DIA DA MULHER

Duas oficiais da FAB atuam em Missões de Paz no continente africano

Saiba como é o trabalho das militares da FAB em Missões de Paz da ONU
Publicado: 07/03/2019 20:00
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Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Aline Fusizaki
Edição: Agência Força Aérea - Revisão: Capitão Landenberger

Foi em dezembro de 2011 que o Ministério da Defesa e a Organização das Nações Unidas (ONU) firmaram uma carta de intenções com o objetivo de ampliar a presença feminina em operações de manutenção da paz. Desde então, o Brasil tem ocupado cada vez mais destaque no cenário mundial e o número de mulheres militares brasileiras atuando nessas missões tem aumentado.

As primeiras militares destacadas para atuar em missões de paz da ONU cumpriam uma função de representação. Aos poucos, ganharam espaço e, atualmente, exercem atividades de grande relevância. Em homenagem ao dia 8 de março, conheça a história das duas militares da FAB que estão em operações de paz da ONU.

Major Laura Kazue Lopes Nakamura - O ano de 2018 marcou a trajetória da Major Intendente Laura Kazue Lopes Nakamura. Após passar por intensos treinamentos e avaliações, ela se tornou Observadora Militar na Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), desde novembro.

No Sudoeste do país, por meio de patrulhas terrestres e aéreas, a oficial atua no monitoramento do cessar fogo, na observação de possíveis violações aos acordos militares estabelecidos e no relato de minas e explosivos encontrados. “O observador militar não porta arma, sendo o gorro azul e a bandeira da ONU nossos instrumentos de identificação e de aproximação com as partes envolvidas, mas a bandeira brasileira no nosso uniforme sempre desperta o sorriso por onde passamos. Todos têm profundo respeito, carinho e admiração pelos militares brasileiros. Somos exemplos de dedicação, amizade e profissionalismo em todos os lugares”, relata.

Além de realizar um trabalho diferente do que estava habituada, para a Major Kazue, a distância dos amigos e familiares e a diversidade cultural foram as maiores dificuldades no início da missão. “Hoje, estou plenamente adaptada e pronta para exercer a função que me foi confiada. Sinto-me honrada em representar o nosso país e, em especial, a FAB. Estou orgulhosa por ser a primeira observadora militar e a primeira oficial da FAB a servir na MINURSO. Esse pioneirismo traz um misto de alegria e responsabilidade que me faz querer me aprimorar cada dia mais, demonstrando toda a capacidade dos oficiais brasileiros, mas, em especial, a força e a garra da mulher brasileira”, avalia.

Major Danielle Cristini Lara Espinola Nunes - Viver novas experiências sempre foi um objetivo na vida da Major Intendente Danielle Cristini Lara Espinola Nunes e, com a vontade de alcançar esse sonho, em abril de 2018, ela deu início a uma nova etapa em sua carreira: ser staff officer na Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS).

Atualmente, a oficial trabalha na Seção de Operações do Quartel General da Força, onde é encarregada de auxiliar no planejamento e monitorar as operações que ocorrem no setor sul do país. “A ideia de trabalhar na ONU surgiu por acaso, mas, realmente, eu senti um chamado. Senti que queria muito estar aqui, sabia que precisava fazer algo diferente da minha vida”, conta.

A rotina do trabalho na área operacional é um desafio para a Major, que atuava em outra área no Brasil. No entanto, ela encara com tranquilidade o aprendizado diário. “Certas experiências são únicas em nossas vidas. Participar de uma missão de paz, sem dúvida, foi a melhor coisa que já fiz. O ganho é muito além do profissional. A gente aprende a rever valores e a repensar quem somos e o que fazemos”, afirma.

Fotos: Arquivo Pessoal

Leia esta e outras matérias na edição de março do jornal Notaer.

Assista ao vídeo em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.