DIA DOS PAIS

Conheça histórias de pais e filhos na Força Aérea Brasileira

Em homenagem ao Dia dos Pais, a FAB reúne histórias de militares que transmitiram o amor à farda a outras gerações
Publicado: 11/08/2019 07:50
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Fonte: Ten Inforzatto e Ten Jonathan
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Jonathan Jayme - Revisão: Tenente-Coronel Santana

No início da década de 1990, quando ingressou na Força Aérea Brasileira (FAB), o Suboficial Arthur Araújo de Souza certamente não imaginava que um dia serviria na mesma Organização Militar com um de seus filhos. Formou-se Sargento Músico na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) e foi designado para servir na Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP). Em 1994, passou a ter contato com as atividades de formação dos jovens cadetes e, desde então, começou a se dedicar à instrução militar. Realizou cursos como Busca e Salvamento e Montanha, além de possuir qualificação como Paraquedista.

“Quando eu estava envolvido com a Instrução de Salto de Emergência no ano de 1999, tive uma grata surpresa: o nascimento do meu primogênito, hoje Cadete Aviador João Victor Fonseca de Souza”, comenta o Suboficial Arthur. Com o exemplo dentro de casa, logo a paixão pela carreira militar tomou conta do jovem. “Gostava de ir trabalhar junto com meu pai. Nos meus cadernos sempre havia o desenho de helicópteros e paraquedas”, relembra o Cadete Fonseca, que, depois de uma intensa rotina de estudos e dedicação, ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), localizada em Barbacena (MG), em 2015.

Desde seu primeiro ano na Nascente do Poder Aéreo, como é conhecida a EPCAR, o contato entre pai e filho extrapolou os limites do lar. Frequentemente, o Suboficial Arthur era designado para missões fora da AFA e, desse modo, pôde lidar com seu filho nas atividades de campanha na EPCAR, por exemplo.

Após o filho se tornar cadete aviador na AFA, a dinâmica não foi diferente. Um dos pontos altos para eles foi o salto de emergência do Cadete Fonseca, no ano passado. Além da participação na preparação física, o Suboficial Arthur ainda acompanhou de perto a aterragem do seu filho, depois do salto da aeronave C-105 Amazonas.

Entretanto, esse ambiente de trabalho compartilhado também gera uma responsabilidade mútua. “Ele acaba sempre sendo lembrado como meu filho. Na realidade, isso exige dele um preparo constante”, afirma o Suboficial Arthur. Já o Cadete Fonseca percebe a carga extra que recebe. “É uma grande responsabilidade para mim e, também, um conforto saber que meu pai está próximo”, conclui o jovem cadete.

Inspiração

O Cabo Henrique Fabiano Alves Tavares, da Ala 6, em Porto Velho (RO), conta que ingressou na FAB como Soldado Especializado em julho de 1995. "Fiquei sabendo por um colega que trabalhava com minha mãe. Na época, eu era cobrador de ônibus. Quando apareceu a oportunidade, não pensei duas vezes. Fiz a prova, passei e realizei o curso em Manaus [AM]”, relata. E, assim, o Cabo foi o primeiro da família a seguir a carreira militar. Apaixonou-se pelo ofício e passou o amor pela farda para o filho, o Soldado Fábio Henrique de Menezes Tavares, que também serve na capital de Rondônia, no Quinto Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle. Este ingressou na Força Aérea em 2015 e, segundo o pai, foi uma alegria para toda família ver duas gerações nas fileiras da FAB.

O Soldado conta que, desde pequeno, teve o sonho de ingressar na carreira. “Sempre via meu pai fardado e ficava admirando. Quando criança, ele me levava ao quartel e a admiração e vontade só aumentavam. Hoje, tenho orgulho de dizer que sou Soldado da Força Aérea e que sirvo ao lado do meu pai”, declara o militar.

Exemplo

O Sargento Marcos Luis Poleto, ainda jovem na cidade de Chapecó (SC), sonhava em servir à Força Aérea Brasileira. Conseguiu ingressar como Soldado em 1995 e, em 2002, entrou na EEAR. A vocação do pai foi determinante para que o filho, o Soldado Guilherme Müller Poleto, também buscasse a carreira militar 20 anos depois, em Brasília (DF). “Ele sempre viu o pai com enorme amor à farda. Foi motivado pelas histórias de missões que eu contava no retorno para casa”, fala o Sargento.

“Olhava meu pai fardado e ouvia os relatos da rotina da caserna. Recebi os valores que ele aprendeu na FAB e acredito que isso tenha me ajudado muito na vida militar”, completa o Soldado Poleto, que adotou o mesmo nome de guerra do pai.

Valores

Também foram os valores adquiridos na carreira de mais de 30 anos do Suboficial Francisco Robério Azevedo da Silva que inspiraram o filho, Soldado Marcus Yuri Bernardino de Azevedo. O pai lembra que, a todo momento, apresentava ao jovem os princípios que norteiam os militares. “Passei, dentro de casa, tudo sobre comprometimento, dignidade, atitude, responsabilidade e disciplina”, declara o Suboficial, que serve na Ala 6, em Porto Velho.

O Soldado Bernardino diz que tem muito orgulho de trabalhar ao lado pai. “Desde criança, acompanhei a vida de um militar da FAB e foi isso que sempre me motivou a seguir esse caminho e a honrar essa farda”, conclui.

Fotos: Soldado Messias / AFA; Arquivo pessoal