REESTRUTURAÇÃO

Criação dos Grupamentos de Apoio busca aprimorar a gestão

Coordenação das 25 unidades e das Prefeituras de Aeronáutica é responsabilidade do Centro de Apoio Administrativo
Publicado: 05/08/2017 11:00
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Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Jussara Peccini

Até 2018, a meta do Centro de Apoio Administrativo da Aeronáutica (CEAP) é estabelecer a padronização da administração em todos os 25 Grupamentos de Apoio (GAP), unidades criadas para concentrar a maior parte das tarefas administrativas da Força Aérea Brasileira. Localizado nos Afonsos (RJ), subordinado à Diretoria de Administração (DIRAD) - uma das diretorias da Secretaria de Economia, Finanças e Administração (SEFA) -, o Centro está construindo indicadores que devem ajudar a fornecer informações gerenciais fidedignas para a tomada de decisão.

“Nosso objetivo nesse momento é promover a consolidação dos processos administrativos de forma padronizada”, explica o Chefe da Divisão de Acompanhamento do CEAP, Coronel Fernando Angott o de Oliveira. Para não haver dúvida, ao lado da sua mesa um quadro estampa a estratégia da unidade. “Estabelecer a gestão do apoio administrativo e de moradia funcional por meio de processos simplificados, eficientes e regulares”.

O oficial explica que nesta primeira fase de implantação o esforço está concentrado em melhorar a tramitação de processos entre GAPs e Organizações Militares apoiadas, bem como ajustar legislações. Um exemplo disso é a compreensão de responsabilidades entre apoiados e apoiadores. Sob a perspectiva de orçamento, a FAB dispõe hoje de três tipos de unidades: executora (GAPs), credora (onde há ordenador de despesa) e de controle.

Neste caso, é importante destacar que as unidades credoras precisam apontar as suas necessidades e informar aos GAPs, que efetuam as compras conforme o calendário de licitações. “Está em fase final de elaboração, pela SEFA uma ICA para ajudar a esclarecer esses conflitos”, antecipa.

Em setembro, os GAPs devem efetuar o primeiro encontro para compartilhar experiências e as melhores práticas de gestão.

Prefeituras de Aeronáutica

Neste processo de reestruturação, outra mudança relevante instituída envolve a gestão dos mais de 16 mil Próprios Nacionais Residenciais (PNRs) destinados à moradia de militares. A coordenação da gestão das Prefeituras de Aeronáutica também está sob a responsabilidade do CEAP. As prefeituras eram subdivididas em três categorias, de acordo com o número de PNRs, e nove foram dissolvidas e absorvidas como subdivisão dos respectivos GAP.

“Essa concentração da gestão permite que se tenha uma visão holística sobre a habitação funcional na FAB”, explica o Coronel Fernando.

A unificação das prefeituras sob uma mesma gerência facilitou a revisão – em andamento - da Instrução do Comando da Aeronáutica que versa sobre esse assunto.
Com isso, será possível uma padronização de indicadores e a geração de informações que permitam projetar soluções de moradia funcional para o COMAER, com base em parâmetros que refletem a realidade das localidades.

Lembre-se - Para compreender a nova estrutura organizacional da FAB é importante entender que a instituição migrou de um conceito de regionalização, que era administrado pelos Comandos Aéreos Regionais, para uma verticalização por áreas de negócio, que tem alinhamento de governança da área central decisora até a ponta executora.

Acompanhe as reportagens sobre reestruturação na página especial da FAB.

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