DIA DA MULHER

Ala 12, no Rio de Janeiro, reúne mulheres em especialidades diferenciadas

Piloto de combate, paraquedista e responsável por comunicações e controle são algumas das atividades também destinadas às mulheres
Publicado: 08/03/2019 10:00
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Fonte: Ala 12
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Emília Maria - Revisão: Capitão Landenberger

Em todas as organizações da Força Aérea Brasileira (FAB), o trabalho das mulheres é primordial, tanto nas atividades complementares de apoio ao combate, como no efetivo treinamento de missões desempenhadas pela instituição. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a Ala 12 destacou três militares do quadro feminino da Guarnição de Aeronáutica de Santa Cruz, no Rio de Janeiro (RJ), para mostrar que o cumprimento de missões reais é uma das atividades de rotina entre as militares.

Piloto do helicóptero H-36 Caracal, do Esquadrão Puma (3º/8º GAV), a Capitão Aviadora Caroline Pedretti Gonzaga participou recentemente do apoio às vítimas do rompimento da barragem em Brumadinho (MG). Ela está há 13 anos na FAB e conta que a missão foi uma das mais relevantes em toda a sua carreira. “A enorme mobilização dos profissionais envolvidos revela o lado solidário de quem se dedica à missão de salvar vidas. É extremamente gratificante poder ajudar em uma situação tão difícil como aquela e ser útil para a sociedade brasileira”, destaca.


A Sargento Especialista em Eletrônica Juliana de Azevedo Ayres Pinto, que atua há nove anos na área de telecomunicações do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1º/1º GCC), também participou da missão em Brumadinho. “Fui acionada às 20h do dia 25 de janeiro, fiz uma mala estimada para 10 dias de missão e segui para a Ala 12 pouco depois da meia-noite”, relata.
Ela foi uma das responsáveis pela montagem da estrutura de sistemas de enlace por satélite, que provém meios de telefonia, internet e rede interna; além de auxiliar outros militares na instalação de equipamentos de comunicação terra-ar, primordial para o controle de movimento dos helicópteros em diversas áreas de buscas. “Ser militar, para mim, é estar sempre pronto a uma condição de desconforto, servindo a quem precisa de nós. Em 2010, fiz um juramento à Bandeira Nacional, comprometendo-me a cumprir, com o sacrifício da própria vida, as tarefas de minha atribuição e servir à minha Pátria. Isso farei com todo o orgulho e, incondicionalmente, a qualquer hora e em qualquer lugar. Ser militar é abrir mão de si para servir àqueles que precisam”, ressalta Juliana.

Primeira militar da FAB a realizar o curso de salto livre voltado para o combate, na Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército Brasileiro, a Sargento Especialista em Eletricidade e Instrumentos de Voo Elisângela de Souza Secco tem dez anos de trabalho na área operacional. Iniciou sua carreira no extinto Quarto Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (4º/7 GAV), em 2010, como observadora de Busca e Salvamento. Em 2010, foi transferida para o Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3º/8º GAV), onde encontrou a oportunidade de realizar o Curso de Salto Livre. “Por alguns anos, participei da equipe de Salto Livre da Força Aérea Brasileira, Equipe Falcões. Em 2014, integrei a delegação brasileira no Mundial de Paraquedismo Militar, na Indonésia. Naquela oportunidade, disputei a modalidade de Precisão de Aterragem e me tornei a primeira militar da FAB a representar o Brasil em uma competição internacional de Paraquedismo Militar”, conta. Hoje ela compõe a equipe que atua na manutenção dos helicópteros H-36 do 3º/8º GAV.

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