DIA DAS MÃES

Amamentar: incrível missão

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o aleitamento materno exclusivo é essencial até o 6º mês de vida
Publicado: 11/05/2018 08:00
Imprimir
Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Emília e HCA
Edição: Agência Força Aérea, por Ten Emília Maria - Revisão: Cap Oliveira

Tenente Andressa e os filhos: Sabine e IanA Tenente Andressa Lewek, que serve em São José dos Campos (SP), sabia dos benefícios da amamentação mesmo antes de engravidar. “Desde que decidi ser mãe, desejei amamentar. Como psicóloga, já sabia dos benefícios para o vínculo mãe-bebê”, conta. Ela estudou também sobre as vantagens para a mãe, como recuperação do peso pós-parto e praticidade. “Está sempre pronto pra ser transportado e ingerido. Além, é claro, das vantagens para o bebê, como a melhora da imunidade, proteção contra anemia e outras doenças”, completa Andressa.

Ela amamentou a primeira filha, Sabine, exclusivamente até os seis meses e de forma complementar até dois anos e um mês. Quando a menina desmamou, a mãe já estava esperando seu irmão, Ian. “Hoje ele está com oito meses e mamando super bem. Incentivo todas as mulheres a fazerem isso por seus filhos e por si mesmas”, ressalta.

Major Marise recebe esposa e filha do SO Marques no HCASegundo os profissionais de saúde, a falta de informação é um dos fatores que mais impede que as mães amamentem adequadamente. Por isso, o Hospital Central da Aeronáutica (HCA), no Rio de Janeiro (RJ), conta com um Ambulatório de
Amamentação para orientar as mães e seus familiares. O acompanhamento de cada paciente é feito desde a internação até a primeira consulta do bebê.

Este período, de acordo com a pediatra do HCA, Major Marise Pederneiras, é o que apresenta maior índice de desmame. A médica ressalta que o leite materno não é apenas o alimento mais completo para o bebê. “É de fácil digestão, não sobrecarregando o intestino e os rins, além de permitir o fortalecimento do binômio mãe-bebê”, explica a Major.

A Tenente Aline Novaes, fonoaudióloga neonatal, aponta outros aspectos. "Contribui para que a criança tenha dentes bem posicionados, desenvolva a fala corretamente e respire pelo nariz, além de exercitar os músculos responsáveis pela mastigação e deglutição dos alimentos, bem como pela articulação das palavras”, diz.

Sargento Taís e a filha Maria LuísaMissão difícil

Muitas mães passam por dificuldades para alimentar seus recém-nascidos, seja pelo fato de o bebê que não consegue abocanhar o peito, sejam as dores pelos ferimentos nas mamas ou outras questões. Nesses casos, o acompanhamento de profissionais e o apoio da família são primordiais. Foi o que aconteceu com a Sargento Taís Franca e Silva, que teve a filha Maria Luísa em setembro
de 2017. A recém-nascida foi para a UTI neonatal e só depois de seis dias, quando recebeu alta, pôde ter contato com o leite materno.

Quando foi para casa, as chances de conseguir a amamentação exclusiva eram pequenas. “Mas não desistimos. Procuramos o Ambulatório de Amamentação no HCA e lá encontrei segurança, orientação e apoio. Hoje comemoramos a vitória da amamentação exclusiva”, conta a Sargento Taís. “Falo no plural porque o apoio do pai foi fundamental em todos os momentos”, completa.

Assim como a Sargento Tais, muitas outras mães já passaram pelo Ambulatório do HCA. Para o Suboficial Eduardo Vieira Marques, do 3º/8º GAV, e sua esposa Eliane, a missão de amamentar a filha Lara também não foi simples. Os pais foram amparados por uma equipe que desconheciam. “Por vezes chegávamos à exaustão por causa das lesões nas mamas da minha esposa. Mas os militares do Ambulatório nos mostraram exatamente o que deveria ser feito e estavam sempre nos orientando. Nos provaram que é possível vencer ”, lembra o pai.

Leia esta e outras matérias na edição de maio do Notaer: