BUSCA E SALVAMENTO

FAB disponibiliza 149 militares na missão de busca à embarcação desaparecida

Saiba quais as unidades militares envolvidas na missão e a função de cada uma
Publicado: 06/04/2017 11:47
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Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente João Elias

A Força Aérea Brasileira (FAB) já disponibilizou 149 militares, durante os cinco dias de missão de buscas à embarcação desaparecida em área marítima sob responsabilidade do Uruguai. A primeira aeronave foi empregada no domingo (02/04). Nesta quinta-feira (06/04), a aeronave P-3 decolou a uma hora da manhã do Rio de Janeiro (RJ) com destino ao local das buscas, que fica a cerca de 2.700 km de distância.

Para realizar essa operação cinco organizações militares estão envolvidas: o Salvaero Curitiba, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e três esquadrões de aviação. O acionamento para a missão foi feito na sexta-feira (31/03) pela organização militar do Uruguai, solicitando o apoio de aeronaves nas buscas.

O Salvaero é o órgão responsável por coordenar toda a missão. Por dia, 12 militares estão envolvidos nas funções de coordenador, operador de rádio, controlador de tráfego aéreo e previsor meteorológico. “Ao recebermos a solicitação do Uruguai, entramos em contato com o COMAE, que é o órgão que define e autoriza o engajamento dos esquadrões e o tipo de aeronave empregada”, explica o Tenente Josemar Antônio Sartori, oficial coordenador da missão no Salvaero.

Inicialmente foi engajado o Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT), que utiliza a aeronave C-130. Logo depois, foi engajado o Esquadrão Orungan (1º/7° GAV) com a aeronave P-3 e também o Esquadrão Gordo (1°/1° GT), com a aeronave C-130. Nos três esquadrões, 89 militares participaram da missão nesses dias.

“Como essa missão dura cerca de 14 horas, cada unidade sai, por dia, com duas tripulações já que não pode, por lei, executar o voo por mais de oito horas consecutivas. Além disso, se a nova missão ocorrer em um período menor de doze horas é necessário que outras equipes passem a executar o voo já que esse é o tempo de descanso da tripulação”, enfatiza o Major Bruno Rocha, oficial de operações do 1° GTT.

O acidente

O cargueiro de nome Stellar Daisy, com 16 filipinos e oito coreanos, desapareceu na tarde de sexta-feira (31/03) e, até o momento, apenas dois tripulantes foram resgatados por um navio que estava próximo ao local. Quatro embarcações no mar também participam do trabalho de buscas.