AEROPORTO

Aeroporto de Guarujá, que terá área cedida pela FAB, recebe anuência para ser concedido

Comando da Aeronáutica cedeu uma área adicional de 55 mil metros quadrados para Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá
Publicado: 02/05/2019 17:57
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Fonte: EMAER
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Gabrielli - Revisão: Capitão Landenberger

O Ministro de Estado de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, assinou a anuência à concessão da exploração do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá (SP) - empreendimento que se tornou viável devido à cessão de uma área adicional de 55 mil metros quadrados pertencentes à Base Aérea de Santos (BAST). 

A assinatura, que aconteceu no último dia 16, marca o trabalho conjunto do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), da Secretaria de Aviação Civil (SAC) e da Prefeitura de Guarujá, segundo explica o Adjunto da Seção de Patrimônio e Meio Ambiente do EMAER, Coronel José Edson Sallum. O oficial afirma que a área foi cedida à SAC por meio de uma portaria de zoneamento civil-militar publicada em novembro de 2018. Agora, a secretaria - que é subordinada ao Ministério de Infraestrutura - autoriza a concessão da exploração, atendendo às necessidades da sociedade da Baixada Santista. 

“Inúmeras reuniões foram realizadas até chegar-se ao consenso de que, nos primeiros cinco anos de operação do aeroporto, algumas áreas serão compartilhadas com o Comando da Aeronáutica", afirma o Coronel Sallum. 

O Secretário de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA), Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, esteve presente no ato de assinatura. Ele explica que se tratou de um momento importante para a concretização do aeroporto, pois é a partir deste documento que a prefeitura da cidade irá iniciar os processos licitatórios necessários. 

O oficial-general também destacou que a criação de um aeroporto civil no local, que a FAB ajudou a viabilizar, era uma demanda antiga da comunidade. "A história do aeroporto do Guarujá no interior da Base Aérea de Santos remete aos anos 1990. Desde aquela época, já se falava no projeto e na necessidade de um aeródromo civil para o atendimento dos passageiros da Baixada Santista. Afinal, são mais de 2,15 milhões de pessoas que podem se beneficiar direta ou indiretamente desta infraestrutura de mobilidade. Portanto é uma demanda de quase três décadas, que está próxima a se concretizar", afirma o Tenente-Brigadeiro Damasceno.