INFRAESTRUTURA

FAB e Governo do Pará fecham acordo para utilização do Porto Fluvial Brucutu

Medida facilita escoamento de cargas entre a capital paraense e a região afetada pela queda da ponte sobre o Rio Moju
Publicado: 06/05/2019 17:18
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Fonte: Ala 9, por Tenente Brenda
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Jonathan Jayme - Revisão: Capitão Landenberger

A partir desta semana, o Porto Fluvial Brucutu, situado em Belém (PA) e pertencente à Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA) da Força Aérea Brasileira (FAB), começou a funcionar como mais uma alternativa para o embarque e desembarque de caminhões com destino ao Porto Arapari, em Barcarena (PA).

A medida, fruto de parceria entre a FAB e a Secretaria de Estado de Transportes (Setran), visa facilitar o escoamento de cargas entre a capital paraense e a região afetada pela interdição da Alça Viária após a queda da ponte sobre o Rio Moju, no dia 6 de abril.

O acordo, autorizado pelo Presidente da COMARA, Major-Brigadeiro do Ar Sérgio de Matos Mello, prevê a cessão da infraestrutura do porto pela FAB para a Setran, representando o Governo do Estado. Por outro lado, o órgão paraense providencia os demais recursos para a operação, incluindo as balsas para a travessia até o Porto Arapari.

Pelas regras, o Porto Brucutu fica aberto todos os dias, durante 24 horas, incluindo finais de semana e feriados, e atende somente caminhões de grande porte. A estimativa é que o apoio se estenda por um período estimado de até três meses.

"O Governo do Estado fará todas as adequações necessárias para o embarque e desembarque no porto, além de viabilizar da maneira mais segura possível essa operação", ressalta o Vice-Presidente da COMARA, Coronel Aviador Steven Meier.

"A FAB entende que esta é uma operação emergencial. O espaço foi cedido para beneficiar a população paraense e tentar evitar a falta de itens de consumo básico, como combustíveis e alimentos", completa o Comandante da Ala 9, Brigadeiro do Ar Ricardo José Freire de Campos.

A Comissão

A COMARA é responsável por projetar, construir e recuperar pistas de aeroportos e aeródromos em regiões inóspitas e de difícil acesso na Amazônia Legal e, por isso, possui portos e balsas para transportar insumos, cargas, maquinários e pessoas para as regiões onde o acesso se dá única e exclusivamente pelo rio.

Fotos: Soldado Karlos / Ala 9