ORDEM DO DIA

Dia da Aviação de Asas Rotativas

Data é comemorada em 3 de fevereiro
Publicado: 02/02/2018 08:00
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Fonte: COMPREP

Nobres combatentes da Aviação de Asas Rotativas! Nobres irmãos de armas!

Nossa Força Aérea celebra hoje os feitos de homens e mulheres que construíram a gloriosa história da Aviação de Asas Rotativas. O fato notório que deu origem à escolha dessa data ocorreu no dia 3 de fevereiro de 1964, em uma Missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), na região de Katanga, no Sul do Congo, quando a tripulação de um Sikorsky H-19 da Força Aérea Brasileira pousou, sob disparos de grupos rebeldes locais, para realizar o resgate de outro helicóptero que transportava missionários e freiras, e havia pousado em emergência em meio à vegetação subsaariana. O embarque do pessoal deu-se em meio à poeira e ao ruído dos rotores; da porta do helicóptero, com armas em punho, os sargentos mantinham o inimigo à distância, respondendo ao fogo com bravura. Ninguém foi deixado para trás. Essa abnegação, coragem e a valorização do trabalho em equipe marcam até hoje os ideais dos militares das Asas Rotativas.

Ao longo da história, os Esquadrões de Asas Rotativas contribuíram de forma inigualável com a integração do território nacional operando, nos mais isolados rincões desse país, levando a presença do Estado aonde quer que fosse.

Pela capacidade de atuação em locais sem maiores infraestruturas, com o mínimo de apoio de solo, sem pistas de pouso, furtivamente levando grande poder de fogo ou infiltrando e retraindo tropas amigas, o helicóptero é uma arma de valor ímpar para garantirmos a soberania do espaço aéreo. Nos conflitos atuais, mormente de característica assimétrica, as aeronaves de asas rotativas são de fundamental importância, a fim de movimentar tropas de maneira ágil, fornecer o apoio de fogo e recuperar pessoal isolado.

Para se adequar à moderna realidade de atuação das Forças Armadas, o Comando da Aeronáutica vem passando por uma das mais significativas mudanças estruturais de sua História, calcada na “Concepção Estratégica Força Aérea 100”, que tem como foco a concentração de atividades afins, a redução dos níveis organizacionais e a diminuição do custeio das atividades-meio. Norteado por essa Concepção, o Comando de Preparo busca aumentar a eficiência na capacitação de seus tripulantes, atualizando-se doutrinariamente e explorando a máxima potencialidade dos vetores incorporados na FAB. Faz parte desse avanço doutrinário, o criterioso planejamento e execução de Exercícios Operacionais, concebidos para preparar as equipagens operacionais para os modernos cenários de emprego do Poder Aeroespacial.

Graças ao trabalho desenvolvido nas décadas recentes, a Força, atualmente, conta com os H-36 Caracal, com avançados aviônicos e capacidade de reabastecimento em voo, única no continente sul americano, que permitirá um maior alcance em missões de combate e uma grande cobertura da área marítima de Busca e Salvamento sob responsabilidade do Brasil. Outrossim, as aeronaves H-60L Black Hawk, robustas e confiáveis, são os vetores que sustentam a capacidade da Força em realizar resgates, missões humanitárias, infiltrar e retrair tropas onde quer que seja, na paz ou na guerra, de dia ou de noite. O AH-2 Sabre, com seu canhão de torreta móvel, seus foguetes e mísseis, confere grande poder dissuasório à Força Aérea, porquanto é capaz de levar alto grau de letalidade onde o inimigo não espera.

Não se pode deixar de destacar, nessa ocasião, os legendários H-1H, recebidos pela FAB em 1967, que sustentaram por décadas todas as missões demandas pela Força, espalhando o inconfundível som de seus rotores em todas as regiões do Brasil, desde os pampas do sul até a selva amazônica. Operando até os dias atuais, dentro em breve esse incansável guerreiro será desativado; sendo eterno seu legado, contado por gerações de tripulantes que o conduziram destemidamente.

O aprimoramento de técnicas de navegação tática, o aperfeiçoamento da capacidade de voo com Óculos de Visão Noturna, a aplicação de sistemas de autodefesa e de sensores que aumentam a consciência situacional são alguns dos desafios que compelem os tripulantes e mantenedores a dedicarem-se profundamente aos estudos e a valorizarem cada hora de voo consumida no preparo.

Esse comprometimento começa no H-50 Esquilo, que há tempos é escola para todos os nossos pilotos de helicóptero, ensina-os a arte de pairar, de coordenar a tripulação, de dosar milimetricamente o uso de cíclico, coletivo e pedais, e a dominar essa versátil arma nas inúmeras Ações de Força Aérea que lhe são afetas.

Caros comandados, militares que voam e fazem voar nossos helicópteros!

Sigamos com os olhos no futuro, mantendo no mais alto patamar os valores deixados pelas gerações que nos antecederam, perseguindo a excelência, vencendo os desafios com brio inabalável, labutando em prol da Força Aérea Brasileira e da Nação. Brademos com vigor o grito de guerra que traduz a força de nossos ideais:

AOS ROTORES!! O SABRE!!


Tenente-Brigadeiro do Ar ANTONIO CARLOS EGITO DO AMARAL
Comandante de Preparo