OPERAÇÃO CAPIXABA

FAB emprega infantaria, meios aéreos e apoio logístico no Espírito Santo

Mais de 100 militares e oito aeronaves foram envolvidas na missão
Publicado: 13/02/2017 16:41h
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Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Iris Vasconcellos

Mais de 100 militares na tropa, 70 toneladas de estrutura de apoio e oito aeronaves envolvidas com o transporte de militares e materiais para o Espírito Santo. Esses são os números da participação da Força Aérea Brasileira (FAB) na operação Capixaba realizada em conjunto com a Marinha, Exército Brasileiro e Força Nacional. A operação, que teve início na quarta-feira (08/02), ainda está em andamento.

O intuito é ajudar a estabilizar o Estado do Espírito Santo, que vive uma onda de violência decorrente da greve da Polícia Militar. Segundo o Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol), 146 cidadãos foram mortos no estado durante esse período. Os policiais voltam a trabalhar aos poucos e se juntam aos 3.000 militares das Forças Armadas que estão presentes no estado.

Pelotões vão às ruas no Espírito SantoOs integrantes da tropa da FAB patrulham três bairros (Jardim Camburi, Jardim Penha e Grande Goiabeiras) da grande Vitória e o entorno do aeroporto. Desde o início do acionamento, há sempre um pelotão nas ruas. O comandante de pelotão, Tenente de Infantaria Renato Pumar, do Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial dos Afonsos (BINFAE-AF), destaca que a companhia de Garantia da Lei e da Ordem foi designada para agir no policiamento ostensivo exercendo papel de polícia.

“Nas três áreas para as quais fomos designados nós fazemos o patrulhamento motorizado, ficamos em alguns pontos estáticos de segurança e montamos pontos de bloqueio e controle de via. A intenção é diminuir a vontade do infrator de cometer algum delito”, explica.

A população, que já começa a retornar à rotina, aprova a atuação dos militares. A vendedora Gloria Toso, que trabalha na praia de Camburi, viu o movimento aumentar na última semana com o crescimento da sensação de segurança. “Eu trabalho aqui todos os dias. E já no início dessa semana, eu percebi que a situação ficou muito mais tranquila. Esses dias, eu já notei que tem muita gente na praia, várias pessoas caminhando, praticando esporte. Melhorou bastante”, destaca.

O Comandante da FAB na GLO, Tenente-Coronel de Infantaria Jorgeli Almagro, fez um balanço da atuação da Força Aérea no Espírito Santo. “Desde que chegamos aqui, a tropa tem atuado de forma bastante segura e tem contribuído para a segurança do capixaba”, ressaltou.

“Quando nós chegamos, encontramos uma população bastante assustada. A cidade deserta e desocupada. Então, é uma satisfação poder ajudar o próximo em um momento tão delicado”, complementou.

Além do Hércules, oito aeronaves foram empregadas

Apoio Aéreo

O C-130 Hércules, o C-105 Amazonas, o C-99, o C-97 Brasília e o C-95 Bandeirante foram acionados para realizar transporte de tropas. Foram 28 missões que somaram mais de 80 horas de voo em quatro dias de envolvimento.

Oito esquadrões foram acionados para o transporte de cerca de 840 passageiros e 40 toneladas de carga.

O chefe do Centro Conjunto de Operações Aéreas (CCOA) do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Brigadeiro do Ar Arnaldo Silva Lima Filho, destacou a atuação da FAB na operação. “Desde o dia 8 nossa atenção está voltada para esta operação que, em conjunto com o Exército, Marinha e Ministério da Defesa, está sendo realizada com sucesso".

Apoio logístico

Intendência operacional apoia militares em VitóriaFoi destacada para o Espírito Santo uma estrutura de apoio para militares da FAB e da Força Nacional. Um total de 70 toneladas de equipamentos foram transportados para Vitória por via aérea (um C-130 Hércules) e via terrestre (quatro carretas e três caminhões). 

A estrutura montada no aeroporto internacional de Vitória, em área cedida pela Infraero, inclui o Módulo de Alimentação a Pontos Remotos (Mapre), com cinco containeres que se transformam numa cozinha industrial e o Rodomapre, que funciona no formato de cozinha sobre rodas.

Ambos os módulos são usados para produção e preparação das refeições servidas em atividades operacionais em locais afastados, como na atuação no Espírito Santo. A estrutura permite a produção de 2.400 refeições diárias e tem a capacidade para alimentar cerca de 650 militares por dia.

A estrutura também inclui módulos sanitários e 21 barracas com capacidade para atender 230 pessoas.

“A unidade celular de intendência é responsável por manter o moral do combatente. A missão está indo muito bem. Nós conseguimos mobilizar nossos meios muito rapidamente”, destaca o Comandante da Unidade Celular de Intendência, Capitão Thiago Silva dos Santos. Em menos de 48 horas toda a estrutura já estava montada e em apenas 28 horas, a intendência já estava apta para fornecer alimentação aos militares da tropa.

A FAB também disponibiliza uma Unidade Celular de Saúde (UCS) no local com capacidade para atender até 200 militares.

“A UCS veio para dar apoio à tropa que está fazendo patrulhamento nas ruas. Nós estamos preparados para dar todo o suporte médico em qualquer tipo de ferimento”, destaca o chefe da UCS, Tenente Médico Bruno Diniz, sobre a unidade que possui capacidade para atendimentos emergenciais e pequenos procedimentos.

Veja no vídeo a atuação da FAB no Espírito Santo:

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