações e uma ampla revisão de cada capítulo, corrigindo e expandindo os dados presentes na 1ª edição. É um livro que além de contar a biografia de uma das mais famosas aeronaves do mundo, ele também serve de base para pesquisa referência para o plastimodelismo, pois traz detalhes de frota, modelos, padrões de camuflagem, cores e marcas de todas as variantes de F-5 dos quatro lotes usados pelos esquadrões da FAB.

Para adquirir o livro, acesse a nossa loja CavokStore. Os livros são numerados e limitados. E o preço é especial de lançamento.

Dados técnicos:

Edição: C4I Livros
Paginação: Miolo: 220 páginas (115 g) + 04 Capas (300 g)
Distribuição do Conteúdo: 5 capítulos, 600 imagens, tabelas e mais 120 desenhos/perfis.
Livro bilíngue: POR/ING