SOLIDARIEDADE

Esquadrão Cobra realiza evacuação aeromédica na fronteira com a Colômbia

Jovem indígena de 13 anos chegou ao Pelotão de Fronteira do Exército e foi resgatada por aeronave da FAB
Publicado: 12/10/2017 08:00h
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Fonte: HAMN e Ala 8
Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Gabrielli Dala Vechia

FAB resgatou indígena na fronteira com a ColômbiaO Esquadrão Cobra (7° ETA) transportou uma jovem indígena de 13 anos que apresentava insuficiência respiratória, entre a comunidade Palmeira do Javari (distante 1.437 km de Manaus) e Tabatinga (distante 1.110 km da capital do Amazonas). A Evacuação Aeromédica (EVAM) aconteceu na última segunda-feira (09/10) e foi realizada com uma aeronave C-98 Caravan.

A família da adolescente procurou ajuda no 1º Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro, mas a indígena corria risco de vida e a localidade não possui a estrutura de saúde que ela necessitava. Foram quase seis horas de voo entre a sede do Esquadrão Cobra, em Manaus (AM) e o local onde estava a paciente.

“Era uma infecção pulmonar, suspeita de pneumonia, já com repercussão cardiológica, aumento da frequência cardíaca e respiratória”, disse o Tenente Médico André Cavalcante Saraiva, que acompanhou toda a missão.

Foram quase seis horas de voo entre Manaus e a localidade onde estava a jovemUm dos pilotos do Caravan, Tenente Leonardo Brasileiro, explicou que, para realizar o transporte, a equipe precisou adotar alguns procedimentos especiais. “Tivemos que fazer o voo a 3000 ft (1000 metros), inicialmente, devido ao fato de ela estar sofrendo de falta de oxigenação no sangue e, a essa altura, o ar não ser tão rarefeito”, disse o aviador. A parte médica também precisou ser adaptada para o transporte da paciente devido a seu estado de saúde. “Durante o voo, foi instalado oxigênio sob cateter nasal contínuo e a cabeceira foi elevada para diminuir a falta de ar”, disse o médico.

O Capitão Médico do Hospital de Aeronáutica de Manaus (HAMN), Waldyr de Oliveira Júnior, que coordenou todos os atores envolvidos, destaca a importância do trabalho integrado. "A coordenação entre o hospital, o pelotão do Exército, a unidade aérea e o Comando de Operações Aeroespaciais foi fundamental para salvar a vida dessa jovem, o que mostra, entre outras coisas, a importância da atuação das Forças Armadas", avaliou o capitão.

Fotos: 7º ETA