OPERACIONAL

Esquadrão Escorpião inicia 2ª etapa do Curso de Formação de Líderes de Esquadrilha

O curso com duração de dois anos inicia a segunda etapa
Publicado: 31/12/1969 21:00
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Fonte: 1°/3° GAV, por Ten Ives Ranyer
Edição: Agência Força Aérea, por Ten Iris Vasconcellos

Pilotos do Esquadrão Escorpião (1°/3° GAV), localizado em Boa Vista (RR) e composto pelas aeronaves A-29 Super Tucano, iniciaram nesta segunda-feira (18/01) a segunda etapa do Curso de Formação de Líderes de Esquadrilha de Caça (CFLEC). O objetivo do curso, que tem dois anos de duração, é capacitar os pilotos de caça recém-formados para que possam realizar o gerenciamento de até quatro aeronaves em formação e executar as diversas missões atribuídas à Aviação de Caça.

Segundo o Comandante do 1°/3° GAV, Tenente-Coronel Aviador Ricardo Bevilaqua Mendes, o curso de liderança é uma das etapas mais importantes na vida do piloto de caça. “Os conhecimentos que eles vão obter nesse período nortearão toda a carreira operacional nesta Aviação”. De acordo com o comandante, o Esquadrão Escorpião, assim como os demais esquadrões do 3º Grupo de Aviação, deve buscar uma atualização constante. “Assim, as unidades podem ter processos operacionais alinhados com o contexto atual da aviação de caça na Força Aérea Brasileira, visando à chegada dos futuros caças Gripen NG”, explica.
Na primeira etapa do Curso de Formação de Líderes de Esquadrilha de Caça, os pilotos realizaram as missões na posição de número "3", onde puderam auxiliar o líder da esquadrilha no cumprimento dos objetivos das missões. A primeira etapa é uma fase inicial, na qual o piloto é apresentado aos conceitos de condução em voo de uma esquadrilha.
Já na segunda e mais complexa etapa, o aviador assume a função de "Ás" e tem a responsabilidade de conduzir até quatro aeronaves, gerenciando todas as fases do voo e situações de emergência que, porventura, possam ocorrer.

Nessa fase, os pilotos são avaliados em missões de formatura básica diurna e noturna, formatura tática, interceptação diurna e noturna, combate e tiro aéreo, treinamento de emprego ar-solo, escolta, varredura, navegação e ataque. Além das avaliações de desempenho referentes à atividade aérea, os militares apresentam os trabalhos monográficos com foco em assuntos de interesse à doutrina da Aviação de Caça.

O Tenente Aviador Jorge Ricardo Loureiro Almeida é um dos participantes da segunda fase do curso. Segundo ele, a etapa exigirá muito em cada missão, já que cada detalhe deve ser pensado, planejado e estudado. “Além de todos os envolvimentos normais, poderão ocorrer imprevistos, reais ou simulados, com o intuito de treinar e estimular o raciocínio na condução de não somente sua aeronave, mas, também, das outras que participam da formação”, destacou.
“O CFLEC é mais que um curso operacional. É o amadurecimento do piloto, no qual os fatores atrelados à gerência, capacidade de raciocínio, julgamento e liderança, em todos os seus sentidos, são injetados na mente e no sangue dos jovens caçadores”, finalizou.