RIO 2016

Em SP, militares treinam estratégias de defesa aérea para os Jogos Olímpicos

Simulações avaliam planejamento, coordenação, execução e controle do sistema de defesa aeroespacial brasileiro
Publicado: 19/05/2016 08:00
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Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Raquel Alves

  Militares do Exército, Marinha e Aeronáutica participam até sexta-feira (20/05) do Exercício Simulado Olimpex, no Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), em São José dos Campos (SP). Trata-se de um exercício preparatório para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, no qual são simulados e avaliados os processos de planejamento, coordenação, execução e controle do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA) em cenários previamente estabelecidos.

O enfoque da Olimpex é a evolução dos processos que definem o nível de tomada de decisões, pondo a prova o conhecimento e experiência dos membros de cúpula responsáveis pelo gerenciamento da Defesa Aeroespacial no Brasil. “É muito importante essa interação entre as Forças nesse treinamento e principalmente entre as equipes envolvidas no exercício. Os Jogos Olímpicos requerem muita atenção e cuidado em nosso espaço aéreo. Estamos trabalhando para que todos os processos treinados, caso seja necessário usá-los, sejam realizados com precisão e rapidez”, relata o Capitão do Exército Brasileiro, Thiago Ribeiro de Almeida, que atua no exercício.

Os exercícios são simulados a partir de seis cenários criados virtualmente em 110 situações onde os militares envolvidos possam praticar e definir quais as estratégias que devem ser tomadas para garantir a defesa do espaço aéreo durante os eventos. São realizados três cenários por dia e cada um com duração de uma hora e meia. " Esse treinamento é fundamental para que possamos treinar todas as possíveis situações que podem ocorrer. Estamos trabalhando para que as pessoas que vão assistir as competições estejam cientes que os céus do Brasil estão protegidos", reforça o Coronel aviador Marcelo Alvim Agricola, coordenador do treinamento.

Foram escolhidas duas localidades para a simulação do exercício: São Paulo e Rio de Janeiro, tendo como base as áreas onde serão realizados alguns eventos simultâneos. No Rio de Janeiro os locais demarcados foram: Deodoro, Copacabana, Barra, Maracanã e Engenhão. Em São Paulo, o estádio Itaquerão. “Estamos seguindo, também, o cronograma dos jogos de futebol das Olimpíadas. A escolha desses locais é para simularmos os jogos que serão realizados simultaneamente em outros estados, uma vez que quase todas as competições serão realizadas no Rio de Janeiro”, destaca o responsável pela criação dos cenários, Capitão aviador Ricardo Tavares Vieira.

Essas áreas do Rio de Janeiro e de São Paulo foram delimitadas durante o treinamento como PROIBIDA, indicada pela cor vermelha onde o tráfego de aeronaves só será permitido mediante autorização. Outras duas áreas   também foram delimitadas: a RESTRITA, indicada na cor amarela, que limita o acesso a movimentos aéreos específicos e a RESERVADA, na cor branca, onde são aplicadas regras específicas para a utilização do espaço aéreo, com a finalidade identificar todos os movimentos aéreos e, dessa forma, elevar o nível de segurança. Essas áreas são classificadas como áreas de exclusão criadas pelo Comando da Aeronáutica (COMAER), seguindo os critérios de segurança adotados mundialmente em eventos de grande importância e a manutenção dos níveis dos serviços de tráfego aéreo prestados. As cidades de Belo Horizonte, Brasília, Manaus e Salvador também serão monitoradas com as áreas de exclusão.

As diretrizes de planejamento e gerenciamento do fluxo de tráfego aéreo usadas na Olimpex também foram aplicadas nos grandes eventos que o Brasil sediou como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), em 2012, a Copa das Confederações de Futebol e a Jornada Mundial da Juventude Católica, ambas em 2013, e a Copa do Mundo de Futebol em 2014.